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NOV.B.2 (246)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-246
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem, contendo algumas manchas. Vista aérea com foco na composição territorial da residência oficial do Presidente da República em obras. Pode-se observar o terreno alterado em grande parte por conta da construção do Palácio da Alvorada, contendo áreas com vegetação nativa e bastante desmatadas com terreno marcado por abertura de caminhos, para que, as máquinas e caminhões tenham acesso ao canteiro de obras por completo sem nenhuma dificuldade. Observa-se que a obra do Palácio da Alvorada está em fase estrutural ainda sem vestígio algum do paisagismo frontal e posterior do Palácio. Observa-se também do lado esquerdo do Alvorada o esqueleto estrutural da capela (Capela Nossa Senhora da Conceição) em obras e atrás do Alvorada a construção da casa de bombas que fica embaixo do bar. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” Ao fundo, trecho de vegetação do Cerrado, possivelmente fitofisionomia savânica ou campestre.

Untitled

NOV.B.2 (247)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-247
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Em primeiro plano, destaca o terreno de terra batida, fruto de terraplanagem (técnica oriental milenar que busca a nivelação do solo) correspondente ao Eixo Monumental e à praça central. À esquerda, situa-se o Supremo Tribunal Federal com suas colunatas harmoniosas, ainda em período de construção, em duas fachadas do edifício (faces leste e oeste), contrárias ao sentido do Palácio do Planalto, com formato que remete a velas de barco. Ressalta-se o andaime erigido, na quarta coluna em sequência, o qual alonga-se até um pouco mais da altura da laje do edifício, adjacente localiza-se uma construção temporária de aspecto longitudinal, com pilares metálicos e sem vedações, suponha que provavelmente servia para acúmulo de materiais. A cortina de vidro (componente construtivo de vedação, composto por vidros fixados em malha de perfis metálicos contínuos, que se desenvolvem no sentido da altura e/ou da largura da fachada da edificação, por pelo menos dois pavimentos), localizada ao meio, é dividida nos dois planos horizontais e por pilares verticais que transmite a sensação de suspensão, está em processo de acabamento. No trecho inicial do terreno, há uma edificação de maior porte composto de madeira, acoplado a ela está uma caixa d’água de tamanho médio, o que pode-se deduzir tratar-se de um provável alojamento para os trabalhadores. Próximo a obra, nota-se sutilmente os postes de madeira com energia elétrica. Permeando o local alastra-se a vegetação de Cerrado Nativo do tipo savânico bastante desmatado, delimitado, na região, por uma cerca simplória de madeira. Mais a frente, localiza-se o Congresso Nacional, com seus monumentais edifícios administrativos, verticalizados de 92 metros, ainda não concluídos com presença de andaimes, alguns com lona e sem a vedação completa. À direita, ocorre a concentração de caminhonetes transitando próximo à sede do Legislativo e de uma guarita, sustentada no desnível do terreno, que obtém iluminação própria, por meio de um poste e possui uma plataforma superior de madeira utilizada para fiscalização de obras. Logo abaixo, há um declive que forma um perímetro, o qual situa-se um caminhão estacionado, colado a uma cerca improvisada de galhos. Atrás da sede do Legislativo, encontram-se, os edifícios administrativos encadeados correspondentes aos Ministérios, composto de vigas e pilares metálicos, ainda repleto de andaimes, sem esquadrias. Mais distante está a sombra do Banco do Brasil.

Untitled

NOV.B.2 (248)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-248
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem, contendo algumas manchas. Vista aérea com foco na composição territorial da residência oficial do Presidente da República em obras. Pode-se observar o terreno alterado em grande parte por conta da construção do Palácio da Alvorada, contendo áreas com vegetação nativa e bastante desmatadas com terreno marcado por abertura de caminhos, para que, as máquinas e caminhões tenham acesso ao canteiro de obras por completo sem nenhuma dificuldade. Observa-se que a obra do Palácio da Alvorada está em fase estrutural, ainda sem vestígio algum do paisagismo frontal e posterior. Observa-se também o molde e o esqueleto de sua capela anexa em fase de construção. À esquerda da imagem pode-se observar o acampamento dos trabalhadores com suas edificações de apoio construídas de madeira e em meio a várias construções vislumbrar o protótipo em tamanho real da capela do alvorada que teve sua construção iniciada em 1957, o qual foi feito com objetivo de atestar se as placas de mármore da capela ficariam perfeitas. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” Por toda a imagem é possível observar a vegetação do Cerrado. Em primeiro plano há campo limpo, que ao se aproximar da faixa de vegetação com maior adensamento de árvores (mata de galeria), se torna um campo limpo úmido. Atrás da mata de galeria observa-se continuação do campo limpo. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

