Distrito Federal

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NOV.B.2 (250)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-250
  • Item
  • 1956 - 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem. Vista do acampamento de obras e o Palácio da Alvorada ao fundo. Em primeiro plano, chão de terra batida com alguns alojamentos em madeira (fachada com ripas de madeira e coberturas em branco), postes de madeira espelhados e materiais de obra sobre o chão. Alguns alojamentos estão armazenando materiais de construção. Em segundo plano, pequena parte do cerrado não modificado. Mais ao fundo, à esquerda da fotografia, o Palácio da Alvorada ainda em fase de construção, porém já com as suas marcantes colunas das fachadas em destaque. No horizonte, fragmento de vegetação do Cerrado, de aspecto ralo devido a intervenção humana, sendo possivelmente um campo sujo ou cerrado típico (cerrado sentido restrito) desmatado.

Untitled

NOV.B.2 (251)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-251
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista com foco no trabalhador atuando na construção do Palácio do Congresso Nacional. Em destaque, dois candangos na obra (a palavra candango é uma variação de candongo, da língua quimbundo, dos bantos do sudoeste de Angola, e era usada de forma depreciativa contra os colonizadores daquele continente. Ao serem traficados para a região canavieira nordestina, os africanos mantiveram o sentido pejorativo para se referir aos senhores portugueses e, depois, aos próprios brasileiros (HOLSTON,1993). Com o decorrer do tempo, porém, o alvo da depreciação foi invertido. A palavra virou sinônimo de cafuzo, mestiço, mameluco e negro. Posteriormente, seu significado foi ampliado, passando a abranger genericamente as populações pobres do interior do país, sobretudo trabalhadores itinerantes, de baixa qualificação profissional, situação predominante entre aqueles que chegaram ao canteiro de obras da futura capital). É possível visualizar apenas a cabeça do trabalhador à esquerda, com um capacete de construção metálico, entre um pilar da estrutura metálica e uns cabos. O trabalhador em destaque também está usando um capacete de construção metálico, vestes simples (uma camisa branca com alguns rasgos e uma calça mais escura) segurando com uma luva um cone metálico, provavelmente uma ferramenta para a auxiliar na obra. Este trabalhador está sorrindo e com o cone direcionado para as tábuas de madeira (à direita da fotografia) que devem ser temporárias. Abaixo do trabalhador em destaque, uma caixa de ferramentas sobre uma pequena plataforma de madeira e ao fundo, a estrutura metálica (provavelmente das torres anexas) com diversos cabos e cordas amarradas. O pilar é unido à viga à esquerda por meio de cantoneiras de ligação, arrebitadas (rebite é um fixador mecânico semi permanente) na sua estrutura. A chapa metálica soldada nesse pilar denomina-se enrijecedor de coluna e tem como função conferir estabilidade à estrutura.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Untitled

NOV.B.2 (252)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-252
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem. Registro aéreo sobre a passagem do Rio Paranoá, local onde veio a ser o Lago Paranoá, com enfoque na península do Lago, região em que se encontram, ao fundo da imagem, o Palácio da Alvorada e o Brasília Palace Hotel, durante os anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958. No registro, de baixo para cima, nas orientações leste-oeste, um pequeno corpo d’água se dispõe entre a passagem do Rio Paranoá – à direita – e uma estrada vicinal – à esquerda – de duas mãos com sentido Brasília, em um campo de vegetação rasteira. O curso do rio serpenteia até o centro do registro quando se dispersa na vegetação de densidade média do Cerrado. O terreno se estende por aclives e declives até a península em plano de fundo, havendo uma leve depressão no trecho central do registro, local onde posteriormente viria ser preenchido para formação do Lago Paranoá. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com sequência de chuvas do ano de 1961, e então, Juscelino Kubitschek (1902-1961) se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). Ao fundo, próximo a península, pequenas vias vicinais traçam percursos de acesso demarcados no solo, possivelmente, destinados à passagem de operários e veículos carregados de materiais para as construções visíveis. Os arcos do Alvorada dão o vislumbre do que configura o volume construtivo do Palácio da Alvorada - barra horizontal e os pilares - com a capela anexa (ALMEIDA, 2012, p.72). Junto à capela, vislumbram parte do contexto construtivo do Palácio Presidencial, aparentando processo avançado de obra. Limítrofe ao terreno, nos dois lados do Alvorada – sentido norte-sul – conjuntos de acampamentos, canteiros de obra e instalações destinados aos operários responsáveis pelas construções da península (Palácio da Alvorada e Brasília Palace Hotel). Ao fundo, o Brasília Palace Hotel retrata a fase avançada de construção, aparentando finalização da fachada leste, com fachada pintada em branco e esquadrias colocadas aparentando funcionamento. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno da península do Lago Paranoá. Por toda a imagem é possível observar a vegetação do Cerrado. Em primeiro plano há campo limpo, que ao se aproximar da faixa de vegetação com maior adensamento de árvores (mata de galeria), se torna um campo limpo úmido. Atrás da mata de galeria observa-se continuação do campo limpo. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo. Além disso, é possível identificar pequenos lagos e riachos.

