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NOV.B.19 (94)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-94
  • Pièce
  • 1957
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem de uma folha com 2 croquis de estudo preliminar das áreas residenciais do Plano Piloto de Brasília, projetado por Lucio Costa. O primeiro desenho, localizado na parte superior direita, apresenta uma proposta de morfologia urbana para a superquadra, por isso, são apresentadas as disposições dos blocos residenciais, dos comerciais locais, das vias e dos passeios de pedestres. A segunda ilustração está localizada na parte inferior da imagem, e é um grande croqui, em perspectiva do pedestre, de uma superquadra com blocos de 6 pavimentos sobre pilotis. Este croqui foi utilizado, posteriormente, pela Revista Brasília, da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), para explicar a configuração do setor habitacional (BRASIL, 1957, p. 9).

Informações adicionais sobre as superquadras de Brasília: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.
"

Sans titre

NOV.B.19 (89)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-89
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Cartaz publicitário de divulgação do Super Shopping Center “Veritas I”, projetado por Oscar Niemeyer (1907 - 2012) e Lucio Costa. (1902 - 1998). O projeto, não construído, é exposto por meio de três croquis em perspectiva do pedestre e caixas textuais. Portanto, na parcela superior da imagem consta um croqui geral do empreendimento com o texto “Brasília nova capital”, localizado na acima do desenho, e o nome do projeto, situado abaixo. Na parte inferior, do lado esquerdo, há um croqui da fachada da loja e as informações referentes à construtora proprietária do projeto, Propriedade Incorporação Construção VERITAS S/A Construções e Engenharia, o endereço e o telefone do grupo empresarial. Ao centro da parcela inferior, consta uma assinatura do presidente vigente, Juscelino Kubitschek (1902 - 1976), com o local Brasília e a data 02 de maio de 1958. Por último, do lado direito, estão dispostos um croqui do interior da loja e as informações da empresa responsável pelas vendas exclusivas, a Sociedade Imobiliária “ICCA” LTDA.

Sans titre

NOV.B.19 (88)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-88
  • Pièce
  • 1958 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Desenhos de estudo do Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF). Pelo traçado do desenho e suas representações, o desenho de estudo parece ser de autoria do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer (1907-2012). O croqui no canto superior esquerdo mostra com perspectiva de um ponto de fuga para à esquerda (que é a referência no horizonte para fazer as linhas em um desenho e construir uma perspectiva) a forma que remete a velas de barco e a disposição das colunas pela fachada e, abaixo, o olho representa o ângulo de visão do observador. Na parte superior direita, croqui da fachada frontal do STF já com representação de uma escultura na sua fachada que atualmente é a escultura “A Justiça” de autoria do artista Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Na parte inferior, croqui com perspectiva diagonal da fachada frontal também com a representação de uma escultura, bem como a caixa de vidro ao centro, a larga rampa de acesso e alguns calungas (que é uma representação da figura humana que utilizamos para dar ideia das dimensões da obra representada).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF):
O Palácio do Supremo Tribunal Federal, localizado na Praça dos Três Poderes em Brasília, foi desenvolvido entre janeiro de 1958 e junho de 1960, ano de sua inauguração, por Oscar Niemeyer (1907-2012) e outros arquitetos como Nauro Esteves (1923-2007) e Glauco Campello (1934-). O projeto estrutural foi desenvolvido pelo engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) com fundações da empresa Estacas Franki Ltda. e execução de obras da Construtora Rabello S.A. iniciado em agosto de 1958, além da Construtora Planalto Ltda. e da empresa Instalações Alvorada S.A. Comércio e Indústria.
O Palácio do Supremo Tribunal Federal, com suas sete colunas harmoniosas, série de colunas-curvas encadeadas, em duas fachadas do edifício (faces leste e oeste), contrárias ao sentido do Palácio do Planalto, com formato que remete a velas de barco. A caixa de vidro (componente construtivo de vedação, composto por vidros fixados em malha de perfis metálicos contínuos, que se desenvolvem no sentido da altura e/ou da largura da fachada da edificação, por pelo menos dois pavimentos), localizada no meio, é dividida nos dois planos horizontais e por pilares verticais localizados, e transmite a sensação de suspensão. À frente, encontra-se uma rampa externa, localizada no meio da fachada, criando uma perfeita simetria com os pórticos. (TEIXEIRA, 2019; SILVA, 2014).
"

