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NOV.C.1 (46)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-01-46
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato horizontal, autor desconhecido. A imagem fotográfica apresenta figura masculina sentada em uma mesa retangular de escritório, infere-se ser de material metálico com um vidro sobre a parte superior. Em um espaço fechado, paredes de madeira e alvenaria.
Posicionado de frente para câmera com os braços sobre a mesa. À esquerda da imagem o braço realiza ação de escrita com caneta sobre papel. À direita o braço segura a folha de papel com um cigarro entre os dedos, no mesmo braço leva um relógio de pulso. Utiliza camisa social com gola aberta, fazendo formato em “v”; com mangas dobradas acima do cotovelo, senta em uma cadeira de com o encosto de revestimento em couro.
O rosto está voltado para a mão que escreve. A respeito das características, utiliza corte de cabelo de altura média, cor preta e fios lisos; modelo “social”. Possui bigode de largura média.
Acima da mesa, materiais de escritórios, como: campainha de mesa; pasta de arquivo Kraft; carimbo; almofada para carimbo; furador de papel; lápis; bandeja de papel com um jornal dentro, cuja manchete contém a inscrição: “[...] São João Bosco - Brasília”. A bandeja está identificada com a inscrição: “SAÍDA”, ainda sobre a mesa, um identificador de nome pessoal com a inscrição: “Arno S. Lucas” e com o cargo: “MEMBRO EXECUTIVO DA COMISSÃO”. Há ainda, telefone de disco e entre outros objetos não-identificados.
"

Sin título

NOV.C.1 (45)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-01-45
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato horizontal, autor desconhecido. A imagem fotográfica apresenta figura masculina sentada em uma mesa retangular de escritório, infere-se ser de material metálico com um vidro sobre a parte superior. Em um espaço fechado, de paredes de madeira com de porta pintada do mesmo material da parede, que se encontra aberta.
A figura posiciona-se de frente para a câmera com os braços sobre a mesa. À esquerda da imagem o braço realiza ação de escrita com caneta sobre papel. À direita da imagem o braço apoia a folha de papel com um cigarro entre os dedos, no mesmo braço leva um relógio de pulso. Utiliza blusa com gola redonda de mangas até altura dos bíceps do braço. Senta-se em uma cadeira de com o encosto de revestimento em couro com braço à direita da imagem.
O rosto está voltado para a mão que escreve, ficando assim um pouco inclinado. A respeito das características, utiliza cabelo curto, penteados para trás e partido do lado direito da imagem, de cor preta e fios lisos.
Acima da mesa, materiais de escritórios, como: campainha de mesa; pasta de arquivo; carimbos; almofada para carimbo; furador de papel; grampeador; bloco de papeis; encaixe de para pinceis; bandejas de papeis: uma com inscrição: “Entrada” com papeis dentro. Outra bandeja está identificada com a inscrição: “SAÍDA” com uma caixa de embalagem de cor branca que tem a inscrição estrangeira: “Sharpens both sides of blade [...] ance”. Um identificador de nome pessoal com a inscrição: “SYLVIO C. GONÇALVES” e com o cargo: “ASSESSOR DA COMISSÃO”. Há ainda, objetos outros sobre a mesa, utensílio de chapelaria (chapéu), porta cinzeiro, objeto de homenagem e entre outros objetos não-identificados.
"

Sin título

NOV.C.1 (44)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-01-44
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato horizontal, autor desconhecido. A imagem fotográfica apresenta uma figura masculina, em pé, na frente de um caminhão de transporte que possui na placa a inscrição “SCANIA VABIS”; na lanternagem a inscrição: “NOVACAP”; na porta do motorista a inscrição: “NOVACAP”, “R 4” e desenhos em formato similares a de losangos. A figura pode ser um funcionário da Companhia de Construção de Brasília, que veste uma camisa social com mangas compridas de estampa xadrez, calça e sapatos sociais. O veículo está estacionado em frente ao Palácio da Alvorada, localizado ao lado esquerdo da imagem. No fundo, atrás do caminhão, há um corte-ativo onde é possível visualizar folhas de uma palmeira (Arecaceae). O conjunto dos elementos posicionados na imagem, indicam para uma fotografia pousada.
Informações adicionais:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
"