Untitled

NOV.B.2 (253)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-253
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista com foco nos trabalhadores atuando na construção do Palácio do Congresso Nacional. Em destaque, três candangos na obra (a palavra candango é uma variação de candongo, da língua quimbundo, dos bantos do sudoeste de Angola, e era usada de forma depreciativa contra os colonizadores daquele continente. Ao serem traficados para a região canavieira nordestina, os africanos mantiveram o sentido pejorativo para se referir aos senhores portugueses e, depois, aos próprios brasileiros (HOLSTON,1993). Com o decorrer do tempo, porém, o alvo da depreciação foi invertido. A palavra virou sinônimo de cafuzo, mestiço, mameluco e negro. Posteriormente, seu significado foi ampliado, passando a abranger genericamente as populações pobres do interior do país, sobretudo trabalhadores itinerantes, de baixa qualificação profissional, situação predominante entre aqueles que chegaram ao canteiro de obras da futura capital). É possível visualizar apenas as pernas do trabalhador ao centro, com calças, um avental comprido escuro e botas, parafusando a chapa metálica. O trabalhador em destaque (à esquerda) está usando um capacete de construção metálico, vestes simples (uma camisa com estampado de onça, um avental escuro comprido e uma calça mais escura) auxiliando na parafusação da estrutura junto com o outro trabalhador. Outro trabalhador, à direita, também está com capacete de construção metálico e uma camisa clara simples. Ao fundo, a estrutura metálica (provavelmente das torres anexas) com diversos cabos e cordas amarradas. O pilar é unido à viga à esquerda por meio de cantoneiras de ligação, arrebitadas (rebite é um fixador mecânico semi permanente) na sua estrutura. A chapa metálica soldada nesse pilar denomina-se enrijecedor de coluna e tem como função conferir estabilidade à estrutura.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
"

Untitled

NOV.B.2 (254)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-254
  • Item
  • 1957 - 1958
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem, contendo algumas manchas. Vista da composição territorial do Palácio da Alvorada em construção. Em primeiro plano percebe-se uma área campestre de cerrado já modificada por meio de abertura de estradas, à direita vemos um tipo de marcação territorial feita de madeira com uma bandeira vermelha no topo ao lado de uma placa, juntamente com alguns veículos mais distantes. Em segundo plano, dispõe-se da fachada oeste do Palácio da Alvorada na sua fase de construção, já com seus emblemáticos pilares da fachada concluídos em conjunto com a capela anexa em homenagem à Nossa Senhora da Conceição à esquerda do Palácio em fase estrutural. À direita da imagem é pode-se observar o acampamento dos trabalhadores com suas edificações de apoio construídas de madeira e pintadas na cor branca. Em meio a várias construções de apoio aos trabalhadores podemos vislumbrar o protótipo em tamanho real da capela do alvorada que teve sua construção iniciada em 1957, o qual foi feito com objetivo de atestar se as placas de mármore da capela ficariam perfeitas. Ao fundo no horizonte torna-se claro a presença de área nativa de cerrado e à direita localiza-se a Ermida Dom Bosco, obra de Oscar Niemeyer inaugurada em 24 de março de 1957, a qual já tinha sido concluída em 31 de dezembro de 1956. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico.

