Diário de Brasília

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NOV.B.18 (101)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-101
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia preta e branca em formato paisagem captura a construção da estrada Aeroporto - cidade Bandeirante, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Representante digital contém manchas brancas. Segundo relatos do Diário de Brasília (1957), essa estrada fez parte das obras advindas do Setor de estradas e rodagem, que tinham como objetivo interligar pontos estratégicas das primeiras construções da Nova Capital, sendo - no primeiro momento -, 3 vias, sendo elas: uma de ligação do aeroporto ao Cruzeiro, pensada para fornecer acesso direto ao centro da futura capital; uma de ligação do aeroporto ao sítio do Palácio Presidencial (Palácio do Planalto) e o Hotel de Turismo (Brasília Palace Hotel); uma de ligação do aeroporto à capelinha na Candangolândia, passando pelo Núcleo Bandeirante que, naquela época, denominava-se “Cidade Livre” sendo esta resultado “da necessidade de alojar os construtores da Capital e os que, tendo ou não ocupação fixa, se sentiram atraídos pelos trabalhos da construção” (Santos, 1965). No registro, a via se estende aplainada por aclives e declives até sumir na linha do horizonte, estando margeada por vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito). O desmatamento recente na região se faz evidente devido à presença de galhos, aglomerados de terra separando a vegetação da estrada e troncos sobre o solo, às margens da via de terra. Um fato histórico relevante foi que, durante a década de 1940, Getúlio Vargas (1882-1954) incentivou a ocupação do Cerrado Brasileiro, por meio do slogan “Marcha para o Oeste” havendo um pleno incentivo a ocupação do interior do Cerrado, a partir daí, com a construção de Brasília na década de 1950 o fluxo de imigrantes foi cada vez maior, ocasionando forte adensamento demográfico e consequentemente, a construção da infraestrutura necessária para o acesso a região – por meio das rodovias. A principal problemática dessa ocupação foi, justamente, a demasiada degradação do ecossistema causado durante o processo, afetando diretamente a vegetação do Cerrado existente (Brochado, 2014).

Sin título

NOV.B.18 (102)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-102
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca em formato retrato. Representante digital consta manchas brancas. Registro térreo da estrada de terra que interligava o complexo do Aeroporto de Brasília à região onde hoje se encontra a Praça do Cruzeiro. Segundo relatos do Diário de Brasília (1957), essa estrada fez parte das obras advindas do Setor de estradas e rodagem, que tinham como objetivo interligar pontos estratégicas das primeiras construções da Nova Capital, sendo - no primeiro momento -, 3 vias, sendo elas: uma de ligação do aeroporto ao Cruzeiro, pensada para fornecer acesso direto ao centro da futura capital; uma de ligação do aeroporto ao sítio do Palácio Presidencial (Palácio do Planalto) e o Hotel de Turismo (Brasília Palace Hotel); uma de ligação do aeroporto à capelinha na Candagolândia, passando pelo Núcleo Bandeirante que, naquela época, denominava-se “Cidade Livre” sendo esta resultado “da necessidade de alojar os construtores da Capital e os que, tendo ou não ocupação fixa, se sentiram atraídos pelos trabalhos da construção” (SANTOS, 1965). No registro, a via se estende aplainada por aclives e declives até sumir na linha do horizonte, estando margeada por vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito). O desmatamento recente na região se faz evidente devido à presença de galhos, aglomerados de terra separando a vegetação da estrada e troncos sobre o solo, às margens da via de terra. Um fato histórico relevante foi que, durante a década de 1940, Getúlio Vargas (1882-1954) incentivou a ocupação do Cerrado Brasileiro, por meio do slogan “Marcha para o Oeste” havendo um pleno incentivo a ocupação do interior do Cerrado, a partir daí, com a construção de Brasília na década de 1950 o fluxo de imigrantes foi cada vez maior, ocasionando forte adensamento demográfico e consequentemente, a construção da infraestrutura necessária para o acesso a região – por meio das rodovias. A principal problemática dessa ocupação foi, justamente, a demasiada degradação do ecossistema causado durante o processo, afetando diretamente a vegetação do Cerrado existente (Brochado, 2014).
"