Sin título

NOV.C.1 (43)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-01-43
  • Unidad documental simple
  • 1958 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia em preto e branco, formato horizontal, autor desconhecido. A imagem fotográfica apresenta uma figura masculina em pé, ao lado de um caminhão de transporte da Novacap estacionado em frente ao Palácio da Alvorada. O veículo possui na placa a inscrição “SCANIA VABIS”; na lanternagem a inscrição: “NOVACAP”; na porta do motorista a inscrição: “NOVACAP”, “R 4” e desenhos em formato similares a de losangos.
A figura masculina, olha em direção às lentes da máquina fotográfica, um braço do lado esquerdo da imagem, estar erguido na altura da maçaneta do veículo, enquanto a outra está para baixo do lado do corpo. Utiliza blusa social de botão com manga, na altura dos bíceps, de tonalidade clara. Calça de tonalidade clara, deduz-se ser modelo de alfaiataria; sapato social preto. De adornos, utiliza cinto de cor escura, relógio de pulso no braço do lado direito da imagem. No lado direito da imagem, encontram-se quatro figuras masculinas em pé reunidas, próximas a árvores de palmeiras (Arecaceae). Deste grupo de homens, dois uniformizados de camisa de tom claro e calça escura, e outros dois cada um com roupas diferentes, sendo: Um de blusa e calça clara e outro de camisa de calça de tonalidades escuras. Ao fundo, corpo d’água, que remete ao Lago Paranoá e cerrado típico.
Informações adicionais:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
"

Sin título

NOV.C.1 (42)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-01-42
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Na imagem estão seis funcionários da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – Novacap, cujas identidades não foram identificadas. Em primeiro plano, destaca-se um homem vestindo uniforme militar, com expressão séria e olhar direcionado para o fotógrafo. Atrás dele, no segundo plano, estão cinco funcionários de pé, compreendendo, da direita para a esquerda, três homens brancos, uma mulher e um homem negro, todos posam para a fotografia. No terceiro plano, há um mapa na parede, que é feita de ripas de madeira. Pela maneira que se organizaram para a fotografia, é provável que pertenciam ao mesmo departamento ou divisão de uma área específica. As pessoas em pé deveriam ser parte da equipe, enquanto o homem sentado aparenta ser o chefe do departamento.
A mudança da capital do Brasil para o Planalto Central ganhou relevância governamental no texto da primeira constituição republicana promulgada em 1891. Contudo, a concretização de uma capital federal no interior do território nacional só ocorreu durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961). Para realizar essa grande empreitada, foi necessário criar um órgão com as atribuições necessárias para transformar esse projeto em realidade. Assim, em 1956, por meio da Lei nº 2.874, a mesma que tratava da transferência da Capital Federal, criou a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - Novacap. Com isso, a história da Novacap se entrelaça à história de Brasília desde sua concepção.
A tarefa de construir uma capital era um grande desafio que precisava transpor tanto as barreiras políticas e econômicas, como barreiras de logística e execução. Nesse contexto, surge a Novacap como um instrumento administrativo crucial para viabilizar esse objetivo. A empresa pública foi elaborada de forma minuciosa para evitar brechas que pudessem permitir que a oposição atrapalhasse o desafio de construir Brasília dentro do prazo estabelecido de 1.309 dias.
A Novacap teve um papel decisivo para efetivar o projeto de urbanização e modernização do Brasil proposto por Juscelino Kubitschek. Para gerenciar todo o processo de construção, o alto escalão administrativo da empresa teve uma formação política de aliados do governo, porém, como estratégia para manter a tranquilidade que o momento exigia, um terço da Diretoria, do Conselho Administrativo e do Conselho Fiscal seriam indicados pela oposição, por meio de uma listra tríplice.
Com a estrutura da Novacap montada, iniciaram-se as primeiras atividades da empresa, que incluíam lançar o Concurso do Plano Piloto de Brasília, abrir estradas para facilitar o acesso à região, adquirir maquinário e materiais de construção, e iniciar a contratação dos funcionários e operários, que foram os responsáveis por executar e concretizar a ambiciosa missão de construir a Nova Capital do Brasil.

