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Alfredo Volpi
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NOV.B.2 (11)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-11
  • Pièce
  • 1958 - 1959
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em cores, formato paisagem. Em destaque, no centro da fotografia, vê-se a Igreja Nossa Senhora de Fátima. Na fachada lateral esquerda , afere-se a janela em fita vertical, característica comum da Arquitetura Moderna, e na fachada principal presencia-se trabalhadores instalando o painel de autoria de Athos Bulcão (1918-2008). Essa última, possui cinco folhas de madeira,a superfície vazada por figuras geométricas em dimensões e formatos variados, alternando quadrados e retângulos, que receberam vidro colorido de origem italiana, e um vão, no centro, para a entrada dos visitantes. O edifício é circundado por uma vasta área de gramado plantado e um pequeno cercado. Na fachada posterior, sob a marquise, a cobertura formada a partir da projeção da laje, visualiza-se um gerador protegido por uma pequena estrutura de madeira, e atrás uma estrada de terra. Ao fundo, posterior à Igreja, verifica-se remanescente de cerrado típico (cerrado sentido restrito), e à direita, percebe-se parte do depósito da Novacap, voltado para a via W2 Sul, via paralela à W3 Sul, na Quadra 508 Sul e, provavelmente, moradias provisórias em madeira dos trabalhadores para a construção da nova capital.
SOBRE A IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA:
A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal.
"

Sans titre

NOV.B.2 (135)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-135
  • Pièce
  • 1958 - 1959
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista interna da Igrejinha, mais precisamente, do altar. Em primeiro plano, três pessoas rezando, duas mulheres brancas uma trajada com roupa listrada (à esquerda) e a outra vestindo uma camisa de manga comprida com seis botões na parte de trás, além disso está presente um homem branco com camisa polo social. Em segundo plano, no altar da Igreja, quatro castiçais, dois arranjos simples de flores e ao centro um sacrário (espaço onde se guarda objetos sagrados como a hóstia e relíquias) com uma cruz cristã sobre ela. Ao fundo, na parede do altar, o afresco de Alfredo Volpi (1896-1988) apresenta-se com doze bandeirinhas, identidade marcante do autor que representa apreço pelos objetos simples e populares, e à direita as figuras de Nossa Senhora de Fátima, segurando uma pequena flor na mão esquerda e o Menino Jesus ao seu lado direito, segurando um globo. Ambas as representações não possuem feições.
SOBRE A IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA:
A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal.
CONTEXTO HISTÓRICO DA PINTURA DE ALFREDO VOLPI:
As pinturas do afresco de Alfredo Volpi foram destruídas nos anos 1960 e substituídas em 2009, nas obras do Iphan de restauro do templo, por pinturas de Francisco de Fátima Galeno. (RAMOS, 2023, p.168 e Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna, 2014, p. 142). Segundo o arquiteto Luiz Mario Xavier, que escutou de Ítalo Campofiorito (1933-2020), arquiteto e seu sócio e grande amigo e profissional de confiança de Oscar Niemeyer (1907-2012), que “O padre da Igrejinha procurou dona Sarah Kubitschek (1908-1996), disse que ninguém gostava das pinturas e pedia a liberação para pintar as paredes. Niemeyer concordou com o apagamento das pinturas. Ele falou pessoalmente com Volpi, explicando a questão. Em troca, prometeu que, na construção do Itamaraty, Volpi seria chamado para realizar uma pintura.” (RAMOS, 2023, p.121 - 122). Athos Bulcão (1918-2008) foi enfático em apontar a precariedade técnica dos afrescos volpianos. (RAMOS, 2023, p. 162). Relatos contam que as paredes com as pinturas foram atacadas por mofo. [...] Seja por questões vinculadas à iconografia, seja por questões técnicas - que um bom trabalho de restauro teria recuperado, importa sempre ressaltar -, o apagamento de Volpi da memória da Igrejinha ocorreu desde o princípio, o que indica dificuldades para o acolhimento de sua obra (RAMOS, 2023, p. 163). No processo da nova pintura, tomou-se cuidado ao colocar placas de MDF sobre as paredes e foi sobre essa superfície que as novas pinturas foram realizadas (RAMOS, 2023, p. 173)."

