- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-151
- Item
- 1957 - 1959
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"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Construção da Igreja Nossa Senhora de Fátima, conhecida como Igrejinha. Em primeiro plano, piso de “chão batido”. Ao centro, vista lateral da Igreja com estruturas, andaimes de madeira estão apoiando os três pilares principais da estrutura e da (apenas o central e o direito estão visíveis). Na parede há uma janela seccionada em três partes que futuramente seria uma porta. Três trabalhadores, localizados de maneira esparsa, pela cobertura, pilar e janela da Igrejinha, estão finalizando o andamento das obras. Na fachada principal, instalação das portas da Igrejinha com o visual de cinco folhas de madeira, com a superfície vazada por figuras geométricas, em dimensões e formatos variados, alternando quadrados e retângulos, que receberam vidro colorido, de origem italiana e um vão, no centro, para a entrada dos visitantes.
SOBRE A IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA:
A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal.
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