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NOV.B.05(77)

Fotografia preta e branca em formato paisagem, estruturas metálicas dos ministérios na esplanada em Brasília–DF, entre os anos de 1957-1960, locação sequencial dos ministérios ao longo da esplanada onde nota-se as diversas etapas ao longo do processo de obra em cada um dos quatro ministérios presentes no registro, alguns ainda em esqueleto estrutural metálico e outros em certo nível de alvenaria e colocação de materiais e esquadrias das fachadas. É retratada a locação sequencial dos ministérios, onde da esquerda para direita identificam-se como: 1º - Ministério da Cultura, 2º - Ministério da Aeronáutica, 3º - Ministério da Marinha e 4º - Ministério da Guerra. No plano projetual de Lúcio Costa, a definição das posições dos ministérios foi elaborada de modo que o edifício se localiza-se em sequência aos demais dispostos – inicialmente quatro se posicionaram do lado sul, reservando o espaço para a Catedral, seis edifícios do lado norte unidos por uma marquise de circulação, porém não foi executada. A distribuição ficou em sete edifícios do lado sul e dez edifícios do lado norte, à época (1960). O projeto modelo dos ministérios-padrão de Oscar Niemeyer foi pensado para ser uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega (fachada sem janelas nem portas) coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental, em Brasília-DF. Revestimentos instalados, esquadrias com os vidros finalizados. Observam-se andaimes metálicos e em madeira, dispostos verticalmente nas fachadas para auxílio do processo de rebocagem. Na base dos edifícios existe uma delimitação por cercas feita de estacas de madeira dividindo o canteiro de obra juntamente com coberturas de apoio e armazenamento. Na via em frente a cerca, ocorre a movimentação de três caminhões, um jeep e alguns trabalhadores ao longo de toda a estrada. Na porção inferior da fotografia tem-se um vasto terreno com marcas de pneus em terra seca batida e no quadrante inferior esquerdo pedaços de estacas de madeira espalhados. Ao lado esquerdo, um agrupamento de materiais como cascalho/brita e areia em montes, atrás deles, tonéis e postes condutores de energia elétrica na larga delimitação do Eixo Monumental que divide os dois lados dos ministérios e consequentemente as Asas (Sul e Norte) do Plano Piloto. Nas proximidades dos ministérios, diversos canteiros de obras espalhados, instalações de auxílio aos trabalhadores, durante a realização do processo de obra em um dia parcialmente nublado. 

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.14 (20)

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista da escavação em chão de terra para a passagem de tubulação de água. Em primeiro plano, à esquerda, um monte de terra, trabalhadores atuando na escavação abaixo do nível da terra, ao centro, o qual possui finas tábuas de madeira sobre a escavação. À esquerda, atrás do monte de terra, o Brasília Palace Hotel. Ao fundo, uma torre circular vertical, em que ao seu lado esquerdo, ao fundo, é possível observar a copa de uma árvore. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende.
Fotografia semelhante ao item NOV-D-4-4-B-14 (21) com alteração de enquadramento e movimentação das figuras humanas.

SOBRE O BRASÍLIA PALACE HOTEL:
O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), o BPH teve sua inauguração em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, e foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada do terceiro andar e sua reconstrução só foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008)."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.14 (21)

"Fotografia em cores, formato paisagem. Vista da escavação em chão de terra para a passagem de tubulação de água. Em primeiro plano, à esquerda, um monte de terra, trabalhadores atuando na escavação abaixo do nível da terra, ao centro, o qual possui finas tábuas de madeira sobre a escavação. À esquerda, atrás do monte de terra, o Brasília Palace Hotel. Ao fundo, uma torre circular vertical, em que ao seu lado esquerdo, ao fundo, é possível observar a copa de uma árvore. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende.
Fotografia semelhante ao item NOV-D-4-4-B-14 (21) com alteração de enquadramento e movimentação das figuras humanas.

SOBRE O BRASÍLIA PALACE HOTEL:
O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), o BPH teve sua inauguração em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, e foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada do terceiro andar e sua reconstrução só foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008)."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (3)

"Fotografia colorida em formato paisagem. Representante digital com riscos e manchas verdes. Registro do trabalho de terraplenagem do Eixo Rodoviário, nos primeiros anos de construção de Brasília, entre 1956 e 1960. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957) sobre o eixo, Lucio Costa relata que, “desse modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). No registro, na extensão da via com solo de terra batida: montantes de terra enfileiradas caracterizam o processo de terraplenagem do Eixo Rodoviário; na porção direita, pedaços de madeira fincados no solo delimitam e demarcam o local. Após os montantes de terra úmida, em plano posterior, um operário - trajando uma camisa clara, calça e chapéu escuro - caminha de Costas para o fotógrafo. Ao fundo, às margens da via de terra, aparentes maquinários parados em volta de um pequeno alojamento - de madeira com telhado em duas quedas. No plano de fundo, após a vegetação e a esquerda da via, um edifício em processo de construção caracterizado por seu esqueleto estrutural ainda aparente, não havendo a presença de esquadrias e fachadas, estando sem detalhamentos externos, com fachadas vazadas. Nas laterais do Eixo Rodoviário, seguindo até a linha do horizonte, adensamento de árvores - de pequeno e médio porte - caracterizando uma vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).
"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (33)