Sans titre

NOV.B.2 (147)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-147
  • Pièce
  • 1958 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista interna da Igrejinha, mais precisamente, do altar. Da esquerda para a direita, escultura, figura de Nossa Senhora de Fátima com 2 m e 50 cm de altura, pesando 200 quilos, esculpida em cedro, ornada com ouro de libra e pedras preciosas pelo artista Antônio da Silva Antunes, abaixo, uma placa descritiva: “EIS AÍ TUA MÃE! Ao te ajoelhares a seus pés! Olhos de mãe te contemplam! Mãos de mãe te abençoam! Coração de mãe te consola! ”. Sobre uma base com flores; altar da Igreja com quatro castiçais, dois arranjos simples de flores e ao centro um sacrário (espaço onde se guarda objetos sagrados como a hóstia e relíquias) com uma cruz cristã sobre ela. Ao fundo, na parede do altar, o afresco de Alfredo Volpi (1896-1988). À esquerda e à direita no afresco, doze bandeirinhas, a identidade marcante de Volpi que representa seu gosto pelos objetos simples e popular, e à direita as figuras de Nossa Senhora de Fátima, segurando uma pequena flor na mão esquerda e o Menino Jesus em seu lado direito, este segurando um globo. Ambas as representações não possuem feições. No canto direito da fotografia, uma mulher negra com roupa simples e um lenço na cabeça.
SOBRE A IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA:
A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal.
CONTEXTO HISTÓRICO DA PINTURA DE ALFREDO VOLPI:
As pinturas do afresco de Alfredo Volpi foram destruídas nos anos 1960 e substituídas em 2009, nas obras do Iphan de restauro do templo, por pinturas de Francisco de Fátima Galeno. (RAMOS, 2023, p.168 e Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna, 2014, p. 142). Segundo o arquiteto Luiz Mario Xavier, que escutou de Ítalo Campofiorito (1933-2020), arquiteto e seu sócio e grande amigo e profissional de confiança de Oscar Niemeyer (1907-2012), que “O padre da Igrejinha procurou dona Sarah Kubitschek (1908-1996), disse que ninguém gostava das pinturas e pedia a liberação para pintar as paredes. Niemeyer concordou com o apagamento das pinturas. Ele falou pessoalmente com Volpi, explicando a questão. Em troca, prometeu que, na construção do Itamaraty, Volpi seria chamado para realizar uma pintura.” (RAMOS, 2023, p.121 - 122). Athos Bulcão (1918-2008) foi enfático em apontar a precariedade técnica dos afrescos volpianos. (RAMOS, 2023, p. 162). Relatos contam que as paredes com as pinturas foram atacadas por mofo. [...] Seja por questões vinculadas à iconografia, seja por questões técnicas - que um bom trabalho de restauro teria recuperado, importa sempre ressaltar -, o apagamento de Volpi da memória da Igrejinha ocorreu desde o princípio, o que indica dificuldades para o acolhimento de sua obra (RAMOS, 2023, p. 163). No processo da nova pintura, tomou-se cuidado ao colocar placas de MDF sobre as paredes e foi sobre essa superfície que as novas pinturas foram realizadas (RAMOS, 2023, p. 173).
CURIOSIDADES IMAGEM/ESCULTURA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA:

  1. Foi doada ao Santuário de Brasília pela Revista Portugal- Brasil, de Lisboa, representada pelos Srs. Veloso de Carvalho e Aníbal Contreiras, objetivando estreitar os laços de amizade entre Portugal e o Brasil. (REVISTA BRASÍLIA, nº 28, p. 19)
  2. Quarta-feira, 13 de maio de 1959: [...] Do aeroporto, a imagem é conduzida em carro especial até o núcleo bandeirante, de onde ruma então para o Palácio da Alvorada e, finalmente, ao Santuário de Fátima, doado a Brasília pela Senhora Sarah Kubitschek (1908-1996), Lemos Kubitschek. (DIÁRIO DE BRASÍLIA, Coleção Brasília VI, p. 66, 1959).
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Sans titre

