Eixo Monumental

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NOV.B.18 (67)

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Representante digital contém manchas brancas e marcas de ressecamento ou risco na imagem. Vista aérea das três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, nota-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), com trechos mais rasteiros devido a intervenção humana, e trechos ainda pouco modificados, evidente na lateral esquerda. Além disso, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). No quadrante superior esquerdo estão os blocos residenciais das quadras 200 e 400, enquanto que no quadrante superior direito estão blocos das quadras 100 e 300, e alguns prédios comerciais e alojamentos de apoio ao canteiro de obras mais ao centro (provável quadra 104 sul). Nas vias é possível ver carros transitando nas faixas, um caminhão e um carro menor fazendo as tesourinhas (trevos feitos para a entrada de quadras). No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (64)

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Representante digital contém manchas brancas e marcas de ressecamento ou risco na imagem. Vista aérea das três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível ver árvores esparsas do Cerrado. Além disso, no canto inferior direito nota-se cerrado típico ainda parcialmente preservado e ao fundo das construções a vegetação do Cerrado se estende, com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada). No quadrante superior esquerdo estão os blocos residenciais das quadras 200 e no quadrante superior direito estão blocos das regiões 100 e 300, e alguns prédios comerciais. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.

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NOV.B.18 (62)

Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. No registro é possível ver que a pista principal do Eixo Rodoviário Sul, denominada popularmente por eixão, já foi planificada e recebeu postes de iluminação urbana em sua extensão. À esquerda da pista central estão alguns blocos residenciais com a estrutura pronta, restando a aplicação de revestimentos e esquadrias. Entre os blocos e a pista central, carros se locomovem na pista marginal (eixinho). É possível ver mais carros estacionados nas áreas da superquadra. Na linha do horizonte, tem-se mais prédios já construídos. A vegetação em sua maioria já foi modificada, restando apenas poucas mudas ou árvores já existentes do Cerrado com fins paisagísticos, evidentes nas laterais da pista central. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (61)

" Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas ao Eixo Rodoviário Sul (eixão), registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. No registro é possível ver que a pista principal do Eixo Rodoviário Sul, denominada popularmente por eixão, já foi planificada, recebeu a delimitação da via (meios-fio) e postes de iluminação urbana em sua extensão. No limite esquerdo da imagem, estão 4 blocos residenciais e um ainda em fase estrutural. Dois destes blocos são, possivelmente, os blocos construídos pelo Instituto de Previdência (IAPI). “Pioneiro de Brasília, com a construção e a instalação de um hospital que está atendendo a tôdas as necessidades médicas de Brasília e dos municípios vizinhos, o IAPI se dedica, atualmente, à construção dos conjuntos residenciais nas super-quadras 105 e 305, na asa do lado sul da cidade. Na quadra 105, com 11 blocos, 8 blocos de 82.44m e 3 de 68.09m de comprimento, os apartamentos serão de dois tipos, com área de 199 e 166 metros quadrados, respectivamente. Na quadra 305, com 14 blocos, as unidades também serão de 2 tipos, com um mínimo de 66 metros quadrados de área, possibilitando boa moradia aos de menores posses. O total das unidades previstas é de 1200 apartamentos.” (Diário de Brasília 1958, p.34 e 35). Abaixo dos blocos da esquerda, dois carros estão estacionados. Ao fundo dos postes do lado esquerdo da pista, dois prédios estão em fase estrutural na região do Setor Comercial Sul, prédios estes que correspondem ao BNDES (maior) e ao edifício Seguradoras (menor). Andando em direções diferentes na pista central estão três homens de camisa clara e calças escuras. Na lateral esquerda há jardim delimitado por calçadas, composto de gramíneas com árvores esparsas e ao centro e na lateral direita, a vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito) se estende. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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NOV.B.18 (60)

