- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-525
- Item
- 1956
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"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Em foco, visão lateral do Catetinho, ainda em período de construção, a parte direita está sem pintura na madeira. Em baixo, um maquinário de construção, entulhos e barris de metal espaçados pelo ambiente. Dois trabalhadores caminham juntos em direção ao final do Catetinho. O restante do edifício já apresenta-se com a tintura original branca. É notável a presença de escadas do chão em direção à cobertura e outra na varanda do Catetinho, a qual está metade inacabada no momento da foto. Na parte finalizada da varanda, há um membro da obra olhando para o caminhão próximo a escada do “Palácio de Tábuas”. Ao centro, um operário andando, sob o solo de terra batida (o qual possui aspecto arenoso devido a mistura de materiais de construção atrelados ao barro) e outro membro da obra manipulando um acúmulo de terra que possui três estacas de madeira fincada do barro para o edifício. Na parte esquerda do Catetinho, há várias tábuas de madeira acumuladas no canto e outro suporte de madeira cinco apoios com uma lona acima, posteriormente, destaca-se um caminhão utilizado para armazenamento de materiais de obra. Ao fundo, uma densa vegetação de mata de galeria, existente devido à presença da nascente no local.
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."
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