Figura masculina

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NOV.A.02 (6)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-A-02-6
  • Pièce
  • 1950 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia colorida, autor desconhecido, formato horizontal.
Vista do curral (piquete) com fechamento em troncos de madeira. A fotografia apresenta oito bovinos e duas figuras masculinas, podendo ser dois funcionários, os quais não foram identificados. Sendo que uma das figuras masculinas, leva utensílio de chapelaria na cabeça e se encontra na posição em pé, no chão. A outra figura masculina encontra-se sentado sobre a cerca de madeira. Ao fundo aparece uma casa rural, com arquitetura colonial regional de Goiás, parte de uma vegetação, onde é possível identificar espécies como: mangueira (Mangifera indica L), bananeiras (Musa spp.) (MENDONÇA et al., 2013), bambu e buritis a esquerda e ao centro, e gramado plantado à direita.
Informação Adicional: Gados em fazenda são descritos no Livro ""A construção do Catetinho"" de Ahilton Guimarães (2008, p. 50). A raça do gado pode ser ""girolando"" devido a caraterização das orelhas e do formato da cara dos animais. "

Sans titre

NOV.A.02 (7)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-A-02-7
  • Pièce
  • 1950 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia colorida, autor desconhecido, formato horizontal. Vistas de três leitões no recinto cercado, ou chiqueiro. O cercado é formado toras de madeira e arame farpado, no chiqueiro em uma fazenda. Atrás dos animais e do cercado, há plantas ornamentais exóticas, usualmente conhecidas como sisal ou agave (Agave sp.), bastante utilizadas tanto para confecção de cordas quanto como elemento de cerca natural. À esquerda da imagem, do lado de fora da cerca, a presença de uma figura masculina que utiliza camiseta branca e utensílio de chapelaria na cabeça. Infere-se que a figura masculina realizava a função de um suinocultor. Ao fundo, atrás da figura masculina, parte de outro sisal e de uma árvore do tipo mangueira.
"

Sans titre

NOV.B.05(76)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-05-76
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia colorida em formato paisagem, retrata um fragmento do contexto referente ao processo de construção da Esplanada dos Ministérios, em Brasília - DF, entre os anos de 1957-1960. É retratada a locação sequencial dos ministérios, onde da esquerda para direita identificam-se como: 1º - Ministério da Cultura, 2º - Ministério da Aeronáutica, 3º - Ministério da Marinha, 4º - Ministério da Guerra, 5º - Ministério da Fazenda e 6º - sem identificação. Os edifícios ministeriais foram projetados pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer, nomeado em 1956 diretor do departamento de arquitetura da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) – com auxílio dos cálculos estruturais feitos pelo engenheiro Joaquim Cardozo. Nota-se a presença de diversos elementos que evidenciam a árdua e repentina empreitada das obras destinadas à inauguração da nova capital federal do Brasil. Nota-se como todos os trabalhadores presentes na imagem realizam ou auxiliam diversas tarefas diferentes. Alguns próximos aos automóveis – caminhões e caminhonete, destinados a carga e descarga dos diversos materiais – auxiliam no manuseio das estruturas. O guindaste facilita na transposição dos materiais depositados no solo para a caçamba dos veículos que fazem o transporte de dentro do canteiro de obra para as proximidades dos esqueletos estruturais dos ministérios. Estruturas cobertas – galpões para serviços diversos, depósitos –, reservatórios d’água e materiais – barras de aço, madeiras e areia - caracterizando o processo de planejamento usado para as construções realizadas. No canteiro de obra como um todo, nota-se o grande uso da madeira como matéria fundamental na estruturação das instalações de apoio. No plano de fundo, tem-se os esqueletos estruturais dos ministérios ainda em processo de aplicação dos materiais, é retratado seis ministérios onde, da esquerda para a direita – no que se refere a perspectiva fotográfica empregado do ponto de registro – é claro as diversas etapas do processo construtivo, alguns visualiza-se a aplicação do concreto no seu exterior, enquanto outros ainda apresentam apenas as estruturas vazadas sem maiores acabamentos. Talude rebaixando a topografia entre o eixo monumental destinando a esse espaço um dos canteiros de obras presentes nas proximidades das construções. A porção de terra onde ocorria o canteiro de obra em questão, foi destinada à construção do Congresso Nacional. No quadrante inferior esquerdo, dentro do canteiro, um grupo de trabalhadores se abrigam sob uma cobertura de madeira em volta de uma mesa ao centro. Do lado externo da cobertura, três outros trabalhadores: um ao lado direito da cobertura, próximo a uma bancada de trabalho; dois à esquerda observam os demais adiante. Em torno da cobertura, vergalhões e tábuas dispostas em pilhas, cavaletes de madeira - sobre o solo em terra seca batida. Entre os caminhões (três) carregados com terra e ferro, um trabalhador caminha em direção ao centro do canteiro. Próximo às caixas d’água, outros dois operários caminham entre os montes de materiais. No quadrante inferior central do registro, dezessete (17) trabalhadores descarregam no solo a caçamba de um caminhão com vergalhões, ao lado, estruturas curvas de madeira treliçada e superfícies de trabalho para o manuseio de materiais.  No quadrante inferior direito, na margem da fotografia, um trabalhador se desloca para fora do campo de captura da imagem. Na linha central da imagem, próximo ao declive, dois caminhões - sendo um branco e o outro amarelo - e uma grua descarregando vergalhões do caminhão, com o auxílio de três operários. Na porção central, à esquerda, há três instalações de apoio, sendo: uma menor ao lado da caixa d’água baixa; uma instalação maior atrás do reservatório mais alto e uma de tamanho intermediário, atrás de um caminhão. A linha do horizonte contextualiza o ambiente entorno dos ministérios e torna-se nítido a presença do Cerrado, com árvores esparsas.

