Esplanada dos Ministérios (Brasília, DF)

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NOV.D.1 (5)

"Fotografia em cores, formato retrato. Exposição de divulgação sobre a construção da nova capital do Brasil, Brasília, sem identificação do local e da data. Em destaque, três painéis metálicos verticais em azul com vidros transparentes ao centro com diversas fotografias dos monumentos de Brasília como o Palácio da Alvorada, a Capela do Alvorada, os ministérios da Esplanada dos Ministérios, entre outros. Junto às fotografias, há os seguintes títulos nos painéis: Brasília - cresce e empolga; Brasília - silhueta do Progresso; Inversões - de prédios capitais (este último pressupõe-se ser a palavra “prédios”, uma vez que esta não está tão legível). Abaixo dos painéis, pequenos vasos de plantas vermelhas possuem algumas plantas popularmente conhecidas como espada-de-são-jorge (Dracaena trifasciata). À esquerda, um painel comprido do desenho da fachada do Palácio da Alvorada, residência do presidente. À esquerda, um portal azul com as letras ALV sobre o batente do mesmo, provavelmente o início da palavra Alvorada. As paredes do ambiente são brancas com o piso marrom claro.
Mesma exposição e ambiente das fotografias NOV-D-4-4-D-1 (45) e NOV-D-4-4-D-1 (46).
CONTEXTO HISTÓRICO DAS EXPOSIÇÕES:
“Há um grande e permanente interêsse, em todo o mundo, pela edificação da nova capital do Brasil. A obra arquitetônica e urbanística, bem como o alcance econômico, político, administrativo e social de Brasília, são objeto de numerosas reportagens, comentários e estudos nos principais órgãos estrangeiros. A experiência de Brasília, pelo que encerra de novidade revolucionária e de arrojado pioneirismo, é apreciada nos seus pormenores e divulgada em têrmos que satisfazem ao mesmo tempo a atenção dos técnicos, políticos e administradores, e à curiosidade da opinião pública.” (Revista Brasília - nº 8, p. 14, 1957).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.C.2 (12)

Fotografia colorida, formato paisagem. Em primeiro plano, Israel Pinheiro (1896 – 1973) com terno preto, camisa branca e gravata cinza. Ao seu lado encontra-se um homem de costas, não identificado, e outro que aparece de perfil apenas parcialmente, também não identificado. Em segundo planos estão os filhos de Israel Pinheiro, Maria Inês Uchôa Pinheiro e João Virgílio Uchôa Pinheiro. Os dois estão sorridentes e parecem conversar com os homens que não foram identificados. Em terceiro plano, um grande gramado que compõe o cenário da Esplanada dos Ministérios, mais ao fundo, do lado direito, é possível observar um edifício ministerial. Esta imagem foi capturada durante as festividades da inauguração de Brasília.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.20 (15)

Fotografia em cores, formato paisagem. Em primeiro plano, chão de terra que pressupõe ser da Esplanada dos Ministérios devido ao que possivelmente é a Alameda dos Estados do Palácio do Congresso Nacional ao centro da fotografia. Este possui hasteado as 27 bandeiras dos 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal, e foi previamente planejado e inserido nas maquetes de estudo do Congresso Nacional. Ao fundo, da esquerda para a direita, um caminhão, um canteiro de obra com placa de identificação com o nome da construtora ESOL Engenharia Sanitária e Obras a qual foi responsável pela construção do Tribunal de Contas da União entre 1960 e 1966, construções temporárias de aspecto longitudinais, que provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais e outro caminhão. Vários postes de tronco de madeira estão espalhados pelo local. Ao fundo, nota-se a vegetação do Cerrado que se estende pelo horizonte.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.19 (49)

"Imagem em preto e branco, apresentada no formato paisagem, captura a maquete do primeiro anteprojeto do Congresso Nacional, de Oscar Niemeyer, em 1957. A fotografia oferece uma visão única da maquete, revelando a perspectiva arquitetônica da época, onde as cúpulas destacam-se por aberturas estratégicas para iluminação.
A cena abrange as vias laterais, identificadas como Via S1 e Via N1, que circundam o Congresso Nacional. Destaca-se também uma rampa localizada antes da Alameda dos Estados, notavelmente mais próxima do edifício do Congresso em comparação com a configuração atual. Neste projeto inicial, não há uma via específica dedicada ao Congresso, como encontramos nos dias de hoje.
Ao comparar a maquete com a situação atual, observamos a ausência do espelho d'água na frente do Congresso Nacional, um elemento que foi posteriormente incorporado ao design. A imagem sugere que, devido à perspectiva limitada, elementos como rampas, coberturas e o edifício dos anexos para os gabinetes mantêm semelhanças notáveis com a configuração presente.
Monumento sede do poder Legislativo, o Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer. Autoria: Maritza Dantas"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.19 (46)

