Esplanada dos Ministérios (Brasília, DF)

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Esplanada dos Ministérios (Brasília, DF)

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NOV.B.2 (706)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-706
  • Item
  • 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, registro aéreo. Imagem enquadrando os três monumentos que constituem a Praça dos Três Poderes, praça cívica onde se reúnem três importantes monumentos da política brasileira, projetada em formato de triângulo equilátero, inspirada na ideia do equilíbrio entre os 3 poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário; cunhada por Montesquieu. Na porção central da imagem está o canteiro de obras do Palácio do Congresso, monumento sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer. O palácio está em estágio inicial de construção, com algumas estruturas de madeira já posicionadas, no local onde será erguido o monumento. Próximo à estrutura em construção está a estrutura de agrupamentos de canteiros e instalações de apoio aos trabalhadores da construção da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e da construtora Nacional. Em segundo plano, na porção central, é possível ver estacas de madeira dispostas de maneira enfileirada no terreno da Praça dos Três Poderes. À direita da praça, nota-se o canteiro de obras do Supremo Tribunal Federal, monumento sede do poder Judiciário, construção em estágio inicial, destacando mais as estruturas temporárias de agrupamentos de canteiros e instalações de apoio aos trabalhadores da construção, da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e da construtora Rabello S.A.. À esquerda da praça, destaca-se um protótipo dos pilares das fachadas frontal e posterior do Palácio do Planalto, monumento sede do Poder Executivo, o prédio em formato retangular, possui quatro andares, mais um subsolo e um anexo semienterrado, tem 36 mil metros quadrados; a arquitetura do palácio tem como principais características a pureza das linhas, com predomínio de traços horizontais, e a mescla entre curvas e retas, tais colunas, transmitem um aspecto de suspensão à cortina de vidro que compõem o corpo do palácio. Esse pilar foi feito de madeira e serviu para estudo de volumetria para Oscar Niemeyer, que depois de analisar a forma modificou o ângulo de parabole deixando o pilar mais estreito (Palácio do Planalto - Entre o concreto e o cristal, p.105, 106). Próximo ao protótipo vê-se as estruturas temporárias de agrupamentos de canteiros e instalações de apoio aos trabalhadores da construção, da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e da construtora Pacheco Fernandes Dantas ltda. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.

Untitled

NOV.B.2 (705)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-705
  • Item
  • 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, registro aéreo. Imagem da porção de terra delimitada para a construção do Palácio do Planalto, em chão de terra batida, resultado do processo de terraplenagem; sede do Poder Executivo, o prédio em formato retangular, possui quatro andares, mais um subsolo e um anexo semienterrado, tem 36 mil metros quadrados; a arquitetura do palácio tem como principais características a pureza das linhas, com predomínio de traços horizontais, e a mescla entre curvas e retas, tais colunas, transmitem um aspecto de suspensão à cortina de vidro que compõem o corpo do palácio. Em duas faixas paralelas é possível ver marcações no chão, com furos cobertos por grades de madeira, para a implantação da fundação do palácio presidencial.

