Iconográfico

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NOV.B.08 (7)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-7
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Formato paisagem, fotografia em preto e branco, autor desconhecido.
A imagem fotografica apresenta seis animais da espécie mutum-de-penacho (Crax fasciolata) dentro de um recinto do Zoológico de Brasília, que estão no primeiro plano. O recinto é cercado por tela metálica e estrutura de madeira, com presença de rebrotas de capins, arbustos e árvores. Em segundo plano uma estrada de terra separa esse primeiro recinto de um outro, esse segundo com mamíferos que se assemelham a javalis. Diversos comedouros disponíveis aos mamíferos.
Informações adicionais:O Plano Diretor do complexo de lazer e de preservação ambiental foi elaborado pela arquiteta Márcia Nogueira Batista e pelo veterinário Clovis Fleuri Godoi. Segundo o site da Fundação Jardim Zoológico de Brasília - FJZB - (2022), o Jardim Zoológico de Brasília, foi inaugurado em 06 de dezembro de 1957 e é a primeira instituição ambientalista do Distrito Federal. Ainda, quando foi inaugurada, segundo o Mestre em Desenvolvimento Sustentável, Daniel Silva (2001), a instituição esteve associada à NOVACAP e em “[...] 1961 o jardim zoológico foi denominado Parque Zoobotânico e passou a estar vinculado à Fundação Zoobotânica do Distrito Federal (FZDF). [...]” (SILVA, 2001, p. 43.)
Sobre o responsável pelo o Zoológico, o Diário Oficial de Brasília (1956-1957) informa que na “quarta-feira, 24 de julho de 1957: Jardim Zoológico – Chega em Brasília o Senhor Clóvis Fleury de Godoy, encarregado de organizar e dirigir o Jardim Zoológico de Brasília. ” (BRASIL, 1960, p. 112). Ainda, essa mesma fonte, na “sexta-feira, 6 de dezembro de 1957”, apresenta que “[...] Lavra-se ata das primeiras doações recebidas pelo Jardim Zoológico de Brasília: guariba, jaó, gaviãozinho, raposa do campo, tatu-galinha, elefante mutum, juriti e lagarto teiú.” (BRASIL, 1960, p. 146).
"

Untitled

NOV.B.08 (6)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-6
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Formato paisagem, fotografia colorida, autor desconhecido.
O foco principal da fotografia é um animal da espécie Pavão-azul (pavo cristatu) posicionado sobre um poleiro (de tábuas de madeira atravessados em uma árvore baixa). O recinto do pavão, de terra batida, contém alguns capins e algumas rebrotas de arbustos e árvores, e está cercado por telas metálicas com estruturas de madeira. É possível ver outros recintos ao fundo e uma outra ave no mesmo recinto.
Informações adicionais:
Segundo Raul Acosta (2023), em uma entrevista, argumentou sobre o recinto da ave mencionada, que ""[...] o modelo de poleiro não é mais utilizado hoje em dia. Atualmente o enriquecimento ambiental é mais desafiador para os animais"". (Entrevista com Raul Gonzalez Acosta, Diretor-Presidente da FZB, em 24 de abril de 2023, realizada por: João Marcos; Mairla Baia; Thanity Andrade; Wilson Vieira Júnior, na sala de reuniões do Jardim Zoológico de Brasília).
O Plano Diretor do complexo de lazer e de preservação ambiental foi elaborado pela arquiteta Márcia Nogueira Batista e pelo veterinário Clovis Fleuri Godoi. Segundo o site da Fundação Jardim Zoológico de Brasília - FJZB - (2022), o Jardim Zoológico de Brasília, foi inaugurado em 06 de dezembro de 1957 e é a primeira instituição ambientalista do Distrito Federal. Ainda, quando foi inaugurada, segundo o Mestre em Desenvolvimento Sustentável, Daniel Silva (2001), a instituição esteve associada à NOVACAP e em “[...] 1961 o jardim zoológico foi denominado Parque Zoobotânico e passou a estar vinculado à Fundação Zoobotânica do Distrito Federal (FZDF). [...]” (SILVA, 2001, p. 43.)
Sobre o responsável pelo o Zoológico, o Diário Oficial de Brasília (1956-1957) informa que na “quarta-feira, 24 de julho de 1957: Jardim Zoológico – Chega em Brasília o Senhor Clóvis Fleury de Godoy, encarregado de organizar e dirigir o Jardim Zoológico de Brasília. ” (BRASIL, 1960, p. 112). Ainda, essa mesma fonte, na “sexta-feira, 6 de dezembro de 1957”, apresenta que “[...] Lavra-se ata das primeiras doações recebidas pelo Jardim Zoológico de Brasília: guariba, jaó, gaviãozinho, raposa do campo, tatu-galinha, elefante mutum, juriti e lagarto teiú.” (BRASIL, 1960, p. 146).
"

