Maquete

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NOV.B.19 (1)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-1
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  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista diagonal da maquete de estudo do Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF). A maquete está sobre uma superfície que aparenta ser uma mesa a qual cria um sombreamento na parte inferior da fotografia e o fundo da maquete (parte superior) uma claridade que vai escurecendo aos poucos para à direita. Percebe-se na maquete a cor verde para representar a grama e o monumento em branco, criando um contraste do branco com o fumê dos vidros da caixa de vidro central. Além do tom fumê nos vidros, há também a alternância das cores amarela e verde (que não foram implantadas na obra) próximo à cobertura do STF, remetendo a um certo patriotismo pelo uso de cores.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF):
O Palácio do Supremo Tribunal Federal, localizado na Praça dos Três Poderes em Brasília, foi desenvolvido entre janeiro de 1958 e junho de 1960, ano de sua inauguração, por Oscar Niemeyer (1907-2012) e outros arquitetos como Nauro Esteves (1923-2007) e Glauco Campello (1934-). O projeto estrutural foi desenvolvido pelo engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) com fundações da empresa Estacas Franki Ltda. e execução de obras da Construtora Rabello S.A. iniciado em agosto de 1958, além da Construtora Planalto Ltda. e da empresa Instalações Alvorada S.A. Comércio e Indústria.
O Palácio do Supremo Tribunal Federal, com suas sete colunas harmoniosas, série de colunas-curvas encadeadas, em duas fachadas do edifício (faces leste e oeste), contrárias ao sentido do Palácio do Planalto, com formato que remete a velas de barco. A caixa de vidro (componente construtivo de vedação, composto por vidros fixados em malha de perfis metálicos contínuos, que se desenvolvem no sentido da altura e/ou da largura da fachada da edificação, por pelo menos dois pavimentos), localizada no meio, é dividida nos dois planos horizontais e por pilares verticais localizados, e transmite a sensação de suspensão. À frente, encontra-se uma rampa externa, localizada no meio da fachada, criando uma perfeita simetria com os pórticos. (TEIXEIRA, 2019; SILVA, 2014).
"

Untitled

NOV.B.19 (10)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-10
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida, no formato paisagem. Fotografia com visão superior de uma maquete onde sugere tratar-se de algum setor (pela disposição dos edifícios assemelha-se ao bancário sul ou comercial sul). O uso de material cinza representando as vias de circulação, o material branco e acetato representando as volumetrias, e o laranja representando a terra avermelhada típica do cerrado. Centralizada na base da maquete em cinza no formato trapezoidal está a delimitação do setor, com as volumetrias retangulares e blocos idênticos, onde da metade para a esquerda esses blocos estão dispostos verticalmente e da metade para a direita estão dispostos horizontalmente; esses blocos contam com as duas fachadas vazadas seguindo os padrões do modernismo de janelas em fita. No entorno no trapézio vê-se algumas vias margeando o setor e na lateral esquerda da maquete passa a via de acesso; dispostos de maneira desordenada no material cinza estão pequenas representações de carros criando uma referência comparativa entre escala construtiva e veículos.

Untitled

NOV.B.19 (105)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-105
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"É a mesma imagem (99) mas com a qualidade melhor.

A imagem em preto e branco, em formato paisagem, retrata detalhes cruciais do palácio presidencial, apresentando croquis meticulosamente desenhados. No canto superior esquerdo, a sigla ""NC"" denota a Nova Capital, indicando o contexto geográfico. Uma análise conduzida pelo Dr. Elcio Gomes sugere que se trata da primeira versão do projeto do palácio presidencial, datada de agosto de 1956.
No lado esquerdo da imagem, encontra-se o desenho detalhado da estrutura, acompanhado da escala 1:200 e da especificação dos diferentes pavimentos, incluindo térreo, 2º pavimento, 1º pavimento e terraço.
No lado direito da imagem, são apresentados dois desenhos distintos: um corte transversal do palácio presidencial e, abaixo dele, a fachada principal, representando a elevação sul. Esses elementos combinados oferecem uma visão abrangente e detalhada do projeto inicial do palácio presidencial, encapsulando sua arquitetura e características estruturais fundamentais.