"A imagem em preto e branco, apresentada no formato paisagem, imortaliza o primeiro anteprojeto de Oscar Niemeyer em 1957, destacando a maquete do Congresso Nacional em Brasília. A fotografia foca na elevação leste e posterior do edifício, proporcionando uma visão ímpar dessa fase inicial do projeto. Apesar de ser o primeiro anteprojeto, as cúpulas retratadas não exibem aberturas, diferindo das imagens anteriores.
Na composição visual, percebe-se distintamente dois platôs no terreno. O primeiro, situado em um nível abaixo, abriga o próprio Congresso Nacional, enquanto o segundo, em posição mais elevada, localiza a esplanada dos ministérios e delimita a área circundante. Essa decisão projetual evidencia a intenção dos arquitetos de conferir imponência ao edifício, ressaltando sua importância como local de deliberação de leis e decisões governamentais.
A cena abrange as vias laterais, identificadas como Via S1 e Via N1, que circundam o Congresso Nacional. Chama atenção também uma rampa posicionada antes da Alameda dos Estados, notavelmente mais próxima do edifício anexo ao Congresso em comparação com a configuração atual. Nesse estágio inicial do projeto, não se delineia uma via específica dedicada ao Congresso, como encontramos nos dias de hoje.
Ao comparar a maquete com a atualidade, nota-se a ausência do espelho d'água na frente do Congresso Nacional, elemento incorporado posteriormente ao design, assim como o jardim de palmeiras situado na parte posterior e ao lado do edifício anexo. A perspectiva limitada da fotografia sugere que elementos como rampas, coberturas, cúpulas e o edifício dos gabinetes mantêm notáveis semelhanças com a configuração presente, proporcionando um vislumbre intrigante da evolução arquitetônica ao longo do tempo.

Monumento sede do poder Legislativo, o Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
Autoria: Maritza Dantas"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.19 (45)

"A imagem em preto e branco, apresentada no formato paisagem, a fotografia apresenta a elevação oeste e frontal do Congresso Nacional, situado em Brasília, correspondendo ao primeiro anteprojeto de Oscar Niemeyer em 1957. A fotografia proporciona uma visão singular da maquete, revelando a arquitetura marcante da época, com as cúpulas se destacando por aberturas estratégicas para iluminação.
A cena abraça as vias laterais, conhecidas como Via S1 e Via N1, que envolvem majestosamente o Congresso Nacional. Destaca-se uma rampa situada antes da Alameda dos Estados, notavelmente mais próxima do edifício do Congresso em comparação com a configuração atual. Nesse estágio inicial do projeto, não se delineia uma via específica dedicada ao Congresso, diferenciando-se da organização viária que observamos nos dias de hoje.
Ao comparar a maquete com a situação atual, notamos a ausência do espelho d'água na frente do Congresso Nacional, um elemento que foi posteriormente incorporado ao projeto. A imagem sugere que, devido à perspectiva limitada, elementos como rampas, coberturas e o edifício dos anexos para os gabinetes mantêm notáveis semelhanças com a configuração presente.

Monumento sede do poder Legislativo, o Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
Autoria: Maritza Dantas"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.19 (44)

"A fotografia em preto e branco, apresentada no formato paisagem, oferece uma perspectiva única da maquete do primeiro anteprojeto, de 1957, destacando a cúpula e as camadas intrincadas destinadas à construção do plenário da Câmara dos Deputados. A imagem revela, aberturas estratégicas nas cúpulas e a visão interna do plenário, proporcionando um vislumbre detalhado do projeto arquitetônico.
Com base na tese de doutorado de Elcio Gomes, a explicação detalhada destaca como o projeto foi concretizado. Os volumes das cúpulas de revolução desempenham um papel central, definindo os principais elementos espaciais. O estudo da fase de concepção revela a solução geométrica adotada para a cúpula do Senado, caracterizada por uma curva parabólica, com vértice limitado a uma altura de 9,85 metros e pontos extremos determinados por um diâmetro de 39 metros.
A estrutura é engenhosamente resolvida para aproveitar os potenciais de resistência oferecidos pela forma estrutural, permitindo vencer grandes vãos com o mínimo de material necessário. A casca da cúpula apresenta uma espessura mínima de 14 centímetros nos meridianos superiores, aumentando para 50 centímetros na região de máxima compressão próxima ao anel de contenção dos esforços horizontais, próximo à base de contato com a plataforma. Isso resulta na transmissão eficiente de cargas verticais aos pontos de contato e apoios.
Assim, a imagem não apenas documenta a fase inicial do projeto, mas também proporciona uma visão detalhada da execução e resolução estrutural, destacando a engenhosidade por trás da materialização do anteprojeto.