NOV.B.2 (153)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-153
  • Pièce
  • 1958 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia preto e branco, com marcas de uso, formato paisagem. Vista interna da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, mais precisamente, do altar. Em primeiro plano, quatro pessoas, sendo dois homens brancos, um homem negro e uma mulher sobre bancos genuflexórios (apropriado para orar de joelhos). Ao fundo, da esquerda para a direita da imagem, escultura, figura de Nossa Senhora de Fátima com 2 m e 50 cm de altura, pesando 200 quilos, esculpida em cedro, ornada com ouro de libra e pedras preciosas pelo artista Antônio da Silva Antunes, sobre uma base de madeira com três vasos de flores simples. Sobre a mesa do altar, um tecido bordado com cruz e cálice forra o móvel, além de quatro velas compridas nas laterais, um sacrário (espaço onde se guarda objetos sagrados como a hóstia e relíquias) com uma cruz cristã sobre ela. Na parede, percebe-se que a ausência do afresco de Alfredo Volpi (1896-1988) que foi retirada no começo da década de 1960.
SOBRE A IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA:
A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal.
CONTEXTO HISTÓRICO DA PINTURA DE ALFREDO VOLPI:
As pinturas do afresco de Alfredo Volpi foram destruídas nos anos 1960 e substituídas em 2009, nas obras do Iphan de restauro do templo, por pinturas de Francisco de Fátima Galeno. (RAMOS, 2023, p.168 e Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna, 2014, p. 142). Segundo o arquiteto Luiz Mario Xavier, que escutou de Ítalo Campofiorito (1933-2020) (1933-2020), arquiteto e seu sócio e grande amigo e profissional de confiança de Oscar Niemeyer (1907-2012), que “O padre da Igrejinha procurou dona Sarah Kubitschek (1908-1996), disse que ninguém gostava das pinturas e pedia a liberação para pintar as paredes. Niemeyer concordou com o apagamento das pinturas. Ele falou pessoalmente com Volpi, explicando a questão. Em troca, prometeu que, na construção do Itamaraty, Volpi seria chamado para realizar uma pintura.” (RAMOS, 2023, p.121 - 122). Athos Bulcão (1918-2008) foi enfático em apontar a precariedade técnica dos afrescos volpianos. (RAMOS, 2023, p. 162). Relatos contam que as paredes com as pinturas foram atacadas por mofo. [...] Seja por questões vinculadas à iconografia, seja por questões técnicas - que um bom trabalho de restauro teria recuperado, importa sempre ressaltar -, o apagamento de Volpi da memória da Igrejinha ocorreu desde o princípio, o que indica dificuldades para o acolhimento de sua obra (RAMOS, 2023, p. 163). No processo da nova pintura, tomou-se cuidado ao colocar placas de MDF sobre as paredes e foi sobre essa superfície que as novas pinturas foram realizadas (RAMOS, 2023, p. 173).
CURIOSIDADES SOBRE A IMAGEM/ESCULTURA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA:

  1. Foi doada ao Santuário de Brasília pela Revista Portugal- Brasil, de Lisboa, representada pelos Srs. Veloso de Carvalho e Aníbal Contreiras, objetivando estreitar os laços de amizade entre Portugal e o Brasil. (REVISTA BRASÍLIA, nº 28, p. 19)
  2. Quarta-feira, 13 de maio de 1959: [...] Do aeroporto, a imagem é conduzida em carro especial até o núcleo bandeirante, de onde ruma então para o Palácio da Alvorada e, finalmente, ao Santuário de Fátima, doado a Brasília pela Senhora Sarah Kubitschek (1908-1996), Lemos Kubitschek. (DIÁRIO DE BRASÍLIA, Coleção Brasília VI, p. 66, 1959).
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Sans titre