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NOV.B.2 (336)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-336
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista de noite de parte da sala de estar e da sala de música, ao fundo, no pavimento térreo do Palácio da Alvorada e do mezanino do pavimento superior. Parte da sala possui pé direito duplo e o pavimento é todo revestido com piso de madeira, este está com iluminação amarela nos abajures e nas fileiras de iluminação com spot. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, uma escada com guarda-corpo vazado com perfil metálico, esta leva para o nível do subsolo do edifício; atrás do guarda-corpo, um recamier mondrian (um tipo de sofá, no caso, sem encosto com um rolo de espuma que remete a uma almofada/travesseiro) linear com perfis metálicos e estofado vermelho e um tapete sob o mesmo; ao seu lado esquerdo, uma imagem religiosa que parece ser a de Nossa Senhora da Conceição (a mesma utilizada na Capela do Palácio da Alvorada e a qual a Capela é dedicada). Ainda ao centro, uma marquesa brasileira (versão híbrida de leito e de sofá que remontam ao estilo francês “restauration” e ao Brasil do século 19) de madeira jacarandá com braços curvados para dentro e arrematados por travessa torneada, assento em palhinha, pernas reviradas para fora; algumas poltronas em madeira de jacarandá e tecido do século XX, com estrutura retilínea, traços em ângulos retos descendo as pernas no mesmo contexto, assento e espaldar almofadado vermelho; com dimensões de 78x74x76 cm; sob a marquesa e essas poltronas, um tapete simples, aparentemente bege, centraliza os móveis e ao fundo, dois abajures estão encostados em uma parede revestida com espelho reflete parte da sala; há leves cortinas nas janelas da fachada oeste. Ao fundo, à esquerda da fotografia, a sala de música com um pequeno sofá vermelho, um recamier (um tipo de sofá, no caso, sem encosto) preto e umas quatro poltronas Barcelona, na cor preta, de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm; ao centro, um tapete simples de cor, aparentemente, branca; à direita, mais seis poltronas Barcelona, na cor branco. Ao centro das poltronas Barcelona está um tapete simples de cor, aparentemente, cinza, e uma pequena mesa de centro no formato quadrado com perfis metálicos e tampo de vidro (acima da mesa de centro há alguns objetos de decoração). Toda a sala de música possui piso de madeira e uma parede revestida de espelho, à direita da fotografia, e ao fundo uma parede de mármore na cor preta; à direita, um conjunto do que aparenta ser simples poltronas brancas. Encostado na parede de mármore, há o piano de cauda do século XX de autoria da fabricante alemã Grotrian-Steinweg em madeira ebanizada (técnica que consiste em escurecer a madeira), marfim e metal; e uma banqueta também do mesmo século com os mesmos materiais. No teto, há duas fileiras de iluminação com spots as quais são refletidas pela parede com revestimento de espelho.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (337)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-337
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato retrato. Vista diagonal das torres do Palácio do Congresso Nacional. Em primeiro plano, chão de terra batida com elevação em parte do terreno por um monte de terra e rebrota de ervas, arbustos e subarbustos esparsos sobre terra batida que possivelmente surgiram após a primeira remoção da vegetação. Ao centro, ressalta-se o Palácio do Congresso Nacional, os seus monumentais edifícios anexos, verticalizados de 92 metros, ainda não concluídos com presença de estruturas temporárias e sem a vedação completa. As torres anexas com sua estrutura de aço aparente demonstrando sua surpreendente monumentalidade. Atrás das torres, suas cúpulas emblemáticas (Câmara dos Deputados, de maior dimensão apenas com a base circular, sem revestimento e virado à cima e do Senado de menor proporção virado para baixo, com pilar deslocado) as quais possuem um traço delicado que contrasta com as colunas simétricas e dão um aspecto de beleza nas duas torres correspondentes à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. Os anexos constituem um edifício em altura com torres gêmeas lamelares (disposição de lâmina) com 29 pavimentos, unidas por meio de passarelas suspensas, que também servem como contraventamento da construção. Em termos estruturais, a edificação foi executada sistema viga-pilar em aço, a laje é em concreto pré-moldado, as fachadas laterais de maior superfície (norte e sul) são em cortina de vidro, enquanto as fachadas frontal e posterior (leste e oeste) correspondem a empenas cegas revestidas em mármore branco. Abaixo das torres há uma pequena construção temporária de aspecto longitudinal, que provavelmente servia de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais. A casca da cúpula do Senado (à direita) aparenta estar finalizada, enquanto a da Câmara está em processo cimbramento, que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras, circundando o mesmo. Abaixo das cúpulas, encontra-se o Edifício Principal do Congresso Nacional. Essa edificação corresponde à plataforma horizontal de estrutura em concreto armado e revestimento de mármore branco, encimada pelas célebres cúpulas que abrigam os Plenários do Legislativo: a menor, de formato côncavo, corresponde ao Senado Federal, enquanto a maior, de formato convexo, equivale à Câmara dos Deputados. Atrás da cúpula da Câmara dos Deputados, parte da Esplanada dos Ministérios, no sentido leste-oeste estão os edifícios administrativos (prédios ministeriais) correspondente aos Ministérios composto de vigas e pilares metálicos, totalmente envolvidos por concreto e sem esquadrias).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer."