Untitled

NOV.B.08 (5)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-5
  • Item
  • 1957 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco; Formato paisagem; Autor desconhecido.
A imagem fotografia exibe pelo menos treze crianças que brincam em um parquinho infantil de areia (continuação da foto (3) e (4)) com gangorras, escorregadores, balanços e trepa-trapa, e logo atrás uma fileira de aproximadamente seis árvores do Cerrado. No primeiro plano, duas crianças com cabelos claros brincam com areia e dois baldes. A maioria das crianças estão emolduradas na fotografia por baixo do escorregador, enquanto balançam e brincam, sendo em primeiro ou segundo planos. Há presença de duas adultas supervisionando as crianças.
Dois homens trabalhadores estão no parquinho por trás das gangorras no canto esquerdo, enquanto outras figura masculina estão posicionadas na parte direita da fotografia atrás dos brinquedos e na frente das construções.
Atrás das brincadeiras há o canteiro de obra e ao fundo, vegetação do Cerrado (fitofisionomia não identificável).
É o mesmo parquinho mostrado na fotografia de número (4) e (3), ocalizado nas proximidades da W3 Sul, no projeto de casas geminadas destinadas aos trabalhadores da Caixa Econonômica entre as quadras 707 e 712.
A construção dos blocos ocorreu entre 1957 a 1958 (Fonte: C30, Ficher, Sylvia; Schlee, Andrey Rosenthal; França, Joana).
Fotografias remissivas: nov-d-4-4-b-8(3); nov-d-4-4-b-8(4)."

Untitled

NOV.B.08 (44)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-44
  • Item
  • 1960 - 1964
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor Jannuzzi.
Imagem fotográfica do parquinho da Superquadra 114 Sul (SQS 114). Em primeiro plano, um grupo de crianças uniformizadas - com avental escolar e meias brancas, saias ou bermudas escuras e sapatos pretos -, alunas da Escola Classe, é fotografado brincando em um gira-gira. Ainda neste plano, um menino é retratado, do lado esquerdo do registro, agachado e tocando o piso de areia do espaço de recreação, enquanto do lado direito, uma menina parece observar a brincadeira de seus colegas. Além disso, mais ao fundo, três figuras femininas, possivelmente professoras da instituição de ensino, supervisionam as atividades. Na fotografia, outras quatro crianças aparecem brincando em uma gangorra, sendo que uma delas está sem uniforme. Por outro lado, os escorregadores do parquinho são registrados vazios. Em segundo plano, encontram-se: a delimitação do local de lazer, feita por um estreito canteiro de grama com uma fileira de palmeiras de porte médio, e uma pequena placa escrito “devagar ESCOLA”; uma via local da superquadra; a Escola Classe 114 Sul com um amplo jardim frontal; e os blocos residenciais C, de quatro pavimentos, e D. Em terceiro plano, na lateral direita da imagem, é possível visualizar os blocos do Comércio Local 114 Sul (CLS 114).
Informações adicionais: A Superquadra 114 Sul possui nove blocos de apartamentos e tanto o projeto de arquitetura quanto de urbanismo foram realizados por Marcelo Campello e Sérgio Rocha. A Escola Classe da quadra foi construída em 1962 e a autoria do projeto arquitetônico é de Wilson Reis Netto, entretanto a co-autoria apresenta divergências entre os teóricos. Segundo Marcílio Mendes Ferreira (1936-2011) e Matheus Gorovitz (1938 - ?), no livro A invenção da Superquadra, o arquiteto e coordenador de arquitetura da NOVACAP, Nauro Esteves, também assina o projeto, entretanto, em um artigo publicado pelo professor Alexandre Benoit, apenas o nome de Netto aparece como autor.
"