Sin título

NOV.B.18 (111)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-111
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca no formato paisagem, Representante digital consta manchas e pontos verdes. Registro térreo de operários realizando a movimentação de terra em Brasília-DF, durante os seus primeiros anos de construção, entre os anos de 1956 a 1960. No registro, um trabalhador trajando camisa listrada e chapéu opera uma retroescavadeira da fabricante Caterpillar, este realiza o despejo de terra na caçamba de um caminhonete. Na caminhonete, um segundo operário no assento do motorista aparentando fisionomia rigorosa e observante, com sobrancelhas arqueadas e bigode denso. Em plano fundo, elevações de terra caracterizam a densa movimentação de terra no local, evidenciando o processo de obra em andamento. Mais ao fundo, no quadrante inferior esquerdo do registro, acima da caminhonete, fragmentos de copas de árvores caracterizando o processo de ação antrópica em em proximidades das regiões de vegetação típica do cerrado. De acordo com o Diário de Brasília (1957) alguns dos primeiros maquinários – uma “patrol” e tratores – que contribuíram para as construções de Brasília vieram da cidade de Goiânia, sob responsabilidade do Engenheiro Bernardo Sayão (1901-1959), para auxiliar nas obras do campo de pouso de emergência.
"

Sin título

NOV.B.18 (113)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-113
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro térreo de um maquinário durante os processos de movimentação de terra em Brasília-DF, durante os seus primeiros anos de construção, entre 1956 a 1960. Estando em evidência no registro, uma motoniveladora da fabricante Caterpillar. Em sua lataria, é possível identificar os dizeres: “Camargo Corrêa”; “CAT DWI5 SERIES E”; “LION”; CAT Nº. 428 Capacity”. Um trabalhador, trajando camisa social clara e chapéu escuro, opera o maquinário realizando o nivelamento do solo, enquanto um segundo operário, traja uma jaqueta escura, calça, meia branca e sapato, estando sentado sobre o maquinário com a perna esquerda esticada e a direita dobrada, olhando fixamente para baixo com expressão séria. Abaixo do maquinário, a terra dispersa evidencia o processo de obra recorrente, com o solo irregular ainda passando pelo processo de terraplenagem. No solo, é possível identificar pequenos pedaços de galhos, evidenciando parte da ação antrópica ocorrida no local. Segundo relatos do Diário de Brasília (1957), até o final do ano de 1957, as obras da nova capital já contavam com cerca de, 237 km de estradas internas, 1.397.000 m² de área desmatada e 470.000 m³ de terraplenagem, enquanto os locais destinados às construções do Plano Piloto já apresentam 1.014.299 m³ de terraplenagem e desmatamento com aproximados 6.000.000 m².” (31/12/57) (p. 152). No plano de fundo, nota-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).
"