Untitled

NOV.B.2 (249)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-249
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Em primeiro plano, destaca o terreno de terra batida, fruto de terraplanagem (técnica oriental milenar que busca a nivelação do solo) correspondente a futura Praça dos Três Poderes e o Eixo Monumental, o qual alonga-se pelo amplo território. Em seu trecho final, destaca-se os automóveis transitando próximos a uma guarita, provavelmente carregavam os recursos da obra. Ademais, notabiliza-se ainda, na praça central, a presença de rala vegetação do Cerrado, com rebrotas sobre terra batida, indicando intervenção humana. Tais edificações não possuem vedação completa. Ao lado, é possível visualizar sutilmente a cúpula do Senado (virado para baixo, e de menor proporção em relação à Câmara) sem revestimento concluído. Ao fundo, situa-se os prédios ministeriais, no sentido leste-oeste, compostos de de vigas e pilares metálicos, sem esquadrias.

Untitled

NOV.B.2 (25)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-25
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, no formato retrato. Ermida Dom Bosco em destaque aparecendo a fachada lateral direita e posterior da pequena capela em formato piramidal, pintada na cor branca, despida de qualquer ornamento, construída sobre uma laje circular em elevação, com sua laterais revestidas de pedras e uma pequena escada lateral que leva até o patamar mais alto da plataforma, contornada por vegetação típica do Cerrado, às margens do que viria a se tornar o lago Paranoá. Imagem com mancha preta no lado esquerdo. Em segundo plano, ao fundo, do lado inferior direito da Ermida, vista do Palácio da Alvorada em estágio de construção; do lado inferior esquerdo da Ermida está o acampamento de construção do Palácio da Alvorada. Detalhe de mancha escura na lateral esquerda da imagem.
A Ermida foi a primeira construção de alvenaria da cidade, projetada pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), além de ser uma das primeiras obras realizadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP). Construção concluída em 31 de dezembro de 1956, inaugurada em 24 de março de 1957, com a celebração de uma missa. Sendo o primeiro templo religioso de Brasília construído em caráter definitivo. No acervo textual NOVACAP, consta a fatura da obra assinada pelo engenheiro Geraldo Duarte Passos, a serviço da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) para a edificação da Ermida Dom Bosco, constando no documento o seguinte texto “Pelos serviços de construção de uma pirâmide triangular ôca, de concreto armado, de acordo com o projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, denominada “Ermida de São João Bosco”[...]” Referência fundo textual NOVACAP no Arquivo Público do DF. A construção do santuário custou um total de 100 mil cruzeiros.
CURIOSIDADES E REMISSIVAS - ERMIDA DOM BOSCO:
· Construída como forma de homenagem ao padre italiano São João Bosco. Todo o misticismo em torno de Dom Bosco e Brasília originou-se a partir de uma narrativa criada por um grupo de goianos. Intencionalmente procuraram relacionar uma visão que o santo italiano teve em seu sonho, a respeito de uma região com riquezas incalculáveis e a formação de um lago, com a região onde Brasília iria ser construída. Dessa forma se procurava fundamentar na vontade divina, por meio da visão profética do santo, a construção da nova capital no Planalto Central. Com a ressignificação do sonho, Dom Bosco passou a ser visto como alguém que já tinha profetizado a respeito da construção de Brasília.
· A Ermida já estava prevista para ser construída antes do concurso da capital ser lançado.
· A congregação dos Salesianos, desde 1956, se fez presente nos acampamentos dos trabalhadores. Esta teria sido a primeira ordem religiosa a chegar ao Distrito Federal.
· PROCURAR REMISSIVAS: PASTA NOV-D-4-4-B-2 - ITENS: 238, 240, 242, 254, 262, 274, 567, 638.
"

