Ford Pick-Up

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NOV.B.02 (534)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista em perspectiva do Catetinho 1. Em primeiro plano, chão de terra com resquícios de materiais de construção e dois homens à esquerda da fotografia, ambos com calça escura e camisas brancas, sendo que um deles está utilizando chapéu. Em segundo plano, o Catetinho com suas linhas simples e elegantes, advinda de sua leve influência da casa colonial brasileira e sua concepção modernista que mistura: racionalidade, funcionalidade, beleza, presença de pilotis, característica comum nos prédios residenciais de Brasília, o qual permite o livre trânsito de pessoas no térreo, e ausência de beiral do telhado. A placa comemorativa de inauguração e outra logo acima do tombamento ambas em uma coluna de alvenaria, já estão inseridas no Catetinho 1. Na parte posterior da Residência Provisória, está o anexo que corresponde a cozinha, a lavanderia e o depósito de materiais do local. Atrás deste anexo, há vegetações cercando o lote. A obra é composta majoritariamente por madeira, não possui varanda nem beiral e tampouco pilotis, há menos suntuosidade e rebuscamentos em seus detalhes. Mais à direita da fotografia, um Ford Pick-Up e, ao fundo, duas plantas ornamentais popularmente conhecidas por piteira (Agave sp.), e árvores do Cerrado, dentre elas a planta popularmente conhecida como pau-doce (Vochysia elliptica).
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (716) com alteração de colorimetria e enquadramento levemente para a direita.
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.02 (538)

"Fotografia preto e branco, formato retrato. Vista lateral do Catetinho 1, destaca-se na varanda do Catetinho, da esquerda para a direita: José Ferreira de Castro Chaves, conhecido por, Juca Chaves (1912-?), engenheiro, calça clara, camisa xadrez e paletó clara apoiando a mão no corrimão; César Prates, funcionário do Banco do Brasil em Minas, calça levemente escura, camisa branca e paletó preto; um homem não identificado; Oscar Niemeyer (1907-2012), arquiteto e urbanista, com calça escura, camisa clara e Emídio Rocha, conhecido popularmente como Rochinha, com calça e camisa clara, um pulôver e um chapéu na mão, apoiando o cotovelo no corrimão da escada. Próximo a escada ligada à varanda, há um veículo estacionado, uma caminhonete Chevrolet Pick-Up, no “solo de terra batida”. Ao lado, no térreo, há dois trabalhadores, poucos visíveis, comunicando-se. Mais a frente, há um suporte de madeira e um barril de metal. Ao fundo do Catetinho 2, evidencia-se a mata de galeria, existente devido à presença da nascente no local.
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.02 (716)

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista em perspectiva do Catetinho 1. Em primeiro plano, chão de terra com resquícios de materiais de construção e dois homens à esquerda da fotografia, ambos com calça escura e camisas brancas, sendo que um deles está utilizando chapéu. Em segundo plano, o Catetinho 1 com suas linhas simples e elegantes, advinda de sua leve influência da casa colonial brasileira e sua concepção modernista que mistura: racionalidade, funcionalidade, beleza, presença de pilotis, característica comum nos prédios residenciais de Brasília, o qual permite o livre trânsito de pessoas no térreo, e ausência de beiral do telhado. Em frente à casa, árvore popularmente conhecida como pau-doce (Vochysia elliptica). A placa comemorativa de inauguração e outra logo acima do tombamento ambas em uma coluna de alvenaria, já estão inseridas no Catetinho 1. Na parte posterior da Residência Provisória, está o anexo que corresponde a cozinha, a lavanderia e o depósito de materiais do local. Atrás deste anexo, há vegetações cercando o lote. A obra é composta majoritariamente por madeira, não possui varanda nem beiral e tampouco pilotis, há menos suntuosidade e rebuscamentos em seus detalhes. Mais à direita da fotografia, um Ford Pick-Up e logo ao fundo, árvores do Cerrado e duas plantas ornamentais popularmente conhecidas por piteira (Agave sp.).
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (534) com alteração de colorimetria e enquadramento levemente para a esquerda.
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil