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NOV.B.2 (235)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-235
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco no formato paisagem. Registro da obra do Congresso Nacional em andamento com enquadramento fechado somente na porção referente à área dos Anexos, ângulo de uma das fachadas laterais (norte ou sul). Os Anexos, domicílio dos gabinetes do Senado e da Câmara dos Deputados, constituem um edifício em altura composto por duas torres gêmeas lamelares (formato de lâmina) de 29 pavimentos, unidas por meio de passarelas suspensas que também servem como contraventamento da construção. Em termos estruturais, a edificação foi executada sistema viga-pilar em aço, a laje é em concreto pré-moldado, as fachadas laterais de maior superfície (norte e sul) são em cortina de vidro, enquanto as fachadas frontal e posterior (leste e oeste) correspondem a empenas cegas revestidas em mármore branco. Em destaque no primeiro plano, se faz nítido o processo de obra recorrente dos Anexos: as duas valas escavadas se referem aos alicerces dos edifícios gêmeos. As escavações estão delimitadas por fôrmas de madeira escoradas internamente e vergalhões em aço, parte da armadura metálica da fundação, estão dispostos ao redor dessas, indicando que a área aguarda preenchimento de concreto. Ainda no perímetro da área fotografada, há presença massiva de vergalhões de aço ascendendo o radier, presumivelmente relativos à estrutura das paredes de contenção do subsolo dos edifícios lamelares. No plano de fundo, adjacente ao talude na parte baixa, há amontoados de materiais de construção, de peças de madeira empilhadas, presumivelmente entulho, enquanto, na parte superior, nota-se betoneiras e materiais de construção.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Untitled

NOV.B.2 (236)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-236
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem, contendo algumas manchas. Em primeiro plano temos vegetação típica do cerrado, podendo observar vários Buritis no terreno e mata de galeria do curso do rio Paranoá demarcando onde hoje está situado o lago Paranoá. Em segundo plano à esquerda temos vista do acampamento dos trabalhadores responsáveis pela obra do palácio da Alvorada, o qual as edificações eram temporárias e construídas de madeira. À direita da imagem o próprio Palácio da Alvorada com seu esqueleto estrutural em fase de construção juntamente com o Brasília Palace Hotel que é possível observar ao fundo logo atrás do Alvorada. Em terceiro plano vemos paisagem de cerrado onde atualmente é a nova capital do Brasil. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” Por toda a imagem é possível observar a vegetação do Cerrado. Em primeiro plano há campo limpo, que ao se aproximar da faixa de vegetação com maior adensamento de árvores (mata de galeria), se torna um campo limpo úmido. Atrás da mata de galeria observa-se a continuação do campo limpo. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

Untitled

NOV.B.2 (237)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-237
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato retrato com pequeno sombreamento no canto superior esquerdo. Vista da construção do Palácio do Congresso Nacional com foco na base das cúpulas. Em primeiro plano, a ponta da laje superior do Edifício Principal do Congresso Nacional que causa a sensação de estar repousando sobre o terreno que virá a ser o Eixo Monumental, à esquerda, apoiada por pequenos blocos. Essa edificação corresponde à plataforma horizontal de estrutura em concreto armado e revestimento de mármore branco, encimada pelas célebres cúpulas que abrigam os Plenários do Legislativo: a menor, de formato côncavo, corresponde ao Senado Federal, enquanto a maior, de formato convexo, equivale à Câmara dos Deputados. Na parte inferior da fotografia, parte de chão de terra com estruturas temporárias de madeira e troncos de madeira. À direita, parte da cúpula do Senado Federal já finalizado e percebe-se os anexos, formados por duas torres verticais, que abrigam os gabinetes do Senado e da Câmara dos Deputados. Os anexos constituem um edifício em altura com torres gêmeas lamelares (disposição de lâmina) com 29 pavimentos, unidas por meio de passarelas suspensas, que também servem como contraventamento da construção. Em termos estruturais, a edificação foi executada sistema viga-pilar em aço, a laje é em concreto pré-moldado, as fachadas laterais de maior superfície (norte e sul) são em cortina de vidro, enquanto as fachadas frontal e posterior (leste e oeste) correspondem a empenas cegas revestidas em mármore branco. No horizonte, vegetação nativa do bioma Cerrado.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.