Untitled

NOV.B.08 (43)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-43
  • Item
  • 1956 - 1964
  • Part of Untitled

"Fotografia em Preto e Branco, formato paisagem, autor desconhecido.
No primeiro plano da imagem, no canto direito, uma figura masculina é retratada em pé, de costas para o fotógrafo, com a cabeça baixa e mão direita na cintura, e utiliza camisa clara e calça de tom escuro. No centro da imagem fotográfica, que apresenta uma ambiência de “parque de diversões”, há um carrossel infantil com a presença de seis crianças sobre os acentos, os quais possuem caracterizações de animais personificados feitos de madeiras, fixados por peças metalizadas nas hastes do equipamento. As crianças utilizam, em suas indumentárias, trajes para passeio das décadas de 1950-1960, sendo possível identificar: blusas, camisas sociais, vestidos estampados, calças, suéter, shorts sociais, macaquinhos, sandálias femininas baixas com correias, adorno de chapelaria, sapatos de couros decorados, entre outros elementos. No que diz respeito à presença negra infantil, pode ser visualizada no canto esquerdo do carrossel. Esse brinquedo é formado por chão de madeira, hastes verticais de metal unidas por um suporte circular de mesmo material, e cobertura de lona com estampa de listras verticais. Atrás do brinquedo, há duas figuras femininas em pé, localizadas no lado esquerdo do registro, sendo a primeira de pele branca e a segunda de pele negra. Ao fundo delas, também, nota-se figuras infantis em outros brinquedos. Por último, na composição da paisagem, há uma densa vegetação de árvores de grande porte.
O local do registro é impreciso, mas, devido ao tipo de equipamento e a vegetação presente, é possível inferir que este espaço de recreação não era fixo e também não fazia parte do conjunto de parquinhos propostos para as áreas residenciais de Brasília, ou seja, para as superquadras e as quadras 700 Sul do Plano Piloto. "

