Mata ciliar

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NOV.B.6 (58)

Formato Paisagem, Colorida. Autor Desconhecido.

Em primeiro plano vê-se solo arado seco preparando para o plantio.
O segundo plano separa-se em mais elementos. À direita vê-se mata ciliar ou de Galeria com diversos indivíduos de buritis (Mauritia flexuosa) que se destacam em altura.
À esquerda uma pequena barragem com a margen esquerda desmatada, e a direita com vegetação baixa. Árvores exóticas, aparente bambuzal na lateral esquerda, campo e pasto. Na mesma linha da barragem estão 3 ou 4 casas com telhados claros e duas águas, envoltas de cerrado. Mais distante ao horizonte estão morros desmatados à esquerda, e cerrado à direita.
Ao centro da imagem, perto da terra arada, do mato e em frente a um buriti há um abrigo inacabado. Ele tem esqueleto da cobertura com troncos de madeira.
O terceiro plano ocupa mais da metade da fotografia e apresenta um céu nublado.

Informações adicionais:
O “Buriti” (Mauritia flexuosa): é uma palmeira aquática, que ocorre nas veredas do cerrado brasileiro. Veredas são constituídas de um brejo graminoso herbáceo, em fundo de vale ao longo, de mata de galeria com buritis. Seu Caule, do tipo estipe, pode ter até 30m altura. É presente em solos úmidos, argilosos ou arenosos, ácidos.
[POTT, V.J.; POTT, A. Buriti – Mauritia flexuosa. Fauna e Flora do Cerrado, Campo Grande, outubro 2004. Disponível em: http://cloud.cnpgc.embrapa.br/faunaeflora/plantas-uteis/buriti-mauritia-flexuosa. Acesso em: < 12, Julho, 2023 > 114 . ]

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.6 (62)

Formato Paisagem, Colorida. Autor Desconhecido.

Fotografia referência: NOV-D-4-4-B-6 (58). Trata-se da mesma imagem, com digitalização distinta. Os cortes ligeiramente diferentes nas bordas, cores mais saturadas. A imagem (62) apresenta um céu mais azul e a vegetação tem um verde mais escuro.

Em primeiro plano vê-se solo arado seco preparando para o plantio.
O segundo plano separa-se em mais elementos. À direita vê-se mata ciliar ou de Galeria com diversos indivíduos de buritis (Mauritia flexuosa) que se destacam em altura.
À esquerda uma pequena barragem com a margen esquerda desmatada, e a direita com vegetação baixa. Árvores exóticas, aparente bambuzal na lateral esquerda, campo e pasto. Na mesma linha da barragem estão 3 ou 4 casas com telhados claros e duas águas, envoltas de cerrado. Mais distante ao horizonte estão morros desmatados à esquerda, e cerrado à direita.
Ao centro da imagem, perto da terra arada, do mato e em frente a um buriti há um abrigo inacabado. Ele tem esqueleto da cobertura com troncos de madeira.
O terceiro plano ocupa mais da metade da fotografia e apresenta um céu nublado.

Informações adicionais:
O “Buriti” (Mauritia flexuosa): é uma palmeira aquática, que ocorre nas veredas do cerrado brasileiro. Veredas são constituídas de um brejo graminoso herbáceo, em fundo de vale ao longo, de mata de galeria com buritis. Seu Caule, do tipo estipe, pode ter até 30m altura. É presente em solos úmidos, argilosos ou arenosos, ácidos.
[POTT, V.J.; POTT, A. Buriti – Mauritia flexuosa. Fauna e Flora do Cerrado, Campo Grande, outubro 2004. Disponível em: http://cloud.cnpgc.embrapa.br/faunaeflora/plantas-uteis/buriti-mauritia-flexuosa. Acesso em: < 12, Julho, 2023 > 114 . ]

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.08 (25)

"Fotografia em preto e branco; Formato paisagem; Autor desconhecido.
A imagem fotográfica apresenta o recinto de um réptil, sucuri (Eunectes cf. murinus), no Zoológico de Brasília. Assim, o local do animal é composto por um canteiro central, em destaque, com elementos para ambientação do animal: pedras, plantas exóticas, composto de plantas arbustivas e arbóreas em crescimento. A sucuri está sobre o monte de pedras do canteiro central. Ainda, foi possível identificar um filhote de cobra nas folhas de um arbusto no centro do lado esquerdo. A sombra do muro do recinto, cobre mais da metade do canteiro central, no sentindo da esquerda para direita em forma horizontal. Ademais, na parte esquerda da sombra, percebe-se a presença de quem fez o registro da fotografia. Ao redor do canteiro, contém um espelho d’água que é delimitado por uma parede com superfície de concreto liso. Depois, existe um outro recinto, que pode visualizar apenas a parte do concreto. Atrás, como composição da paisagem: uma área campestre de Cerrado (campo limpo) e na parte posterior observa-se montante de terra, o que indica para intervenção humana na vegetação e ao fundo Mata Ciliar. Vale ressaltar que os elementos que compunham àquele ambiente tinha como intencionalidade deixar os animais em espaços em que pudessem ter objetos similares do local de onde foram removidos. Nessa imagem, os elementos foram: o espelho d'água artificial, pedras, arbustos e árvores pequenas.