"

Sin título

NOV.C.1 (41)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-01-41
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Em destaque Marcos Valdetaro da Fonseca, chefe do Departamento de Transporte e Comunicação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil. Marcos posa com olhar direcionado para o fotógrafo, está posicionado nos degraus de uma pequena escada, com as mãos nos bolsos da calça, usa casaco e camisa aparentemente da mesma cor, além de uma bota de cano longo. Observa-se que ele está diante de uma edificação de madeira cujo nível de acesso é elevado do solo. À sua direita, há um ripado e à sua frente é possível notar o chão coberto de barro. Ao fundo, há uma varanda com pequeno guarda-corpo, e logo atrás uma parede de madeira, com uma porta de entrada para um ambiente pouco iluminado.
A mudança da capital do Brasil para o Planalto Central ganhou relevância governamental no texto da primeira constituição republicana promulgada em 1891. Contudo, a concretização de uma capital federal no interior do território nacional só ocorreu durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961). Para realizar essa grande empreitada, foi necessário criar um órgão com as atribuições necessárias para transformar esse projeto em realidade. Assim, em 1956, por meio da Lei nº 2.874, a mesma que tratava da transferência da Capital Federal, criou a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - Novacap. Com isso, a história da Novacap se entrelaça à história de Brasília desde sua concepção.
A tarefa de construir uma capital era um grande desafio que precisava transpor tanto as barreiras políticas e econômicas, como barreiras de logística e execução. Nesse contexto, surge a Novacap como um instrumento administrativo crucial para viabilizar esse objetivo. A empresa pública foi elaborada de forma minuciosa para evitar brechas que pudessem permitir que a oposição atrapalhasse o desafio de construir Brasília dentro do prazo estabelecido de 1.309 dias.
A Novacap teve um papel decisivo para efetivar o projeto de urbanização e modernização do Brasil proposto por Juscelino Kubitschek. Para gerenciar todo o processo de construção, o alto escalão administrativo da empresa teve uma formação política de aliados do governo, porém, como estratégia para manter a tranquilidade que o momento exigia, um terço da Diretoria, do Conselho Administrativo e do Conselho Fiscal seriam indicados pela oposição, por meio de uma listra tríplice.
Com a estrutura da Novacap montada, iniciaram-se as primeiras atividades da empresa, que incluíam lançar o Concurso do Plano Piloto de Brasília, abrir estradas para facilitar o acesso à região, adquirir maquinário e materiais de construção, e iniciar a contratação dos funcionários e operários, que foram os responsáveis por executar e concretizar a ambiciosa missão de construir a Nova Capital do Brasil.

"

Sin título

NOV.C.1 (40)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-01-40
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preto e branco, formato retrato. Fotografia estilo 3x4 do engenheiro Moacyr Gomes de Sousa. Ele iniciou sua carreira na Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil como chefe do Departamento de Viação e Obras. No entanto, após a morte de Bernardo Sayão, Moacyr deixou o departamento e assumiu o cargo de Diretor Executivo da Companhia, ficando responsável por dar continuidade aos trabalhos iniciados por seu antecessor. Essa imagem foi utilizada para compor a reportagem sobre as pessoas que construíram Brasília, publicada na edição número 40 da Revista Brasília.
A mudança da capital do Brasil para o Planalto Central ganhou relevância governamental no texto da primeira constituição republicana promulgada em 1891. Contudo, a concretização de uma capital federal no interior do território nacional só ocorreu durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961). Para realizar essa grande empreitada, foi necessário criar um órgão com as atribuições necessárias para transformar esse projeto em realidade. Assim, em 1956, por meio da Lei nº 2.874, a mesma que tratava da transferência da Capital Federal, criou a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - Novacap. Com isso, a história da Novacap se entrelaça à história de Brasília desde sua concepção.
A tarefa de construir uma capital era um grande desafio que precisava transpor tanto as barreiras políticas e econômicas, como barreiras de logística e execução. Nesse contexto, surge a Novacap como um instrumento administrativo crucial para viabilizar esse objetivo. A empresa pública foi elaborada de forma minuciosa para evitar brechas que pudessem permitir que a oposição atrapalhasse o desafio de construir Brasília dentro do prazo estabelecido de 1.309 dias.
A Novacap teve um papel decisivo para efetivar o projeto de urbanização e modernização do Brasil proposto por Juscelino Kubitschek. Para gerenciar todo o processo de construção, o alto escalão administrativo da empresa teve uma formação política de aliados do governo, porém, como estratégia para manter a tranquilidade que o momento exigia, um terço da Diretoria, do Conselho Administrativo e do Conselho Fiscal seriam indicados pela oposição, por meio de uma listra tríplice.
Com a estrutura da Novacap montada, iniciaram-se as primeiras atividades da empresa, que incluíam lançar o Concurso do Plano Piloto de Brasília, abrir estradas para facilitar o acesso à região, adquirir maquinário e materiais de construção, e iniciar a contratação dos funcionários e operários, que foram os responsáveis por executar e concretizar a ambiciosa missão de construir a Nova Capital do Brasil.
"