Sin título

NOV.B.18 (114)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-114
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Retrato do cenário de construção de Brasília-DF, entre os anos de 1956-1960. Registro térreo do trabalho de terraplenagem sendo executado por maquinários pesados, havendo a presença de três máquinas sendo operados por trabalhadores, em que, da direita para a esquerda: a primeira sendo uma carregadeira manuseada por um homem de camisa clara e calças escuras está de Costas para a fotografia; a segunda um trator-escrêiperes de rodas operado por um homem trajando chapéu e indumentárias claras, um operário sentado sobre a máquina; e a terceira, a esquerda do registro uma niveladora. Além do maquinário, é possível identificar três veículos: estando mais a frente um Jeep Willys; posteriormente, no quadrante esquerdo, uma caminhonete com tonéis na caçamba e dois operários próximos desta, estando os dois com a mão esquerda na cintura, enquanto o da esquerda observando o trabalho realizado, trajando camisa e calças escuras, e o da direita traja chapéu e camisa branca, e calça escura; uma segunda caminhonete no plano de fundo, estando 3 trabalhadores próximos (dois de pé e um sentado), havendo um vislumbre de suas vestimentas claras. No solo irregularidade ainda em processo de pavimentação identifica-se a passagem de maquinário e veículos, estando fragmentado em solo batido e pedras dispersas. A esquerda do registro, parte de um talude que, possivelmente, separa a via da vegetação. A direita, após o maquinário, observa-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), que se estende pelo horizonte, enquanto a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília. Segundo relatos do Diário de Brasília (1957), até o final daquele ano, as obras da nova capital já contavam com cerca de, 237 km de estradas internas, 1.397.000 m² de área desmatada e 470.000 m³ de terraplenagem, enquanto os locais destinados às construções do Plano Piloto já apresentam 1.014.299 m³ de terraplenagem e desmatamento com aproximados 6.000.000 m².” (31/12/57) (p. 152).

Sin título

NOV.B.18 (118)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-118
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia preta e branca em formato paisagem. Retrato do cenário de construção de Brasília, DF, entre os anos de 1956-1960. Vê-se o trabalho de terraplenagem sendo executado por maquinários pesados, como retroescavadeira e tratores-escrêiperes de rodas que revolvem e planificam o terreno. Na primeira máquina à esquerda, está um operador que utiliza chapéu de palha e manuseia a alavanca do maquinário. À frente, outro maquinário está sem operador, mas três homens se encontram ao redor: um à direita da máquina leva uma das mãos no quadril e usa chapéu; outros dois à esquerda da máquina parecem distraídos, sendo que um deles usa chapéu e leva uma das mãos ao queixo, enquanto que o segundo usa uma calça mais escura e parece observar na direção do fotógrafo. No limite da fotografia, dois operários de chapéu estão acima da caçamba de um caminhão, provavelmente carregando-o com terra. Do lado esquerdo da máquina que está sendo operada, vê-se uma construção que se assemelha a um alojamento ou uma instalação de apoio aos trabalhadores do canteiro. Segundo relatos do Diário de Brasília (1957), até o final daquele ano, as obras da nova capital já contavam com cerca de, 237 km de estradas internas, 1.397.000 m² de área desmatada e 470.000 m³ de terraplenagem, enquanto os locais destinados às construções do Plano Piloto já apresentam 1.014.299 m³ de terraplenagem e desmatamento com aproximados 6.000.000 m².” (31/12/57) (p. 152). No plano de fundo, parte da vegetação típica do Cerrado rodeia a área terraplanada, sendo possível identificar uma vegetação com densidade média a alta (fitofisionomia de Cerrado típico, Cerrado sentido restrito), enquanto a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília. Há presença de uma vasta vegetação de Cerrado (fitofisionomia não identificável).
"

Sin título

NOV.B.18 (119)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-119
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1957
  • Parte deSin título

" Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta manchas e deterioração, com pequenos veios pretos em todo o seu recorte. Registro térreo panorâmico da extensão de uma área em processo de terraplenagem nos primeiros anos de construção de Brasília, entre os anos de 1956 e 1957. Segundo relatos do Diário de Brasília (1957), até o final daquele ano, as obras da nova capital já contavam com cerca de, 237 km de estradas internas, 1.397.000 m² de área desmatada e 470.000 m³ de terraplenagem, enquanto os locais destinados às construções do Plano Piloto já apresentam 1.014.299 m³ de terraplenagem e desmatamento com aproximados 6.000.000 m².” (31/12/57) (p. 152). No registro, em primeiro plano, montantes de terra delimitam parte da área de terraplenagem. O terreno, apesar da extensa área de movimentação de terra, ainda não apresenta terrapleno definitivo, com locais aparentando desnivelamento e montantes de terra dispersos. A marcação de passagem de maquinário sobre solo é evidenciado, na porção inferior, caracterizando o processo recente de obra na área. Ao fundo, identificam-se duas estruturas triangulares feitas de madeira, provavelmente, alocadas para demarcações pertinentes ao processo de nivelamento. No plano fundo, elevados montantes de terra separam a região em obra do vislumbre de uma vegetação esparsa do Cerrado, com árvores de baixo e médio porte (fitofisionomia não identificável).
"

