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NOV.C.2 (65)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-02-65
  • Pièce
  • 1956 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia colorida, formato paisagem. Em destaque, um helicóptero modelo Bell 47J (H-13J) – Ranger começa sua decolagem com três passageiros a bordo, incluindo o presidente da república, Juscelino Kubitschek (1902-1976), e o piloto. Este helicóptero é conhecido por ser uma aeronave leve, com capacidade para três passageiros e um tripulante, destinado ao transporte presidencial. A Força Aérea Brasileira operou cinco helicópteros desse modelo entre 1958 e 1974. A aeronave tem a parte externa branca com detalhes em azul, e na parte inferior está escrito "DESTACAMENTO DE BASE AÉREA DE BR...," provavelmente referindo-se a Brasília. No interior, Kubitschek está sentado no canto esquerdo, vestindo um terno preto, conversando com um homem não identificado ao seu lado. No lado direito do helicóptero, há um terceiro passageiro manuseando papéis, cuja identidade não foi possível determinar. O piloto, que não pôde ser identificado devido ao reflexo do sol no vidro da aeronave, está à frente, com o corpo ligeiramente inclinado para a direita. Ele veste o uniforme da aeronáutica com um alamar dourado, e seu quepe está no chão próximo aos seus pés. O helicóptero está na pista de pouso e decolagem do aeroporto. Em segundo plano, à direita, pode-se avistar parte da asa de um avião estacionado, além de algumas pessoas, homens e mulheres, circulando pelo ambiente ou observando a decolagem do helicóptero presidencial. Nota-se também alguns automóveis estacionados. Próximo a eles, encontra-se um avião modelo Douglas C-47, com a fuselagem externa branca e uma faixa azul ao longo das janelas. A pista de pouso e decolagem é completamente asfaltada e se estende até encontrar uma densa vegetação característica do bioma Cerrado, que segue até a linha do horizonte. Fotografia de Odette Mello.

Sans titre

NOV.C.2 (62)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-C-02-62
  • Pièce
  • 21/04/1958
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia colorida, formato paisagem. Em destaque, posando para a fotografia, estão o presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976), Israel Pinheiro (1896-1973), presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – Novacap, o Coronel Aviador Henrique Thomas, e um homem não identificado. Juscelino usa um terno cinza, tem um semblante sério e mantém os braços para trás do corpo. Pinheiro veste um terno marrom e olha diretamente para o fotógrafo. Ao lado, encostado na porta da aeronave, está o piloto vestindo uniforme da aeronáutica. No canto direito da imagem, há um homem com terno cinza e óculos de grau. Em segundo plano, pode-se inferir que a aeronave em evidência seja um helicóptero Bell 47J (H-13J) – Ranger. Helicóptero leve, com capacidade para três passageiros e um tripulante, destinado ao transporte presidencial. A Força Aérea Brasileira operou cinco helicópteros desse modelo entre 1958 e 1974. Em terceiro plano, é possível observar uma pista asfaltada intercalada com piso de terra. Ao fundo, nota-se a vegetação típica do bioma Cerrado.

Sans titre

NOV.B.2 (623)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-623
  • Pièce
  • 1958 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em cores, formato retrato. Vista diagonal da fachada frontal do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, pista de acesso ao Palácio, podendo visualizar o helicóptero do modelo BELL 47J (H-13J) - RANGER, que transportava o então Presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902-1976) com o objetivo de inspecionar as obras da nova capital federal juntamente com seu piloto coronel-aviador Henrique Thomaz (?-2008). Além da aeronave, outros dois veículos: um Chevrolet Yeoman (em destaque) e parte de um Ford F100, popularmente conhecido como “cara de porco”, apoiado sobre este está uma figura humana, aparentemente um homem, e ao lado um renque de coqueiros adultos os quais foram propostos plantio de palmeiras imperiais na etapa de concepção do Palácio. À frente do edifício um dos espelhos d’água de 60 cm de profundidade com a escultura “As Iaras” de 1958 do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Esta é feita de bronze com 1,30m x 4m e está atrás do veículo Chevrolet Yeoman. O Palácio da Alvorada está finalizado, com as esquadrias de vidros e cortinas em seu interior, além de uma pequena estrutura que aparenta ser uma tenda sobre o marquise (na fachada dos edifícios, cobertura em balanço ou não, lateralmente aberta, para proteger da chuva e do sol” (in Dicionário Eletrônico Houaiss) da fachada frontal do Palácio. No horizonte, à esquerda, fitofisionomia do Cerrado. Ao fundo, à direita da fotografia, parte do edifício anexo de serviços e apoio a qual é semienterrada. No horizonte, fitofisionomias do Cerrado.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Sans titre