- DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-34
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- 1956 - 1960
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Fotografia colorida em formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, entre os anos de 1959-1960 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos e pontos verdes. Observa-se o enquadramento parcial do segundo bloco - área de restaurante e salão de eventos - e de parte da piscina oval ainda não concluída na área social do hotel. A área de piscina encontra-se próxima do bloco térreo e foi pensada por Niemeyer de modo simplista, quando à época da construção desenhou o formato ovalado. Este formato partiu de uma inspiração do arquiteto: “Tudo era feito na marra, com burocracia zero. Um dia, tomando café no bar hotel, impaciente pela demora na construção da piscina - havia uns seis meses e nada -, Niemeyer desenhou um ovo de Páscoa (uns dizem que num papel; outros que no chão mesmo) e disse: ‘Taí, podem fazer.” (ESNAL, 2015, p. 35). Um trabalhador encontra-se dentro da piscina - aparenta realizar a etapa de rejunte -, trajando apenas calça enquanto sua camisa está pendurada em uma estaca de madeira no arredores da piscina. Entre a área à construir da piscina e o segundo bloco envidraçado, um mosaico de calçadas concretadas, gramado e terra seca batida, indicando que ainda estava em processo de obras. Abaixo da marquise, à frente do plano de vidro convexo, um homem de calça e camisa escura transita nas dependências da área social do hotel. O prédio do Palace Hotel, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior leste) e com cobogós (fachada frontal oeste), duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura conectando a um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto como o restaurante e o salão de eventos. Toda estrutura do bloco principal se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto por 203 metros de comprimento. Após o incêndio acidental no terceiro andar do bloco principal, no ano de 1978, a configuração original do prédio foi alterada com a adição de duas torres de escadas e elevadores na fachada frontal, brises-soleil em lâminas e grandes painéis de vidro ao invés do antigo cobogó, além de varandas e peitoris de alvenaria na fachada posterior (voltada para o bloco térreo). A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do Lago Paranoá. No período, o preenchimento do lago foi uma demanda de urgência de Juscelino Kubitschek (1902-1961), mas que só foi cumprida em setembro de 1959, quando fecharam as comportas da barragem do Paranoá. O lago só foi totalmente preenchido com a sequência de chuvas do ano de 1961. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores.
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