Sin título

NOV.B.18 (120)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-120
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1957
  • Parte deSin título

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta manchas e riscos transpassando o recorte fotográfico horizontalmente. Registro térreo panorâmico da extensão de uma área em processo de terraplenagem nos primeiros anos de construção de Brasília, entre os anos de 1956 e 1957. No registro, possivelmente, a área terraplanada faz parte da área destinada a Praça dos Três Poderes que, de acordo com Lucio Costa (1902-1998), “criou-se então um terrapleno triangular, com arrimo de pedra à vista, sobrelevado na campina circunvizinha a que se tem acesso pela própria rampa da auto estrada que conduz à residência (Palácio da Alvorada) e ao aeroporto. Em cada ângulo dessa praça - Praça dos Três Poderes, poderia chamar-se - localizou-se uma das casas, ficando as do governo (Palácio do Planalto) do Supremo Tribunal na base, a do Congresso no vértice [...]” (Pinheiro, 1956, p. 12). Sobre o terreno, notam-se marcas de passagem dos maquinários e veículos responsáveis pelo processo de obra. No quadrante inferior, pequenas pedras delimitam a extremidade de um dos lados do terreno, enquanto ao fundo, à direita, um talude evidencia a diferença do solo, cujo sofreu ação antrópica e a área mantida. Ao longo de toda a extensão do terreno terraplanado, pequenas estacas brancas de madeira demarcam o solo. A esquerda do registro 3 personalidades contrastam do terreno, diferente das roupas características aos operários, trajam roupas sociais e da esquerda para a direita: o primeiro traja camisa branca e calça escura; o segundo (de Costas para o registro) traja roupas sociais claras; o terceiro, trajando o que aparenta ser um terno preto. A esquerda dos transeuntes, um Jeep Willys de cor clara está estacionado nas proximidades. E ao lado direito, identifica-se uma estrutura triangular feita de madeira, provavelmente, alocada para demarcação pertinente ao processo de nivelamento do solo. Segundo relatos do Diário de Brasília (1957), até o final daquele ano, as obras da nova capital já contavam com cerca de, 237 km de estradas internas, 1.397.000 m² de área desmatada e 470.000 m³ de terraplenagem, enquanto os locais destinados às construções do Plano Piloto já apresentam 1.014.299 m³ de terraplenagem e desmatamento com aproximados 6.000.000 m².” (31/12/57) (p. 152). No plano de fundo,do centro para a esquerda, nota-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), enquanto a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília.

