Construtora Rabello

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NOV.B.2 (635)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-635
  • Item
  • março de 1958
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da Capela do Palácio da Alvorada em fase de construção. Em primeiro plano, chão de terra batida com várias tábuas de madeira sobre o mesmo, além de diversos tijolos cerâmicos empilhados em um formato retangular à frente da fachada da obra. Em destaque, a Capela com algumas tábuas de madeira que servem de forma para a concretagem das paredes, à esquerda da fotografia, e ao centro parte da parede curvilínea da obra também com tábuas de madeira, porém, já com a concretagem da mesma. Apoiado sobre a parede, há tapumes e uma escada de madeira. No horizonte, à direita, fitofisionomia do Cerrado e uma pequena construção que aparenta ser dos acampamentos dos trabalhadores da construtora Rabello que atuou na obra do Palácio da Alvorada.

CONTEXTO HISTÓRICO DA CAPELA DO PALÁCIO DA ALVORADA:
Em 1956, anteriormente à vitória de Lucio Costa (1902-1998), o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projeta os principais palácios de Brasília e realiza o projeto da praça cívica. [...] A igreja proposta complementa a praça cívica composta pela triangulação palácio-hotel-igreja [...]. O partido consiste em duas paredes curvas que se entrelaçam para conformar a nave, única. [...] As aberturas são mínimas, todas verticais. [...] Presume-se que a altura total seja de aproximadamente 20 metros, bem como o seu diâmetro. [...] Em sua conformação final, esta igreja transforma-se em capela anexa ao palácio residencial, conectada a este pelo subsolo. A escala do edifício se modifica, adaptando-se a designação de capela propriamente dita, mesmo que o partido se mantenha praticamente intacto. [...] Em sua conformação final a altura total é de aproximadamente 9,5 metros, ou seja, a metade (ALMEIDA, 2012, p. 59, 63 e 64). A empresa responsável pela obra (do Palácio da Alvorada) foi a construtora Rabello, do engenheiro Marco Paulo Rabello (1918-2010) (ALMEIDA, 2012, p.94).
"

Untitled

NOV.B.2 (650)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-650
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Vista da fachada posterior do Palácio da Alvorada. Registro aéreo do Palácio da Alvorada (PA) durante os seus anos finais de construção, estando em processo avançado de obra, inserido no contexto da península do Lago Paranoá – ainda não preenchido –, em evidência parte dos elementos construtivos do que futuramente viria ser a capela, o espaço de bar, o bloco de serviço semienterrado e o lago artificial do Alvorada. No quadrante central, parte do edifício destinada a área de lazer, onde encontra-se a piscina e uma cobertura destinada ao bar, com os acessos já delimitados e concretados. No quadrante inferior direito, na fachada sul do PA, encontra-se a capela, estando em fase final de obra, sendo possível identificar o acesso rampeado a partir da entrada principal, a via que dá acesso a parte inferior da capela desenvolvendo-se para um retorno de veículos, além da passarela elevado de acesso à superfície de entrada da capela a partir do edifício principal do Alvorada. No quadrante superior, identifica-se parte do contexto territorial das orientações leste e sul do Palácio, sendo possível identificar o bloco semienterrado de serviço à direita com o acesso rampeado e o espaço destinado a área de lazer; havendo a passarela elevada de acesso, o vislumbre da escultura “Ritmo dos Ritmos”, de Maria Martins; além da piscina e uma cobertura destinada ao bar, à esquerda. Acima da área de lazer, ainda na elevação leste, o lago artificial do Alvorada foi preenchido, sendo possível identificar parte do seu perímetro. Na elevação oeste, a via de acesso ao PA, que faz junção a Via Presidencial, esta que circunda a área total do Alvorada na península. A via apresenta pleno funcionamento devido às marcas de passagens de veículos, sendo possível identificar um Jeep Willys de cor clara estacionado próximo do piso de acesso, onde encontra-se a rampa do acesso principal ao edifício. No quadrante esquerdo, alguns transeuntes caminham sobre a via e no terreno descampada de terra batida que circunda o terreno do Palácio do Alvorada. Adjacentes às estruturas do Palácio da Alvorada parte do terreno apresenta superfície gramada, havendo uma mudança abrupta, no perímetro do conjunto arquitetônico, para um solo de terra batida marcada pela passagem de veículos, maquinários e processo de obra recente nas imediações das obras finalizadas. Nota-se, portanto, a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, aparente uso de maquinário para retirada de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. A direita do terreno retangular, resquícios dos canteiros e acampamentos dos operários que realizaram a construção, sendo possível identificar apenas parte das suas fundações e vias vicinais que davam acesso a estes, facilitando o transporte de materiais e suprimentos. Em grande parte do registro, a vegetação é caracterizada por árvores esparsas nos arredores das edificações e mudanças abruptas de solo. No quadrante superior, à linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do Lago Paranoá, que contrasta com o solo do cerrado. Torna-se nítido a presença de uma vasta vegetação de Cerrado típico (Cerrado sentido restrito), com variações de densa, ralo e de médio porte, com gramíneas secas. O primeiro trecho da península caracteriza-se por uma vegetação de baixo porte, com gramíneas mais densas às margens do lago e secas nas áreas que configuram vias vicinais ou áreas descampadas - onde, anteriormente, estiveram os acampamentos e canteiros de obra. Diversas áreas desmatadas refletem o processo de obra recente.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021."