"

Untitled

NOV.B.2 (238)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-238
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem, contendo algumas manchas. Em primeiro plano temos a vista frontal do Palácio da Alvorada e o terreno onde hoje é o gramado frontal, no processo de plantio de seu gramado,o qual ainda tinha partes que estavam em chão batido. Pode-se observar algum tipo de demarcação territorial com estacas que provavelmente seriam uma implantação do projeto no terreno. Um automóvel Jeep Rural passando em frente onde hoje localiza-se o fosso do Palácio da Alvorada. Em segundo plano o próprio Palácio da Alvorada com suas obras já finalizadas. E em terceiro plano, relevo onde hoje fica localizada a região do Lago Paranoá, Lago Sul e Setor Habitacional Dom Bosco. À direita ao fundo da fotografia temos a Ermida Dom Bosco, obra de Oscar Niemeyer inaugurada em 24 de março de 1957. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico."

Untitled

NOV.B.2 (239)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-239
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da construção da cúpula da Câmara dos Deputados do Palácio do Congresso Nacional. Em primeiro plano, pequeno cercado de madeira (canto inferior direito da fotografia), chão de terra batida com pilhas de material de construção que aparenta serem longos cabos de aço. À esquerda e ao centro, respectivamente, o que aparenta ser uma máquina de construção e um caminhão transportando os supostos cabos de aço. À direita, duas estruturas/torres de madeira vazadas com tábuas paralelas e na diagonal que aparentam ser caixas d’água. Em segundo plano, diversos postes de tronco de madeira com fiação e, à esquerda, a construção da rampa Solene do Congresso Nacional na fachada frontal (oeste) do referido edifício, levemente deslocada para a esquerda, que é a entrada principal tanto para o Salão Negro, hall social do Palácio, quanto para a laje de cobertura, embasamento das cúpulas, cujo acesso é restrito. À sua direita, encontra-se o Edifício Principal do Congresso Nacional. Essa edificação corresponde à plataforma horizontal de estrutura em concreto armado e revestimento de mármore branco, encimada pelas célebres cúpulas que abrigam os Plenários do Legislativo: a menor, de formato côncavo, corresponde ao Senado Federal, enquanto a maior, de formato convexo, equivale à Câmara dos Deputados. Sobre este edifício, destaca-se a cúpula da Câmara que está em processo cimbramento, que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras, circundando o mesmo. No horizonte, vegetação nativa do bioma Cerrado.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer."

Untitled

NOV.B.2 (24)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-24
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, no formato retrato. Na imagem, destacam-se duas figuras masculinas, em cima da plataforma de lajes da Ermida, sendo o de terno à direita, Israel Pinheiro, presidente da Companhia de Urbanização da Nova Capital (NOVACAP), o da esquerda não foi identificado, encostados na lateral, da fachada nordeste, da pequena capela em formato piramidal, pintada na cor branca, despida de qualquer ornamento, construída sobre uma laje circular em elevação, com sua laterais revestidas de pedras e uma pequena escada lateral que leva até o patamar mais alto da plataforma, contornada por vegetação típica do Cerrado em meio a afloramentos rochosos, às margens do que viria a se tornar o lago Paranoá. Em segundo plano, ao fundo, do lado inferior direito da Ermida, vista do Palácio da Alvorada em estágio de construção.
A Ermida foi a primeira construção de alvenaria da cidade, projetada pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), além de ser uma das primeiras obras realizadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP). Construção concluída em 31 de dezembro de 1956, inaugurada em 24 de março de 1957, com a celebração de uma missa. Sendo o primeiro templo religioso de Brasília construído em caráter definitivo. No acervo textual NOVACAP, consta a fatura da obra assinada pelo engenheiro Geraldo Duarte Passos, a serviço da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) para a edificação da Ermida Dom Bosco, constando no documento o seguinte texto “Pelos serviços de construção de uma pirâmide triangular ôca, de concreto armado, de acordo com o projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, denominada “Ermida de São João Bosco”[...]” Referência fundo textual NOVACAP no Arquivo Público do DF. A construção do santuário custou um total de 100 mil cruzeiros.
CURIOSIDADES E REMISSIVAS - ERMIDA DOM BOSCO:
· Construída como forma de homenagem ao padre italiano São João Bosco. Todo o misticismo em torno de Dom Bosco e Brasília originou-se a partir de uma narrativa criada por um grupo de goianos. Intencionalmente procuraram relacionar uma visão que o santo italiano teve em seu sonho, a respeito de uma região com riquezas incalculáveis e a formação de um lago, com a região onde Brasília iria ser construída. Dessa forma se procurava fundamentar na vontade divina, por meio da visão profética do santo, a construção da nova capital no Planalto Central. Com a ressignificação do sonho, Dom Bosco passou a ser visto como alguém que já tinha profetizado a respeito da construção de Brasília.
· A Ermida já estava prevista para ser construída antes do concurso da capital ser lançado.
· A congregação dos Salesianos, desde 1956, se fez presente nos acampamentos dos trabalhadores. Esta teria sido a primeira ordem religiosa a chegar ao Distrito Federal.
· PROCURAR REMISSIVAS: PASTA NOV-D-4-4-B-2 - ITENS: 238, 240, 242, 254, 262, 274, 567, 638.
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Untitled