Untitled

NOV.B.2 (700)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-700
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Vista panorâmica da Praça dos Três Poderes, no lado esquerdo, em primeiro plano, situa-se uma via temporária com um Escrêiper vagando por ela, sua extensão chega até a sede do Legislativo. Postes de madeira, encadeados à direita, acompanham toda a via do trecho não pavimentado que desemboca adjunto a um amontoado de terra, próximos a essa localidade, estão dois automóveis transitando em direção a Praça dos Três Poderes. Ao centro, situam-se os depósitos de aspecto longitudinal, que provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais. Mais ao fundo, localizam-se as duas rampas externas do Congresso Nacional, uma delas oferece acesso à base da sede do Legislativo, é possível notar no canto direito extremo, o processo cimbramento, adjacente, a um solo bastante acidentado. A outra oferece acesso às cúpulas emblemáticas da Câmara dos Deputados, de maior dimensão, sem revestimento e com andaime rente a parede externa. É possível visualizar ainda, os trabalhadores manipulando os recursos da obra na cobertura e, abaixo, mais operários preparando materiais da obra. Já o Senado está em estágio de acabamento encontra-se com a forma original. Mais atrás, ressalta-se os monumentais edifícios administrativos, verticalizados de 92 metros, ainda não concluídos com presença de estruturas temporárias e sem a vedação completa. A parte inferior de ambas as grandes edificações está sendo iniciado seu revestimento. Destoa-se no lado esquerdo, a presença da plataforma de proteção, que possui a função de evitar a queda de pessoas, ferramentas e materiais. Tal estruturação aparece, externamente, a cada sete pavimentos. Nos pavimentos iniciais, verifica-se a construção da vedação das empenas. Adjacente ao Congresso Nacional, pousa o Eixo Monumental, sem pavimentação concluída, esse trecho alonga-se por todo o terreno. O Palácio do Planalto, sobressai, com a predominância de diversas escoras em toda a sua malha estrutural e também nas colunas-curvas emblemáticas, revestidas de mármore branco texturizado, sem ornamentos, que remetem à forma de velas de barco. Atrás do Congresso Nacional, cercado de estruturas provisórias que bloqueiam a visão do Museu da Cidade e seu formato característico das vigas que formam um bloco de concreto de 35 metros de comprimento e cinco de largura. O Supremo Tribunal Federal, é possível observar apenas uma fachada da série de colunas-curvas encadeadas, contrárias ao sentido do Palácio do Planalto, com formato que remete a velas de barco. Próximo no sentido sul, está um grande descampado de terra de chão batido. Atrás das construções, é possível observar vegetação do Cerrado que se estende na linha do horizonte (fitofisionomia não identificável), em que é possível observar trechos campestres e outros com presença de árvores.

Untitled

NOV.B.2 (7)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-7
  • Item
  • 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem. Vista panorâmica do Cerrado Nativo que concentra manchas à direita do Eixo Monumental (já pavimentado). Apenas uma amostra da parte direita do triângulo equilátero, detém todos os lados iguais simbolizando o caráter independente de cada poder da teoria de Montesquieu, em cada vértice estarão os monumentos relacionados aos Três Poderes: Congresso Nacional (Legislativo), Supremo Tribunal Federal (Judiciário) e Palácio do Planalto (Executivo). Galpões e depósito estão construídos, da esquerda e direita, estão próximos do Eixo Monumental, do vértice inferior e mais ao fundo. Fora da região do triângulo equilátero, ao fundo, há uma densa Mata de Galeria.

