Lago Paranoá

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NOV.B.13 (99)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-99
  • Item
  • 1957 - 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco no formato paisagem da fachada sul do Brasília Palace Hotel e parte do segundo bloco térreo em fase inicial de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Na porção esquerda da imagem, diversos trabalhadores (11) estão distribuídos por entre as estruturas da base ao segundo pavimento, sendo que alguns estão se equilibrando nas vigas. No período da construção de Brasília os acidentes de trabalho eram comuns devido à ausência ou limitação de equipamentos de proteção essenciais fornecidos, além de serem escondidos os relatos das manchetes e jornais. É possível ver que, por mais que possuíam capacetes, os operários não tinham cordas, mosquetões ou apoios que o mantivessem presos à estrutura naquela altura. Atrás do segundo bloco térreo - onde se localiza o saguão, restaurante, salão de festas e o mezanino - está um andaime de madeira treliçado. No plano de fundo do lado direito, atrás dos montes de materiais, estruturas destinadas para apoio ao canteiro de obras. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do Lago Paranoá. O prédio do Palace Hotel, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior) e com cobogós (fachada frontal) e duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto como o restaurante e o salão de eventos. Ao fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico.

Untitled

NOV.B.13 (91)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-91
  • Item
  • 1957 - 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, representante digital consta manchas e riscos devido às ações do tempo, marcas de adesivos em sua extremidade. Vista aérea da fachada leste do Brasília Palace Hotel em fase final de obra, foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de parte da extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Na fachada leste, nota-se a presença de andaimes feitos em madeira, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem e lajeamento, e escadas de madeira para o acesso dos operários ao pavimento superior. Ao redor do edifício, a leste deste, uma torre d’água à esquerda, e agrupamentos de materiais. Delimitações das proximidades do hotel e estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras. Na porção direita do registro, aproximadamente 20 operários - trajando roupas sociais e chapéu - exercem diversas funções no processo de obra. Sobre a laje da passagem para o saguão, da esquerda para a direita, dez trabalhadores manuseiam materiais - aparentam ser tábuas - e fazem o uso de uma mesa para corte. No pavimento superior, 10 trabalhadores transitam sobre a laje ainda em fase de acabamento. Na cobertura do hotel, três trabalhadores observam o cenário da obra. No período da construção de Brasília os acidentes de trabalho eram comuns devido à ausência ou limitação de equipamentos de proteção essenciais fornecidos, além de serem escondidos os relatos das manchetes e jornais. É possível ver que, por mais que possuíam capacetes, os operários não tinham cordas, mosquetões ou apoios que o mantivessem presos à estrutura naquela altura. Na porção inferior do registro, no corredor térreo de acesso ao terraço do restaurante, dois trabalhadores empunham martelos e fazem a colocação de uma tábua para auxílio da sustentação da laje. A laje em T, onde hoje encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Ao fundo, atrás das construções, nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo).

Untitled

NOV.B.13 (90)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-90
  • Item
  • 1957 - 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, representante digital consta manchas e riscos devido às ações do tempo, marcas de adesivos em sua extremidade, e no canto superior esquerdo, o número 2 escrito. Vista térrea registra o processo de montagem estrutural das peças metálicas do que veio a ser o Brasília Palace Hotel, em fase inicial de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro da perspectiva térrea da estrutura do edifício implantado. Ao centro do registro, direcionada para a orientação oeste, uma grua - posicionada diagonalmente ao topo das vigas que estruturam a laje do Brasília Palace Hotel. Há a presença de operários (7) - trajando roupas sociais e chapéu -, onde, da esquerda para a direita, um operário caminha sobre a extremidade do esqueleto estrutural. Outros quatro encontram-se no solo de terra próximos a grua - da fabricante Bucyrus Erie Co., fornecida pela construtora Coenge S.A. -, enquanto outro está em cima do maquinário, aparentemente, operando-o. Na extremidade superior direita da estrutura, outro operário se equilibra sobre as vigas. Nas duas extremidades do registro, ao lado dos pilares metálicos, montes de peças metálicas depositadas ao solo.  Do lado direito da imagem, fora das delimitações do esqueleto depositado, na base da fachada leste, um montante de agregado - possivelmente areia. Do lado esquerdo da imagem, nas delimitações das proximidades do hotel, as estradas ainda em terra batida, evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Ao fundo, a vegetação campestre do Cerrado (campo sujo). Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas.