Monumento sede do poder Legislativo, o Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
Autoria: Maritza Dantas"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.19 (43)

"A fotografia em preto e branco, apresentada no formato paisagem, proporciona uma visão única da maquete da cúpula do congresso nacional, primeiro anteprojeto datado de 1957. A imagem destaca a cúpula e as camadas construtivas destinadas à edificação do plenário da Câmara dos Deputados, focando especialmente na parte interna da cúpula, o que explica a ausência da camada de cobertura na fotografia da maquete.
A narrativa se aprofunda com base na tese de doutorado de Elcio Gomes, fornecendo uma explicação minuciosa sobre a concretização do projeto. Os volumes das cúpulas de revolução emergem como protagonistas, definindo os elementos espaciais essenciais. O estudo da fase conceitual revela a solução geométrica adotada para a cúpula do Senado, caracterizada por uma curva parabólica com vértice limitado a 9,85 metros de altura e pontos extremos determinados por um diâmetro de 39 metros.
A engenhosidade estrutural se destaca na resolução do projeto, aproveitando os potenciais de resistência oferecidos pela forma, permitindo vencer grandes vãos com o mínimo de material necessário. A casca da cúpula exibe uma espessura mínima de 14 centímetros nos meridianos superiores, que se amplia para 50 centímetros na região de máxima compressão próxima ao anel de contenção dos esforços horizontais, próximo à base de contato com a plataforma. Isso resulta em uma transmissão eficiente de cargas verticais aos pontos de contato e apoios.
Dessa forma, a imagem não apenas documenta a fase inicial do projeto, mas também oferece uma visão detalhada da execução e resolução estrutural, destacando a engenhosidade por trás da materialização do anteprojeto.

Monumento sede do poder Legislativo, o Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer. Autoria: Maritza Dantas"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.19 (29)

"Fotografia em preto e branco, capturada em orientação paisagística, oferece uma visão singular da fachada oeste da maquete do Palácio do Planalto. Apesar da visão detalhada ser limitada, uma análise minuciosa, baseada na tese de doutorado do Dr. Elcio Gomes, permite deduzir que se trata do segundo anteprojeto da sede do poder executivo, uma obra marcante desenvolvida pelos renomados arquitetos Oscar Niemeyer e Nauro Esteves em 1958, representando uma fase crucial na evolução da arquitetura da capital brasileira.
O palácio, com sua imponente forma de bloco retangular, é destacado pela presença de nove colunas em ambas as fachadas frontal e posterior. Estas colunas possuem uma peculiar forma de tronco cônico invertido, estreitando-se elegante em direção ao topo, distinguindo-se da primeira versão do projeto. Notavelmente, as fachadas oeste e leste carecem dessas colunas, com as janelas da fachada oeste proporcionando uma vista desimpedida para o Congresso Nacional.
A partir da fotografia, é possível inferir a existência de múltiplos pavimentos, incluindo subsolo, térreo, segundo, terceiro e quarto andares. A disposição das esquadrias apresenta semelhanças com a configuração atual, sugerindo uma continuidade na essência arquitetônica ao longo do tempo.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO PLANALTO: Projetada pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), teve os jardins e espelho d’água de autoria do paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) em 1991, Fausto Favale foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP). As obras iniciaram no dia 10 de julho de 1958 e o palácio presidencial foi inaugurado em 21 de abril de 1960. O prédio que ocupa o limite norte da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Foi um dos primeiros edifícios construídos, considerado o principal símbolo da transferência da Capital Federal do Rio de Janeiro para Brasília, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). Autoria: Iris Castro"

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.19 (27)

"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem de um mapa esquemático de locação do Plano Piloto de Brasília (PPB), projetado por Lucio Costa (1902-1998). No desenho são destacadas algumas áreas importantes para o protejo, tais como o Brasília Palace Hotel e o Palácio da Alvorada (nas proximidades do Lago Paranoá), a Esplanada dos Ministérios e o Congresso Nacional (ao centro do PPB), as primeiras superquadras da Asa Sul e as primeiras quadras 700. Além disso, uma pista, que futuramente integraria a Estrada de Hotéis e Turismo, cruza a diagonal do mapa e se encerra percorrendo o perímetro das duas primeiras edificações mencionadas. Por último, no canto inferior direito, há a legenda do mapa, ilegível na fotografia.

Informações adicionais sobre a Esplanada dos Ministérios: Inserida no vértice superior do triângulo equilátero, encontra-se o retângulo que se expande, à frente, em largura e irá compor a região que abarca os diversos Ministérios, que mudam ocasionalmente com a alteração de governos e a Catedral. Esplanada dos Ministérios, no sentido leste-oeste do Plano Piloto, estão os edifícios administrativos (prédios ministeriais) correspondente aos Ministérios, composto de vigas e pilares metálicos, totalmente envolvidos por concreto. (sem esquadrias)

Informações adicionais sobre a Estrada de Hotéis e Turismo: No trecho da península sul do Lago Paranoá, encontram-se o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel. Um pequeno trecho de via, do que futuramente se tornaria a Estrada de Hotéis e Turismo, no Setor de Hotéis de Turismo Norte - SHTN.

Informações adicionais sobre o Palácio da Alvorada: O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

Informações adicionais sobre as Superquadras: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.

Informações adicionais sobre o Brasília Palace Hotel: O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), o BPH teve sua inauguração em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958, o BPH, foi um habitual ponto de encontro para os pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada do terceiro andar e sua reconstrução só foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008)."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

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