- DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-57
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- 17/02/1958
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Fotografia colorida em formato paisagem, retirada em 17/02/1958 em Brasília - DF. Vista aérea da composição leste, evidencia a laje sobre pilotis - em fase de obra - do que veio a ser o saguão do Brasília Palace Hotel. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. No plano central, parte da extensão construtiva do edifício no terreno, localizado ao térreo da fachada leste, nota-se a estruturação do terraço que veio a ser o restaurante, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Abaixo da laje sobre pilotis do saguão, nota-se a presença de montes de materiais - peças metálicas, vergalhões e mesas de trabalho destinados ao processo de obra do hotel. Dos dois lados do terraço, agrupamentos de terra dispostos ao solo, enquanto quatro operários observam e transitam. Atrás dos trabalhadores, um galpão que compõe um agrupamento de outras instalações (6) - para provável armazenamento de materiais. Da esquerda para a direita entre o agrupamento, no terço central da imagem, cinco trabalhadores caminham pelas delimitações nas proximidades do hotel, estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso ainda não pavimentados. Um Jeep Willys estacionado próximo ao último galpão. Ao fundo deste agrupamento, montes de resíduos dos materiais utilizados na obra foram depositados ao solo descampado, devido a ocorrência de ação antrópica. No quadrante superior direito, uma estrada de terra leva até um acampamento próximo ao canteiro de obra, onde os operários residiam. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Ao fundo da construção nota-se vegetação do Cerrado rala devido a intervenção humana e atrás a a vegetação se estende pelo horizonte, com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Autor da fotografia: Mario Fontenelle
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