Untitled

NOV.B.08 (42)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-42
  • Item
  • 1960 - 1964
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, Jannuzzi.
Imagem fotográfica diurna do parquinho de areia da Superquadra 114 Sul. O registro foi feito fora do espaço de recreação, comportando dentro do enquadramento o parquinho quase completo e os quatros lados da delimitação do local. Na parte inferior da fotografia encontra-se a via pavimentada, o meio-fio branco e o canteiro de grama estreito, com um caminho de acesso modulado em três fileiras do lado direito e com uma pequena palmeira do lado esquerdo. Próximo à grama que demarca três lados do parquinho, estão posicionados bancos de concreto, sendo que em um deles, mais ao centro da imagem, há um homem de camisa com listras verticais, calça jeans e sapato preto, sentado de costas para o fotógrafo e com a cabeça voltada para o lado direito. Próximo ao assento, em pé, encontram-se duas mulheres, possivelmente professoras, conversando e gesticulando. Em outro banco, ao fundo, do lado direito, duas figuras femininas aparecem sentadas. Na área do parquinho diversas crianças uniformizadas aparecem brincando em brinquedos variados tais como balanços, gira-gira, trepa-trepa e escorregadores. Outras duas professoras são retratadas em meio aos alunos, supervisionando as atividades deles. Do lado direito da imagem, de forma bem destacada, aparece grande parte da fachada posterior do bloco residencial G da Superquadra 114 Sul. À frente dele há um camionete de carroceria aberta, de cor branco e preto, com a logo da empresa de bebidas e os dizeres ""Produtos Antarctica"". Ao fundo do espaço infantil, há árvores de porte baixo e pequenas palmeiras, enquanto no lado esquerdo é retratado uma fileira de palmeiras de porte médio. Por fim, em último plano aparece o bloco da comercial da superquadra e os blocos residenciais K, I e C da Superquadra 113 Sul.
Informações adicionais: A Superquadra Sul 114 possui nove blocos de apartamentos e tanto o projeto de arquitetura quanto de urbanismo foram realizados por Marcelo Campello e Sérgio Rocha. A Escola Classe da quadra foi construída em 1962 e a autoria do projeto arquitetônico é de Wilson Reis Netto, entretanto a co-autoria apresenta divergências entre os teóricos. Segundo Marcílio Mendes Ferreira (1936-2011) e Matheus Gorovitz (1938 - ?), no livro A invenção da Superquadra, o arquiteto e coordenador de arquitetura da NOVACAP, Nauro Esteves, também assina o projeto, entretanto, em um artigo publicado pelo professor Alexandre Benoit, apenas o nome de Netto aparece como autor."

Untitled

NOV.B.08 (41)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-41
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, Mário Fontenelle.
Vista da construção do Cine Brasília, localizado na entrequadra sul 106/107 (EQS 106/107), a partir da perspectiva do local que atualmente corresponde ao Eixo Rodoviário W. Na imagem, a obra encontra-se em estágio de escoramento dos elementos estruturais concretados e um grande andaime de madeira ao centro é evidenciado. No canteiro de obras, delimitado por uma cerca de toras de madeira e arames e identificado por uma grande placa da Companhia Construtora Pederneiras S.A., existem materiais de construção e uma betoneira que se mesclam com a estrutura que está atrás e se tornam pouco visíveis no registro. À frente, terra batida em que estão quinze módulos de concreto dispostos de forma desalinhada no chão, possivelmente utilizados para a construção da calçada na margem da via que seria pavimentada. Ainda, são retratadas as silhuetas de diversos trabalhadores, não identificados, posicionados sobre a laje de cobertura do cinema. Na lateral esquerda da imagem, é possível identificar o bloco K, atrás de duas árvores retorcidas, e a construção do bloco residencial H, com andaimes e em fase de finalização da fachada, da Superquadra 107 Sul (SQS 107). Do outro lado da fotografia, no canto direito, encontram-se em obra os blocos residenciais G e F da Superquadra 106 Sul (SQS 106), e, mais ao fundo, os blocos C, com uma grande placa da empresa ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A, e B da Superquadra 306 Sul (SQS 306).
O projeto do Cine Brasília é assinado por Oscar Niemeyer (1907-2012) e foi inaugurado no dia 22 de abril de 1960. O cinema faz parte do Conjunto Urbanístico de Brasília (CUB) que, em 1987, recebeu o título de Patrimônio Mundial pela UNESCO. A edificação, em si, foi tombada a nível distrital por meio do decreto nº 28.519, de 07 de fevereiro de 2007.
Sobre a construção do Cine Brasília, o Diário de Brasília de 1960 apresenta, no dia 8 de fevereiro, a seguinte informação: ""Antes de 21 de abril estará terminada a construção do Cine Unidade de Vizinhança, que se localiza entre os blocos IAPI e IAPETC e que começou a ser erguido em novembro do ano passado. Com uma tela de 15 metros por 7, uma fachada de 54 metros e tendo 60 metros da entrada à tela, o primeiro cinema de Brasília terá capacidade para 1.500 espectadores, e disporá de ar-refrigerado"". Embora essas informações apareçam no diário da construção, nem todas de fato foram concretizadas. Atualmente, o cinema possui 607 lugares e sua tela tem 14 metros de comprimento por 6,30 metros de altura. Inaugurado em 1960, o Cine Brasília passou por duas grandes reformas em 1975 e 2012. A primeira reforma foi realizada pela empresa Santa Bárbara Engenharia S.A., e tinha como responsável técnico Fernando Márcio Queiroz e como engenheiro Paulo de Paiva Fonseca. O valor estimado da obra foi de quatro milhões e quinhentos mil cruzeiros, e o prazo de execução estabelecido foi de 150 dias a partir do dia 01 de julho de 1975, data da Ordem de Serviço, Nº 034/75-CFO.
Sobre os documentos referentes ao Cine Brasília, consultar mais informações no fundo NOVACAP, na seção B.9 (Presidência - Contratos/Propostas), nas caixas 273 a 275."