Fotografia colorida em formato paisagem retrata parte da área correspondente à extensão do Eixo Monumental. Na região central da imagem, observa-se as vias S1 e N1 se abrindo e se conectando à região delimitada para a Rodoviária de Brasília, para a Praça dos Três Poderes e Congresso Nacional. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento. ”Sobre o Congresso Nacional e sua composição, conforme exposto por Oscar Niemeyer (1907-2012) (1957): “o objetivo de reunir as duas casas do Congresso num só edifício, visa a dar solução mais racional e econômica ao problema, sem prejuízo da independência que lhes é indispensável, permitindo, ainda, adotar para os serviços comuns (garagem, restaurante, biblioteca, salas de estar, etc.) instalações mais perfeitas e amplas. Por outro lado, estudados num só bloco, Senado e Câmara constituirão um conjunto monumental capaz de dominar, como desejável, as demais construções da cidade.” “Arquitetonicamente, um prédio como o do Congresso Nacional deve ser caracterizado pelos seus elementos fundamentais. Os dois plenários são no caso êsses elementos, pois nêles é que se resolvem e decidem os grandes problemas do país. (...) Ao fundo, contrariando a linha horizontal da esplanada, erguem-se os blocos administrativos, que são os mais altos de Brasília" (Niemeyer apud Silva, 2007, p.11). Já com relação à Rodoviária de Brasília, sua proposta foi de evitar o congestionamento e Cruzamento de vias, permitindo que o fluxo viário não fosse interrompido. Suas obras iniciaram-se em dezembro de 1958, com execução da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), contendo uma plataforma de 9m de altura em 1400 toneladas de aço para concreto protendido. Nas margens, ao redor das vias de terra batida, há vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito) e também trechos com vegetação mais rasteira, indicando que houve intervenção humana nessas áreas.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (57)

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações da W3 Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. À esquerda da via principal W3 Sul, encontram-se algumas casas da Caixa Econômica ou da ECEL construídas de maneira paralela à via. Nos demais loteamentos, observa-se preparação do terreno para receber mais casas no mesmo formato. No limite esquerdo da pista estão diversas tubulações para o sistema drenagem, escoamento e distribuição de água da região. Três pessoas caminham em direção ao limite inferior da fotografia. Mais acima, na mesma pista, quatro agrupamentos de pessoas caminham. À direita da pista estão uma sequência de tonéis destinados para as diversas construções ali iniciadas. Na região de terra seca batida, localizada nas quadras 500, edificações comerciais já estavam em processo de lajeamento e concretagem de suas estruturas. Atrás das mesmas, uma delimitação de pista destinada para a W2 sul - via que passa por detrás das edificações comerciais e fica à frente dos blocos residenciais das quadras 300. Vegetação típica do cerrado (cerrado sentido restrito) está presente entre as construções, com aspecto mais ralo devido a intervenção antrópica, em que nota-se área mais preservada no canto esquerdo. As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (56)

" Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações da W3 Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. À esquerda da via principal W3 Sul, encontram-se as casas populares geminadas de 3 quartos e 80m² construídas pela Fundação da Casa Popular (FCP), na altura das quadras 700. Algumas construções institucionais e comerciais já estavam erguidas na região das quadras 900, acima das casas brancas. Vegetação típica do cerrado (cerrado sentido restrito) está presente entre as construções, com aspecto mais ralo devido a intervenção antrópica, em que nota-se áreas mais preservadas na lateral direita e no canto esquerdo. À direita das pistas principais ao centro, foram feitas as delimitações/loteamentos para as construções comerciais das quadras 500. É visível que um agrupamento/alojamento se localiza em um dos lotes, com algumas pessoas caminhando nos arredores. À frente, na pista à esquerda, vê-se um Jeep Willys, um agrupamento de pessoas caminhando e uma caminhonete atrás. No quadrante superior direito estão localizados os blocos residenciais das quadras 300 e 100. As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (55)

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro térreo do processo de terraplenagem do Eixo Monumental próximo a Praça dos Três Poderes, em Brasília-DF, durante os primeiros anos de construção da capital (1956-1957). Parte da extensão do processo de aplainamento para posterior asfaltamento do Eixo Monumental e Praça dos Três Poderes. A terra batida se faz evidente em grande parte do registro, evidenciando marcas de passagem dos maquinários responsáveis pelo processo de terraplenagem. A via Eixo Monumental se configura por ser uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte. Na via, algumas marcações com pedaços de madeira delimitam os eixos e canteiros: pequenos tocos colocados perpendicularmente à via e galhos finos delimitando as delimitações. Ao fundo no registro, um talude arenoso separa o solo terraplanado, possivelmente se tratando de umas das vias S1 e N1 do Eixo Monumental. Um ônibus e um carro transitam na via, aparentando estar asfaltado, logo, em funcionamento, enquanto mais ao fundo, árvores esparsas de médio porte percorrem o canteiro lateral da estrada.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (54)