Sans titre

NOV.B.19 (84)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-84
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Desenho/croqui de estudo da Capela do Palácio da Alvorada. O desenho à esquerda mostra a fachada frontal tendo a entrada do mesmo sem as portas de entrada do artista Athos Bulcão (1918-2008). A janela à direita e o painel/mural de dentro da Capela não foram implementados. O desenho à direita mostra a representação interna da Capela com longos genuflexórios (móvel para rezar, em forma de cadeira, com estrado baixo para ajoelhar, e encosto alto, sobre o qual se pousam os braços e o livro de orações) que foram substituídos por pequenos genuflexórios individuais. Em ambos os desenhos, há diversos calungas (que é uma representação da figura humana que utilizamos para dar ideia das dimensões da obra representada).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Sans titre

NOV.B.19 (78)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-78
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia preta e branca, no formato paisagem. Croqui em aquarela e nankin da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, ilustrando parte da praça autônoma na qual é localizada, disposta lateralmente à Esplanada dos Ministérios. Em destaque central da imagem está a igreja, com suas colunas hiperbolóides unindo-se no topo; no canto inferior esquerdo é têm-se vista parcial da rampa de acesso principal da Catedral, com grades de guarda-corpo; logo acima da rampa está a cúpula do batistério em formato ovóide; margeando a Catedral está um piso de desenho alternado onde hoje viria a ser o espelho d’água, nesse piso mais à esquerda vê-se uma segunda rampa de acesso em formato de ferradura e à direita uma fileira de figuras humanas com vestimentas litúrgicas. Ao fundo ilustra-se uma sequência de árvores enfileiradas e dois edifícios predominantemente horizontais parcialmente aparecendo de cada lado da Catedral.

Sans titre

NOV.B.19 (77)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-77
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem parcial do croqui, em perspectiva de voo de pássaro, da Escola Parque da 308 Sul, projetada por Oscar Niemeyer (1907-2012). O projeto, ilustrado em nanquim, é composto por dois volumes principais, simples, conectados por um estreito corredor coberto. Há uma grande diferença de proporção entre eles, sendo a edificação ao fundo muito maior que a situada à frente, pois essa última abrigaria apenas o auditório da instituição, enquanto, a primeira comportaria todos os demais ambientes internos do programa de necessidades. Além disso, o volume maior possui cobertura shed e platibanda, enquanto, o volume menor contém apenas a platibanda e uma laje plana. Outros elementos arquitetônicos, tais como o térreo parcialmente em pilotis, os brises treliçados nas esquadrias das fachadas e a vedação externa em pele de vidro (cortina de vidro) no pavimento superior, contribuem para enquadrar a Escola Parque como um exemplar da arquitetura moderna brasileira. Por último, integram o desenho, a ilustração genérica do paisagismo e da proposta de paginação do piso externo.

Informações adicionais sobre a Escola Parque da 308 Sul e o sistema educacional de Brasília: Escola Parque da 308 Sul é um exemplo icônico de arquitetura moderna brasileira e um importante trabalho do arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé. Segundo o Projeto Político Pedagógico a Escola Parque da 307/308 Sul foi entregue à população de Brasília em 21 de abril de 1960, iniciando o ano letivo em 16 de maio do mesmo ano.
O prédio da escola é composto por uma série de pavilhões que se distribuem em torno de um grande pátio central. A estrutura é leve e a escola foi projetada para que a ventilação natural possa ser maximizada, além de possuir uma série de elementos de controle solar.
Os pavilhões da escola são compostos por estruturas de concreto e metal, com paredes de vidro que permitem a entrada de luz natural e proporcionam vistas para o pátio central. As paredes internas das salas de aula são revestidas de madeira, criando um ambiente acolhedor e aconchegante.
A escola também conta com um grande número de áreas externas, como o pátio central, o parque infantil e os jardins, que foram projetados para incentivar a interação e o contato com a natureza. A escola tem como um de seus objetivos a promoção de um ambiente educacional saudável e acolhedor.
Além disso, a escola possui uma série de elementos arquitetônicos que são característicos do trabalho de Lelé, como a valorização da luz natural, a integração dos espaços internos e externos, e a preocupação com a sustentabilidade. A escola é um exemplo notável do trabalho de Lelé e um patrimônio arquitetônico importante da cidade de Brasília.
De acordo com Juscelino Kubitschek (1902 – 1976) o projeto de criação da nova capital buscava abarcar todas as áreas relevantes para o desenvolvimento da nação e do indivíduo. E a educação não ficaria de fora desse planejamento, pelo contrário, teve sempre lugar destaque. Acreditavam que o sistema educacional idealizado aqui serviria como base e modelo para ser seguido no resto do país. Dessa forma, deram prioridade a execução de um plano educacional que enfatiza a democratização do ensino e que ele se ajustasse às peculiaridades urbanísticas propostas por Lucio Costa (1902 – 1998). O plano de construção das escolas levou em consideração a quantidade de habitantes na região e foram divididas da seguinte forma:
• Jardins da infância - destinados à educação de crianças nas idades de 4, 5 e 6 anos;
• Escolas-classe: para a educação intelectual sistemática de menores nas idades de 7 a 14 anos, em curso completo de seis anos ou séries escolares;
• Escolas-parque - destinadas a complementar a tarefa das ""escolas-classe"", mediante o desenvolvimento artístico, físico e recreativo da criança e sua iniciação no trabalho, mediante uma rede de instituições ligadas entre si, dentro da mesma área.
O plano educacional foi pensado por uma equipe técnica chefiada pelo professor Anísio Teixeira (1900 – 1971) e entraria em vigor após a inauguração de Brasília. Entretanto, com a construção da capital, famílias mudaram-se para o planalto central e a demanda por educação para os seus filhos passou a existir antes mesmo do Plano Educacional e as estruturas físicas das escolas ficarem prontas.
A Escola Parque 308 Sul adota uma abordagem pedagógica inovadora, baseada na interdisciplinaridade, na criatividade e na participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem. Além disso, a escola oferece atividades extracurriculares, como oficinas de música, teatro, dança e artes plásticas, visando o desenvolvimento integral dos estudantes.
A escola atende alunos do ensino fundamental e médio, e tem uma proposta curricular que busca formar cidadãos críticos e engajados socialmente. Além disso, a escola tem um compromisso com a inclusão social e oferece atendimento educacional especializado para alunos com deficiência.
Em resumo, a Escola Parque 308 Sul é uma escola pública de destaque em Brasília, que busca uma educação de qualidade e inovadora, com foco no desenvolvimento integral dos estudantes e na formação de cidadãos críticos e engajados socialmente.
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Sans titre

NOV.B.19 (76)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-76
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem parcial do croqui, em perspectiva de voo de pássaro, da Escola Classe da 308 Sul, projetada por Oscar Niemeyer (1907-2012). O projeto, ilustrado em nanquim, é composto por dois volumes principais, simples, conectados por um estreito corredor coberto. Há uma diferença de proporção entre eles, sendo a edificação da esquerda muito maior que a da direita. Além disso, o volume maior possui cobertura com rasgo central, telhado em múltiplas águas e platibanda, enquanto, o volume menor contém apenas a platibanda e o telhado em uma água. Outros elementos arquitetônicos, tais como os brises fixos nas esquadrias da fachada oeste do primeiro bloco, e a vedação em pele de vidro (cortina de vidro) da fachada sul do segundo, contribuem para enquadrar a Escola Classe como um exemplar da arquitetura moderna brasileira. Por último, integram o desenho, a ilustração do paisagismo e da proposta de paginação do piso externo, além de uma bandeira do Brasil hasteada, localizada próximo à passagem coberta.