Untitled

NOV.B.13 (9)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-9
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem, representante digital com manchas e riscos esverdeados devido às ações do tempo. Vista aérea da composição territorial do Brasília Palace Hotel próximo ao Palácio da Alvorada. O Brasília Palace Hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob a direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo uma das primeiras construções do plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. No terço central da imagem, no quadrante intermediário direito, tem-se a presença do hotel em fase de construção, com andaimes de madeira caracterizando o início da etapa construtiva. No plano de fundo, no quadrante superior, vislumbra-se o volume construtivo do Palácio da Alvorada, com sua barra horizontal e pilares, e a capela anexa. Nos arredores dos dois edifícios, observam-se agrupamentos de canteiros e instalações de apoio aos trabalhadores. Próximo ao hotel, nas orientações leste e oeste, há instalações de apoio (24) destinadas para depósito e manuseio de materiais. À frente do hotel, um campo de futebol com vegetação rala possivelmente destinado aos operários durante momentos de ócio da empreitada. No quadrante superior, do centro à direita, há prováveis agrupamentos residenciais para os trabalhadores. Próximo ao Palácio da Alvorada, também se observa prováveis agrupamentos residenciais junto a aglomerados de instalações de apoio. As delimitações de estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel. Ao fundo, acima do Palácio da Alvorada, uma estrada de terra leva até a Ermida, a primeira em alvenaria da nova capital, erguida em 1957. Trata-se de uma pirâmide de linhas rudimentares numa plataforma natural às margens do Lago Paranoá, que hoje faz parte do Parque Ecológico da Ermida Dom Bosco. A linha do horizonte contextualiza o ambiente em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Ao redor do hotel, nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e, no horizonte, a vegetação se estende com fitofisionomias diversas distribuídas em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Entre os dois edifícios (Brasília Palace Hotel e Palácio da Alvorada) do registro e na porção inferior esquerda, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido à área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas. Aparentemente, houve uso de maquinário para retirada e planificação de terra, com montes de resíduos da obra. No quadrante superior, transpassando o registro, há a passagem de um possível afluente do Rio Paranoá, margeado por mata de galeria com presença de buritis (Mauritia flexuosa). Imagens complementares podem ser encontradas nos grupos/maços: nov-d-4-4-a-1; nov-d-4-4-b-1; nov-d-4-4-b-2; nov-d-4-4-b-6; nov-d-4-4-b-19; nov-d-4-4-b-23;

"

Untitled

NOV.B.13 (85)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-85
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida no formato paisagem, retrata o interior do salão de festas do Brasília Palace Hotel, construído entre os anos de 1957 a 1960, em Brasília-DF.  O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil). Ocupando lugar de destaque ao lado esquerdo do salão um grande afresco de Athos Bulcão (1918-2008) feito em 1958 com as dimensões de 3,25m de altura e 26m de largura - uma pintura mural feita sobre alvenaria - composta por linhas finas brancas e formas abstratas nas cores branca e preta sobre um fundo azul (cor nº 55 na escala cromática de Athos Bulcão). Ao fundo, no limite da fotografia - lado direito - sobre uma peça de tapeçaria, vê-se duas poltrona branca, um sofá amarelo de quatro lugares, uma mesinha branca na lateral com um telefone de disco e outra ao centro. No centro da fotografia, outro grupo de mobiliários contendo duas poltronas brancas, um sofá amarelo de quatro lugares e uma mesinha ao centro sobre uma peça de tapeçaria que delimita os espaços de convivência. Do lado esquerdo da imagem uma escadaria de seis degraus revestidos de mármore carrara, conduz a um mezanino que contém uma poltrona vermelha Womb Chair, projetadas em 1948 por Eero Saarinen (1910- 1961) sobre uma peça de tapeçaria. Na passagem no limite da imagem do lado esquerdo há uma poltrona Bardi’s Bowl, projetada em 1951 por Lina Bo Bardi (1914-1992) com uma parede feita de grandes placas de vidro e esquadrias de alumínio. Piso flutuante de madeira se estende por toda a extensão do piso inferior do salão exceto no centro da imagem - na base do mezanino - onde há um recorte paisagístico com jardim de plantas ornamentais. No forro, sete placas com materiais reflexiveis destoam das demais. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada  em 30/06/1958, o Brasília Palace Hotel, foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada, sua reconstrução foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008)