Sin título

NOV.B.18 (16)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-16
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia colorida em formato paisagem. Representante digital consta riscos e manchas. Registro aéreo da conexão entre o Eixo Monumental (Via S1 e N1) e o Eixo Rodoviário (DF-002), local que viria a abrigar a Plataforma Rodoviária de Brasília. No registro, o Cruzamento entre as vias é evidenciado em pleno processo de obra, o rearranjo topográfico, demarcações realizadas e movimentações de terra se apresentam bem avançados, mas sem asfaltamento. Segundo relatos do Diário de Brasília (1959), a plataforma teve como função evitar os Cruzamentos viários, priorizando os fluxos de trânsito mais rápidos das rodovias, e os mais lentos das vias locais. As obras da Plataforma Rodoviária se iniciaram em dezembro de 1958, com execução da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), contendo uma plataforma de 9m de altura em 1400 toneladas de aço para concreto protendido. Sua conclusão só aconteceu em 12 de setembro de 1960, no mesmo dia de aniversário de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Nas palavras de Lucio Costa (1902-1998) (1987, p. 12) sobre a obra concluída: (...) “Eu sempre repeti que essa plataforma rodoviária era o traço de união da metrópole, da capital, com as cidades-satélites improvisadas da periferia. É um ponto forçado, em que toda essa população que mora fora entra em contato com a cidade” (...). O Eixo Monumental percorre o centro do registro, sobressaindo das extremidades esquerda e direita da fotografia, estando orientado em norte-sul, sendo possível identificar também a demarcação das vias de retorno viário ainda em terra batida. Da mesma forma, o Eixo Rodoviário transpassa o quadrante inferior do registro, cortando o Eixo Monumental ao meio nas orientações leste-oeste, arqueando-se nos eixos que configuram a Asa Sul do Plano Piloto. No centro do Cruzamento entre os eixos, instalações auxiliares ao processo de obra se fazem presentes, galpões e pequenas edificações - com telhado em duas quedas -, montantes de areia e madeira, além de maquinários. Diversas estradas vicinais interligam pontos estratégicos de passagem de maquinário e materiais para o processo de obra. Acima do Eixo Monumental, no quadrante central esquerdo, parte da área que foi destinada para a locação do Setor Bancário Sul que, segundo a Revista Brasília (1957, p. 12), “lateralmente à intersecção dos dois eixos, mas participando funcionalmente em termos de composição urbanísticos do Eixo Monumental, localizaram-se o setor bancário [...]. O terreno apresenta processo de terraplenagem avançado, com diferenças de topografia bem definidas, havendo a presença de instalações de apoio nas proximidades. Devido ao ambiente de obra, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, além de montes residuais da obra. Em plano posterior ao Cruzamento dos eixos, parte da escala edilícia das superquadras se faz presente entre os eixos, estando em etapas diferentes de construção e pavimentação das vias; com presença de árvores de pequeno e médio porte sobre o solo de gramíneas do Cerrado. O relevo do planalto central se faz nítido e a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília. Observa-se a presença de uma vasta vegetação de Cerrado (fitofisionomia não identificável), que se estende pelo horizonte e entre as vias de terra batida. Ao fundo, na parte superior do registro, à esquerda do Eixo Rodoviário Sul, doze construções contrastam com a vegetação do Cerrado, possivelmente se tratando de alojamentos para operários pertencentes ao acampamento da Vila Metropolitana, local que hoje faz parte da região do Núcleo Bandeirantes, e foi responsável, antes mesmo da construção de Brasília, abrigar os primeiros candangos engenheiros e trabalhadores da Companhia Metropolitana de Estradas, esta que foi responsável pelas obras de terrapleno da pista de pouso do futuro aeroporto de Brasília (Costa, 2011).
"

Sin título

NOV.B.18 (26)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-26
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia colorida no formato paisagem contendo manchas e pontos verdes. Registro térreo retrata um canteiro de obra com bastante movimentação de terra em Brasília-DF, entre os anos de 1956 a 1960. Tratores auxiliam no processo de terraplenagem, sendo utilizadas: duas caçambas carregadas de terra e entre as caçambas uma esteira transportadora de terra erguida diagonalmente. Há um desnível no terreno no qual o maquinário se desloca. No plano de fundo, após os desníveis da via, é possível identificar montantes de terra que separam a região modificada da área vegetativa. Em último plano, no canto direito, observa-se vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito). Segundo relatos do Diário de Brasília (1957), até o final daquele ano, as obras da nova capital já contavam com cerca de, 237 km de estradas internas, 1.397.000 m² de área desmatada e 470.000 m³ de terraplenagem, enquanto os locais destinados às construções do Plano Piloto já apresentam 1.014.299 m³ de terraplenagem e desmatamento com aproximados 6.000.000 m².” (31/12/57) (p. 152).

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