Untitled

NOV.B.2 (338)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-338
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista de parte da sala de estar no pavimento térreo com luz, provavelmente, do amanhecer, logo atrás e ao lado esquerdo da escada interna do Palácio da Alvorada que dá acesso à sala íntima do palácio no primeiro andar, o qual constitui a parte residencial do Palácio. Em destaque, o piso de madeira do pavimento térreo do Palácio e seis poltronas Barcelona pretas de autoria do arquiteto alemão Mies van der Rohe (1886-1969) com a arquiteta e designer alemã Lilly Reich (1885-1947) realizada em 1929 de aço cromado e couro com dimensões de 72x72x77 cm. Ao centro, entre as poltronas, um tapete de cor aparentemente bege e nas janelas da fachada oeste têm cortinas levemente transparentes na cor bege/branco. Ao fundo, vista da fachada principal do Palácio da Alvorada, aparecendo pequena parte de um dos espelhos d’água (à direita da fotografia) e no horizonte, uma vasta área de grama sem vegetação nativa do Cerrado e o Brasília Palace Hotel mais ao fundo.
CURIOSIDADE SOBRE A POLTRONA BARCELONA:
A poltrona Barcelona é o projeto mais conhecido de Mies van der Rohe, lançada na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Nesse modelo, o aço tubular foi substituído por uma chapa de aço plano, inovação considerável para a época. [...] Projetada por Mies van der Rohe em colaboração com sua companheira e designer Lilly Reich, a poltrona Barcelona foi um dos destaques da decoração do Pavilhão Alemão (também projetado por ele) na Exposição Mundial de Barcelona em 1929, tornando-se um dos clássicos da história do design. Exemplo claro do estilo sóbrio e inovador do arquiteto, a poltrona conjuga elementos artesanais e material industrial, sendo composta por dois acolchoados sobre tiras de couro em uma base estilizada em aço. Pensada para servir de assento ao Rei da Espanha, ilustre visitante do Pavilhão Alemão, a poltrona utiliza uma estrutura formal cruzada em X, desenho encontrado desde a Antiguidade na confecção de bancos e tronos aristocráticos (GUIMARÃES, SCANAPIECO, SÁ, VASCONCELOS, 2020).
CURIOSIDADE SOBRE OS MÓVEIS:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (339)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-339
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato retrato. Vista dos visitantes no início da construção do Palácio do Congresso Nacional. Em primeiro plano, diversos visitantes na obra da fundação do Edifício Principal do Congresso Nacional sobre tábuas de madeira. À direita, perfis metálicos posicionados para a futura concretagem dos pilares. Em segundo plano, materiais de construção sobre o chão de terra, montes de terra, um cercado baixo de madeira e três postes de tronco de madeira com fiação (à esquerda da fotografia). À esquerda, uma bandeira do Brasil no canteiro de obras do Congresso Nacional e duas pequenas construções temporárias de aspecto longitudinais, que provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais. À direita, mais ao fundo, o talude (muro de arrimo) de terra alta, uma construção mais forte, capaz de conter forças como barrancos e equilibrar a pressão de um terreno, ao qual ficará adjacente a base/laje de cobertura do Edifício Principal do Palácio do Congresso Nacional. Na via do Eixo Monumental, há outra construção provisória.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Untitled

