Curso d'água

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NOV.B.21 (7)

"Fotografia colorida em formato paisagem. No registro uma placa identifica o Núcleo Rural da Vargem da Benção, sendo um dos primeiros lotes destinado ao caráter rural, durante os primeiros anos da construção de Brasília - entre 1956 e 1960. A placa é sustentada por uma estrutura feita em ripas de madeira, onde lê-se: NOVACAP - Departamento de Terras e Agricultura Plano de Loteamento Rural Núcleo Vargem da Benção. As placas, muito utilizadas no período inicial da construção de Brasília, auxiliaram muito a localização por parte das autoridades e operários que chegavam ao ambiente de obra. Dada a distância das obras, as placas informativas contribuíram de forma fundamental para orientar a difusão do conhecimento dos canteiros e monumentos em construção (Guia Brasileiro de Sinalização Turística, 2007). Conforme Tavares (1995, p. 19-20), por meio do convênio que o DTA firmou com o Ministério da Agricultura, cujo objetivo era o estudo de florestamento e reflorestamento, foi destinada uma área onde atualmente estão localizadas as piscinas do Parque Nacional de Brasília para o plantio de pinheiros e eucaliptos. Em 6 de fevereiro de 1957, por resolução do Conselho Deliberativo da Novacap, foi criado o Departamento de Terras e Agricultura – DTA. As atividades do DTA foram iniciadas com a demarcação de 30.000 hectares, para atender os agricultores que chegavam em Brasília. A área foi dividida em núcleos rurais e colônias agrícolas, localizadas às margens de ribeirões perenes, subdivididos em lotes de 5 a 50 hectares para agricultura, podendo atingir até 100 hectares para pecuária, preferencialmente pecuária leiteira. Os primeiros lotes rurais arrendados foram os dos Núcleos Rurais Vargem da Benção e Vargem Bonita.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.21 (22)

"Fotografia colorida em formato paisagem. No registro uma placa identifica a Granja Modelo Nº3 – também conhecida como Granja do Torto – durante os primeiros anos da construção de Brasília - entre 1956 e 1960. Ao redor da placa, a vegetação possui aspecto ralo e com algumas rebrotas, indicando remoção recente da vegetação, e no canto direito há via de terra batida. Ao fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. No plano de abastecimento de Brasília, a Novacap previu a organização de granjas avícolas, instalando, desde logo, uma granja central, na fazenda Riacho do Torto. Essa granja foi concebida para suprir as demandas de aves e ovos para uma população inicial de 70.000 habitantes. A área coberta dessa instalação totaliza 11.250m², incluindo 10 galpões e 100 abrigos de campo. Na imagem se vê uma placa, onde lê-se: “NOVACAP - Departamento de Terras e Agricultura Granja Modelo Nº 3”. Informações adicionais: ""A NOVACAP administrava quatro grandes fazendas: a Granja Modelo nº 01 - Granja do Tamanduá; Granja Modelo nº 02 - Granja do Ipê; Granja Modelo nº 03 - Granja do Torto e a Granja Modelo nº 04 - Granja do Riacho Fundo. Com o tempo elas foram ocupadas e serviram como residências para autoridades: Torto - Presidentes João Figueiredo e João Goulart; Ipê - Primeiros Ministro: Tancredo Neves e Brochado da Rocha e Chefes de Gabinete Civil: João Leitão de Abreu e Golbery do Couto e Silva; Riacho Fundo - Presidente Emílio Médici. (p. 36) Cada uma delas foi aparelhada para receber produção agrícola e pecuária e abastecer a nova capital. Granja do Ipê: produção frutícola. Pomar com 10 mil laranjeiras e limoeiros de diversas variedades"".
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.21 (21)