Informações adicionais sobre a Escola Classe da 308 Sul: A Escola Classe 308 Sul, localizada em Brasília, é um exemplo icônico da arquitetura modernista e foi projetada pelo renomado arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. Construída em 1973, a escola é um marco arquitetônico na cidade e reflete os princípios estéticos e funcionais que caracterizam a capital brasileira.
A fachada da escola é marcada por grandes aberturas e janelas, permitindo a entrada abundante de luz natural e proporcionando uma sensação de conexão com o ambiente externo. A disposição dos espaços internos foi pensada para oferecer um ambiente acolhedor e funcional para os alunos, promovendo a interação e o aprendizado.
Além da arquitetura, a Escola Classe 308 Sul conta com espaços ao ar livre bem planejados, como pátios e áreas de recreação, que incentivam a interação social e o contato com a natureza. O projeto paisagístico valoriza o uso de áreas verdes, criando um ambiente agradável para os estudantes.
De acordo com Juscelino Kubitschek (1902 – 1976) o projeto de criação da nova capital buscava abarcar todas as áreas relevantes para o desenvolvimento da nação e do indivíduo. E a educação não ficaria de fora desse planejamento, pelo contrário, teve sempre lugar destaque. Acreditavam que o sistema educacional idealizado aqui serviria como base e modelo para ser seguido no resto do país. Dessa forma, deram prioridade a execução de um plano educacional que enfatiza a democratização do ensino e que ele se ajustasse às peculiaridades urbanísticas propostas por Lucio Costa (1902 – 1998). O plano de construção das escolas levou em consideração a quantidade de habitantes na região e foram divididas da seguinte forma:
• Jardins da infância - destinados à educação de crianças nas idades de 4, 5 e 6 anos;
• Escolas-classe: para a educação intelectual sistemática de menores nas idades de 7 a 14 anos, em curso completo de seis anos ou séries escolares;
• Escolas-parque - destinadas a complementar a tarefa das ""escolas-classe"", mediante o desenvolvimento artístico, físico e recreativo da criança e sua iniciação no trabalho, mediante uma rede de instituições ligadas entre si, dentro da mesma área.
O plano educacional foi pensado por uma equipe técnica chefiada pelo professor Anísio Teixeira (1900 – 1971) e entraria em vigor após a inauguração de Brasília. Entretanto, com a construção da capital, famílias mudaram-se para o planalto central e a demanda por educação para os seus filhos passou a existir antes mesmo do Plano Educacional e as estruturas físicas das escolas ficarem prontas.
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Sans titre

NOV.B.19 (75)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-75
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem do croqui da Escola Normal da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A ilustração, feita com tinta nanquim, apresenta a vista aérea (perspectiva de voo de pássaro) da escola pioneira com as propostas de paisagismo e de paginação do piso externo, além de escala humana e automobilística. O projeto é um exemplar da arquitetura moderna, fator que é notório devido a adoção de volumes simples e cobertura shed, com platibanda, para compor a obra, e emprego da vedação externa em pele de vidro (cortina de vidro). Ainda, no projeto, um vasto gramado circunda a construção - composta por três volumes retangulares, sendo dois menores e um maior -, enquanto espécies arbóreas compõem um cinturão de vegetação que delimita os limites do lote.