Untitled

NOV.B.2 (255)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-255
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista dos perfis estruturais do Palácio do Congresso Nacional na fase de construção. Em destaque, diversos candangos na obra utilizando vestes simples e capacetes de obra (a palavra candango é uma variação de candongo, da língua quimbundo, dos bantos do sudoeste de Angola, e era usada de forma depreciativa contra os colonizadores daquele continente. Ao serem traficados para a região canavieira nordestina, os africanos mantiveram o sentido pejorativo para se referir aos senhores portugueses e, depois, aos próprios brasileiros (HOLSTON,1993). Com o decorrer do tempo, porém, o alvo da depreciação foi invertido. A palavra virou sinônimo de cafuzo, mestiço, mameluco e negro. Posteriormente, seu significado foi ampliado, passando a abranger genericamente as populações pobres do interior do país, sobretudo trabalhadores itinerantes, de baixa qualificação profissional, situação predominante entre aqueles que chegaram ao canteiro de obras da futura capital). Os perfis estruturais em aço estão distribuídos sobre o chão de terra batida que viria a ser a Esplanada dos Ministérios, para montagem dos ministérios e das torres do Congresso Nacional (SILVA; MELO, 2021). Ao fundo, da esquerda para a direita, algumas construções temporárias de aspecto longitudinais, que provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais, materiais de construção sobre o chão de terra batida, outra pequena construção temporária e duas máquinas, sendo uma delas um guindaste. No horizonte, vegetação nativa do bioma Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Untitled

NOV.B.2 (256)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-256
  • Item
  • 1957 - 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem da construção da área de lazer do Palácio da Alvorada, com enfoque na obra da piscina e da marquise de apoio. O registro apresenta a linha do horizonte inclinada para a direita do observador e foi realizado à partir de um ângulo mais baixo que o padrão. Além disso, o fotógrafo está localizado próximo à quina esquerda, do lado sul do equipamento aquático. Ao fundo, em terceiro plano, encontra-se a vista norte da cidade, ainda com um aspecto rural predominantemente descampado, local onde atualmente está implantado o Lago Paranoá. Em segundo plano, encontram-se as obras de paisagismo e infraestrutura do jardim da residência oficial, projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. Portanto, nas laterais da fotografia é possível identificar um manejo de terra e a aplicação de faixas de gramas, especialmente na parte esquerda, onde é possível identificar, mais distante, um trabalhador realizando o serviço. Ainda, a pérgola com bar e churrasqueira, composta por uma fina cobertura sustentada por dois núcleos periféricos de concreto, é registrada em fase avançada de obra, com um andaime na área de projeção da cobertura, mas completamente concretada. Dois operários aparecem, no nível do terreno, em sua proximidade, enquanto outros quatro atuam sobre o andaime. Em primeiro plano, está a piscina de 50m de comprimento por 18m de largura e profundidade que varia de 0,70m a 2,10m. As paredes internas e a ilha já estão revestidas de azulejos azuis da Oficina Francisco Brennand, de Recife. No fundo da piscina há sujidades, restos de materiais de construção e equipamentos de trabalho, como a escada que está apoiada na ilha ao centro. O piso e as bordas ainda estão sem revestimento, assim como o topo da ilha. Nesse local, duas figuras masculinas trabalham no suporte de encaixe da pedra que posteriormente foi colocada como acabamento. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: A piscina com ilha de formato pontiagudo e a cobertura plana de apoio já estavam no anteprojeto da residência, publicado pela primeira vez na revista Módulo de fevereiro de 1957. Ainda, sobre essa área, na edição 12 da revista Brasília, de dezembro de 1957, é informado a conclusão da obra da piscina. Outro ponto importante é que o acesso do subsolo à piscina não pertence ao projeto original e foi concebido apenas no início de 1991 a partir de uma reforma (ALMEIDA, 2012).
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Untitled