NOV.B.2 (34)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-34
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores em formato paisagem. Vista Lateral do Congresso Nacional, em primeiro plano, verifica-se um amontoado de barro concentrado à esquerda, ao meio, no nível do solo, está o chão de terra batida, no canto direito, encontra-se uma pequena estrutura provisória de madeira que fornece acesso a rampa externa, que em segundo plano, apresenta-se um trabalhador caminhando em direção a extensa laje que compõem a base da sede do Legislativo, é possível visualizar a coluna que sustenta a rampa, protegida por uma estrutura quadrangular de madeira, adjacente a ela, situa-se um pilar pouco espesso de madeira que serve de apoio. Em terceiro plano, localiza-se a rampa inferior, é perceptível ao olhar apenas a calça e o sapato de um operário, há mais alguns pilares simplórios alastrados pelo perímetro do saguão, entulhos em grande quantidade alastram-se pela área exterior da sede do Legislativo. Acima no conjunto principal do Congresso Nacional, pousam-se um grupo de seis trabalhadores resolvendo questões da obra e ao lado, mais outro agrupamento de quatro operários, a grande maioria está trajada com vestes simples e está portando capacete. No extremo direito, está a base circular da cúpula invertida com sua estrutura metálica. Nos arredores, mais trabalhadores com mais postes de iluminação. No nível de baixo, está em processo de cimbramento com diversas escoras de madeira sustentado de laje. Ao lado, situa-se uma construção temporária de grande dimensão provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais, no trecho inicial e mais distante da Esplanada.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Untitled

NOV.B.2 (340)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-340
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Tapeçaria realizada pelo artista modernista Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976) em 1961 com o título de “Músicos”. Este foi o primeiro trabalho do artista em Brasília encomendada por Oscar Niemeyer (1907-2012) que serviria para ornamentar a biblioteca do Palácio do Planalto. Em destaque a obra que possui linhas orgânicas, ou seja, curvas, figuras femininas e instrumentos musicais em tons de branco, cinza e azul claro. Ao fundo, painel ripado de madeira.
CONTEXTO HISTÓRICO DA OBRA/TAPEÇARIA:
O trabalho homenageia a música brasileira e mostra um grupo de músicos tocando instrumentos típicos do samba raiz. A produção teve influência dos muralistas mexicanos (BORGES, 2023).
CURIOSIDADE SOBRE A OBRA/TAPEÇARIA:
O processo de criação do primeiro trabalho de Di Cavalcanti para Brasília, a tapeçaria Músicos, foi registrado em uma preciosa crônica escrita por Gilda Cesário Alvim em 4 de abril de 1958. Ela estava em um hotelzinho barato e sedentário, apesar do nome de trem expresso: Dinard. Num quarto do terceiro andar, Di Cavalcanti observa a rua e sonha com Brasília. E do sonho de Di Cavalcanti nascem mulheres, sinuosas e envolventes como lianas, mulheres serpentes, que o domador encanta, não com a clássica flauta, mas com pincéis e tintas (FRANCISCO, 2016).
CURIOSIDADE SOBRE A TAPEÇARIA:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
"

