- DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-39
- Item
- 1957 - 1960
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"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Imagem fotográfica da fachada oeste do Teatro Nacional Claudio Santoro, em 1960, durante o período inicial de construção. O registro retrata o escoramento com madeira das lajes concretadas in loco e a montagem das armaduras das treze vigas invertidas e inclinadas de concreto armado. Na metade inferior da imagem, encontram-se escoradas, e ainda com as fôrmas de madeira, as lajes de concreto que compõem o acesso oeste ao teatro. Esses elementos possuem um espaçamento considerável entre eles, o que contribui para que apenas o canto direito da segunda laje apareça na fotografia. Três montantes de fôrmas empilhadas, possivelmente utilizadas para a concretagem do fechamento inclinado da fachada, estão dispostos sobre essas lajes de acesso. Ainda, duas escadas provisórias de madeira ligam os três níveis diferentes da obra. No chão, entre os apoios das lajes, um rastro de automóvel aparece marcado sobre terra batida, indicando um fluxo contínuo de veículos. Próximo à estrutura de escoramento da laje de acesso há dois buracos, sendo um deles tampado por duas ripas de madeira e outro contido por uma estrutura de formato cilíndrico com uma caçamba cônica para lançamento de concreto, maquinário utilizado para derrame de concreto em lugares altos ou de difícil acesso. Na lateral direita da imagem, há um operário caminhando em direção a parte interna do teatro e uma bicicleta está apoiada no primeiro pilar térreo da fotografia. Na parte inferior da estrutura do Teatro Nacional, existem quatro silhuetas de trabalhadores que estão pouco visíveis. Na parte superior da imagem, na fachada oeste, há dezesseis operários, apoiados sobre a laje inclinada de fechamento, executando a montagem em série das vigas invertidas em um processo de trabalho que se iniciou da direita para a esquerda do registro. Na laje de vedação da fachada, diversos materiais de construções aparecem dispostos sobre ela, tais como ripas, placas e fôrmas de madeira, vergalhões e pedras. Na cobertura, aparecem a construção das armaduras e fôrmas de três vigas treliçadas de seção ""I"", com 4,5 metros de altura e cerca de 30 metros de vão entre apoios. Nove trabalhadores são retratados executando esse processo. No lado superior esquerdo, uma grande estrutura de refletores é registrada com baixa visibilidade.
O projeto do Teatro Nacional de Brasília é do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), produzido em 1958. A obra passou por um longo período até ser completamente finalizada, iniciada em julho de 1960 e sua parte estrutural concluída em janeiro de 1961. Entre as décadas de 1960 e meados de 1970, o teatro, mesmo inacabado, era utilizado para realização de eventos. Em 1975, o arquiteto Milton Ramos (1929-2008) foi convidado a detalhar e complementar a obra, gerando mudanças significativas no prédio. Com a construção das salas concluída, em 6 de março de 1979, o teatro foi reaberto com vários problemas técnicos. A obra foi retomada e ele foi reinaugurado em 21 de abril de 1981. Integram a equipe de construção inicial: a Construtora Rabello, o engenheiro Bruno Contarini (1933-2021), responsável inicial pelo projeto de cálculo e acompanhamento da construção, Aldo Calvo (1906-1991), técnico de teatro e cenógrafo, engenheiro Lothar Cremer (1905-1990), responsável pelo estudo acústico completo, e Athos Bulcão (1918-2008), artista plástico, autor dos volumes presentes nas fachadas norte e sul. Já a equipe de retomada da obra, em 1975, é composta por Milton Ramos, arquiteto responsável, Aldo Calvo e Athos Bulcão, novamente contratados, Roberto Burle Marx (1909-1994), paisagista, Sérgio Rodrigues (1927-2014), arquiteto e designer de mobiliário, e Igor Sresnewsky (1913-1996), consultor de acústica.
Ainda, é válido ressaltar que, em alguns textos mais antigos, o teatro pode aparecer denominado como Teatro Nacional de Brasília, pois o nome atual, Teatro Nacional Cláudio Santoro, só foi definido em 1989, na Lei nº 37, no Diário Oficial do Distrito Federal. A antiga denominação, inclusive, aparece em um artigo presente na revista Brasília, coleção completa do 2º aniversário, de 1953 a 1954, da NOVACAP. Nessa publicação, a estética do Teatro Nacional é justificada como: ""A forma exterior, de paredes lisas, caídas, indiferentes, é apenas, (assim se expressou Oscar Niemeyer), o envólucro necessário para deixar funcionar livremente todos os tipos de teatro para o povo de Brasília""."
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