- DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-11
- Item
- 1956 - 1960
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Fotografia colorida em formato paisagem da construção do Brasília Palace Hotel, entre os anos de 1957-1959 em Brasília - DF. A representante digital contém manchas e riscos verdes. Em dois terços da imagem, observa-se a obra de Oscar Niemeyer se estendendo transversalmente, ainda em etapa de finalização de estruturas. O prédio foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas na parte posterior e com cobogós na fachada frontal, além de duas empenas cegas em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto, rodeados por terra batida. Toda a estrutura do bloco principal se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto, por 203 metros de comprimento. Envolto por andaimes em madeira, apenas a segunda parte do Palace tinha a estrutura pronta. Acima do edifício em construção, 4 operários se locomoviam pela laje de cobertura. Ao lado esquerdo do edifício, uma instalação de apoio aos operários do canteiro. Do lado direito do prédio, antes da divisão pelo corredor do segundo bloco, duas caminhonetes verdes fazem transporte, carga e descarga de tijolos da caçamba para o chão, e uma caçamba com uma pilha de tijolos está próxima a uma estrutura de cobertura improvisada. Na caminhonete ao lado da pilha de tijolos, um funcionário descarrega materiais da caçamba. Na caminhonete adjacente ao anterior, 3 operários - um em pé sobre o degrau da cabine, outro apoiado no para-choque e o último a caminhar no terreno de terra seca batida. Ao lado dos caminhões, há pilhas de blocos no côncavo do terreno, agrupamentos de tijolos - de furo e de adobe -, areia, terra e brita. No plano de fundo, a vegetação do cerrado se apresenta com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, se estendendo na linha do horizonte, em torno do que veio a ser a península do Lago Paranoá. No período, o preenchimento do lago foi uma demanda urgente de Juscelino Kubitschek, que só foi cumprida em setembro de 1959, quando fecharam as comportas da barragem do Paranoá. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com a sequência de chuvas do ano de 1961. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido à área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra e não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca. Imagens complementares podem ser encontradas no grupo/maço: nov-d-4-4-b-2, item "NOV-D-4-4-B-2 (579)".
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