Sans titre

NOV.B.05(82)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-05-82
  • Pièce
  • 21/04/1959
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia preta e branca em formato paisagem, retirada em 21/04/1959 em Brasília - DF, tem como ponto focal a placa da Emulpress do Brasil S/A, responsável por toda a concretagem dos 11 edifícios ministeriais, construídos durante os anos de 1957 a 1960, em Brasília-DF. Ao lado, uma visão de obra inicial de um prédio ministerial recebendo placas e treliças de apoio para concretagem da laje de cada pavimento. O projeto modelo dos ministérios-padrão foi um trabalho de Oscar Niemeyer - diretor do departamento de arquitetura da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), o qual pensou em uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental.  No quadrante inferior direito, atrás de um caminhão de carga parado na futura via de acesso aos ministérios, uma edificação de apoio aos operários. Abaixo da placa, quatro trabalhadores: um está observando a área externa do canteiro, enquanto o outro de pé conversa com outros dois agachados à sombra. Próximo a essas figuras, mais trabalhadores ao fundo se deslocam por debaixo das estruturas do prédio. Um pouco à esquerda, um dos trabalhadores está sobre uma estrutura de patamar. No canto inferior esquerdo, um operário carrega pedaços de madeira.

Sans titre

NOV.B.07 (33)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-07-33
  • Pièce
  • 1959 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia preto e branco em formato paisagem registra contrução do prédio sede do Banco do Brasil, no Setor Bancário Sul (SBS). O edifício projetado pelo arquiteto Ary Garcia Rozapara abrigar a nova Sede do Branco do Brasil em Brasília teve sua construção concluída no dia 10 de abril de 1960 pela construtora Rabello S/A. O mesmo conta com dois blocos, um no sentido horizontal no térreo, medindo 55,00 m de largura por 100,00 m de comprimento, e uma torre no sentido vertical, medindo 20,00m de comprimento por 55,00 m de altura, além de dois subsolos destinados aos serviços gerais. A fachada do bloco vertical foi executada em concreto armado, enquanto as lajes nervuradas que sustentam os pavimentos em fôrma metálica, permitindo a livre passsagem sob as mesmas. Em primeiro plano, materiais de construção empilhados dos quais nota-se sacos de cimento, betoneiras, areia, além de operários negros. Em segundo plano, observamos um casebre que provavelmente era utilizado como escritório do arquiteto/engenheiro responsável pela obra. Em terceiro plano, há o esqueleto do prédio em construção. Entre o primeiro e o segundo plano, há placa com os seguintes dizeres: "BANCO DO BRASIL; COMISSÃO DE CONSTRUÇÃO EOBRA; MAURICIO CHAGAS BICALHO - PRESIDENTE; J. PEDREIRA DE FREITAS - DIRETOR; CYRO LOPES GONÇALVES - SUPERINTENDENTE; JOAQUIM IGNACIO CARDOSO - CH DEPIM; ERNESTO LUIZ GREVE - ENG DEPIM; RUBELIO FREIRE DE AGUIAR - SEC. EXECUTIVO; ESCRITORIO EM BRASILIA; WAGNER CARVALHO - ENCARREGADO; SAMIR KURY - ENG FISCAL CREA 9747 5ª REG.; ISMAEL M. MENDES ENG FISCAL CREA 2667 - D 4ª REG.; PROJETO E FISCALIZAÇÃO ARQUITETÔNICA; ARQUITETO: ARY GARCIA ROZA; CONSTRUÇÃO; CONSTRUTORA; RABELLO S.A.". As fotografias B.7 (3), (4), (5), (32), (34), (35), (36) e (37) se referem ao mesmo edifício. Fotógrafo: Mário Fontenelle.