Untitled

NOV.B.2 (250)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-250
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem. Vista do acampamento de obras e o Palácio da Alvorada ao fundo. Em primeiro plano, chão de terra batida com alguns alojamentos em madeira (fachada com ripas de madeira e coberturas em branco), postes de madeira espelhados e materiais de obra sobre o chão. Alguns alojamentos estão armazenando materiais de construção. Em segundo plano, pequena parte do cerrado não modificado. Mais ao fundo, à esquerda da fotografia, o Palácio da Alvorada ainda em fase de construção, porém já com as suas marcantes colunas das fachadas em destaque. No horizonte, fragmento de vegetação do Cerrado, de aspecto ralo devido a intervenção humana, sendo possivelmente um campo sujo ou cerrado típico (cerrado sentido restrito) desmatado.

Untitled

NOV.B.2 (251)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-251
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista com foco no trabalhador atuando na construção do Palácio do Congresso Nacional. Em destaque, dois candangos na obra (a palavra candango é uma variação de candongo, da língua quimbundo, dos bantos do sudoeste de Angola, e era usada de forma depreciativa contra os colonizadores daquele continente. Ao serem traficados para a região canavieira nordestina, os africanos mantiveram o sentido pejorativo para se referir aos senhores portugueses e, depois, aos próprios brasileiros (HOLSTON,1993). Com o decorrer do tempo, porém, o alvo da depreciação foi invertido. A palavra virou sinônimo de cafuzo, mestiço, mameluco e negro. Posteriormente, seu significado foi ampliado, passando a abranger genericamente as populações pobres do interior do país, sobretudo trabalhadores itinerantes, de baixa qualificação profissional, situação predominante entre aqueles que chegaram ao canteiro de obras da futura capital). É possível visualizar apenas a cabeça do trabalhador à esquerda, com um capacete de construção metálico, entre um pilar da estrutura metálica e uns cabos. O trabalhador em destaque também está usando um capacete de construção metálico, vestes simples (uma camisa branca com alguns rasgos e uma calça mais escura) segurando com uma luva um cone metálico, provavelmente uma ferramenta para a auxiliar na obra. Este trabalhador está sorrindo e com o cone direcionado para as tábuas de madeira (à direita da fotografia) que devem ser temporárias. Abaixo do trabalhador em destaque, uma caixa de ferramentas sobre uma pequena plataforma de madeira e ao fundo, a estrutura metálica (provavelmente das torres anexas) com diversos cabos e cordas amarradas. O pilar é unido à viga à esquerda por meio de cantoneiras de ligação, arrebitadas (rebite é um fixador mecânico semi permanente) na sua estrutura. A chapa metálica soldada nesse pilar denomina-se enrijecedor de coluna e tem como função conferir estabilidade à estrutura.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Untitled

NOV.B.2 (252)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-252
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem. Registro aéreo sobre a passagem do Rio Paranoá, local onde veio a ser o Lago Paranoá, com enfoque na península do Lago, região em que se encontram, ao fundo da imagem, o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel, durante os anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958. No registro, de baixo para cima, nas orientações leste-oeste, um pequeno corpo d’água se dispõe entre a passagem do Rio Paranoá – à direita – e uma estrada vicinal – à esquerda – de duas mãos com sentido Brasília, em um campo de vegetação rasteira. O curso do rio serpenteia até o centro do registro quando se dispersa na vegetação de densidade média do Cerrado. O terreno se estende por aclives e declives até a península em plano de fundo, havendo uma leve depressão no trecho central do registro, local onde posteriormente viria ser preenchido para formação do Lago Paranoá. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com sequência de chuvas do ano de 1961, e então, Juscelino Kubitschek (1902-1961) se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). Ao fundo, próximo a península, pequenas vias vicinais traçam percursos de acesso demarcados no solo, possivelmente, destinados à passagem de operários e veículos carregados de materiais para as construções visíveis. Os arcos do Alvorada dão o vislumbre do que configura o volume construtivo do Palácio da Alvorada - barra horizontal e os pilares - com a capela anexa (ALMEIDA, 2012, p.72). Junto à capela, vislumbram parte do contexto construtivo do Palácio Presidencial, aparentando processo avançado de obra. Limítrofe ao terreno, nos dois lados do Alvorada – sentido norte-sul – conjuntos de acampamentos, canteiros de obra e instalações destinados aos operários responsáveis pelas construções da península (Palácio da Alvorada e Brasília Palace Hotel). Ao fundo, o Brasília Palace Hotel retrata a fase avançada de construção, aparentando finalização da fachada leste, com fachada pintada em branco e esquadrias colocadas aparentando funcionamento. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno da península do Lago Paranoá. Por toda a imagem é possível observar a vegetação do Cerrado. Em primeiro plano há campo limpo, que ao se aproximar da faixa de vegetação com maior adensamento de árvores (mata de galeria), se torna um campo limpo úmido. Atrás da mata de galeria observa-se continuação do campo limpo. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo. Além disso, é possível identificar pequenos lagos e riachos.

