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NOV.B.3 (4)

Fotografia em preto e branco no formato paisagem. Em primeiro plano está a área conhecida atualmente como Praça do Cruzeiro, que a epóca contava somente com a base de alvenaria e a cruz em madeira de aroeira para ornamentação. É possível ver ainda o marco geodésico "Vértice n°8", a alguns metros à direita do cruzeiro, sinalizado por uma bandeira hasteada. O marco se configura como um ponto referencial de coordenadas geográficas que integra a malha do Sistema Geodésico Brasileiro, instalado pelo IBGE da década de 1950. No segundo plano é possível observar o surgimento de uma das vias do Eixo Monumental, margeada por vegetação de mata seca. Em terceiro plano, se estende pelo horizonte um conjunto de diferentes fitofisionomias do Cerrado. Na parte inferior da fotografia observa-se parte de uma árvore de gomeira (Vochysia thyrsoidea). Fotografia de Mário Fontenelle.

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NOV.B.3 (40)

Fotografia em preto e branco em formato paisagem. Em foco está uma estrada de terra batida, que corta a paisagem. Ao centro da fotografia está a área conhecida atualmente como Praça do Cruzeiro, em segundo plano é possível visualizar a vegetação típica de Cerrado com árvores de gomeira (Vochysia thyrsoidea) esparsas, que aparentemente foi desmatada, enquanto ao fundo a vegetação arbórea original de mata seca se mantém. É possível ver ainda duas estruturas de madeira, que foram utilizadas para sustentar uma lona no local durante a celebração da primeira missa de Brasília, em 03 de maio de 1957. O marco foi batizado em abril de 1955, quando o Marechal José Pessoa (1885-1959), solicitou que fosse marcado o ponto mais alto da região escolhida para receber a nova capital. O vice-governador do estado de Goiás na época, Bernardo Sayão (1901-1959), se encarregou de plantar uma cruz simplista feita com dois galhos de madeira pau-brasil para delimitar o local, que passou a se chamar de "o Cruzeiro". Posteriormente, o símbolo foi trocado por uma cruz de aroeira torneada, com uma base em alvenaria e pedra, além da adição de um tablado. Em 1975, o cruzeiro original foi movido para a Catedral Nossa Senhora Aparecida, e a praça recebeu uma réplica da peça original. Fotografia de Mário Fontenelle.

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NOV.B.3 (5)

Fotografia em preto e branco no formato paisagem. Em primeiro plano está a área conhecida atualmente como Praça do Cruzeiro, que na epóca contava somente com uma cruz, feita em madeira de aroeira, sob uma base de alvenaria, o monumento recebia o nome de O Cruzeiro. É possível ver ainda o marco geodésico "Vértice n°8", há alguns metros à direita do cruzeiro, sinalizado por uma bandeira hasteada. O marco se configura como um ponto referencial de coordenadas geográficas que integra a malha do Sistema Geodésico Brasileiro, instalado pelo IBGE da década de 1950. No segundo plano é possível observar o surgimento de uma das vias do Eixo Monumental, margeada por vegetação de cerrado típico. Ao fundo observa-se uma paisagem arbórea mais adensada, que se estende pelo horizonte em um conjunto de diferentes fitofisionomias do Cerrado em forma de mosaico. Fotografia de Mário Fontenelle.

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NOV.B.3 (6)

Fotografia em preto e branco no formato retrato. Em foco, trabalhadores constroem uma estrutura de arquibancada ao redor da base de uma cruz, o monumento era conhecido pelo nome "O Cruzeiro", feita em madeira de aroeira torneada. Possivelmente, o espaço estava sendo preparado para a primeira visita do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) a Brasília. Entre os operários é possível reconhecer o vice-governador do estado de Goiás na época, Bernardo Sayão (1901-1959) - segundo homem da direita para a esquerda na fotografia. Ao fundo, observa-se uma paisagem composta por vegetação de Cerrado, que apresenta sinais de desmatamento. Atualmente o espaço é conhecido como Praça do Cruzeiro.

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NOV.B.3 (7)

Fotografia colorida. Em foco, a escultura "Edificação" de autoria do arquiteto francês André Bloc (1896 - 1966), posicionada no salão nobre do Palácio da Alvorada. A obra passou 40 anos fora do Palácio e retornou ao espaço somente em 2018 após um processo de restauração. A escultura é constituída em bronze, composta por elementos geométricos empilhados de forma assimétrica, com uma base retangular de madeira. Ao fundo, há um par de poltronas em madeira de jacarandá e tecido, com estrutura retilínea, traços em ângulos retos descendo as pernas no mesmo contexto, assento e espaldar almofadado, com destaque para a luz ambiente proveniente das cortinas brancas. A criação da obra se deu em virtude do Congresso Internacional de Críticos de Arte, com o tema "Cidade Nova - Síntese das Artes", realizado em 1959, véspera da inauguração de Brasília. Na ocasião, foram convidados críticos e estudiosos com a finalidade de discutir a importância da colaboração arquiteto-artista e promover o conceito de Síntese das Artes como marca do Modernismo.