NOV.B.2 (240)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-240
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem, contendo algumas manchas. Vista aérea com foco na composição territorial da residência oficial do Presidente da República. Em primeiro plano temos a vista frontal do Palácio da Alvorada e do gramado frontal, contendo algumas marcas de abertura de estradas à esquerda da imagem. Em segundo plano à esquerda, pode-se vislumbrar a área onde hoje está a lagoa artificial e independente do lago Paranoá. A imagem possibilita ver também, ao fundo, as áreas com vegetação nativa e bastante desmatadas com terreno marcado por abertura de caminhos, juntamente com a área onde hoje é o Lago Paranoá. Em terceiro plano observa-se o relevo onde atualmente localiza-se a região do Lago Sul e mais à direita, ao fundo da fotografia, temos um vislumbre da Ermida Dom Bosco, obra de Oscar Niemeyer inaugurada em 24 de março de 1957. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

Untitled

NOV.B.2 (241)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-241
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da construção do Palácio do Congresso Nacional. Em primeiro plano, chão de terra batida e rebrota de ervas, arbustos e subarbustos esparsos sobre terra batida que possivelmente surgiram após a primeira remoção da vegetação. Em segundo plano, uma pequena estrutura/torre de madeira vazada com tábuas paralelas e na diagonal que aparenta ser caixa d’água e, logo atrás, ressalta-se o Congresso Nacional, os seus monumentais edifícios anexos verticalizados de 92 metros, ainda não concluídos com presença de estruturas temporárias e sem a vedação completa. Suas cúpulas emblemáticas (Câmara dos Deputados, de maior dimensão apenas com a base circular, sem revestimento e virado à cima e do Senado de menor proporção virado para baixo, com pilar deslocado) as quais possuem um traço delicado que contrasta com as colunas simétricas e dão um aspecto de beleza nas duas torres correspondentes à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. A cúpula do Senado está praticamente finalizada, enquanto a da Câmara está em processo cimbramento, que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras, circundando o mesmo. Mais ao centro um pouco à esquerda, percebe-se os anexos, formados por duas torres verticais, que abrigam os gabinetes do Senado e da Câmara dos Deputados. Os anexos constituem um edifício em altura com torres gêmeas lamelares (disposição de lâmina) com 29 pavimentos, unidas por meio de passarelas suspensas, que também servem como contraventamento da construção. Em termos estruturais, a edificação foi executada sistema viga-pilar em aço, a laje é em concreto pré-moldado, as fachadas laterais de maior superfície (norte e sul) são em cortina de vidro, enquanto as fachadas frontal e posterior (leste e oeste) correspondem a empenas cegas revestidas em mármore branco. No horizonte, vegetação nativa do bioma Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Untitled

NOV.B.2 (242)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-242
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem, contendo algumas manchas. Vista aérea com foco na composição territorial da Residência Oficial do Presidente da República. Em primeiro plano temos a vista das fachadas lateral e frontal do Palácio da Alvorada já com o renque de palmeiras imperiais em sua fachada frontal e sua capela anexa. É possível observar movimentação no terreno ao redor do Palácio e uma construção na parte inferior da imagem que provavelmente compõe o acampamento dos trabalhadores. Em segundo plano na esquerda da imagem, vemos uma fração da área onde hoje localiza-se a lagoa artificial e independente do lago Paranoá e mais ao fundo, área onde hoje é o Lago Paranoá. Em terceiro plano observa-se o relevo onde atualmente está localizada a região do Lago Sul e ao fundo da fotografia vislumbra-se a Ermida Dom Bosco, obra de Oscar Niemeyer inaugurada em 24 de março de 1957. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.
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Untitled

NOV.B.2 (243)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-243
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista aérea da construção da fundação da cúpula da Câmara dos Deputados do Palácio do Congresso Nacional. Há diversas formas de madeira e estruturas temporárias de madeira as quais estão servindo de escoramento. A cúpula da Câmara está localizada à direita, com diversas formas de madeira para os pilares e laje concretada. A base da cúpula é a construção do Edifício Principal do Congresso Nacional. Essa edificação corresponde à plataforma horizontal de estrutura em concreto armado e revestimento de mármore branco, encimada pelas célebres cúpulas que abrigam os Plenários do Legislativo: a menor, de formato côncavo, corresponde ao Senado Federal, enquanto a maior, de formato convexo, equivale à Câmara dos Deputados. No quadrante superior, há chão de terra batida com materiais de construção sobre o mesmo.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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