Untitled

NOV.B.2 (341)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-341
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Em evidência, situa-se a grande forma de madeira circular do Senado Federal do Palácio do Congresso Nacional. É possível visualizar em seu interior, um pequeno assoalho, seguido de uma plataforma alta e vigas de aço agrupadas, mais atrás, é possível visualizar a escada que fornece acesso ao topo da estrutura. Observa-se, por todo o semicírculo direito, diversas escoras de aço sob trilhos de madeira. Ao fundo, na extrema direita, verifica-se levemente uma elevação da plataforma, o qual detém muitas esperas rentes a sua parede lateral. Na parte esquerda do semicírculo, visualiza-se também inúmeras escoras de aço, no entanto, em sua porção final, destoa-se a presença de uma ponte de madeira que dá acessibilidade a outro perímetro que retém pontaletes (também conhecido como escora, são peças de madeira, formadas por quatro lados iguais, geralmente muito utilizadas em obras e na construção civil em geral para escoramento de lajes, pés de andaimes, como também pés de mesa e cadeiras e torneados) de madeiras agrupados em seu solo. Na parte da circunferência ausente de escoramento, situam-se duas caixarias de madeira para pilares rente a parede da forma, e outra esparsa na plataforma que liga-se a uma forma de formato peculiar que possui uma expressiva cavidade. À frente da plataforma, há dezenas de escoras para o processo de cimbramento, que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção. É ainda possível visualizar sutilmente um cavalete presente no pavimento inferior.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer."

Untitled

NOV.B.2 (342)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-342
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Tapeçaria de Di Cavalcanti (1897-1976) “Múmias” produzida entre 1958-1960. A obra é composta por linhas orgânicas e uso de cores intensas, como amarelo, azul, vermelho, marrom, preto, branco, laranja e verde em diversos tons. Em sua moldura há padrões geométricos étnicos e as imagens centrais têm clara referência formal ao modernismo e às tendências plásticas pós-grupos de vanguarda do início do século XX.
Descrição feita com auxílio do artista visual e plástico Moisés Crivelaro.
CURIOSIDADE SOBRE O QUADRO:
Anna Maria (Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer) desenhou todos os móveis do Palácio da Alvorada e selecionou quadros, tapetes e peças antigas (FRANCISCO, 2011).
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (603) com alteração de colorimetria em preto e branco e enquadramento mais aproximado.
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (604) com alteração de colorimetria em preto e branco e enquadramento mais aproximado.
"

Untitled

NOV.B.2 (343)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-343
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Em primeiro plano, nota-se na área externa, mais à direita, um poste de madeira tipo T, o qual detém, lateralmente, dois fios elétricos que carregam uma lâmpada incandesce e liga sua fiação, frontalmente a outro poste de maior dimensão, situado atrás de uma construção temporária de aspecto longitudinal, composta de madeira bem trabalhada, múltiplas esquadrias e cobertura de tapume de metal. Dentro da edificação se faz pouco nítido a silhueta de um homem parada estaticamente. Rente a parede externa, verifica-se diversos entulhos jogados ao chão. Destoa-se no perímetro, um poste de madeira. adjunto a um carrinho de mão conectando-se, ao lado, com outro poste que possui uma tábua de madeira encostada em sua base, no intermédio entre essas estruturas, há lâmpada incandescente pendurada na fiação. Ao fundo da larga edificação, sobressai as torres anexas ainda com sua estrutura de aço aparente.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer."

Untitled

NOV.B.2 (344)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-344
  • Item
  • 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Vista perspectivada da fachada lateral (sul) e da fachada posterior (leste) do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, na imagem, a edificação está finalizada, os revestimentos foram inseridos e a pele de vidro está completa e em pleno funcionamento, fator que é notório devido os módulos de esquadria que se encontram abertos. O bloqueio visual, feito por grandes cortinas de tecido, também aparece instalado. A fotografia indica que a obra foi concluída em tempo considerável, pois o mármore branco que reveste as colunas e o piso apresentava pátina, especialmente na base desses elementos. O gramado é registrado cobrindo totalmente o entorno imediato da casa oficial. A escada de acesso à área do jardim íntimo também é vista lateralmente e conecta o bloco da residência à escultura “Ritos e Ritmos"", da artista Maria Martins (1894-1973), que não aparece no enquadramento da fotografia. Em segundo plano, há uma via lateral não pavimentada com um veículo, não identificado, estacionado. Em terceiro plano, encontra-se a vista da paisagem norte, sem alterações significativas na paisagem natural.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”.
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