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NOV.B.20 (30)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-20-30
  • Pièce
  • 06/11/1957
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia em preto e branco, formato paisagem de autoria do Mário Fontenelle (1919-1986). Vista de um canteiro de obras da construção da base de um edifício com diversos tijolos cerâmicos empilhados ao fundo (à direita), materiais de construção, troncos de madeira utilizados para a obra e figuras humanas atuando na obra. Atrás da construção nota-se vegetação de cerrado típico e logo depois, há uma faixa mais adensada de vegetação que sugere ser uma possível mata de galeria que acompanha um curso d’água, com presença de algumas palmeiras que são popularmente conhecidas como buritis (Mauritia flexuosa). Ao fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com trechos campestres com ausência de árvores (campo limpo) e trechos com adensamento de árvores (possivelmente cerrado sentido restrito).

Sans titre

NOV.B.20 (29)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-20-29
  • Pièce
  • 06/11/1957
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia em preto e branco, formato paisagem de autoria do Mário Fontenelle (1919-1986). Vista de um canteiro de obras com diversos tijolos cerâmicos empilhados, materiais de construção, troncos de madeira utilizados para a obra e figuras humanas atuando na obra. Rodeando o canteiro de obras, há vegetação de cerrado típico. Ao fundo, uma faixa mais adensada de vegetação sugere uma possível mata de galeria que acompanha curso d’água, e atrás a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com trechos campestres com ausência de árvores (campo limpo) e trechos com adensamento de árvores (possivelmente cerrado sentido restrito).

Sans titre

NOV.B.20 (11)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-20-11
  • Pièce
  • 1958 - 1959
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em cores, formato paisagem. Em primeiro plano, vegetação rala à esquerda, indicando remoção recente da vegetação, e duas árvores de baixo porte e uma de médio porte, ambas nativas do Cerrado. Atrás, o que aparenta ser uma montagem de forma com tábuas de madeira com travamentos diagonais também de madeira. Ao redor, algumas figuras humanas e materiais de construção. Este está próximo ao canteiro de obra que está sendo construído, da SQS 106, futuro projeto da empresa Kosmos engenharia S/A, que tiveram a tarefa de erguer os onze blocos do “Conjunto Residencial IAPC” a superquadra, custeada pelo Instituto de Assistência Previdenciária dos Comerciários – IAPC.
Fotografia do mesmo local do item NOV-D-4-4-B-1 (35).
"

Sans titre

NOV.B.14 (6)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-14-6
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista do interior do que aparenta ser o ETA Brasília (Estações de Tratamento de Água), um dos reservatórios de água apoiado (RAP) o qual possui laje treliçada pré-moldada é um sistema construtivo de laje pré-moldada, que é composto por vigotas de concreto armado e por algum material de preenchimento, podendo ser de cerâmica ou de EPS, conhecido como isopor (PINHEIRO, 2022). Sobre o mesmo, há postes provisórios de iluminação, materiais de construlão e uma figura humana. Ao fundo, há várias estruturas verticais de tábuas de madeira. No horizonte, vegetação de Cerrado, em que é possível identificar copas de árvores de médio e grande porte (fitofisionomia não identificada).
Item igual ao NOV-D-4-4-B-14 (4) com alteração de coloração.
Item semelhante ao NOV-D-4-4-B-14 (54) com alteração de coloração, enquadramento e movimentação de figuras humanas. Ao fundo, vegetação de Cerrado, em que é possível identificar copas de árvores de médio e grande porte (fitofisionomia não identificada)."

Sans titre

NOV.B.14 (54)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-14-54
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista do interior do que aparenta ser o ETA Brasília (Estações de Tratamento de Água), um dos reservatórios o qual possui laje treliçada pré-moldada é um sistema construtivo de laje pré-moldada, que é composto por vigotas de concreto armado e por algum material de preenchimento, podendo ser de cerâmica ou de EPS, conhecido como isopor (PINHEIRO, 2022). Sobre o mesmo, há postes provisórios de iluminação, materiais de construlão e uma figura humana. Ao fundo, há várias estruturas verticais de tábuas de madeira. Ao fundo, vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).
Item semelhante ao NOV-D-4-4-B-14 (4) e (6) com alteração de coloração, enquadramento e movimentação de figuras humanas."

Sans titre

NOV.B.14 (4)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-14-4
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista do interior do que aparenta ser o ETA Brasília (Estações de Tratamento de Água), um dos reservatórios apoiado (RAP) o qual possui laje treliçada pré-moldada é um sistema construtivo de laje pré-moldada, que é composto por vigotas de concreto armado e por algum material de preenchimento, podendo ser de cerâmica ou de EPS, conhecido como isopor (PINHEIRO, 2022). Sobre o mesmo, há postes provisórios de iluminação, materiais de construção e uma figura humana. Ao fundo, há várias estruturas verticais de tábuas de madeira. No horizonte, vegetação de Cerrado, em que é possível identificar copas de árvores de médio e grande porte (fitofisionomia não identificada).
Item igual ao NOV-D-4-4-B-14 (6) com alteração de coloração.
Item semelhante ao NOV-D-4-4-B-14 (54) com alteração de coloração, enquadramento e movimentação de figuras humanas. "