Fotografia colorida em formato paisagem retrata parte da área correspondente à Plataforma da Rodoviária de Brasília, vista de uma das vias N1 ou S1 (provavelmente da via N1, se considerado o volume de terra à esquerda como sendo o Teatro Nacional), entre os anos de 1958-1960. Em fase intermediária de construção, observa-se a Plataforma Rodoviária ao fundo já construída, com pistas já asfaltadas, entretanto as demais áreas que recebem o paisagismo e vegetação da área central do Eixo Monumental. No terço esquerdo da fotografia, localizam-se montes de terra, sendo um deles possivelmente destinado à construção do Teatro Nacional, mais acima do nível da pista de rolagem. No sopé deste aterro, uma instalação de apoio ao canteiro envolto em um cercado de madeira, abrigando materiais construtivos, trabalhadores e um caminhão (provável Ford F100) branco. No terço central do retrato, pilhas de madeiras e ferro, quatro grandes instalações de apoio e um andaime de madeira. À frente, uma fileira de postes de energia estão centralizados no Eixo Monumental. No terço direito, está uma instalação de apoio com mais materiais de obra em frente e um possível Jeep em tom azulado, no limite da fotografia. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento". As obras da Plataforma Rodoviária se iniciaram em dezembro de 1958, com execução da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), contendo uma plataforma de 9m de altura em 1400 toneladas de aço para concreto protendido. Sua conclusão só aconteceu em 12 de setembro de 1960, no mesmo dia de aniversário de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Nas palavras de Lucio Costa (1987) sobre a obra concluída: (...) “Eu sempre repeti que essa plataforma rodoviária era o traço de união da metrópole, da capital, com as cidades-satélites improvisadas da periferia. É um ponto forçado, em que toda essa população que mora fora entra em contacto [sic] com a cidade (...)".

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (36)

Fotografia colorida em formato paisagem. Representante digital consta riscos e manchas esverdeadas. Registro térreo da pavimentação do Eixo Monumental, em Brasília - DF, durante os primeiros anos da construção de Brasília (1956-1959). Registro que retrata parte da extensão do Eixo Monumental - nas orientações leste-oeste - em fase avançada de asfaltamento. No quadrante inferior do registro, parte da via não está pavimentada, estando em terra batida e com marcas de passagem de maquinário - usado para terraplenagem. Nos canteiros laterais da via nota-se a separação abrupta do solo pavimentado e a vasta vegetação de Cerrado, com alta densidade de árvores (fitofisionomia não identificada) de forma que: à esquerda, taludes em solo arenoso separam o asfalto do Eixo Monumental.. A esquerda da vista, um vislumbre do que aparentam ser tonéis e resquícios de materiais, evidenciando o processo de obra recente na área. O Eixo Monumental se inicia na Praça dos Três Poderes e termina no limite Oeste do Plano Piloto, onde se localiza a estação rodoferroviária. O canteiro central da via, parte do Congresso e Cruza com o eixo rodoviário definidor das Asas Norte e Sul, onde se encontra a plataforma rodoviária de Brasília. Após a rodoviária, contemplam-se a Torre de TV, a Feira da Torre de TV, o Eixo Cultural Ibero-americano, o Planetário, o Clube do Choro, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a praça do Buriti, o Museu da Cultura Indígena, o Memorial JK, a Praça do Cruzeiro e por fim, a Catedral Militar Rainha da Paz (Nunes, 1994).

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (48)

Fotografia colorida em formato paisagem retrata a região do Eixo Monumental, na Esplanada dos Ministérios, retirada em 30/09/1958. Nota-se a delimitação das duas vias S1 e N1, ainda tracejadas por estradas de terra paralelas, na altura da Esplanada dos Ministérios, onde é possível ver as áreas retangulares destinadas aos edifícios ministeriais. Ao fim das vias paralelas, vê-se o platô e a estrutura da rampa do Congresso Nacional. À direita da retangular do Congresso, está parte das estruturas destinadas à Praça dos Três Poderes, local este também que abriga o Supremo Tribunal Federal. À esquerda da mesma retangular, acima da via, está o canteiro de obras para o Palácio do Planalto. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas laterais da parte inferior da imagem, nota-se vegetação de cerrado típico, e ao fundo, nas laterais e pelo horizonte, a vegetação está distribuída em forma de mosaico, com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento. Sobre o Congresso Nacional e sua composição, conforme exposto por Oscar Niemeyer (1907-2012): “o objetivo de reunir as duas casas do Congresso num só edifício, visa a dar solução mais racional e econômica ao problema, sem prejuízo da independência que lhes é indispensável, permitindo, ainda, adotar para os serviços comuns (garagem, restaurante, biblioteca, salas de estar, etc.) instalações mais perfeitas e amplas. Por outro lado, estudados num só bloco, Senado e Câmara constituirão um conjunto monumental capaz de dominar, como desejável, as demais construções da cidade” (NIEMEYER, s.d., n.p.). Já a definição das posições dos ministérios foi elaborada de modo que, inicialmente, quatro edifícios se posicionaram do lado sul, reservando o espaço para a Catedral, seis edifícios do lado norte unidos por uma marquise de circulação, porém não foi executada. A distribuição ficou em sete edifícios do lado sul e dez edifícios do lado norte, à época (1960). O projeto modelo dos ministérios-padrão foi um trabalho de Oscar Niemeyer. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (53)