Untitled

NOV.B.08 (40)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-40
  • Item
  • 1960 - 1964
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Imagem fotográfica, a partir de uma perspectiva de ângulo baixo, de crianças uniformizadas brincando no parquinho da Superquadra 114 Sul. A imagem foi retirada com a câmera localizada embaixo de um escorregador, o que é notório pela areia desfocada, a estrutura branca metálica de apoio do brinquedo e pelo trecho da rampa que aparece em primeiro plano. Em segundo plano, um homem - de camisa branca, calça cinza, cinto preto, chinelo e óculos - aparece de cabeça baixa ao lado de uma criança uniformizada com camisa branca, short e sapato preto. Ambos estão caminhando perpendiculares ao eixo focal da imagem, no sentido da esquerda para direita. No canto esquerdo, uma menina de uniforme branco com saia, meia e sapatos pretos, aparece recortada da fotografia. O pequeno fragmento do rosto da jovem que aparece no retrato indica que ela estava encarando uma figura feminina adulta, posicionada de costas para o fotógrafo, possivelmente uma professora, que está usando um vestido branco estampado e sapatilha com salto baixo. Próximo ao canto direito, um menino sem camisa, descalço e de short, observa as crianças brincando em um grande escorregador. Em terceiro plano, onze alunos de uniforme, em fila, aparecem aguardando para descer no escorregador, enquanto uma menina é registrada escorregando. Mais dois garotos correm em direção à fileira. Ao fundo do parquinho, no centro da imagem, três figuras infantis encontram-se brincando em um balanço de três lugares, enquanto no lado direito, três garotos aparecem correndo e uma menina sentada em outro balanço. Em último plano, há algumas árvores e palmeiras de pequeno porte, o bloco comercial da Superquadra 114 Sul e os blocos residenciais K, I e C da Superquadra 113 Sul.
Informações adicionais: A Superquadra Sul 114 possui nove blocos de apartamentos e tanto o projeto de arquitetura quanto de urbanismo foram realizados por Marcelo Campello e Sérgio Rocha. A Escola Classe da quadra foi construída em 1962 e a autoria do projeto arquitetônico é de Wilson Reis Netto, entretanto a co-autoria apresenta divergências entre os teóricos. Segundo Marcílio Mendes Ferreira (1936-2011) e Matheus Gorovitz (1938 - ?), no livro A invenção da Superquadra, o arquiteto e coordenador de arquitetura da NOVACAP, Nauro Esteves, também assina o projeto, entretanto, em um artigo publicado pelo professor Alexandre Benoit, apenas o nome de Netto aparece como autor."

