- DFARPDF NOV-D-04.04-D-01-2
- Item
- 1958 - 1959
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"Fotografia em cores, formato paisagem. Exposição de divulgação sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, sem identificação do local e da data. Na parte inferior da fotografia, percebe-se maquete física de estudo projetual, de materiais não identificados, das áreas residenciais do Plano Piloto de Brasília. Ao redor da maquete, há sete figuras humanas masculinas observando atentamente à maquete, sendo uma delas o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), responsável por projetar a cidade, as ruas, as praças, os volumes e espaços livres. Além das figuras masculinas, há outras três femininas também observando a maquete. Todos estão com vestes formais como ternos, vestidos, colares e brincos de pérolas. Atrás dos observadores, outra maquete física das superquadras, um painel com fotografias de diversos ângulos de outras maquetes das superquadras e uma luminária de chão apontada para o painel e para a maquete. Ao fundo, à direita, uma cortina branca e é possível ver a fachada de vidro do edifício ao qual está sendo realizada a exposição bem como mais ao fundo, a fachada de outro prédio.
É possível observar algumas figuras humanas masculinas e femininas desta fotografia no item NOV-D-4-4-D-1 (1).
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
INFORMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE AS SUPERQUADRAS DE BRASÍLIA:
A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.
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