No primeiro estudo, a distribuição do programa é definida em dois volumes: o edifício principal, que abriga as principais funções do órgão, e um anexo semi-enterrado para a garagem, totalizando uma área construída de 13.700m 2. O edifício principal possui quatro níveis: o térreo recuado, o segundo e terceiro pavimentos, com a maior ocupação do volume, e o terraço-jardim na cobertura. A segmentação reflete a hierarquia na distribuição do programa: o térreo recuado conta com acessos abrigados e atendimento ao público; nos pavimentos superiores, predominam as áreas nobres, destinadas aos salões de recepção e de banquetes, além de contemplarem as funções principais do órgão. No terraço, há locais de estar, abertos e fechados, e um pequeno auditório, todas essas partes integradas pela marquise recortada e pelos jardins previstos nas fachadas leste e oeste. A predominância das áreas nobres marca a setorização adotada nos principais níveis. No segundo e terceiro pavimentos, o Grande Hall de dupla altura, define-se como principal espaço, em torno do qual os demais usos são organizados. Esses níveis configuram-se com predominância das áreas caracterizadas como ambientes abertos e integrados, com poucas zonas compartimentadas de escritórios, concentradas junto à face leste. Em termos de ocupação, incluindo o terraço, as destinações para áreas nobres equivalem a mais da metade da área total prevista.
"

Untitled

NOV.B.19 (15)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-15
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem com manchas amarelas e azuladas pela fotografia. Vista diagonal da maquete de um edifício sob pilotis não identificável. Este possui 3 pavimentos provavelmente das superquadras 400 do Plano Piloto, uma vez que os edifícios têm 3 pavimentos e nas demais superquadras possuem 6 pavimentos. Possivelmente 5 caixas de circulação vertical (escada e elevador) no que parece ser a fachada frontal toda revestida de cobogós e um sistema viário passando rende ao bloco. A maquete possui escala humana e “ escala automotiva”.

Untitled

NOV.B.19 (155)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-155
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista superior da maquete do Sítio Castanho. A maquete é anterior ao concurso de Brasília. O material aparenta ser de gesso e este mostra a monumentalidade do próprio terreno onde a futura Capital será inserida. A maquete possui alguns escritos como: Seleção dos sítios mais favoráveis para localização da nova capital do Brasil (na parte superior); Sítio Castanho (logo abaixo); parte da escala gráfica na parte inferior esquerda escrito 5km (escala linear ou escala de bar é um meio de ilustrar visualmente a escala de um mapa); escala horizontal 1:25000, escala vertical 1:5000, exageração vertical :5 (na parte inferior direita). A maquete aparenta estar apoiada sobre uma espécie de cavalete que deixa o mesmo levemente inclinado para frente a fim de visualizar melhor a maquete.
CONTEXTO HISTÓRICO DO SÍTIO CASTANHO:
Em 1955 foi realizada a escolha do Sítio Castanho - área onde hoje está situada Brasília - pela Comissão de Planejamento, Coordenação e Mudança da Capital Federal, presidida pelo Marechal José Pessoa Cavalcanti e que tinha como secretário o Doutor Ernesto Silva (MARQUES, 2015).
No dia 8 de junho de 1953, o Presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto nº 32.976, criando a Comissão de Planejamento, Coordenação e Mudança da Capital Federal para proceder aos estudos definitivos para a escolha do sítio e da área da nova capital e, por conseqüência, do Distrito Federal. Vargas nomeou para a presidência da Comissão de Planejamento Coordenação e Mudança da Capital Federal o General Agnaldo Caiado de Castro, Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República (MARQUES, 2015).
"