Sin título

NOV.C.1 (4)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-01-4
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia colorida, formato horizontal, autor desconhecido. A imagem fotográfica apresenta duas figuras masculinas sentadas ao redor de uma mesa retangular de escritório, em um espaço fechado; as figuras posam para a fotografia. O espaço possui piso de madeira, e paredes de madeira compensada pintada de tonalidade marrons. A primeira figura masculina, está sentada de perfil, em uma cadeira de madeira com as pernas embaixo da mesa. Os braços estão apoiados sobre a mesa. No rosto, observa-se um leve sorriso com lábios fechados, acima dos lábios design de bigode (com pelos pretos e brancos). Na cabeça, penteado curto, onde nas laterais os pelos são mais baixos que no topo da cabeça, a maneira descrita tem sido conhecida como corte de cabelo “social”. Ainda, na extremidade superior da figura humana, está direcionada para folhas de papel distribuídas sobre a mesa. A mesma utiliza camisa social de cor branca que cobre os braços e parte de um relógio de pulso feito de metal de tonalidade prata e mão fechada; do lado direito na imagem; calça de alfaiataria de tonalidades cinza-azul-verde, tem como acessórios um cinto. A mão do lado esquerdo na imagem, com punho apoiado na mesa, segura na ponta do dedo do polegar ao médio uma caneta de revestimento metálico, sendo parte de cor prata e outra dourada; em cima da borda de um caderno aberto. Os dedos anelar e mínimo estão apoiados em um lápis de escrever de cor preta. O lápis está em cima de uma folha avulsa com inscrições não identificadas em toda sua extensão.
Ao outro lado da mesa, no centro direito da imagem, figura masculina que está na direção da lente fotográfica. O rosto está voltado para a primeira figura masculina com expressão facial de risos, mas com os lábios fechados. Ao topo da cabeça, cabelos penteados para trás, fios com aspectos lisos, tamanhos uniformes e tonalidades que variam de brancos, grisalhos e pretos. Vale ressaltar sobre a posição do rosto, que apenas a orelha do lado direito da imagem pode ser vista. O braço do lado esquerdo da imagem, tem o cotovelo apoiado na mesa e o antebraço suspenso com a mão semifechada, leva anel de metal de cor dourada no dedo anelar; apontando com os dedos indicador e polegar para figura masculina à sua frente. Em relação a roupa utilizada, leva na parte superior, camisa social em formato de “v” e mangas longas, que as mangas estão dobradas até a altura dos cotovelos. A camisa tem cor branca com estampa xadrez em tonalidades azuis. E um bolso na altura do peito, do lado esquerdo da imagem, com papel no bolso. O braço do lado esquerdo a imagem, posicionado em cima das pernas. Utiliza calça de tonalidade escura e sapato social de couro de cor preta.
Em cima da mesa possui utensílios de suporte para trabalho de “escritório” como blocos de papel, canetas, lápis, porta lápis-canetas de madeira, carimbo de madeira, almofada para carimbo, grampeador de metal, dentre outros não identificados. Atrás das duas figuras masculinas, em cima da mesa, contém dois amontoados de pastas para arquivamento uma ao lado da outra; de modelo suspensa e material que remete ao papel kraft. Essa fotografia possui um corte-ativo, onde se visualizam duas paredes, atrás das duas figuras masculinas; também instalação elétrica, por uma fiação e uma tomada que estão expostas.
"

