- DFARPDF NOV-D-04.04-C-02-41
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- 1959 - 1960
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"Fotografia colorida em formato paisagem. A imagem fotográfica mostra vários carros, caminhões e figuras humanas (pessoas), no dia do velório de Bernardo Sayão, no Campo da Esperança. Há três linhas horizontais, no primeiro plano perto da linha de baixo, no canto inferior esquerdo há um carro preto posicionado de forma vertical, podemos identificar a sua dianteira até a metade e do outro lado deste há quatro (4) pessoas paradas, e do lado oposto um carro de cor amarela em que podemos enxergar a sua traseira até quatro janelas, e há uma figura masculina de terno e cabelo grisalho apoiada na traseira do carro. Em cima da mesma linha, mostra-se a cabeça de uma figura masculina. No meio da fotografia, podemos identificar mais um carro amarela parado de frente para a câmera, com uma figura masculina de terno sentado em cima do capô e uma outra de terno, de pé parado na dianteira do carro, e um pouco mais em frente quatro (4) figuras masculinas formando um círculo, três delas de terno e a outra de camisa branca. Por trás do carro, formando uma fila, há outros carros e caminhões. O carro de trás está com pessoas paradas em frente, e o caminhão logo atrás com pessoas em cima. No fundo, há um caminhão parado em diagonal, e na sua frente um carro. Do lado da fila de carro do meio, há um caminhão verde da Fábrica Nacional de Motores tendo na dianteira as siglas FNM, com um grupo de pessoas em cima. Do lado direito do caminhão, há um carro com pessoas paradas em frente, e por trás do mesmo, há mais um caminhão não identificado com pessoas em cima; e no fundo um minibus parado em diagonal. Do lado direito da fotografia, há um grupo de pessoas e logo depois deste um carro com teto branco estacionado. No segundo plano, há um vasto campo de vegetação e no terceiro plano, o céu nublado.
Informações Adicionais: A respeito de Bernardo Sayão, foi vice-governador na gestão de José Ludovico de Almeida do estado de Goiás.
Sobre as informações descritas na inscrição da placa, a Especialista em Educação e Patrimônio Cultural e Artístico, Maria do Socorro Madeira (2019), afirma que: “[...] a criação, em 1958, de uma biblioteca pública denominada Biblioteca e Discoteca Visconde de Porto Seguro, em homenagem ‘ao historiador e diplomata Francisco Adolfo Varnhagen, perseverante pesquisador de documentos de bibliotecas, que foi também sertanista e que, em diversos trabalhos, defendeu a interiorização’ (BIBLIOTECA, 1959)”. (MADEIRA, 2019, p. 16)
Segundo a especialista em Turismo Margarida Coelho (2009) apresenta na sua monografia uma cronologia histórica sobre a transferência da capital do Brasil desde o ano de 1749 até o ano de 2000, dentre os marcos históricos, destacamos a seguinte data e acontecimento: “[...] 1839 - O Visconde de Porto Seguro, o historiador Francisco Varnhagen, apresenta sugestão de erguer a nova capital no planalto de Formosa, em Goiás. [...]” (COELHO, 2009, p. 34). Existe próximo ao Museu Vivo da Memória Candanga, antigo Hospital do Juscelino Kubitschek de Oliveira, o Setor Habitacional Bernardo Sayão.
Segundo o geógrafo Orlando Valverde e a geógrafa e professora Catharina Vergolino Dias (1967) informam sobre uma estátua criada em homenagem a Bernardo Sayão, assim apresentam com a imagem na página: “[...] Busto do Engenheiro Bernardo Saião de Carvalho Araújo, construtor da rodovia Belém-Brasília, em frente à residência da RODOBRÁS, em Uruaçu. [...]” (VALVERDE; DIAS, 1967, p. 337).
Há diversas narrativas sobre o acontecimento do dia da morte de Bernardo Sayão, nesse sentido a autora Léa Sayão descreve no livro ""Meu pai, Bernardo Sayão"" que: ""Ele viu tudo desde a primeira missa, mas não assistiu à inauguração da capital, pois quando ele fazia a rodovia Brasília-Belém, foi morto numa barraca, por uma enorme árvore que tombou em cima dele [...]. Seu motorista ficou sabendo e morreu de colapso [...]. No seu túmulo está escrita uma frase que ele sempre dizia: 'A luta por vezes é ingrata... mas é fecunda pois já estamos vendo a nova cidade que surge..."" (SAYÃO, L., 2004, p. 324).
A narrativa do Diário de Brasília (1960, p. 18-19) apresenta um lugar diferente sobre o acidente, ao descrever que: ""Engenheiro Bernardo Sayão - Entre as localidades de Imperatriz e Guamá, no Pará, a 30 km da fronteira do Maranhão, às 13,00 horas [sic], o Engenheiro Bernardo Sayão Carvalho Araújo, Vice-Governador de Goiás e Diretor Executivo da NOVACAP, é atingido por uma árvore gigantesca, que alcança em cheio o seu jipe de inspeção,. No momento, o Engenheiro Sayão inspecionava o lugar em que se utilizavam as obras de um campo em que deveria pousar, a 1.º [sic] de fevereiro, o avião presidencial para a cerimônia do encontro das suas pistas da Rodovia Belém-Brasília. Transportado em helicóptero para Açailândia, o Engenheiro faleceu antes mesmo de poder ser socorrido pelos médicos."" (BRASIL, 1960, p. 18-19)
Informações Adicionais: “A FNM, estatal, foi criada em 1942 em Xerém, distrito industrial da cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, para ser a primeira fábrica de motores de avião do País, idealizada pelo general brigadeiro Antônio Guedes Muniz, que dirigiu a criação e a fase inicial de operação da FNM - Fábrica Nacional de Motores S.A., e se tornou o diretor-presidente da empresa criada no bojo dos acordos entre o Brasil e os Estados Unidos sobre a cessão das bases aéreas e militares nas regiões Norte, em Barreiras, na Bahia e no Nordeste do Brasil, em Natal, no Rio Grande do Norte, durante a Segunda Guerra Mundial, para apoio militar do Brasil aos Estados Unidos”"
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