Untitled

NOV.B.19 (158)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-158
  • Item
  • "1958 - construção 21/04/1960 - inauguração"
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem com marca de fitas nas laterais. Vista afastada da maquete do Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília. A maquete em questão foi realizada para fins de estudo do monumento, mais precisamente, de uma de suas fachadas. Próximo ao monumento, há diversos calungas (que é uma representação da figura humana que utilizamos para dar ideia das dimensões da obra representada) estão na Praça dos Três Poderes. À frente do Museu aparenta ter um mastro de bandeira e desenhos de croquis de Brasília dos monumentos e do desenvolvimento da capital na fachada, os quais não foram executados. No entanto, a rampa de acesso ao Museu, à direita, e o que aparenta ser a sugestão da escultura em pedra sabão da Cabeça do então presidente Juscelino Kubitschek (período do governo 1956-1961) incrustada na parede externa do Museu da Cidade em construção com 1,5 tonelada e 1,40 metros de altura, de autoria do artista mineiro José Alves Pedrosa (1915-2002) foram realizados.
CONTEXTO HISTÓRICO DO MUSEU DA CIDADE:
O Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília, localizado na Praça dos Três Poderes durante a construção de Brasília, é um projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012), de concreto armado e revestido de mármore branco oriundo da cidade de Cachoeiro do Itapemirim (ES), realizada pela Construtora Rabello S/A. O edifício é do tipo monobloco pavilhonar em balanço, estruturado por dois pilares levemente deslocados para uma das laterais e um par de vigas que formam um bloco de concreto de 35 metros de comprimento e cinco de largura, revestido em mármore branco. Na porção voltada para a Praça dos Três Poderes, há afixada na fachada a escultura com o rosto do então presidente Juscelino Kubitschek (período do governo 1956-1961) em pedra sabão de autoria do artista mineiro José Alves Pedrosa (1915-2002), além de uma à direita da escultura, frase em homenagem à JK sobre a nova capital, Brasília: “Ao presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que desbravou o sertão e ergueu Brasília com audácia, energia e confiança, a homenagem dos pioneiros que o ajudaram na grande aventura.” Esse foi construído para abrigar documentos referentes à história da transferência da capital e foi inaugurado em 21 de abril de 1960, junto com a inauguração da nova capital, como monumento comemorativo da instalação do Governo Federal em Brasília. Este grande bloco é apoiado em uma estrutura que abriga a escada que leva ao seu interior, onde paredes em mármore exibem 16 painéis que contam a história da mudança da capital, desde o processo de interiorização em 1789 até a transferência efetiva para o Planalto Central em meados dos anos 50 (CASTELO, 1999). O edifício, tombado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 1982 e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2007, serve de suporte de uma narrativa que intercala dados históricos, culturais e urbanísticos (SOARES, 2017).
"

Untitled

NOV.B.19 (159)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-159
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista diagonal da fachada posterior da maquete do Palácio da Alvorada. A maquete está sobre uma superfície que aparenta ser uma mesa. Percebe-se todos os elementos implementados na obra atualmente como a representação da pavimentação asfáltica de acesso ao monumento, o renque de coqueiros adultos os quais foram propostos plantio de palmeiras imperiais na etapa de concepção do Palácio, o anexo de serviços semi enterrado (à esquerda), os espelhos d’água da fachada frontal que reforça a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989), a Capela do Palácio da Alvorada, a passagem subterrânea para a entrada do mesmo (à direita) e na fachada posterior, a piscina, a pérgola com bar e churrasqueira, composta por uma fina cobertura sustentada por dois núcleos periféricos de concreto. Porém, alguns elementos que não foram construídos e é possível visualizar na maquete são a laje de cobertura totalmente plana (a qual foi construída uma pequena platibanda - faixa vertical que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado) e a pequena plataforma circundada pela piscina.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”.
A piscina, de 50m de comprimento por 18m de largura e profundidade que varia de 0,70m a 2,10m, com ilha de formato pontiagudo e a cobertura plana de apoio já estavam no anteprojeto da residência, publicado pela primeira vez na revista Módulo de fevereiro de 1957. Ainda, sobre essa área, na edição 12 da revista Brasília, de dezembro de 1957, é informado a conclusão da obra da piscina. Outro ponto importante é que o acesso do subsolo à piscina não pertence ao projeto original e foi concebido apenas no início de 1991 a partir de uma reforma (ALMEIDA, 2012).
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.19 (16)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-16
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida, no formato paisagem. Fotografia com visão superior de uma maquete, ao fundo da fotografia tem-se vista parcial de água, evidências apontam para a possibilidade da fotografia ter sido tirada da varanda do apartamento da cobertura do Edifício Ypiranga localizado no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde funcionava o escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012). A maquete retrata o projeto da primeira praça presidencial, idealizada por Oscar Niemeyer, uma proposta de praça cívica feita antes de Lucio Costa (1902-1998) ganhar o concurso do Plano Piloto. O uso de material cinza representando as vias de circulação de veículos, o material branco representando as volumetrias, o verde representando o arborizado, os tons terrosos representando as vias de circulação de pedestres e o azul representando espelhos d’água e o lago (faixa contínua de ponta a ponta no fundo da maquete). À esquerda da maquete está a volumetria do Brasília Palace Hotel, projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer, com 13.562 m² de área construída e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento; ao centro da maquete está a volumetria do Palácio Presidencial, onde os aspectos plásticos são a junção do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada, intercalando entre cheios e vazios, com colunas semelhantes aos do Palácio da Alvorada, com o parlatório logo à frente à direita da rampa, um mastro de bandeira mais à frente da rampa e à esquerda do mastro vê-se uma escultura de duas figuras humanas lado a lado; à direita do Palácio Presidencial, mais à frente, tem-se vista parcial da volumetria da capela cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França, que futuramente veio a ser incorporada ao palácio residencial; mais à direita da maquete está a volumetria do Museu de Arte de Brasília (MAB) ocupando área construída de 4.800 m², hoje situado às margens do Lago Paranoá, no Setor de Hotéis e Turismo Norte, com o acervo formado por obras de arte moderna e contemporânea, que vão da década de 1950 ao ano de 2001.

Untitled

NOV.B.19 (160)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-160
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista diagonal da fachada frontal da maquete do Palácio da Alvorada. A maquete está sobre uma superfície que aparenta ser uma mesa a qual cria um fundo preto na parte inferior e superior da fotografia. Percebe-se todos os elementos implementados na obra atualmente como a representação da pavimentação asfáltica de acesso ao monumento, o renque de coqueiros adultos os quais foram propostos plantio de palmeiras imperiais na etapa de concepção do Palácio, o anexo de serviços semi enterrado (à direita), os espelhos d’água da fachada frontal que reforça a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989), a Capela do Palácio da Alvorada, a passagem subterrânea para a entrada do mesmo (à esquerda) e na fachada posterior, a piscina, a pérgola com bar e churrasqueira, composta por uma fina cobertura sustentada por dois núcleos periféricos de concreto. Porém, alguns elementos que não foram construídos e é possível visualizar na maquete são a ausência de uma coluna na fachada frontal (à esquerda), uma janela na capelinha e a laje de cobertura totalmente plana (a qual foi construída uma pequena platibanda - faixa vertical que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”.
A piscina, de 50m de comprimento por 18m de largura e profundidade que varia de 0,70m a 2,10m, com ilha de formato pontiagudo e a cobertura plana de apoio já estavam no anteprojeto da residência, publicado pela primeira vez na revista Módulo de fevereiro de 1957. Ainda, sobre essa área, na edição 12 da revista Brasília, de dezembro de 1957, é informado a conclusão da obra da piscina. Outro ponto importante é que o acesso do subsolo à piscina não pertence ao projeto original e foi concebido apenas no início de 1991 a partir de uma reforma (ALMEIDA, 2012).
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
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Untitled

NOV.B.19 (161)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-161
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista da fachada posterior da maquete do Palácio da Alvorada. A maquete está sobre uma superfície que aparenta ser uma mesa. Percebe-se todos os elementos implementados na obra atualmente como a representação da pavimentação asfáltica de acesso ao monumento, o renque de coqueiros adultos os quais foram propostos plantio de palmeiras imperiais na etapa de concepção do Palácio, o anexo de serviços semi enterrado (à esquerda), os espelhos d’água da fachada frontal que reforça a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989), a Capela do Palácio da Alvorada, a passagem subterrânea para a entrada do mesmo (à direita). Porém, um elemento que não foi construído e é possível visualizar na maquete é a laje de cobertura totalmente plana (a qual foi construída uma pequena platibanda - faixa vertical que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”.
A piscina, de 50m de comprimento por 18m de largura e profundidade que varia de 0,70m a 2,10m, com ilha de formato pontiagudo e a cobertura plana de apoio já estavam no anteprojeto da residência, publicado pela primeira vez na revista Módulo de fevereiro de 1957. Ainda, sobre essa área, na edição 12 da revista Brasília, de dezembro de 1957, é informado a conclusão da obra da piscina. Outro ponto importante é que o acesso do subsolo à piscina não pertence ao projeto original e foi concebido apenas no início de 1991 a partir de uma reforma (ALMEIDA, 2012).
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
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