Distrito Federal

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NOV.B.19 (50)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-50
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista diagonal da fachada frontal da maquete do Palácio da Alvorada. A maquete está sobre uma superfície que aparenta ser uma mesa a qual cria um fundo preto na parte inferior e superior da fotografia. Percebe-se todos os elementos implementados na obra atualmente como a representação da pavimentação asfáltica de acesso ao monumento, o renque de coqueiros adultos os quais foram propostos plantio de palmeiras imperiais na etapa de concepção do Palácio, o anexo de serviços semi enterrado (à direita), os espelhos d’água da fachada frontal que reforça a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989), a Capela do Palácio da Alvorada, a passagem subterrânea para a entrada do mesmo (à esquerda) e na fachada posterior, a piscina, a pérgola com bar e churrasqueira, composta por uma fina cobertura sustentada por dois núcleos periféricos de concreto. Porém, alguns elementos que não foram construídos e é possível visualizar na maquete são a ausência de uma coluna na fachada frontal (à esquerda), uma janela na capelinha e a laje de cobertura totalmente plana (a qual foi construída uma pequena platibanda - faixa vertical que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CURIOSIDADE SOBRE AS COLUNAS DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”.
A piscina, de 50m de comprimento por 18m de largura e profundidade que varia de 0,70m a 2,10m, com ilha de formato pontiagudo e a cobertura plana de apoio já estavam no anteprojeto da residência, publicado pela primeira vez na revista Módulo de fevereiro de 1957. Ainda, sobre essa área, na edição 12 da revista Brasília, de dezembro de 1957, é informado a conclusão da obra da piscina. Outro ponto importante é que o acesso do subsolo à piscina não pertence ao projeto original e foi concebido apenas no início de 1991 a partir de uma reforma (ALMEIDA, 2012).
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
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Untitled

NOV.B.19 (5)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-5
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em cores, formato paisagem com manchas amarelas e verdes pela fotografia. Vista frontal da maquete de um edifício sobre pilotis não identificável. Esse possui 3 pavimentos provavelmente das superquadras 400 do Plano Piloto, uma vez que os edifícios têm 3 pavimentos e nas demais superquadras possuem 6 pavimentos. Na fachada frontal, no térreo, a representação do que aparenta ser uma piscina (à esquerda) e uma marquise/cobertura de um elemento plástico diferenciado com uma laje plana e pilares inclinados, chanfrados. O edifício possui 16 janelas, brises horizontais fixos com alternância de cores branco e amarelo e não têm caixa de circulação vertical externas.

Untitled

NOV.B.19 (49)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-49
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Imagem em preto e branco, apresentada no formato paisagem, captura a maquete do primeiro anteprojeto do Congresso Nacional, de Oscar Niemeyer, em 1957. A fotografia oferece uma visão única da maquete, revelando a perspectiva arquitetônica da época, onde as cúpulas destacam-se por aberturas estratégicas para iluminação.
A cena abrange as vias laterais, identificadas como Via S1 e Via N1, que circundam o Congresso Nacional. Destaca-se também uma rampa localizada antes da Alameda dos Estados, notavelmente mais próxima do edifício do Congresso em comparação com a configuração atual. Neste projeto inicial, não há uma via específica dedicada ao Congresso, como encontramos nos dias de hoje.
Ao comparar a maquete com a situação atual, observamos a ausência do espelho d'água na frente do Congresso Nacional, um elemento que foi posteriormente incorporado ao design. A imagem sugere que, devido à perspectiva limitada, elementos como rampas, coberturas e o edifício dos anexos para os gabinetes mantêm semelhanças notáveis com a configuração presente.
Monumento sede do poder Legislativo, o Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer. Autoria: Maritza Dantas"

Untitled

NOV.B.19 (48)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-48
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da maquete do terreno do Centro-Oeste brasileiro com destaque do Sítio Castanho na parte superior. A maquete é anterior ao concurso de Brasília. O material aparenta ser de gesso e este mostra a monumentalidade do próprio terreno onde a futura Capital será inserida. A maquete possui algumas manchas, talvez para mimetizar vegetação. A maquete está apoiada sobre um painel de madeira e acima do painel, observa-se o que parece ser a cobertura de um pequeno galpão.
CONTEXTO HISTÓRICO DO SÍTIO CASTANHO:
Em 1955 foi realizada a escolha do Sítio Castanho - área onde hoje está situada Brasília - pela Comissão de Planejamento, Coordenação e Mudança da Capital Federal, presidida pelo Marechal José Pessoa Cavalcanti e que tinha como secretário o Doutor Ernesto Silva (MARQUES, 2015).
No dia 8 de junho de 1953, o Presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto nº 32.976, criando a Comissão de Planejamento, Coordenação e Mudança da Capital Federal para proceder aos estudos definitivos para a escolha do sítio e da área da nova capital e, por conseqüência, do Distrito Federal. Vargas nomeou para a presidência da Comissão de Planejamento Coordenação e Mudança da Capital Federal o General Agnaldo Caiado de Castro, Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República (MARQUES, 2015).
"

Untitled

NOV.B.19 (47)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-47
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista superior da maquete do Sítio Castanho. A maquete é anterior ao concurso de Brasília. O material aparenta ser de gesso e este mostra a monumentalidade do próprio terreno onde a futura Capital será inserida. A maquete possui alguns escritos como: Seleção dos sítios mais favoráveis para localização da nova capital do Brasil (na parte superior); Sítio Castanho (logo abaixo); parte da escala gráfica na parte inferior esquerda escrito 5km (escala linear ou escala de bar é um meio de ilustrar visualmente a escala de um mapa); escala horizontal 1:25000, escala vertical 1:5000, exageração vertical :5 (na parte inferior direita). A maquete aparenta estar apoiada sobre uma espécie de cavalete que deixa o mesmo levemente inclinado para frente a fim de visualizar melhor a maquete.
CONTEXTO HISTÓRICO DO SÍTIO CASTANHO:
Em 1955 foi realizada a escolha do Sítio Castanho - área onde hoje está situada Brasília - pela Comissão de Planejamento, Coordenação e Mudança da Capital Federal, presidida pelo Marechal José Pessoa Cavalcanti e que tinha como secretário o Doutor Ernesto Silva (MARQUES, 2015).
No dia 8 de junho de 1953, o Presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto nº 32.976, criando a Comissão de Planejamento, Coordenação e Mudança da Capital Federal para proceder aos estudos definitivos para a escolha do sítio e da área da nova capital e, por conseqüência, do Distrito Federal. Vargas nomeou para a presidência da Comissão de Planejamento Coordenação e Mudança da Capital Federal o General Agnaldo Caiado de Castro, Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República (MARQUES, 2015).
"

Untitled

NOV.B.19 (46)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-46
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"A imagem em preto e branco, apresentada no formato paisagem, imortaliza o primeiro anteprojeto de Oscar Niemeyer em 1957, destacando a maquete do Congresso Nacional em Brasília. A fotografia foca na elevação leste e posterior do edifício, proporcionando uma visão ímpar dessa fase inicial do projeto. Apesar de ser o primeiro anteprojeto, as cúpulas retratadas não exibem aberturas, diferindo das imagens anteriores.
Na composição visual, percebe-se distintamente dois platôs no terreno. O primeiro, situado em um nível abaixo, abriga o próprio Congresso Nacional, enquanto o segundo, em posição mais elevada, localiza a esplanada dos ministérios e delimita a área circundante. Essa decisão projetual evidencia a intenção dos arquitetos de conferir imponência ao edifício, ressaltando sua importância como local de deliberação de leis e decisões governamentais.
A cena abrange as vias laterais, identificadas como Via S1 e Via N1, que circundam o Congresso Nacional. Chama atenção também uma rampa posicionada antes da Alameda dos Estados, notavelmente mais próxima do edifício anexo ao Congresso em comparação com a configuração atual. Nesse estágio inicial do projeto, não se delineia uma via específica dedicada ao Congresso, como encontramos nos dias de hoje.
Ao comparar a maquete com a atualidade, nota-se a ausência do espelho d'água na frente do Congresso Nacional, elemento incorporado posteriormente ao design, assim como o jardim de palmeiras situado na parte posterior e ao lado do edifício anexo. A perspectiva limitada da fotografia sugere que elementos como rampas, coberturas, cúpulas e o edifício dos gabinetes mantêm notáveis semelhanças com a configuração presente, proporcionando um vislumbre intrigante da evolução arquitetônica ao longo do tempo.

Monumento sede do poder Legislativo, o Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
Autoria: Maritza Dantas"

Untitled

NOV.B.19 (45)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-45
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"A imagem em preto e branco, apresentada no formato paisagem, a fotografia apresenta a elevação oeste e frontal do Congresso Nacional, situado em Brasília, correspondendo ao primeiro anteprojeto de Oscar Niemeyer em 1957. A fotografia proporciona uma visão singular da maquete, revelando a arquitetura marcante da época, com as cúpulas se destacando por aberturas estratégicas para iluminação.
A cena abraça as vias laterais, conhecidas como Via S1 e Via N1, que envolvem majestosamente o Congresso Nacional. Destaca-se uma rampa situada antes da Alameda dos Estados, notavelmente mais próxima do edifício do Congresso em comparação com a configuração atual. Nesse estágio inicial do projeto, não se delineia uma via específica dedicada ao Congresso, diferenciando-se da organização viária que observamos nos dias de hoje.
Ao comparar a maquete com a situação atual, notamos a ausência do espelho d'água na frente do Congresso Nacional, um elemento que foi posteriormente incorporado ao projeto. A imagem sugere que, devido à perspectiva limitada, elementos como rampas, coberturas e o edifício dos anexos para os gabinetes mantêm notáveis semelhanças com a configuração presente.

Monumento sede do poder Legislativo, o Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
Autoria: Maritza Dantas"

Untitled

NOV.B.19 (44)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-44
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"A fotografia em preto e branco, apresentada no formato paisagem, oferece uma perspectiva única da maquete do primeiro anteprojeto, de 1957, destacando a cúpula e as camadas intrincadas destinadas à construção do plenário da Câmara dos Deputados. A imagem revela, aberturas estratégicas nas cúpulas e a visão interna do plenário, proporcionando um vislumbre detalhado do projeto arquitetônico.
Com base na tese de doutorado de Elcio Gomes, a explicação detalhada destaca como o projeto foi concretizado. Os volumes das cúpulas de revolução desempenham um papel central, definindo os principais elementos espaciais. O estudo da fase de concepção revela a solução geométrica adotada para a cúpula do Senado, caracterizada por uma curva parabólica, com vértice limitado a uma altura de 9,85 metros e pontos extremos determinados por um diâmetro de 39 metros.
A estrutura é engenhosamente resolvida para aproveitar os potenciais de resistência oferecidos pela forma estrutural, permitindo vencer grandes vãos com o mínimo de material necessário. A casca da cúpula apresenta uma espessura mínima de 14 centímetros nos meridianos superiores, aumentando para 50 centímetros na região de máxima compressão próxima ao anel de contenção dos esforços horizontais, próximo à base de contato com a plataforma. Isso resulta na transmissão eficiente de cargas verticais aos pontos de contato e apoios.
Assim, a imagem não apenas documenta a fase inicial do projeto, mas também proporciona uma visão detalhada da execução e resolução estrutural, destacando a engenhosidade por trás da materialização do anteprojeto.

Monumento sede do poder Legislativo, o Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
Autoria: Maritza Dantas"

Untitled

NOV.B.19 (43)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-43
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"A fotografia em preto e branco, apresentada no formato paisagem, proporciona uma visão única da maquete da cúpula do congresso nacional, primeiro anteprojeto datado de 1957. A imagem destaca a cúpula e as camadas construtivas destinadas à edificação do plenário da Câmara dos Deputados, focando especialmente na parte interna da cúpula, o que explica a ausência da camada de cobertura na fotografia da maquete.
A narrativa se aprofunda com base na tese de doutorado de Elcio Gomes, fornecendo uma explicação minuciosa sobre a concretização do projeto. Os volumes das cúpulas de revolução emergem como protagonistas, definindo os elementos espaciais essenciais. O estudo da fase conceitual revela a solução geométrica adotada para a cúpula do Senado, caracterizada por uma curva parabólica com vértice limitado a 9,85 metros de altura e pontos extremos determinados por um diâmetro de 39 metros.
A engenhosidade estrutural se destaca na resolução do projeto, aproveitando os potenciais de resistência oferecidos pela forma, permitindo vencer grandes vãos com o mínimo de material necessário. A casca da cúpula exibe uma espessura mínima de 14 centímetros nos meridianos superiores, que se amplia para 50 centímetros na região de máxima compressão próxima ao anel de contenção dos esforços horizontais, próximo à base de contato com a plataforma. Isso resulta em uma transmissão eficiente de cargas verticais aos pontos de contato e apoios.
Dessa forma, a imagem não apenas documenta a fase inicial do projeto, mas também oferece uma visão detalhada da execução e resolução estrutural, destacando a engenhosidade por trás da materialização do anteprojeto.

Monumento sede do poder Legislativo, o Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer. Autoria: Maritza Dantas"

Untitled

NOV.B.19 (42)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-42
  • Item
  • 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto branco, formato retrato, autor desconhecido. Imagem da fotografia que apresenta a vista lateral aérea da maquete física, de materiais não identificados, da Superquadra 308 Sul (SQS 308) do Plano Piloto de Brasília. À frente, se destacam a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima e o volume preliminar desenvolvido para a Escola Parque da 308 Sul. Mais ao fundo, em meio aos blocos residenciais, há a proposta preliminar de forma para a Escola Classe da quadra. Por último, em último plano é possível identificar os blocos comerciais locais e o mercado, localizado no centro do eixo comercial.
Esta maquete foi bastante fotografada para publicações em revistas de arquitetura e urbanismo, tais como Revista Brasília e L’Architecture d’Aujourd’hui.

Informações adicionais sobre as superquadras de Brasília: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.

Informações adicionais sobre a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima: A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal.
Informações adicionais sobre a Escola Parque da 308 Sul e o sistema educacional de Brasília: Escola Parque da 308 Sul é um exemplo icônico de arquitetura moderna brasileira e um importante trabalho do arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé. Segundo o Projeto Político Pedagógico a Escola Parque da 307/308 Sul foi entregue à população de Brasília em 21 de abril de 1960, iniciando o ano letivo em 16 de maio do mesmo ano.
O prédio da escola é composto por uma série de pavilhões que se distribuem em torno de um grande pátio central. A estrutura é leve e a escola foi projetada para que a ventilação natural possa ser maximizada, além de possuir uma série de elementos de controle solar.
Os pavilhões da escola são compostos por estruturas de concreto e metal, com paredes de vidro que permitem a entrada de luz natural e proporcionam vistas para o pátio central. As paredes internas das salas de aula são revestidas de madeira, criando um ambiente acolhedor e aconchegante.
A escola também conta com um grande número de áreas externas, como o pátio central, o parque infantil e os jardins, que foram projetados para incentivar a interação e o contato com a natureza. A escola tem como um de seus objetivos a promoção de um ambiente educacional saudável e acolhedor.
Além disso, a escola possui uma série de elementos arquitetônicos que são característicos do trabalho de Lelé, como a valorização da luz natural, a integração dos espaços internos e externos, e a preocupação com a sustentabilidade. A escola é um exemplo notável do trabalho de Lelé e um patrimônio arquitetônico importante da cidade de Brasília.
De acordo com Juscelino Kubitschek (1902 – 1976) o projeto de criação da nova capital buscava abarcar todas as áreas relevantes para o desenvolvimento da nação e do indivíduo. E a educação não ficaria de fora desse planejamento, pelo contrário, teve sempre lugar destaque. Acreditavam que o sistema educacional idealizado aqui serviria como base e modelo para ser seguido no resto do país. Dessa forma, deram prioridade a execução de um plano educacional que enfatiza a democratização do ensino e que ele se ajustasse às peculiaridades urbanísticas propostas por Lucio Costa (1902 – 1998). O plano de construção das escolas levou em consideração a quantidade de habitantes na região e foram divididas da seguinte forma:
• Jardins da infância - destinados à educação de crianças nas idades de 4, 5 e 6 anos;
• Escolas-classe: para a educação intelectual sistemática de menores nas idades de 7 a 14 anos, em curso completo de seis anos ou séries escolares;
• Escolas-parque - destinadas a complementar a tarefa das ""escolas-classe"", mediante o desenvolvimento artístico, físico e recreativo da criança e sua iniciação no trabalho, mediante uma rede de instituições ligadas entre si, dentro da mesma área.
O plano educacional foi pensado por uma equipe técnica chefiada pelo professor Anísio Teixeira (1900 – 1971) e entraria em vigor após a inauguração de Brasília. Entretanto, com a construção da capital, famílias mudaram-se para o planalto central e a demanda por educação para os seus filhos passou a existir antes mesmo do Plano Educacional e as estruturas físicas das escolas ficarem prontas.
A Escola Parque 308 Sul adota uma abordagem pedagógica inovadora, baseada na interdisciplinaridade, na criatividade e na participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem. Além disso, a escola oferece atividades extracurriculares, como oficinas de música, teatro, dança e artes plásticas, visando o desenvolvimento integral dos estudantes.
A escola atende alunos do ensino fundamental e médio, e tem uma proposta curricular que busca formar cidadãos críticos e engajados socialmente. Além disso, a escola tem um compromisso com a inclusão social e oferece atendimento educacional especializado para alunos com deficiência.
Em resumo, a Escola Parque 308 Sul é uma escola pública de destaque em Brasília, que busca uma educação de qualidade e inovadora, com foco no desenvolvimento integral dos estudantes e na formação de cidadãos críticos e engajados socialmente.
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