- DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-32
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- 1960
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"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Imagem fotográfica das fachadas oeste e norte do Teatro Nacional Claudio Santoro, em 1960, durante o período inicial da construção. O registro retrata, na fachada oeste, o momento da montagem das treze vigas invertidas e inclinadas, pré-fabricadas em concreto protendido, com o auxílio de um guindaste e de diversos operários, enquanto, na fachada norte, está sendo instalados os preenchimentos de placas de concreto pré fabricadas que escondem a estrutura lateral. Ainda, é possível identificar que esses processos se iniciaram do lado direito da fachada oeste, pois se encontram mais incompletos do lado esquerdo, local que apresenta um maior número de trabalhadores sobre a estrutura, grande quantidade de escoramentos, fôrmas e ancoragens estruturais. A parte inferior da fotografia apresenta as vigas de contorno já concretadas próximas ao nível térreo, ainda em terra batida. Ao fundo, do lado direito, há uma grande estrutura metálica com refletores.
O projeto do Teatro Nacional de Brasília é do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), produzido em 1958. A obra passou por um longo período até ser completamente finalizada, iniciada em julho de 1960 e sua parte estrutural concluída em janeiro de 1961. Entre as décadas de 1960 e meados de 1970, o teatro, mesmo inacabado, era utilizado para realização de eventos. Em 1975, o arquiteto Milton Ramos (1929-2008) foi convidado a detalhar e complementar a obra, gerando mudanças significativas no prédio. Com a construção das salas concluída, em 6 de março de 1979, o teatro foi reaberto com vários problemas técnicos. A obra foi retomada e ele foi reinaugurado em 21 de abril de 1981. Integram a equipe de construção inicial: a Construtora Rabello, o engenheiro Bruno Contarini (1933-2021), responsável inicial pelo projeto de cálculo e acompanhamento da construção, Aldo Calvo (1906-1991), técnico de teatro e cenógrafo, engenheiro Lothar Cremer (1905-1990), responsável pelo estudo acústico completo, e Athos Bulcão (1918-2008), artista plástico, autor dos volumes presentes nas fachadas norte e sul. Já a equipe de retomada da obra, em 1975, é composta por Milton Ramos, arquiteto responsável, Aldo Calvo e Athos Bulcão, novamente contratados, Roberto Burle Marx (1909-1994), paisagista, Sérgio Rodrigues (1927-2014), arquiteto e designer de mobiliário, e Igor Sresnewsky (1913-1996), consultor de acústica.
Ainda, é válido ressaltar que, em alguns textos mais antigos, o teatro pode aparecer denominado como Teatro Nacional de Brasília, pois o nome atual, Teatro Nacional Cláudio Santoro, só foi definido em 1989, na Lei nº 37, no Diário Oficial do Distrito Federal. A antiga denominação, inclusive, aparece em um artigo presente na revista Brasília, coleção completa do 2º aniversário, de 1953 a 1954, da NOVACAP. Nessa publicação, a estética do Teatro Nacional é justificada como: ""A forma exterior, de paredes lisas, caídas, indiferentes, é apenas, (assim se expressou Oscar Niemeyer), o envólucro necessário para deixar funcionar livremente todos os tipos de teatro para o povo de Brasília""."
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