Untitled

NOV.B.08 (4)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-4
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco; Formato paisagem; Autor desconhecido.
A imagem fotográfica mostra, em primeiro plano, o parquinho infantil com gangorra, escorregadores e balanços. O espaço de recreação infantil é composto por areia clara e árvores que têm seus troncos pintadas de branco até meia altura.
Dois grandes blocos de construções são destaques na fotografia.
A placa de identificação da obra informa: ""Casas Residenciais da Caixa Econômica Federal; Construção de: (....) J. da Costa Leite; Fiscalização: (...) Caixa Econômica"".
Entre um bloco de casas e outro, no meio da rua, existem ônibus, kombis e outro automóvel. Esse ângulo da fotografia permite ver 3 lados dos blocos: os fundos, a frente (com suas janelas singulares) e lateral. Essas casas foram construídas nas quadras da 707 a 715 Sul do Plano Piloto.
Entre as árvores e os blocos, dois postes estão presentes ligados por linhas de energia. Um está à direita na fotografia, e o outro mais à esquerda, atrás do balanço e também tem sua base pintada de branco.
Foi possível identificar a presença de nove crianças que brincam no parquinho, assim como cinco figuras masculinas que estão posicionando o escorregador. Ainda observa-se um casal de senhores de pele negra, sendo uma figura feminina empurrando uma criança no balanço e uma figura masculina que também supervisiona.
Informações Adicionais:
A construção dos blocos ocorreu entre 1957 a 1958.(Fonte: C30, Ficher, Sylvia; Schlee, Andrey Rosenthal; França, Joana).
A imagem trata do modelo de casas geminadas projetados por Oscar Niemeyer, sobrados para Habitação Popular denominados ""HP 5"" com 3 quartos e um banheiro na área principal. Nesse projeto, a entrada principal se daria pelos jardins, e o carro seria guardado pela entrada de serviços.
O SHIGS (Setor de Habitações Individuais Geminadas Sul) era originalmente destinado a casas populares. Cada quadra da 703 à 715 foi destinada a um órgão governamental específico e em todas as quadras manteve-se certa unidade formal por meio de seis tiplos de planta que são as HP (Habitação Popular), de HP1 a HP6. (Ricardo, p. 132)
Sobre as casas de dois movimentos, como as da imagem, Ricardo escreve:
""As quadras 703 a 707, como já observado no capítulo anterior, possuíam desenho idêntico, com as ruas e renques de casas dispostos de forma paralela à via W3. As casas, destinadas a moradores com maior poder aquisitivo, possuíam dois pavimentos. Voltados ao amplo jardim público que faceia todo o bloco, estão os ambientes sociais (sala de estar e refeições) no pavimento térreo e os quartos maiores no pavimento superior. O acesso de veículos, conectado obviamente à garagem (descoberta no projeto original), tinha comunicação com a área de serviço e a cozinha da casa, sugerindo uma conexão essencialmente funcional entre a vida externa e o cotidiano intramuros.
Este grupo de quadras possui pouca variação tipológica. Todas as casas possuem dois pavimentos, mas os lotes variam de tamanho. As quadras 703 e 707 são compostas por 6 blocos com 14 casas cada um, com lotes de 6,40m x 20m. As quadras 704, 705 e 706 têm blocos de 8, 10, 12 ou 13 casas. Os lotes variam de 6,40m x 20m a 8m x 20m. De qualquer modo, a disposição interna das casas se mostra semelhante""
Imagem fotográfica remissiva à: NOV-D-4-4-8(3)."