Informações adicionais: O Plano Diretor do complexo de lazer e de preservação ambiental foi elaborado pela arquiteta Márcia Nogueira Batista e pelo veterinário Clovis Fleuri Godoi. Segundo o site da Fundação Jardim Zoológico de Brasília - FJZB - (2022), o Jardim Zoológico de Brasília, foi inaugurado em 06 de dezembro de 1957 e é a primeira instituição ambientalista do Distrito Federal. Ainda, quando foi inaugurada, segundo o Mestre em Desenvolvimento Sustentável, Daniel Silva (2001), a instituição esteve associada à NOVACAP e em “[...] 1961 o jardim zoológico foi denominado Parque Zoobotânico e passou a estar vinculado à Fundação Zoobotânica do Distrito Federal (FZDF). [...]” (SILVA, 2001, p. 43.)
Sobre o responsável pelo o Zoológico, o Diário Oficial de Brasília (1956-1957) informa que na “quarta-feira, 24 de julho de 1957: Jardim Zoológico – Chega em Brasília o Senhor Clóvis Fleury de Godoy, encarregado de organizar e dirigir o Jardim Zoológico de Brasília. ” (BRASIL, 1960, p. 112). Ainda, essa mesma fonte, na “sexta-feira, 6 de dezembro de 1957”, apresenta que “[...] Lavra-se ata das primeiras doações recebidas pelo Jardim Zoológico de Brasília: guariba, jaó, gaviãozinho, raposa do campo, tatu-galinha, elefante mutum, juriti e lagarto teiú.” (BRASIL, 1960, p. 146).
"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (11)

"Fotografia aérea em formato paisagem, colorida, espelhada. A imagem em questão encontra-se espelhada, portanto é relevante considerar este fato em relação às referências de localização ao ler a descrição. A imagem retrata parte do canteiro de obras da barragem do Lago Paranoá na mesma etapa de construção observada nos itens B.10(7), B.10(25) e B.(117). No solo exposto, sem cobertura vegetal, que ocupa o centro e maior área da imagem encontram-se as marcas do trânsito de maquinários no solo, que evidenciam os aterros e movimentações de terra realizadas no local. Às margens do rio Paranoá no canto inferior esquerdo da imagem observam-se fragmentos de vegetação do Cerrado, composta de árvores de médio a grande porte. Assim como, caminhos e amontoados de galhos e troncos da vegetação retirada do local. A faixa sem cobertura vegetal na encosta é referente à àrea de construção da ombreira esquerda da barragem. À direita do curso d'água nota-se a retirada da vegetação nativa de mata ciliar do Cerrado, em solo exposto sem cobertura vegetal. O corte diagonal no canteiro indica o processo inicial de escavação do canal para conduto do desvio do rio (O Canal é uma escavação linear transversal ,perpendicular ao corpo da barragem, feita para acomodar o Conduto de Desvio do rio). Na parte superior da imagem destaca-se a vegetação nativa de Cerrado mais densa à frente, e sua variação de relevo e fitofisionomia ao fundo.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (25)

"Fotografia aérea em formato paisagem, colorida. A imagem retrata parte do canteiro de obras da barragem do Lago paranoá na mesma etapa de construção observada nos itens B.10(7), B.10(11) e B.10(117). No solo exposto, sem cobertura vegetal, que ocupa o centro e maior área da imagem encontram-se as marcas do trânsito de maquinários no solo, que evidenciam os aterros e movimentações de terra realizadas no local. Às margens do Rio Paranoá no canto inferior direito da imagem observam-se àrvores de médio a grande porte residuais da vegetação do Cerrado. Assim como, caminhos e amontoados de galhos e troncos da vegetação retirada do local. A faixa sem cobertura vegetal na encosta é referente à àrea de construção da ombreira esquerda da barragem. À esquerda do curso d'água, na margem oposta, nota-se a retirada da vegetação nativa de mata ciliar do Cerrado, em solo exposto sem cobertura vegetal. O corte diagonal no canteiro indica o processo inicial de escavação do canal para conduto do desvio do rio (O Canal é uma escavação linear transversal, perpendicular ao corpo da barragem, feita para acomodar o Conduto de Desvio do rio). Na parte superior da imagem destaca-se a vegetação do Cerrado mais densa à frente, e no horizonte, a vegetação do bioma se estende, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (29)

"Fotografia colorida em formato paisagem. Na imagem destaca-se um poço represado, em primeiro plano, diante um talude de terra, sobre o qual encontram-se alguns troncos dispersos. Logo atrás, uma massa arbórea, resquício de vegetação de Cerrado característica de mata ciliar, onde entre as árvores frondosas encontram-se algumas sem folhas e outras tombadas. No terceiro plano, montes de terra delimitam o terreno em aclive coberto por vegetação campestre do Cerrado (campo sujo). Em último plano céu nublado. Vale ressaltar dois gravetos em primeiro plano utilizados para um tipo de marcação, um deles fincado sobre o talude de terra na borda do poço e outro dentro d'água. Em segundo plano, à direita e ao fundo do graveto sobre o solo um objeto não identificado de cor clara. O item descrito tem semelhanças de paisagem com aquelas observadas no item A.1(7), porém não pode-se afirmar que ambos registros sejam do mesmo local.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (66)