Untitled

NOV.B.2 (655)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-655
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta manchas brancas de uma possível retirada de fita. Registro aéreo da península do Lago Paranoá – ainda não preenchido – com os primeiros edifícios em alvenaria inaugurados de Brasília, durante os primeiros anos de construção de Brasília, entre 1957 e 1958, o Brasília Palace Hotel e o Palácio da Alvorada (PA), estando em evidência, em primeiro plano, o contexto construtivo do Palácio da Alvorada (a capela e o acesso rampeado semienterrado, o espaço de bar e piscina). Mais ao fundo, a fachada leste do Brasília Palace Hotel, estando os dois em processo avançado de obra, sendo estes inaugurados no dia 30/06/1958. O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semi enterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021. No quadrante inferior do registro, parte da extensão vegetativa de onde, posteriormente, viria a ser preenchido o Lago Paranoá. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com sequência de chuvas do ano de 1961, e então, Juscelino Kubitschek (1902-1961) se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). Ainda neste trecho, pequenas vias vicinais traçam percursos de acesso demarcados no solo, possivelmente, destinados à passagem de operários e veículos carregados de materiais para as construções visíveis. O terreno se estende em aclive até a península do Lago, onde encontra-se o PA. Próximo da estrada vicinal em evidência no quadrante inferior do registro, pequenas instalações de apoio aos operários, possivelmente se tratando de sanitários. O edifício do Alvorada encontra-se em fase avançada de construção, havendo a presença dos principais elementos arquitetônicos que compõem o seu contexto construtivo – o próprio Palácio da Alvorada, a capela, o espaço de bar e piscina na fachada posterior e o bloco semienterrado de serviços, à esquerda. Adjacentes às estruturas do Palácio da Alvorada parte do terreno apresenta superfície gramada, havendo uma mudança abrupta, no quadrante central direito, para um solo de terra batida marcada pela passagem de veículos e maquinários nas imediações das obras finalizadas. Nota-se, portanto, a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, aparente uso de maquinário para retirada de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. A direita do Alvorada, dois conjuntos de alojamentos – de estrutura simples retangular ou quadrada, com telhado em duas quedas – destinado aos trabalhadores, além de estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso ainda não pavimentados no entorno das moradias, durante o período de obras. A esquerda dos alojamentos e na frente do Palácio da Alvorada, parte do solo ainda em terra batida do que posteriormente viria a ser parte da extensão do terreno gramado de acesso ao edifício, sendo possível identificar uma torre treliçada para armazenamento de água e postes de energias, além das estradas vicinais. No quadrante esquerdo, à esquerda do anexo semienterrado de serviços, é possível identificar um canteiro de obras a serviço do Palácio da Alvorada, havendo aproximadamente seis instalações de apoio, possivelmente, destinadas ao armazenamento, cortes e manuseio dos materiais destinados à obra. No mesmo terreno, pilhas de materiais e montantes de agregados ambientaliza a desordem do canteiro durante o processo de obra recorrente na região. Nas delimitações do canteiro, próximos das estradas vicinais pequenas instalações destinadas aos sanitários. Nas imediações de todo o contexto de obra do Palácio da Alvorada, pequenas estradas vicinais direcionam-se para o oeste com sentido Esplanada dos Ministérios e o próprio Hotel de Turismo evidenciado no registro no quadrante superior. Em plano posterior, o Brasília Palace Hotel em processo avançado de obra, com a fachada leste em em aparente fase final de obra, sendo possível identificar também um pequeno conjunto de instalações e alojamentos de apoio à obra. A esquerda do Palace, uma torre treliçada para caixa d’água, e um adensamento de árvores de médio porte. O Palace apresenta iminência de conclusão, com fachadas que aparentam apresentar esquadrias e cortinas, logo, em funcionamento. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), com 13.562 m² de área construída, contando com 180 apartamentos e uma extensão da fachada em 200 metros de comprimento. Sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Em todo o registro, a vegetação é caracterizada por árvores esparsas nos arredores das edificações, e mudanças abruptas de solo. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Torna-se nítido a presença de uma vasta vegetação de Cerrado típico (Cerrado sentido restrito), com variações de densa, ralo e de médio porte, com gramíneas secas.