"Fotografia colorida em formato paisagem. No registro uma placa identifica a Granja Modelo Nº1 – também conhecida como Granja do Tamanduá – durante os primeiros anos da construção de Brasília - entre 1956 e 1960. Ao fundo, nota-se copas de duas árvores nativas do Cerrado. A granja modelo número um, granja do Tamanduá se localizava hoje onde está a Região Administrativa do Recanto das Emas, RA XV e foi cedida a Embrapa em 1972 e hoje funciona a Embrapa hortaliças. Na imagem se vê uma placa, onde lê-se: “NOVACAP - Departamento de Terras e Agricultura Granja Modelo Nº 1”. Informações adicionais: ""A NOVACAP administrava quatro grandes fazendas: a Granja Modelo nº 01 - Granja do Tamanduá; Granja Modelo n2 02 - Granja do Ipê; Granja Modelo n2 03 - Granja do Torto e a Granja Modelo n2 04 - Granja do Riacho Fundo. Com o tempo elas foram ocupadas e serviram como residências para autoridades: Torto - Presidentes João Figueiredo e João Goulart; Ipê - Primeiros Ministro: Tancredo Neves e Brochado da Rocha e Chefes de Gabinete Civil: João Leitão de Abreu e Golbery do Couto e Silva; Riacho Fundo - Presidente Emílio Médici. (p. 36) Cada uma delas foi aparelhada para receber produção agrícola e pecuária e abastecer a nova capital. Granja do Ipê: produção frutícola. Pomar com 10 mil laranjeiras e limoeiros de diversas variedades"".
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (7)

"Fotografia aérea em formato paisagem, colorida, espelhada. A imagem em questão encontra-se espelhada, portanto é relevante considerar este fato em relação às referências de localização ao ler a descrição. O solo exposto, sem cobertura vegetal, que ocupa o centro e maior área da imagem se trata do canteiro de obras da barragem do Lago Paranoá. As marcas do trânsito de maquinários no solo evidenciam os aterros e movimentações de terra realizadas no local. Às margens do rio Paranoá no canto inferior direito da imagem observam-se àrvores de médio a grande porte residuais da mata ciliar do Cerrado. À direita do curso d'água nota-se a cobertura do solo ainda verde, em constraste com o solo da margem oposta, já desmatada. O corte diagonal no canteiro indica o processo inicial de escavação do canal para conduto do desvio do rio (O Canal é uma escavação linear transversal, perpendicular ao corpo da barragem, feita para acomodar o Conduto de Desvio do rio). Na margem superior da imagem, à direita do canteiro, paralelo ao leito do rio e entre estradas de terra estão as construções iniciais do primeiro acampamento que daria suporte aos trabalhadores da obra. Vale ressaltar a ponte que conecta as duas margens do rio e da acesso ao acampamento. À esquerda do canteiro recortada por estradas de terra há uma parcela de vegetação nativa de Cerrado, com média densidade de árvores e arbustos. Ver itens B.10(11), B.10(25) e B.10(117), registros realizados no mesmo período de etapa de construção da barragem e possivelmente no mesmo dia/ mesmo voo.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (25)

"Fotografia aérea em formato paisagem, colorida. A imagem retrata parte do canteiro de obras da barragem do Lago paranoá na mesma etapa de construção observada nos itens B.10(7), B.10(11) e B.10(117). No solo exposto, sem cobertura vegetal, que ocupa o centro e maior área da imagem encontram-se as marcas do trânsito de maquinários no solo, que evidenciam os aterros e movimentações de terra realizadas no local. Às margens do Rio Paranoá no canto inferior direito da imagem observam-se àrvores de médio a grande porte residuais da vegetação do Cerrado. Assim como, caminhos e amontoados de galhos e troncos da vegetação retirada do local. A faixa sem cobertura vegetal na encosta é referente à àrea de construção da ombreira esquerda da barragem. À esquerda do curso d'água, na margem oposta, nota-se a retirada da vegetação nativa de mata ciliar do Cerrado, em solo exposto sem cobertura vegetal. O corte diagonal no canteiro indica o processo inicial de escavação do canal para conduto do desvio do rio (O Canal é uma escavação linear transversal, perpendicular ao corpo da barragem, feita para acomodar o Conduto de Desvio do rio). Na parte superior da imagem destaca-se a vegetação do Cerrado mais densa à frente, e no horizonte, a vegetação do bioma se estende, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (117)