Untitled

NOV.B.08 (39)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-39
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Imagem fotográfica da fachada oeste do Teatro Nacional Claudio Santoro, em 1960, durante o período inicial de construção. O registro retrata o escoramento com madeira das lajes concretadas in loco e a montagem das armaduras das treze vigas invertidas e inclinadas de concreto armado. Na metade inferior da imagem, encontram-se escoradas, e ainda com as fôrmas de madeira, as lajes de concreto que compõem o acesso oeste ao teatro. Esses elementos possuem um espaçamento considerável entre eles, o que contribui para que apenas o canto direito da segunda laje apareça na fotografia. Três montantes de fôrmas empilhadas, possivelmente utilizadas para a concretagem do fechamento inclinado da fachada, estão dispostos sobre essas lajes de acesso. Ainda, duas escadas provisórias de madeira ligam os três níveis diferentes da obra. No chão, entre os apoios das lajes, um rastro de automóvel aparece marcado sobre terra batida, indicando um fluxo contínuo de veículos. Próximo à estrutura de escoramento da laje de acesso há dois buracos, sendo um deles tampado por duas ripas de madeira e outro contido por uma estrutura de formato cilíndrico com uma caçamba cônica para lançamento de concreto, maquinário utilizado para derrame de concreto em lugares altos ou de difícil acesso. Na lateral direita da imagem, há um operário caminhando em direção a parte interna do teatro e uma bicicleta está apoiada no primeiro pilar térreo da fotografia. Na parte inferior da estrutura do Teatro Nacional, existem quatro silhuetas de trabalhadores que estão pouco visíveis. Na parte superior da imagem, na fachada oeste, há dezesseis operários, apoiados sobre a laje inclinada de fechamento, executando a montagem em série das vigas invertidas em um processo de trabalho que se iniciou da direita para a esquerda do registro. Na laje de vedação da fachada, diversos materiais de construções aparecem dispostos sobre ela, tais como ripas, placas e fôrmas de madeira, vergalhões e pedras. Na cobertura, aparecem a construção das armaduras e fôrmas de três vigas treliçadas de seção ""I"", com 4,5 metros de altura e cerca de 30 metros de vão entre apoios. Nove trabalhadores são retratados executando esse processo. No lado superior esquerdo, uma grande estrutura de refletores é registrada com baixa visibilidade.
O projeto do Teatro Nacional de Brasília é do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), produzido em 1958. A obra passou por um longo período até ser completamente finalizada, iniciada em julho de 1960 e sua parte estrutural concluída em janeiro de 1961. Entre as décadas de 1960 e meados de 1970, o teatro, mesmo inacabado, era utilizado para realização de eventos. Em 1975, o arquiteto Milton Ramos (1929-2008) foi convidado a detalhar e complementar a obra, gerando mudanças significativas no prédio. Com a construção das salas concluída, em 6 de março de 1979, o teatro foi reaberto com vários problemas técnicos. A obra foi retomada e ele foi reinaugurado em 21 de abril de 1981. Integram a equipe de construção inicial: a Construtora Rabello, o engenheiro Bruno Contarini (1933-2021), responsável inicial pelo projeto de cálculo e acompanhamento da construção, Aldo Calvo (1906-1991), técnico de teatro e cenógrafo, engenheiro Lothar Cremer (1905-1990), responsável pelo estudo acústico completo, e Athos Bulcão (1918-2008), artista plástico, autor dos volumes presentes nas fachadas norte e sul. Já a equipe de retomada da obra, em 1975, é composta por Milton Ramos, arquiteto responsável, Aldo Calvo e Athos Bulcão, novamente contratados, Roberto Burle Marx (1909-1994), paisagista, Sérgio Rodrigues (1927-2014), arquiteto e designer de mobiliário, e Igor Sresnewsky (1913-1996), consultor de acústica.
Ainda, é válido ressaltar que, em alguns textos mais antigos, o teatro pode aparecer denominado como Teatro Nacional de Brasília, pois o nome atual, Teatro Nacional Cláudio Santoro, só foi definido em 1989, na Lei nº 37, no Diário Oficial do Distrito Federal. A antiga denominação, inclusive, aparece em um artigo presente na revista Brasília, coleção completa do 2º aniversário, de 1953 a 1954, da NOVACAP. Nessa publicação, a estética do Teatro Nacional é justificada como: ""A forma exterior, de paredes lisas, caídas, indiferentes, é apenas, (assim se expressou Oscar Niemeyer), o envólucro necessário para deixar funcionar livremente todos os tipos de teatro para o povo de Brasília""."

Untitled

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