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NOV.B.3 (8)

Fotografia colorida em formato paisagem, destacando-se no primeiro plano a Estaca Zero, um marco crucial para a implementação de projetos significativos durante a concepção de Brasília. Ao fundo, registra-se a presença de um helicóptero sobrevoando os arredores da área. Atualmente, a localização da Estaca Zero encontra-se na Rodoviária do Plano Piloto, precisamente na pista situada dentro do túnel sob a Rodoviária, na transição entre o Eixo Rodoviário sul/norte, popularmente conhecido como "Buraco do Tatu", em alusão ao animal característico da fauna do Cerrado. Para a concretização do projeto, Joffre Mozart Parada utilizou como referência o marco geodésico Vértice nº 8, instalado pelo IBGE no ponto mais elevado da cidade, ao lado do Cruzeiro. Lucio Costa propôs a construção da Esplanada dos Ministérios em um terrapleno, sendo necessário esculpir o terreno devido ao declive. Nesse processo, a Estaca Zero foi suspensa por um pequeno morro deixado pelas máquinas, mantendo-se no nível do terreno original. Brasília, tendo seu ponto de origem no Vértice nº 8 do Cruzeiro, irradiou-se a partir da Estaca Zero, representando um marco fundamental em sua fundação.

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NOV.B.3 (9)

Fotografia colorida em formato paisagem, destacando a Estaca Zero situada sobre um monte de terra, simbolizando a extensa movimentação de solo realizada para a construção da plataforma Rodoviária, um marco fundamental para o desenvolvimento de projetos significativos durante a concepção de Brasília. Ao redor e ao fundo, observa-se uma paisagem de terra batida. Atualmente, a Estaca Zero encontra-se na rodoviária central, precisamente na pista dentro do túnel sob a Rodoviária Central, popularmente denominado "Buraco do Tatu", em referência a um animal típico da fauna do Cerrado. O projeto foi concretizado com base no marco geodésico Vértice nº 8, estabelecido pelo IBGE no ponto mais elevado da cidade, próximo ao Cruzeiro, sendo utilizado como referência por Joffre Mozart Parada para o posicionamento preciso da Estaca Zero. Lucio Costa propôs a construção da Esplanada dos Ministérios em um terrapleno, demandando que a movimentação de terra no terreno seguisse o declive existente. Nesse processo, a Estaca Zero foi suspensa por um pequeno morro, preservando o nível do terreno original deixado pelas máquinas. Brasília, originada a partir do Vértice nº 8 do Cruzeiro, irradiou-se a partir da Estaca Zero, representando um ponto central na sua fundação.

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NOV.B.04 (35)

Fotografia em preto e branco.
“Secagem de tijolos em uma olaria de Brasília, já em pleno e eficiente funcionamento.” é a legenda que se lê na 8ª edição da Revista Brasília, onde esta fotografia foi publicada em 1957. Esta imagem dialoga com outros itens da pasta que mostram o mesmo local em outros momentos, ainda em construção. Ao fundo, observa-se vegetação de Cerrado com média/alta densidade de arbóreas e mais a frente muitos homens que trabalham nos fornos ou espalhados entre os corredores formados pelas pilhas de tijolos. Quase todos usam chapéus.

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NOV.B.04 (36)

Fotografia em preto e branco.
Sete homens trabalham na fabricação de tijolos em conjunto com uma máquina. À esquerda, um deles, em cima de uma plataforma improvisada, deposita a argila, que então moldada pela máquina, é cortada e separada, como se observa à direita da imagem. A parede de tábuas de madeira do galpão está coberta de números riscados e contas, característicos de um canteiro.

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NOV.B.04 (37)

Fotografia em preto e branco.
A imagem retrata a mesma máquina para moldar argila do item 5 desta pasta. Vista de outro ângulo, se trata de uma máquina utilizada para extrusar e moldar argila em blocos cerâmicos de dez furos que devem então ser cortados em tijolos, secos e cozidos para utilização na construção civil. É provável que seja em olaria localizada em São Sebastião.

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