"Fotografia aérea em formato paisagem, preto e branco. A imagem retrata parte do canteiro de obras da barragem do Lago paranoá e sua paisagem circundante na mesma etapa de construção observada nos itens B.10(7), B.10(11) e B.10(25). No solo exposto, sem cobertura vegetal, que ocupa o centro e maior área da imagem encontram-se as marcas do trânsito de maquinários no solo, que evidenciam os aterros e movimentações de terra realizadas no local. Observa-se o contraste entre à margem direita do rio Paranoá, onde nota-se a vegetação nativa de Cerrado em partes preservada e em partes com aspecto ralo devido a ação humana, e à margem esquerda do rio onde há ausência de vegetação nativa proporcionada pela retirada da mesma para fins da realização da construção da barragem. No canto inferior esquerdo da imagem, em primeiro plano, estradas de terra dão acesso ao futuro acampamento da barragem. Àrea que será alagada posteriormente com a formação do Lago Paranoá. A faixa sem cobertura vegetal na encosta à direita do rio Paranoá é referente à àrea de construção da ombreira esquerda da barragem. O corte diagonal no canteiro de obras indica o processo inicial de escavação do canal para conduto do desvio do rio (O Canal é uma escavação linear transversal ,perpendicular ao corpo da barragem, feita para acomodar o Conduto de Desvio do rio). Na parte superior da imagem destaca-se a vegetação nativa de Cerrado que se estende pelo horizonte, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores que seguem até encontrar o céu nublado.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.10 (11)

"Fotografia aérea em formato paisagem, colorida, espelhada. A imagem em questão encontra-se espelhada, portanto é relevante considerar este fato em relação às referências de localização ao ler a descrição. A imagem retrata parte do canteiro de obras da barragem do Lago Paranoá na mesma etapa de construção observada nos itens B.10(7), B.10(25) e B.(117). No solo exposto, sem cobertura vegetal, que ocupa o centro e maior área da imagem encontram-se as marcas do trânsito de maquinários no solo, que evidenciam os aterros e movimentações de terra realizadas no local. Às margens do rio Paranoá no canto inferior esquerdo da imagem observam-se fragmentos de vegetação do Cerrado, composta de árvores de médio a grande porte. Assim como, caminhos e amontoados de galhos e troncos da vegetação retirada do local. A faixa sem cobertura vegetal na encosta é referente à àrea de construção da ombreira esquerda da barragem. À direita do curso d'água nota-se a retirada da vegetação nativa de mata ciliar do Cerrado, em solo exposto sem cobertura vegetal. O corte diagonal no canteiro indica o processo inicial de escavação do canal para conduto do desvio do rio (O Canal é uma escavação linear transversal ,perpendicular ao corpo da barragem, feita para acomodar o Conduto de Desvio do rio). Na parte superior da imagem destaca-se a vegetação nativa de Cerrado mais densa à frente, e sua variação de relevo e fitofisionomia ao fundo.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

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NOV.B.6 (99)

Formato paisagem, fotografia preto e branca.
Segundo o verso da fotografia, esta é datada de 12/01/1959. Localizados na Granja do Torto, aviários para criação de aves. Na margem esquerda da foto se vê a parte posterior de um jipe, onde uma pessoa senta no assento do motorista. Atrás dos aviários, a copa de uma árvore cuja espécie não é possível identificar. Ao fundo formações campestres de Cerrado e à frente, terreno desmatado para execução da granja. Os poleiros estão organizados em fileiras, na imagem se vê onze. São construídos em madeira, com telhado de duas águas bastante inclinadas, telhas de material metálico e abertura nas laterais.

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NOV.B.6 (98)

Formato paisagem, fotografia preta e branca.
Na imagem se observa dois galpões da Granja do Torto, ainda em construção. Esta fotografia data do período de 1958-1960. A estrutura de pórticos arqueados em aço, está montada, junto com as terças da cobertura e parte da parede de alvenaria. A frente, terreno arrasado e materiais de construção, da esquerda pra direita monte de areia e tijolos. Ao fundo uma faixa de Cerrado sentido restrito.

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NOV.B.6 (97)

Formato paisagem, fotografia preto e branco.
A fotografia retrata a Fazenda Gama, tirada no período de 1957-1960.
Na imagem, aparece com centralidade a fachada principal da casa da Fazenda do Gama. A residência possui telhado de quatro águas, telhas coloniais, construída em alvenaria estrutural. Nesta fachada são observadas cinco janelas com esquadrias de madeira fechadas no momento da foto. A entrada é contornada por um alpendre e a porta está entreaberta. Há uma tigela apoiada na cerca do alpendre. Atrás da imagem é possível ver a mangueira do quintal da casa e a cerca que separa o terreno de cultivo. Mais ao fundo se vê uma planície.

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