Informações adicionais sobre a Escola Normal: Sobre a Escola Normal consta, no Museu da Educação do Distrito Federal, a seguinte informação:
“Outra importante escola pioneira foi a Escola Normal de Brasília que funcionou, desde 1960, nas dependências do Colégio CASEB e, posteriormente, do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, CEMEB. Sua sede própria data de 1970, tendo sido inaugurada com a presença do então Ministro da Educação Tarso Dutra e outras autoridades. Seu projeto arquitetônico, de autoria do arquiteto Germano Galler, atende à filosofia da educação adotada por Anísio Teixeira para o desenvolvimento de um currículo escolar abrangente de uma instituição que funcionaria em tempo integral. Localizada numa área de 18.000m², tendo 12.000m² de área construída, a Escola Normal de Brasília, concebida para atender 1.000 alunos, possui 137 dependências. A Escola Normal de Brasília inspirou-se no modelo de escola de John Dewey, em Chicago, como um centro permanente de pesquisa e experimentação pedagógica. Nela, foram idealizadas quatro unidades: (1ª) laboratório primário; (2ª) laboratório jardim; (3ª) laboratório creche; e (4ª) laboratório formação (normal)

As inovações pedagógicas estavam presentes desde as instalações sanitárias, laboratórios, salas de repouso, gabinetes médico-odontológicos e de enfermagem, cantinas. Os laboratórios de biologia, por exemplo, possuíam plataformas externas para a colocação dos biotérios e eram equipados com dispositivos de proteção contra incêndio e explosão. Havia, ainda, quatro conjuntos de quatro salas, divididas por divisórias móveis, removíveis, que, além de possuírem isolamento acústico, podiam ser transformadas em salões, o que permitia agrupar atividades didáticas. O auditório era uma área de uso múltiplo, com um palco, camarins e dispositivos para cenários, assim como cabine de projeção equipada com projetores de 16 e 35mm, mesa de comando e distribuição de som e luz. As salas de aulas possuem janelas envidraçadas, na sua maioria voltadas para os jardins.”
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Sans titre

NOV.B.19 (74)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-74
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem dos croquis do Centro Cultural da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). O projeto, não executado, é apresentado por meio de duas vistas externas, uma aérea (perspectiva de voo de pássaro) e outra em perspectiva do pedestre. Por elas, é possível identificar o formato irregular da construção proposta, composto por várias diagonais. Além disso, nota-se que a cobertura possuiria diversas águas e platibanda e que o fechamento principal externo seria por meio de uma extensa pele de vidro. Também, devido à robustez dos elementos representados e a cultura construtiva de Brasília, é possível inferir que material proposto para a estrutura do complexo seria o concreto armado. Ainda sobre esse ponto, o projeto possui grandes pilares em formato de “V”, localizados no perímetro da vedação externa, que vencem vãos consideráveis. Por último, complementam os croquis, a escala humana e a representação do paisagismo.

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NOV.B.19 (73)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-73
  • Pièce
  • 1957 - 1960
  • Fait partie de Sans titre

Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem dos croquis do Centro Esportivo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). O projeto, não executado, apresentado por meio de duas vistas em perspectiva - uma externa e outra interna, respectivamente - é de um centro poliesportivo semienterrado, de grande vão, e com visual e acessos amplos no pavimento térreo. Por meio do desenho, da robustez dos elementos e da cultura construtiva de Brasília, é possível inferir que o material proposto para a estrutura do pavilhão seria o concreto armado. Ainda sobre esse ponto, o projeto retangular é composto por largos pilares de seção “V”, localizados equidistantes nas extremidades das laterais de maior lado, e recebem as cargas de uma cobertura de várias águas, de mesmo material. Internamente, pode-se visualizar arquibancadas de sete patamares, uma quadra de basquete e uma piscina com trampolim. Por último, complementam o croqui superior de vista externa, a escala humana, a representação do paisagismo e uma haste de bandeiras, situada do lado esquerdo da representação, enquanto, no croqui inferior, apenas são ilustrados os dois primeiros itens mencionados.

Sans titre

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