"Fotografia espelhada colorida em formato paisagem. Representante digital com riscos e manchas amareladas. Registro aéreo do eixo rodoviário sul em asfaltamento (popularmente conhecido como eixão e eixinhos), durante os primeiros anos de construção de Brasília, nos anos de 1957 e 1958, com as superquadras em plano de fundo. A disposição das tramas viárias e dos conjuntos residenciais se deram no plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital através do eixo rodoviário, este que, segundo a edição “Arquitetura e Engenharia” da Revista Brasília (Pinheiro, 1960, p. 9), “foi arqueado, de acordo com a topografia local, e veio a formar o tronco da circulação, livre de Cruzamento graças ao recurso dos trevos e passagens de nível, que conduz às superquadras residenciais, estabelecidas em ambos os lados seus”. Conforme relatou Lucio Costa em uma das edições da Revista Brasília de 1957, “o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). As três faixas estão em etapas diferentes de construção, da esquerda para a direita (considerando o fato da fotografia estar espelhada): o eixinho oeste (ERW - Sul) é definida por duas faixas, as quais uma está asfaltada e a outra está aplainada mas sem asfaltamento - ainda em terra batida -, um veículo azul transita na via não pavimentada; o eixinho leste (ERL - Sul) não apresenta processo de pavimentação, com as duas vias apenas demarcadas em terra batida; a via central, conhecido como eixão, tem sua área de domínio maior e apenas parte dela está pavimentada, enquanto restante da via está em terra batida aplainada e a outra apenas demarcada, cinco veículos transitam pela parte asfaltada da rodovia. Entre as três vias, no centro do registro, tubos de concreto espalhadas entre os canteiros centrais e laterais. A construção das pistas do Eixo Rodoviário de Brasília e suas pistas marginais (que recebem a alcunha de eixão - pista central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da pista central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio). Ao fundo da fotografia, na linha do horizonte, parte da escala edilícia das superquadras construídas dos dois lados das vias, com os conjuntos de maior altura próximos do eixo rodoviário, a escala se dispersa conforme se distancia do centro para a esquerda do registro, até chegar às residências térreas do Setor de Habitações Individuais Geminadas Sul - SHIGS. Os conjuntos residenciais das superquadras, conforme descritas por Lucio Costa (1902-1998), foram denominadas e pertencentes a Escala Residencial, sendo esta constituída de “superquadras, quadriláteros medindo 240 x 240 ms., rodeada por uma área arborizada de 20 m de largura e localizadas de cada lado do eixo monumental Norte-Sul” (Pinheiro, 1960, p.73). Entre os intervalos das pistas centrais e laterais e grande parte da extensão fotográfica, é possível ver parte de vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), e ao fundo a vegetação do Cerrado se estende (fitofisionomia não identificada).
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NOV.B.18 (53)

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro térreo do trabalho de terraplenagem do Eixo Rodoviário, nos primeiros anos de construção de Brasília, entre 1956 e 1958. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos viários principais se Cruzam em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957) sobre o eixo, relata-se que, “desse modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer Cruzamento” (Pinheiro, 1957, p. 10). No registro, na extensão da via com solo de terra batida, caracteriza-se o processo de terrapleno recente devido às marcas de passagem dos maquinários no solo. As margens da via, montantes de terra separam a vegetação nos canteiros laterais da área em processo de nivelamento. Ao fundo, às margens da via de terra, à direita, é possível identificar uma placa no sentido oposto ao do registro. No quadrante direito, após a vegetação e a direita da via, um edifício em processo de construção caracteriza-se pelo seu esqueleto estrutural ainda aparente, não havendo a presença de esquadrias e fachadas, estando sem detalhamentos externos, com fachadas vazadas, e possivelmente, a edificação se trata dos conjuntos residenciais das superquadras, que conforme descritas por Lucio Costa, foram denominadas e pertencentes a Escala Residencial, [...] rodeadas por uma faixa de arborizada de 20 m de largura e localizadas de cada lado do Eixo Rodoviário Norte-Sul (Castro, 1960, p.73). As margens da via do Eixo Rodoviário, seguindo até a linha do horizonte, observa-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).

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