Sans titre

NOV.B.07 (34)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-07-34
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia preto e branco em formato paisagem registra prédio sede do Banco do Brasil, no Setor Bancário Sul (SBS). O edifício projetado pelo arquiteto Ary Garcia Rozapara abrigar a nova Sede do Branco do Brasil em Brasília teve sua construção concluída no dia 10 de abril de 1960 pela construtora Rabello S/A. O mesmo conta com dois blocos, um no sentido horizontal no térreo, medindo 55,00 m de largura por 100,00 m de comprimento, e uma torre no sentido vertical, medindo 20,00m de comprimento por 55,00 m de altura, além de dois subsolos destinados aos serviços gerais. A fachada do bloco vertical foi executada em concreto armado, enquanto as lajes nervuradas que sustentam os pavimentos em fôrma metálica, permitindo a livre passsagem sob as mesmas. Em primeiro plano, a estrutura do pavimento térreo que se projeta nas duas fachadas principais compondo marquises, e no canto à direita uma instalação de apoio com uma via de terra batida ajdacente. Em segundo plano observa-se a torre do prédio em construção. Em terceiro plano, horizonte ensolarado com poucas nuvens. No primeiro plano à direita, totem com os seguintes dizeres: "BANCO DO BRASIL". A marquise foi construída com o intuito de possuir lojas de apoio as empresas, como papelarias e restaurante, mas atualmente a marquise abriga uma agência do Banco do Brasil, e é bastante utilizadas por skatistas devido o seu sombreamento. O edifício foi projetado pelo arquiteto Ary Garcia Rosa. As fotografias B.7 (3), (4), (5), (32), (33), (35), (36) e (37) se referem ao mesmo edifício. Fotógrafo: Mário Fontenelle.

Sans titre

NOV.B.08 (10)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-10
  • Pièce
  • 30/11/1958
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia Colorida, Formato paisagem, Autor desconhecido
Figura masculina alimentando uma cobra no Zoológico de Brasília, infere-se ser que o mesmo seja um tratados de animais.
O canteiro central, que está em destaque na foto, é localizado no meio de lagos de concreto cheios de água. Várias plantas baixas estão presentes. Todo esse conjunto está entre muretas também de concreto.
A cobra está no meio de pedras ornamentais, e o figura masculina de pele negra está agaixado, alimentando-a. O personagem usa elemento de chapelaria, chapéu, um uniforme macacão azul, aparentemente jeans, e uma blusa branca por baixo.
No plano da fotografia atrás da jaula há uma área campestre de Cerrado (campo limpo) com uma estrada de terra que o corta. Entre o canteiro central e o campo, há um lago artificial cercado por concreto.
Informações adicionais: O Plano Diretor do complexo de lazer e de preservação ambiental foi elaborado pela arquiteta Márcia Nogueira Batista e pelo veterinário Clovis Fleuri Godoi. Segundo o site da Fundação Jardim Zoológico de Brasília - FJZB - (2022), o Jardim Zoológico de Brasília, foi inaugurado em 06 de dezembro de 1957 e é a primeira instituição ambientalista do Distrito Federal. Ainda, quando foi inaugurada, segundo o Mestre em Desenvolvimento Sustentável, Daniel Silva (2001), a instituição esteve associada à NOVACAP e em “[...] 1961 o jardim zoológico foi denominado Parque Zoobotânico e passou a estar vinculado à Fundação Zoobotânica do Distrito Federal (FZDF). [...]” (SILVA, 2001, p. 43.)
Sobre o responsável pelo o Zoológico, o Diário Oficial de Brasília (1956-1957) informa que na “quarta-feira, 24 de julho de 1957: Jardim Zoológico – Chega em Brasília o Senhor Clóvis Fleury de Godoy, encarregado de organizar e dirigir o Jardim Zoológico de Brasília. ” (BRASIL, 1960, p. 112). Ainda, essa mesma fonte, na “sexta-feira, 6 de dezembro de 1957”, apresenta que “[...] Lavra-se ata das primeiras doações recebidas pelo Jardim Zoológico de Brasília: guariba, jaó, gaviãozinho, raposa do campo, tatu-galinha, elefante mutum, juriti e lagarto teiú.” (BRASIL, 1960, p. 146).
"