NOV.B.2 (257)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-257
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista dos perfis estruturais do Palácio do Congresso Nacional na fase de construção. Em destaque, diversos candangos na obra utilizando vestes simples e capacetes de obra (a palavra candango é uma variação de candongo, da língua quimbundo, dos bantos do sudoeste de Angola, e era usada de forma depreciativa contra os colonizadores daquele continente. Ao serem traficados para a região canavieira nordestina, os africanos mantiveram o sentido pejorativo para se referir aos senhores portugueses e, depois, aos próprios brasileiros (HOLSTON,1993). Com o decorrer do tempo, porém, o alvo da depreciação foi invertido. A palavra virou sinônimo de cafuzo, mestiço, mameluco e negro. Posteriormente, seu significado foi ampliado, passando a abranger genericamente as populações pobres do interior do país, sobretudo trabalhadores itinerantes, de baixa qualificação profissional, situação predominante entre aqueles que chegaram ao canteiro de obras da futura capital). Os perfis estruturais em aço estão distribuídos sobre o chão de terra batida que viria a ser a Esplanada dos Ministérios, para montagem dos ministérios e das torres do Congresso Nacional. Ao centro, próximo aos trabalhadores, um carrinho de mão para auxiliar na obra. Ao fundo, da esquerda para a direita, algumas construções temporárias de aspecto longitudinais, que provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais e materiais de construção sobre o chão de terra batida. No horizonte, vegetação nativa do bioma Cerrado.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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Untitled

NOV.B.2 (258)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-258
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Vista da fachada posterior do Palácio da Alvorada com enfoque na escultura “Ritos e Ritmos"", da artista Maria Martins (1894-1973), que aparece centralizada na imagem. Na fotografia, atrás da obra de arte integrada, quase centralizada, há a escada de acesso principal à área do jardim. Ainda é possível notar, no lado direito, a piscina já finalizada e protegida por hastes metálicas e correntes. O piso original de concreto com juntas gramadas também aparece na faixa que delimita essa parcela do jardim íntimo. Ao fundo, encontra-se parte da fachada posterior (leste), com dois funcionários em sua varanda, um próximo à uma escada e outro limpando a pele de vidro que veda o volume principal da residência. Na parte interna da edificação também há um outro homem em pé, próximo ao vidro que está sendo limpado externamente. A permeabilidade da fachada atravessa completamente o edifício, sendo possível ver as colunas da fachada principal (oeste), com exceção do trecho alinhado com o acesso ao jardim, onde há internamente persianas que bloqueiam a visão. Essa translucidez também permite identificar a ausência de mobiliário interno.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

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NOV.B.2 (259)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-259
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da cúpula do Senado Federal e dos anexos do Palácio do Congresso Nacional em fase de construção sem revestimento. Em primeiro plano, a laje de cobertura do Edifício Principal do Congresso Nacional. Essa edificação corresponde à plataforma horizontal de estrutura em concreto armado e revestimento de mármore branco, encimada pelas célebres cúpulas que abrigam os Plenários do Legislativo: a menor, de formato côncavo, corresponde ao Senado Federal, enquanto a maior, de formato convexo, equivale à Câmara dos Deputados. Sobre a laje, há alguns materiais de construção e muitas figuras humanas caminhando e atuando na obra. Na base da cúpula do Senado, à esquerda, um pequeno andaime circunda toda a sua base, além de ser possível visualizar a escada provisória sobre a cúpula para os trabalhadores terem acesso à sua cobertura. À esquerda, mais figuras humanas e o que aparenta ser um abrigo provisório de madeira para armazenamento provisório de materiais. Atrás da cúpula, um guindaste atuando no início da construção dos anexos, formados por duas torres verticais, que abrigam os gabinetes do Senado e da Câmara dos Deputados. Os anexos constituem um edifício em altura com torres gêmeas lamelares (disposição de lâmina) com 29 pavimentos, unidas por meio de passarelas suspensas, que também servem como contraventamento da construção. Em termos estruturais, a edificação foi executada sistema viga-pilar em aço.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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