Untitled

NOV.B.2 (253)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-253
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista com foco nos trabalhadores atuando na construção do Palácio do Congresso Nacional. Em destaque, três candangos na obra (a palavra candango é uma variação de candongo, da língua quimbundo, dos bantos do sudoeste de Angola, e era usada de forma depreciativa contra os colonizadores daquele continente. Ao serem traficados para a região canavieira nordestina, os africanos mantiveram o sentido pejorativo para se referir aos senhores portugueses e, depois, aos próprios brasileiros (HOLSTON,1993). Com o decorrer do tempo, porém, o alvo da depreciação foi invertido. A palavra virou sinônimo de cafuzo, mestiço, mameluco e negro. Posteriormente, seu significado foi ampliado, passando a abranger genericamente as populações pobres do interior do país, sobretudo trabalhadores itinerantes, de baixa qualificação profissional, situação predominante entre aqueles que chegaram ao canteiro de obras da futura capital). É possível visualizar apenas as pernas do trabalhador ao centro, com calças, um avental comprido escuro e botas, parafusando a chapa metálica. O trabalhador em destaque (à esquerda) está usando um capacete de construção metálico, vestes simples (uma camisa com estampado de onça, um avental escuro comprido e uma calça mais escura) auxiliando na parafusação da estrutura junto com o outro trabalhador. Outro trabalhador, à direita, também está com capacete de construção metálico e uma camisa clara simples. Ao fundo, a estrutura metálica (provavelmente das torres anexas) com diversos cabos e cordas amarradas. O pilar é unido à viga à esquerda por meio de cantoneiras de ligação, arrebitadas (rebite é um fixador mecânico semi permanente) na sua estrutura. A chapa metálica soldada nesse pilar denomina-se enrijecedor de coluna e tem como função conferir estabilidade à estrutura.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Untitled

NOV.B.2 (254)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-254
  • Item
  • 1957 - 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem, contendo algumas manchas. Vista da composição territorial do Palácio da Alvorada em construção. Em primeiro plano percebe-se uma área campestre de cerrado já modificada por meio de abertura de estradas, à direita vemos um tipo de marcação territorial feita de madeira com uma bandeira vermelha no topo ao lado de uma placa, juntamente com alguns veículos mais distantes. Em segundo plano, dispõe-se da fachada oeste do Palácio da Alvorada na sua fase de construção, já com seus emblemáticos pilares da fachada concluídos em conjunto com a capela anexa em homenagem à Nossa Senhora da Conceição à esquerda do Palácio em fase estrutural. À direita da imagem é pode-se observar o acampamento dos trabalhadores com suas edificações de apoio construídas de madeira e pintadas na cor branca. Em meio a várias construções de apoio aos trabalhadores podemos vislumbrar o protótipo em tamanho real da capela do alvorada que teve sua construção iniciada em 1957, o qual foi feito com objetivo de atestar se as placas de mármore da capela ficariam perfeitas. Ao fundo no horizonte torna-se claro a presença de área nativa de cerrado e à direita localiza-se a Ermida Dom Bosco, obra de Oscar Niemeyer inaugurada em 24 de março de 1957, a qual já tinha sido concluída em 31 de dezembro de 1956. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico.

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