"Fotografia em preto e branco em formato paisagem registra maquinário realizando terraplanagem do Rio Paranoá, para a construção da Barragem do Paranoá. Em primeiro plano observa-se revolvimento de terra por trator de esteira da empresa estadunidense Caterpillar (modelo CAT A7), com a finalidade de desviar a trajetória do Rio Paranoá para o vertedouro da barragem. Em segundo plano, observa-se vegetação florestal típica do Cerrado que ocorre próximo a cursos d'água (mata de galeria ou mata ciliar). Em terceiro plano, observa-se o horizonte nublado. Fotógrafo: Mário Fontenelle. Imagens complementares podem ser encontradas no grupo/maço A.1 (Paisagens) itens A.1(25), (37), (69) e (76) e no grupo/maço B10 (Energia) itens B.10 (33), B.10 (35), B.10 (38), B.10 (39), B.10 (61), B.10 (65), B.10 (67), B.10 (68), B.10 (89), B.10 (109), B.10 (111), B.10 (116).
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (7)

"Fotografia aérea em formato paisagem, colorida, espelhada. A imagem em questão encontra-se espelhada, portanto é relevante considerar este fato em relação às referências de localização ao ler a descrição. O solo exposto, sem cobertura vegetal, que ocupa o centro e maior área da imagem se trata do canteiro de obras da barragem do Lago Paranoá. As marcas do trânsito de maquinários no solo evidenciam os aterros e movimentações de terra realizadas no local. Às margens do rio Paranoá no canto inferior direito da imagem observam-se àrvores de médio a grande porte residuais da mata ciliar do Cerrado. À direita do curso d'água nota-se a cobertura do solo ainda verde, em constraste com o solo da margem oposta, já desmatada. O corte diagonal no canteiro indica o processo inicial de escavação do canal para conduto do desvio do rio (O Canal é uma escavação linear transversal, perpendicular ao corpo da barragem, feita para acomodar o Conduto de Desvio do rio). Na margem superior da imagem, à direita do canteiro, paralelo ao leito do rio e entre estradas de terra estão as construções iniciais do primeiro acampamento que daria suporte aos trabalhadores da obra. Vale ressaltar a ponte que conecta as duas margens do rio e da acesso ao acampamento. À esquerda do canteiro recortada por estradas de terra há uma parcela de vegetação nativa de Cerrado, com média densidade de árvores e arbustos. Ver itens B.10(11), B.10(25) e B.10(117), registros realizados no mesmo período de etapa de construção da barragem e possivelmente no mesmo dia/ mesmo voo.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (9)

"Fotografia colorida em formato paisagem, mostra, em vista aérea, o trecho do canal por onde o Rio Paranoá está sendo desviado. A presença de água indica que a galeria de desvio está finalizada e em funcionamento. Também conhecida como conduto de desvio, a galeria é uma estrutura de concreto armado que possui seção de 3,00 x 3,60 metros e foi fundamental para redirecionar o curso d'água através da barragem. A fotografia mostra a junção do canal com o leito original que, por sua vez, desemboca em uma das corredeiras do Rio Paranoá margeado por mata ciliar afetada pela atividade humana, vista no centro superior da imagem. Vê-se, à margem direita do rio, vegetação nativa do Cerrado com alta densidade de árvores de grande/médio porte, que contrasta com a margem esquerda, onde a vegetação foi removida para as obras da barragem, restando alguns fragmentos. Próximo à convergencia com o canal de desvio, observa-se água turva, possivelmente devido aos sedimentos da ensecadeira. Para uma melhor compreensão da etapa de construção, ver os itens: B10(03), B10(15), B10(16), B10(19), B10(20), B10(24) e B10 (59).
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (95)

"Fotografia em formato paisagem, preto e branco. No registro aéreo observam-se as etapas iniciais da construção da barragem do Lago Paranoá. Destaca-se, à esquerda da imagem, o curso natural do rio Paranoá com resquícios da mata ciliar nativa de Cerrado. A estrada ao centro da imagem dá acesso ao canteiro de obras da barragem onde notam-se árvores derrubadas e marcas da movimentação dos maquinários sobre o solo. Alguns automóveis, principalmente caminhões, estão dispersos pela estrada e canteiro de obras. O relevo acentuado do local é coberto pela vegetação adensada nativa do Cerrado, com exceção do canteiro. Vale ressaltar também a estrada de terra na margem direita do rio, que dá acesso a um dos acampamentos de apoio à obra. A estrada de acesso ao canteiro foi descrita no ""Relatório sobre os serviços da Usina do Paranoá"" em 1958 na página 03, que pode ser encontrado no acervo textual do fundo NOVACAP no item NOV-E-2-0001 (13)d. Os itens B.10(96) e B.10(97) também fazem referência ao mesmo local e data da imagem.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

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