Untitled

NOV.B.13 (84)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-84
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem, representante digital consta manchas e riscos devido às ações do tempo. Vista aérea da fachada leste do Brasília Palace Hotel em fase avançada de construção. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de toda a extensão construtiva da implantação do edifício no terreno, que evidencia um avanço em suas principais concepções arquitetônicas - disposto estruturalmente em lâmina (ou barra), repousa sobre os pilotis com marquise térrea no centro e paredes envidraçadas. Havendo assim, acessos e os percursos delimitados, do hotel ao terraço do restaurante, que leva até às escavações da piscina. A frente do edifício, instalações de apoio (5), voltados para leste, sendo destinados ao auxílio construtivo dentro do canteiro de obras estando aglomerados para facilitar os acessos por partes dos funcionários, sendo interligadas às estradas de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras. Da esquerda para a direita, no plano inferior, notam-se estruturas feitas em madeira com telhado aparente de duas águas e com volumes retangulares. Cinco estruturas, sendo quatro maiores e uma menor ao centro, que aparenta ser um banheiro. Entre as estruturas, materiais depositados ao solo - aglomerados de tábuas de madeira, caixas, tijolos, entre outros. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra - terra, embalagens, sacos, entre outros - e não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca. Na quadrante superior, do lado oeste do hotel, há a presença de prováveis agrupamentos residenciais para os trabalhadores. 

Untitled

NOV.B.13 (82)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-82
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem da vista aérea das fachadas voltadas para leste e norte do Brasília Palace Hotel já finalizado. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de toda a extensão construtiva da implantação do edifício no terreno, que evidencia um avanço em suas principais concepções arquitetônicas - disposto estruturalmente em lâmina (ou barra), repousa sobre os pilotis com marquise térrea no centro e paredes envidraçadas. Havendo assim, acessos delimitados, junto a um planejamento paisagístico de gramíneas que acompanham os percursos, do hotel ao terraço do restaurante, que leva até à piscina. As delimitações de estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras, exceto o estacionamento oeste do hotel já asfaltado. À esquerda do estacionamento, entre as estradas vicinais, há uma instalação de apoio. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Na parte superior da imagem, nLogo atrás do hotel, nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e no horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Além disso, em meio a vegetação há vias de terra batida abertas para movimentação. No quadrante inferior direito do registro, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca.