Untitled

NOV.B.2 (678)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-678
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Vista aérea da Praça dos Três Poderes com sua disposição espacial em forma de triângulo, o qual detém todos os lados iguais simbolizando o caráter independente de cada poder da teoria de Montesquieu, cada vértice estará os monumentos relacionados aos Três Poderes: Congresso Nacional (Legislativo), Supremo Tribunal Federal (Judiciário) e Palácio do Planalto (Executivo). O solo apresenta-se bastante degradado e modificado urbanisticamente. No primeiro terço, situa-se um terreno bastante degradado em trecho inicial, ao meio, destaca-se uma grande via, perpassando o terreno, a qual enverga-se de tal forma que assemelha-se a uma ponta de um vértice de triângulo. Na parte externa, localiza-se o Palácio do Planalto com a cobertura sem revestimento completo, com a rampa externa e Parlatório em processo de construção. Circundando o monumento, encontram depósitos de aspecto longitudinal, que provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais. Ao lado localiza-se o Eixo Monumental, ainda não pavimentado, o qual estende-se por todo o terreno. Acima da sede do Executivo, nota-se fragmentos de cerrado típico (cerrado sentido restrito). No segundo terço, ressalta-se o Congresso Nacional, os seus monumentais edifícios administrativos, verticalizados de 92 metros, ainda não concluídos com presença de estruturas temporárias em processo de cimbramento, que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras. Suas cúpulas emblemáticas (Câmara dos Deputados, de maior dimensão apenas com a base circular, sem revestimento e virado à cima e do Senado de menor proporção virado para baixo, com pilar deslocado) possuem um traço delicado que contrasta com as colunas simétricas e dão um aspecto de beleza as torres. Circundando a sede do Legislativo estão mais depósitos temporários. No terceiro terço, destaca-se o Supremo Tribunal Federal, com suas colunatas harmoniosas, série de colunas-curvas encadeadas, é possível visualizar somente (no lado esquerdo), contrárias ao sentido do Palácio do Planalto, com formato que remete a velas de barco. A cortina de vidro (componente construtivo de vedação, composto por vidros fixados em malha de perfis metálicos contínuos, que se desenvolvem no sentido da altura e/ou da largura da fachada da edificação, por pelo menos dois pavimentos), localizada ao meio, é dividida nos dois planos horizontais e por pilares verticais que transmite a sensação de suspensão. À frente, encontra-se uma rampa externa, em acaba localizada no meio da fachada, criando uma perfeita simetria com os pórticos. Próximo ao monumento, localiza uma outra grande via, perpassando o terreno, a qual enverga-se assumindo uma forma pontiaguda. No trecho inicial ocorre um cruzamento dessas vias. Em geral, é possível notar que o terreno apresenta bastante erosão e está bastante danificado.

Untitled

NOV.B.2 (664)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-664
  • Item
  • 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, no formato paisagem. Imagem enquadrando a Praça dos Três Poderes, o Palácio do Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto; todos inseridos em uma espaço delimitado de acordo com o projeto de Lucio Costa e passado pelo processo de terraplenagem; margeando as obras da praça e dos palácios é possível ver estruturas de acampamento da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e das construtoras responsáveis pela obra dos monumentos. Na porção superior da imagem aparece o terreno de obras do Palácio do Planalto em estágio inicial de obras, sede do poder Executivo, o prédio em formato retangular, possui quatro andares, mais um subsolo e um anexo semienterrado, tem 36 mil metros quadrados; a arquitetura do palácio tem como principais características a pureza das linhas, com predomínio de traços horizontais, e a mescla entre curvas e retas, tais colunas, transmitem um aspecto de suspensão à cortina de vidro que compõem o corpo do palácio; à direita o palácio presidencial é margeado por vegetação de sentido restrito e logo à frente da fachada frontal passa uma via de terra que viria a se tornar a via N1 do Eixo Monumental. Na porção central da imagem, à esquerda está o terreno da Praça dos Três Poderes, praça cívica onde se reúnem três importantes monumentos da política brasileira, projetada em formato de triângulo equilátero, inspirada na ideia do equilíbrio entre os 3 poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário; cunhada por Montesquieu; dispostas na praça estão materiais de obra. Ainda na porção central à direita aparece uma depressão de terra que em 1988 viria a se tornar o Parque Bosque dos Constituintes, um local de grande significado histórico por homenagear os membros da Assembleia Nacional Constituinte. Esses parlamentares foram pioneiros ao incluir, na Constituição Federal, um artigo inteiramente dedicado à proteção do meio ambiente - o 225. Na porção inferior da imagem aparece o terreno de obras do Palácio do Supremo Tribunal Federal em estágio inicial de obras, monumento sede do poder Judiciário, com suas colunatas harmoniosas, série de colunas-curvas encadeadas, em duas fachadas do edifício (faces leste e oeste), contrárias ao sentido do Palácio do Planalto, com formato que remete a velas de barco. A cortina de vidro (componente construtivo de vedação, composto por vidros fixados em malha de perfis metálicos contínuos, que se desenvolvem no sentido da altura e/ou da largura da fachada da edificação, por pelo menos dois pavimentos), localizada ao meio, é dividida nos dois planos horizontais e por pilares verticais que transmite a sensação de suspensão. À frente, encontra-se uma rampa externa, localizada no meio da fachada, criando uma perfeita simetria com os pórticos. (7 colunas). No canto superior direito é possível observar parte da vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).