Sans titre

NOV.B.08 (28)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-28
  • Pièce
  • 30/11/1958
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia de formato fotográfico, em preto e branco, autor desconhecido. No primeiro plano, dupla de homem em pé imobilizando um filhote de onça-pintada (Panthera onça), deitada no chão de terra batida. A primeira figura masculina de pele negra, usa um macacão com colarinho em abertura em formato de V, mangas curtas e longos até a altura dos pés. A indumentária pode ser utilizada como uniforme de funcionários do Jardim Zoológico de Brasília, a qual contém como elementos decorativos dois bolsos de aba, um em cada lado, na altura do peito. Ainda, a fixação de dois bolsos, um em cada lado, das laterais do quadril. O profissional ainda utiliza um A direita, um cercamento composto por estrutura de madeira e tela metálica, com telhado. Na frente e encostado no cercamento, um objeto de madeira similar a uma caixa. Ainda a uma caixa. Continuando no primeiro plano, atrás das duas figuras masculinas a delimitação da área, por troncos de madeira. Atrás da pista de chão e no canto direito desse acesso um pé de arbusto pequeno plantado com proteção de ripas de madeira. Após a espessura da pista, identifica-se elementos da composição da paisagem, sendo, matriz do Cerrado caracterizado como campo rupestre e árvores do próprio Bioma situados ao fundo, no canto superior esquerdo. Acima da linha do horizonte do Cerrado, visualiza-se o céu límpido com poucas nuvens.

Informações adicionais:
Informações adicionais: O Plano Diretor do complexo de lazer e de preservação ambiental foi elaborado pela arquiteta Márcia Nogueira Batista e pelo veterinário Clovis Fleuri Godoi. Segundo o site da Fundação Jardim Zoológico de Brasília - FJZB - (2022), o Jardim Zoológico de Brasília, foi inaugurado em 06 de dezembro de 1957 e é a primeira instituição ambientalista do Distrito Federal. Ainda, quando foi inaugurada, segundo o Mestre em Desenvolvimento Sustentável, Daniel Silva (2001), a instituição esteve associada à NOVACAP e em “[...] 1961 o jardim zoológico foi denominado Parque Zoobotânico e passou a estar vinculado à Fundação Zoobotânica do Distrito Federal (FZDF). [...]” (SILVA, 2001, p. 43.)
Sobre o responsável pelo o Zoológico, o Diário Oficial de Brasília (1956-1957) informa que na “quarta-feira, 24 de julho de 1957: Jardim Zoológico – Chega em Brasília o Senhor Clóvis Fleury de Godoy, encarregado de organizar e dirigir o Jardim Zoológico de Brasília. ” (BRASIL, 1960, p. 112). Ainda, essa mesma fonte, na “sexta-feira, 6 de dezembro de 1957”, apresenta que “[...] Lavra-se ata das primeiras doações recebidas pelo Jardim Zoológico de Brasília: guariba, jaó, gaviãozinho, raposa do campo, tatu-galinha, elefante mutum, juriti e lagarto teiú.” (BRASIL, 1960, p. 146).

"

Sans titre

NOV.B.10 (45)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-45
  • Pièce
  • 1955 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia colorida, em formato paisagem, registra operário trabalhando sobre um poste da rede elétrica, possivelmente da nova capital. O homem veste uma calça branca, botas, uma camisa verde e óculos escuros. Suspenso por um cinto de segurança, manipula a fiação no poste. A textura natural do poste sugere que tenha sido feito com árvore nativa do Cerrado, tendo em vista a grande quantidade de árvores suprimidas durante a construção de Brasília. A fotografia estabelece um forte contraste da figura do trabalhador sobre o poste com o céu nublado, no segundo plano. Ver imagens complementares que referem-se a iluminação pública nos itens B10 (44), B10 (46), B10 (69), B10 (70), B10 (84), B10 (85), B10 (86).

Sans titre

NOV.B.10 (55)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-10-55
  • Pièce
  • 1955 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em tons de sépia, formato paisagem, registra construção do que parece ser a comporta da barragem do Lago Paranoá. Vê-se, na área central da imagem, o cimbramento para concretagem da estrutura, com destaque para o conjunto de ripas que compõe uma fôrma em formato curvo, apoiada por escoras e travas de madeira. Às laterais direita e esquerda do conjunto de fôrmas nota-se a montagem da malha de ferragem para a concretagem das paredes. É possível ver dois homens na fotografia: um à direita, com chapéu, atrás da ferragem, e o outro à esquerda, aparentemente descendo a escada. Este último veste uma camisa de manga longa e calças, ambas em cores claras. Ver itens B10 (53) e B10 (108), fotografias que registram a construção da comporta. Ver pasta B26,iteem 2, fotografia que mostra a barragem concluída.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Sans titre

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