Sin título

NOV.C.1 (39)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-01-39
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preto e branco, formato retrato. Em destaque está o Coronel Osmar Soares Dutra, chefe da Segurança Pública de Brasília. Ele está sentado, com o corpo levemente inclinado para o lado esquerdo e o braço direito repousando sobre a mesa, veste uniforme militar. Seu olhar está direcionado para o fotógrafo. Em segundo plano, nota-se janelas de vidro. O fotógrafo optou por um enquadramento bastante específico, com foco apenas no indivíduo. O Coronel Osmar Soares Dutra desempenhou um importante papel no desenvolvimento das forças de segurança no Distrito Federal, tanto antes quanto depois da inauguração da nova capital. Essa imagem foi utilizada para compor a reportagem sobre as pessoas que construíram Brasília, publicada na edição número 40 da Revista Brasília.
A mudança da capital do Brasil foi um plano que se desenvolveu ao longo dos anos, mas só se concretizou durante o governo de Juscelino Kubitschek. Para realizar essa grande empreitada, foi necessário criar um órgão com as atribuições necessárias para transformar esse projeto em realidade. Assim, em 1956, por meio da Lei nº 2.874, a mesma que tratava da transferência da Capital Federal, criou a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil. Com isso, a história da Novacap se entrelaça à história de Brasília desde sua concepção.
A tarefa de construir uma capital do zero era um grande desafio que precisava transpor tanto as barreiras políticas e econômicas, como barreiras de logística e execução. Nesse contexto, surge a Novacap como um instrumento administrativo crucial para viabilizar esse objetivo. A empresa pública foi elaborada de forma minuciosa para evitar brechas que pudessem permitir que a oposição atrapalhasse o desafio de construir Brasília dentro do prazo estabelecido de 1.309 dias.
A Novacap teve um papel decisivo para efetivar o projeto de urbanização e modernização do Brasil proposto por Juscelino Kubitschek. Para gerenciar todo o processo de construção, o alto escalão administrativo da empresa teve uma formação política de aliados do governo, porém, como estratégia para manter a tranquilidade que o momento exigia, um terço da Diretoria, do Conselho Administrativo e do Conselho Fiscal seriam indicados pela oposição, por meio de uma listra tríplice.
Com a estrutura da Novacap montada, iniciaram-se as primeiras atividades da empresa, que incluíam lançar o Concurso do Plano Piloto de Brasília, abrir estradas para facilitar o acesso à região, adquirir maquinário e materiais de construção, e iniciar a contratação dos funcionários e operários, que foram os responsáveis por executar e concretizar a ambiciosa missão de construir a Nova Capital do Brasil.
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Sin título

NOV.C.1 (38)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-01-38
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Em foco está o fotógrafo Mário Fontenelle (1919-1986), fotógrafo oficial do governo Juscelino Kubitscheck (1956-1961) e funcionário da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil). Ele veste roupa social, com calça e casaco em tons escuros e camisa de cor clara, é possível ver também uma câmera fotográfica de época e um flash alçado em seu corpo. Logo atrás do homem se vê um avião, onde ele se apoia, é um avião do tipo teco-teco, aeronave de menor porte e movida por um sistema de hélices. Na parte frontal do aeroplano está escrita a palavra “saravá” ao lado de um símbolo que faz referência às colunas do Palácio da Alvorada, marco da cidade. A fotografia foi registrada no aeroporto de Brasília, provavelmente no período entre 1957-1960.
Mário Fontenelle se destacou como um dos principais fotógrafos do período, responsável por registrar o processo de construção da cidade que se iniciava, além da vida cotidiana de seus habitantes. Centenas de fotografias captadas pelo artista, entre as décadas de 50 e 60, integram o acervo do Fundo Novacap, material tutelado pelo Arquivo Público do Distrito Federal. Neste contexto se exalta a relevância do trabalho de Mário e seu papel como memorialista da capital, feito que acabou por lhe conceder o título de Cidadão Honorário de Brasília post mortem.
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