Sans titre

NOV.B.10 (99)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-99
  • Pièce
  • 1957 - 1959
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, mostra área de cascalheira próximo à barragem do Lago Paranoá. O primeiro plano da fotografia é composto por uma grande pilha do que parece ser de brita ou areia. Próximo a ela, no segundo plano, destaca-se o britador, equipamento utiliziado para trituração de rochas para construção civil. Um trabalhador parece estar engajado em puxar o material triturado com uma enchada enquanto um condutor de trator de esteira recolhe o material. Vê-se ainda dois homens próximo ao trator. No terceiro plano, outras pilhas de brita contrastam com densa vegetação composta por espécies arbóreas nativas do Cerrado.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Sans titre

NOV.B.10 (98)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-98
  • Pièce
  • 1955 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia colorida em formato paisagem, mostra, em vista aérea, a fase de construção do corpo da barragem do Lago Paranoá. No primeiro plano, correspondente à montante da barragem, vê-se a área que viria a ser o Lago Paranoá. Destaca-se, na metade inferior direita da fotografia, a grande mancha de vegetação nativa do Cerrado, com aspecto ralo devido a ação humana, em contraste com a área da obra da barragem. Entre a vegetação, vê-se barracões feitas em madeira que faziam parte do acampamento de trabalhadores. Entre a grande mancha de vegetação e a área da barragem, vê-se o rio Paranoá, já sendo desviado pela galeria. A extremidade direita da forografia, onde o rio mostra-se represado, corresponde ao trecho onde este seguia seu curso natural. Posterior ao rio, situa-se o corpo da barragem em construção, demarcado por uma mancha de solo marrom-avermelhado. À direita do corpo da barragem, vê-se a trincheira correspondente à ombreira direita. Ver imagens complemenares da trincheira nos itens B10 (31), B10 (39) e B10 (109). Ainda à direita, vê-se a encosta do vale, demarcada por taludes, de onde foram extraídas matérias-primas para construção da barragem. Essa encosta atualmente abriga a via de acesso à barragem. Toda a extremidade superior da fotografia é demarcada por paisagem composta por vegetação nativa do Cerrado, predominantemente arbórea. Para uma melhor compreensão da etapa de construção, ver os itens: B10(08), B10(10), B10(13), B10(21), B10(26), B10(27), B10(28), B10(37), B10(71), e B10(72).
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Sans titre

NOV.B.10 (97)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-97
  • Pièce
  • 1957 - 1959
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em formato paisagem, preto e branco. O registro aéreo destaca a sinuosidade do rio Paranoá. Seu fluxo intenso é evidenciado pelas corredeiras ao longo do curso do mesmo. Nota-se algumas palmeiras, possivelmente buritis (Mauritia flexuosa), e árvores de grande porte restantes à margem do rio, no entanto grande parte da vegetação ciliar ao rio encontra-se caída sobre o solo. À margem esquerda do rio e ao centro da imagem observa-se o canteiro de obras da barragem do lago Paranoá com o solo exposto pela retirada da cobertura vegetal nativa e marcas dos maquinários sobre o solo. Encontram-se alguns maquinários dispersos pelo canteiro e uma pequena construção de apoio à obra. À margem direia do rio, na parte superior da imagem, uma estrada de terra corta a vegetação nativa de Cerrado característica de formação florestal, área essa onde será instalado um dos acampamentos de apoio à obra. A estrada de acesso ao canteiro desponta do canto superior direito da imagem, em relevo mais acentuado, e culmina no que será a ""ombreira direita"" da barragem do Paranoá. A estrada foi citada no ""Relatório sobre os serviços da Usina do Paranoá"" em 1958 na página 03, que pode ser encontrado no acervo textual do fundo NOVACAP no item NOV-E-2-0001 (13)d. Os itens B.10(95) e B.10(96) também fazem referência ao mesmo local e data da imagem, enquanto os itens B.10(25), B.10(15) e B.10(11) registram em data posterior e sentido oposto a mesma região.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Sans titre

NOV.B.10 (96)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-96
  • Pièce
  • 1957 - 1959
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em formato paisagem, preto e branco. O registro aéreo destaca a sinuosidade do rio Paranoá. Seu fluxo intenso é evidenciado pelas corredeiras ao longo do curso do mesmo. Nota-se algumas palmeiras, possivelmente buritis (Mauritia flexuosa), e árvores de grande porte restantes à margem do rio, no entanto grande parte da vegetação ciliar ao rio encontra-se caída sobre o solo. À margem esquerda do rio e ao centro da imagem observa-se o canteiro de obras da barragem do lago Paranoá com o solo exposto pela retirada da cobertura vegetal nativa e marcas dos maquinários sobre o solo. Encontram-se no canteiro um automóvel ao lado de uma pequena construção de apoio à obra. À margem direia do rio, na parte superior da imagem, uma estrada de terra corta a vegetação nativa de Cerrado característica de formação florestal, área essa onde será instalado um dos acampamentos de apoio à obra. Na mesma margem é possível identificar uma trilha pré-existente às ações de construção da barragem no território. Os itens B.10(96) e B.10(97) também fazem referência ao mesmo local e data da imagem, enquanto os itens B.10(25), B.10(15) e B.10(11) registram em data posterior e sentido oposto a mesma região.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

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