Untitled

NOV.B.13 (8)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-8
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem, com representação digital contendo manchas e riscos esverdeados devido às ações do tempo. Vista aérea da fachada leste do Brasília Palace Hotel em fase avançada de construção. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob a direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958. Foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. O registro abrange toda a extensão construtiva da implantação do edifício no terreno, evidenciando um avanço em suas principais concepções arquitetônicas. O edifício, estruturalmente disposto em lâmina (ou barra), repousa sobre pilotis com uma marquise térrea no centro e paredes envidraçadas. Os acessos e percursos estão delimitados, do hotel ao terraço do restaurante, que leva até à piscina. À frente do edifício, voltado para leste, uma cerca alta de tapumes divide as instalações de apoio (9) do edifício principal, destinadas ao auxílio construtivo dentro do canteiro de obras, estando aglomeradas para facilitar os acessos pelos funcionários, e interligadas às estradas de acesso ainda não pavimentadas no entorno do hotel. Da esquerda para a direita, no plano inferior e sobre terra batida, notam-se estruturas feitas em madeira com telhado aparente de duas águas, com volumes retangulares. Cinco estruturas cerceadas com cercas de madeira, sendo quatro maiores e uma menor ao centro, que aparenta ser um banheiro. À frente das estruturas, ao centro da imagem, duas coberturas menores - para corte, manuseio e depósito de materiais - com aglomerados de madeira no solo, enquanto dois trabalhadores transitam. Do lado direito da imagem, no quadrante inferior, encontra-se uma estrutura maior que aparenta ser utilizada para depósito, com diversos materiais depositados ao fundo - aglomerados de tábuas de madeira, caixas, tijolos, entre outros - e duas menores mais acima, ao norte do hotel. Entre o depósito e as duas instalações menores, um estacionamento delimitado para alocação dos caminhões (4) responsáveis pelo transporte de materiais para o canteiro de obra. Na via que separa a instalação maior das demais, uma caminhonete está estacionada com alguns trabalhadores caminhando nas proximidades. No plano de fundo, o horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado devido aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Atrás do hotel, nota-se vegetação campestre de Cerrado (campo sujo), e no horizonte, a vegetação se estende com fitofisionomias diversas distribuídas em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. No quadrante inferior direito do registro, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido à área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, com aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, e montes de resíduos da obra - terra, embalagens, sacos, entre outros. Não há a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca. No quadrante superior esquerdo, do lado oeste do hotel, há a presença de prováveis agrupamentos residenciais para os trabalhadores. Imagens complementares podem ser encontradas nos grupos\maços: nov-d-4-4-b-1;
"

Untitled

NOV.B.13 (79)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-79
  • Item
  • 1959
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Vista aérea da fachada oeste do Brasília Palace Hotel em fase final de obra, foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de toda a extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Delimitações de estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras. Uma pequena instalação de apoio à frente do hotel, e ao fundo - na fachada leste -  um conjunto de alojamentos. Ao centro da imagem, o Brasília Palace Hotel com a fachada - de elementos vazados - já finalizada. No plano de fundo, no quadrante superior direito, o vislumbre do que configura o volume construtivo do Palácio da Alvorada - barra horizontal e os pilares - com a capela anexa (ALMEIDA, 2012, p.72). A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Entre os dois edifícios (Brasília Palace Hotel e Palácio da Alvorada) nota-se vegetação rala devido a intervenção humana, e ao centro e na lateral esquerda, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores.

Untitled

NOV.B.13 (73)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-73
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca no formato paisagem com manchas azuladas e riscos brancos, retrata o mezanino sobre o saguão de entrada do Brasília Palace Hotel, construído entre os anos de 1957 a 1960, em Brasília-DF. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil). Sobre uma peça de tapeçaria, quatro poltronas de encosto alto estão dispostas em volta de uma mesinha ao centro. em segundo plano, uma parede com placas de vidro em esquadrias de alumínio que vão do chão ao teto cobertas por persianas com a vista voltada para onde, futuramente, veio a ser o lago Paranoá. Do lado direito há duas poltronas Bardi’s Bowl, projetada em 1951 por Lina Bo Bardi (1914-1992) em frente a uma mesinha com um arranjo de folhagem em cima. Logo atrás do saguão, há gramado plantado e no horizonte a vegetação do Cerrado se estende. O Brasília Palace Hotel foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada  em 30/06/1958, servindo de hospedaria para Juscelino Kubitschek (1902-1976), servidores vindos de outros pontos do país, pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de visitantes da nova capital. se tornou cenário de grandes eventos, espaço de confraternização e convivência dos pioneiros, gente da alta sociedade, políticos e embaixadores. Em toda a sua história, hospedou desde importantes figuras políticas à celebridades, como: a Rainha Elizabeth II (1926-2022), Fidel Castro (1926-2016), Gisele Bündchen (1980-), Caetano Veloso (1942-) e Tom Jobim (1927-1994). 

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