Untitled

NOV.B.2 (631)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-631
  • Item
  • maio de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista diagonal da Capela do Palácio da Alvorada. Em primeiro plano, chão de terra batida com a presença de algumas mudas arbóreas já plantadas no solo. Ao centro, a Capela praticamente finalizada, podendo visualizar suas paredes curvilíneas de concreto armado já com revestimento e a janela em fita de vidro na sua base, no acesso ao subsolo da obra. Mais ao fundo, à esquerda da fotografia, uma das colunas da fachada principal do Palácio da Alvorada está isolada e adjacente à rampa de acesso principal à Capela. Ao fundo, da esquerda para a direita, fitofisionomia do Cerrado e parte da Esplanada do Ministérios em fase de construção, como as torres do Palácio do Congresso Nacional da Praça dos Três Poderes e alguns edifícios dos ministérios.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (608)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-608
  • Item
  • 1958
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro aéreo do Plano Piloto em Brasília-DF, durante os primeiros anos de construção da capital, entre 1956 e 1960. No registro, de baixo para cima, a passagem do Rio Paranoá, local onde veio a ser preenchido o Lago Paranoá, estando em evidência a Península Sul do Lago, região em que se encontram o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel em fase de obra. Nas imediações de todo o contexto de obra do que viria a ser a península sul do lago, pequenas estradas vicinais direcionam caminhos para o oeste com sentido Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios e o ponto de cruzamento entre os dois eixos – Eixo Monumental (Via S1 e N1) e o Eixo Rodoviário (DF-002) –, que se tornaria a Plataforma Rodoviária, estando ainda em processo de obra. A poucos quilômetros do Eixo Monumental, à direita, notam-se alguns pequenos alojamentos, possivelmente, destinados aos operários responsáveis pelas construções. O cruzamento entre as vias é evidenciado em pleno processo de obra, o rearranjo topográfico, demarcações realizadas e movimentações de terra se apresentam avançados, mas sem asfaltamento. O Eixo Rodoviário se dispõe apenas no sentido sul, logo, a Asa Sul, esta que foi desenvolvida antes da Asa Norte. Consequentemente, os primeiros conjuntos residenciais foram construídos na Asa Sul. No quadrante superior esquerdo, observam-se edifícios sendo construídos, referentes às superquadras modelo – 107, 108, 307, 308 sul – construídas primeiro que as demais. A disposição dos conjuntos residenciais e a trama viária se deram no plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital através do eixo rodoviário, este que, segundo a edição “arquitetura e engenharia” da Revista Brasília (PINHEIRO, 1960, p. 9), “foi arqueado, de acordo com a topografia local, e veio a formar o tronco da circulação, livre de cruzamento graças ao recurso dos trevos e passagens de nível, que conduz às superquadras residenciais, estabelecidas em ambos os lados seus” que, conforme relatou Lucio Costa em uma das edições da Revista Brasília de 1957, “o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento” (PINHEIRO, 1957, p. 10). No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. No quadrante superior, na extremidade norte do Eixo Monumental, o vislumbre do que configura a Praça do Cruzeiro. Em todo o registro, diversas vias vicinais de interligação realizam parte dos percursos auxiliares de conexões entre as dinâmicas de construção dos primeiros anos de construção de Brasília, facilitando o transporte de suprimentos e materiais, passagens de veículos e maquinários. Por toda imagem é possível identificar vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico.