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro térreo do trabalho de terraplenagem do Eixo Rodoviário, nos primeiros anos de construção de Brasília, entre 1956 e 1958. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos viários principais se Cruzam em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957) sobre o eixo, relata-se que, “desse modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). No registro, na extensão da via com solo de terra batida, caracteriza-se o processo de terrapleno recente devido às marcas de passagem dos maquinários no solo. As margens da via, montantes de terra separam a vegetação nos canteiros laterais da área em processo de nivelamento. Ao fundo, às margens da via de terra, à direita, é possível identificar uma placa no sentido oposto ao do registro. No quadrante direito, após a vegetação e a direita da via, um edifício em processo de construção caracteriza-se pelo seu esqueleto estrutural ainda aparente, não havendo a presença de esquadrias e fachadas, estando sem detalhamentos externos, com fachadas vazadas, e possivelmente, a edificação se trata dos conjuntos residenciais das superquadras, que conforme descritas por Lucio Costa, foram denominadas e pertencentes a Escala Residencial, [...] rodeadas por uma faixa de arborizada de 20 m de largura e localizadas de cada lado do Eixo Rodoviário Norte-Sul (Castro, 1960, p.73). As margens da via do Eixo Rodoviário, seguindo até a linha do horizonte, observa-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (61)

" Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. No registro é possível ver que a pista principal do Eixo Rodoviário Sul, denominada popularmente por eixão, já foi planificada, recebeu a delimitação da via (meios-fio) e postes de iluminação urbana em sua extensão. No limite esquerdo da imagem, estão 4 blocos residenciais e um ainda em fase estrutural. Dois destes blocos são, possivelmente, os blocos construídos pelo Instituto de Previdência (IAPI). “Pioneiro de Brasília, com a construção e a instalação de um hospital que está atendendo a tôdas as necessidades médicas de Brasília e dos municípios vizinhos, o IAPI se dedica, atualmente, à construção dos conjuntos residenciais nas super-quadras 105 e 305, na asa do lado sul da cidade. Na quadra 105, com 11 blocos, 8 blocos de 82.44m e 3 de 68.09m de comprimento, os apartamentos serão de dois tipos, com área de 199 e 166 metros quadrados, respectivamente. Na quadra 305, com 14 blocos, as unidades também serão de 2 tipos, com um mínimo de 66 metros quadrados de área, possibilitando boa moradia aos de menores posses. O total das unidades previstas é de 1200 apartamentos.” (Diário de Brasília 1958, p.34 e 35). Abaixo dos blocos da esquerda, dois carros estão estacionados. Ao fundo dos postes do lado esquerdo da pista, dois prédios estão em fase estrutural na região do Setor Comercial Sul, prédios estes que correspondem ao BNDES (maior) e ao edifício Seguradoras (menor). Andando em direções diferentes na pista central estão três homens de camisa clara e calças escuras. Na lateral esquerda há jardim delimitado por calçadas, composto de gramíneas com árvores esparsas e ao centro e na lateral direita, a vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito) se estende. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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NOV.B.18 (70)

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista da pista central do Eixo Rodoviário (eixão) para os blocos residenciais das superquadras 100 sul. As três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível ver árvores esparsas de médio porte, mantidas com fins paisagísticos. No eixão encontram-se caminhões a transitar, sendo um Chevrolet 1954 preto e um grupo de aproximadamente 6 caminhões ao fundo. Saindo na via à esquerda, está uma Kombi branca e mais carros parecem se deslocar na via acima, na região onde passa o eixinho. À frente dos primeiros blocos há um tapume com placas identificadoras da obra, um caminhão branco com carroceria carregada com dois homens acima e um Jeep Willys estacionado em direção ao tapume. Ao fundo, próximo ao limite direito da imagem, observa-se os dois prédios do Setor Comercial Sul correspondentes ao BNDES (maior) e ao edifício Seguradoras (menor). Logo atrás, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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