Untitled

NOV.B.2 (5)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-5
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem. Vista lateral da formação do terrapleno, técnica oriental milenar que busca a nivelação do solo, para a preparação da localidade correspondente a Praça dos Três Poderes. O desenho elaborado da forma do triângulo, detém todos os lados iguais simbolizando o caráter independente de cada poder da teoria de Montesquieu, em cada vértice estão os monumentos, com estrutura inacabada; presença de andaimes e sem pintura, relacionados aos Três Poderes: Congresso Nacional (Legislativo, à superior), Supremo Tribunal Federal (Judiciário, à esquerda) e Palácio do Planalto (Executivo, à direita). Nota-se a concentração de materiais de construção no canto direito do Palácio do Planalto. Alojamentos e galpões de tintura branca localizam-se logo atrás do terrapleno da sede do Executivo e rodeiam também o Supremo Tribunal Federal. Na interseção dos dois monumentos localizados nos vértices inferiores, mais materiais de construção estão enfileirados ao longo do terreno, além disso , destaca-se o Eixo Monumental que ainda está sem a pavimentação completa. No vértice superior, ao redor, do Congresso Nacional há a preparação do terreno para a formação do futuro jardim do Burle Marx. No canto superior esquerdo da foto, é possível visualizar uma pequena amostra de Cerrado.

Untitled

NOV.B.2 (410)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-410
  • Item
  • 1958 - 21/04/1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista de uma das fachadas do Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília. Em primeiro plano, contrapiso da Praça dos Três Poderes e em segundo plano, trabalhadores, caminhão, a fachada do Museu da Cidade que é voltada para a Praça dos Três Poderes toda revestida em mármore branco e sem o espaço do local onde a escultura da cabeça do então presidente Juscelino Kubitschek (período do governo 1956-1961) ficará nesta fachada. A mesma possui a frase de JK sobre a transferência da capital: “Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino. Brasília, 2 de outubro de 1956 – Juscelino Kubitschek de Oliveira”; uma escada apoiada sobre a fachada do edifício, amontoado de pedras portuguesas, provavelmente para a pavimentação do piso da Praça dos Três Poderes. Ao fundo, é possível ver parte cúpula da Câmara dos Deputados no Palácio do Congresso Nacional e um dos ministérios da Esplanada dos Ministérios ainda em construção.
CONTEXTO HISTÓRICO DO MUSEU DA CIDADE:
O Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília, localizado na Praça dos Três Poderes durante a construção de Brasília, é um projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012), de concreto armado e revestido de mármore branco oriundo da cidade de Cachoeiro do Itapemirim (ES), realizada pela Construtora Rabello S/A. O edifício é do tipo monobloco pavilhonar em balanço, estruturado por dois pilares levemente deslocados para uma das laterais e um par de vigas que formam um bloco de concreto de 35 metros de comprimento e cinco de largura, revestido em mármore branco. Na porção voltada para a Praça dos Três Poderes, há afixada na fachada a escultura com o rosto do então presidente Juscelino Kubitschek (período do governo 1956-1961) em pedra sabão de autoria do artista mineiro José Alves Pedrosa (1915-2002), além de uma à direita da escultura, frase em homenagem à JK sobre a nova capital, Brasília: “Ao presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que desbravou o sertão e ergueu Brasília com audácia, energia e confiança, a homenagem dos pioneiros que o ajudaram na grande aventura.” Esse foi construído para abrigar documentos referentes à história da transferência da capital e foi inaugurado em 21 de abril de 1960, junto com a inauguração da nova capital, como monumento comemorativo da instalação do Governo Federal em Brasília. Este grande bloco é apoiado em uma estrutura que abriga a escada que leva ao seu interior, onde paredes em mármore exibem 16 painéis que contam a história da mudança da capital, desde o processo de interiorização em 1789 até a transferência efetiva para o Planalto Central em meados dos anos 50 (CASTELO, 1999). O edifício, tombado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 1982 e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2007, serve de suporte de uma narrativa que intercala dados históricos, culturais e urbanísticos (SOARES, 2017).
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