Untitled

NOV.B.08 (32)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-32
  • Item
  • 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Imagem fotográfica das fachadas oeste e norte do Teatro Nacional Claudio Santoro, em 1960, durante o período inicial da construção. O registro retrata, na fachada oeste, o momento da montagem das treze vigas invertidas e inclinadas, pré-fabricadas em concreto protendido, com o auxílio de um guindaste e de diversos operários, enquanto, na fachada norte, está sendo instalados os preenchimentos de placas de concreto pré fabricadas que escondem a estrutura lateral. Ainda, é possível identificar que esses processos se iniciaram do lado direito da fachada oeste, pois se encontram mais incompletos do lado esquerdo, local que apresenta um maior número de trabalhadores sobre a estrutura, grande quantidade de escoramentos, fôrmas e ancoragens estruturais. A parte inferior da fotografia apresenta as vigas de contorno já concretadas próximas ao nível térreo, ainda em terra batida. Ao fundo, do lado direito, há uma grande estrutura metálica com refletores.
O projeto do Teatro Nacional de Brasília é do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), produzido em 1958. A obra passou por um longo período até ser completamente finalizada, iniciada em julho de 1960 e sua parte estrutural concluída em janeiro de 1961. Entre as décadas de 1960 e meados de 1970, o teatro, mesmo inacabado, era utilizado para realização de eventos. Em 1975, o arquiteto Milton Ramos (1929-2008) foi convidado a detalhar e complementar a obra, gerando mudanças significativas no prédio. Com a construção das salas concluída, em 6 de março de 1979, o teatro foi reaberto com vários problemas técnicos. A obra foi retomada e ele foi reinaugurado em 21 de abril de 1981. Integram a equipe de construção inicial: a Construtora Rabello, o engenheiro Bruno Contarini (1933-2021), responsável inicial pelo projeto de cálculo e acompanhamento da construção, Aldo Calvo (1906-1991), técnico de teatro e cenógrafo, engenheiro Lothar Cremer (1905-1990), responsável pelo estudo acústico completo, e Athos Bulcão (1918-2008), artista plástico, autor dos volumes presentes nas fachadas norte e sul. Já a equipe de retomada da obra, em 1975, é composta por Milton Ramos, arquiteto responsável, Aldo Calvo e Athos Bulcão, novamente contratados, Roberto Burle Marx (1909-1994), paisagista, Sérgio Rodrigues (1927-2014), arquiteto e designer de mobiliário, e Igor Sresnewsky (1913-1996), consultor de acústica.
Ainda, é válido ressaltar que, em alguns textos mais antigos, o teatro pode aparecer denominado como Teatro Nacional de Brasília, pois o nome atual, Teatro Nacional Cláudio Santoro, só foi definido em 1989, na Lei nº 37, no Diário Oficial do Distrito Federal. A antiga denominação, inclusive, aparece em um artigo presente na revista Brasília, coleção completa do 2º aniversário, de 1953 a 1954, da NOVACAP. Nessa publicação, a estética do Teatro Nacional é justificada como: ""A forma exterior, de paredes lisas, caídas, indiferentes, é apenas, (assim se expressou Oscar Niemeyer), o envólucro necessário para deixar funcionar livremente todos os tipos de teatro para o povo de Brasília""."

Untitled

NOV.B.08 (33)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-33
  • Item
  • 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Imagem fotográfica das fachadas sul e oeste do Teatro Nacional Claudio Santoro, em 1960, durante o período inicial da construção. O registro retrata o momento de escoramento e montagem das fôrmas e ancoragens dos elementos estruturais. A fotografia foi feita fora do canteiro de obras, sendo possível visualizar o tapume que delimita o local, e em frente observa-se a desnivel de terra batida. Ainda é notório a presença de quatro grandes estruturas metálicas com refletores nas extremidades da construção. Também, podem ser visualizados dois guindastes em frente a fachada sul, localizados no canto esquerdo e direito da imagem. Por último, seis operários são retratados, no centro da fotografia, trabalhando na montagem das treliças laterais que amarram a estrutura do Teatro Nacional.
O projeto do Teatro Nacional de Brasília é do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), produzido em 1958. A obra passou por um longo período até ser completamente finalizada, iniciada em julho de 1960 e sua parte estrutural concluída em janeiro de 1961. Entre as décadas de 1960 e meados de 1970, o teatro, mesmo inacabado, era utilizado para realização de eventos. Em 1975, o arquiteto Milton Ramos (1929-2008) foi convidado a detalhar e complementar a obra, gerando mudanças significativas no prédio. Com a construção das salas concluída, em 6 de março de 1979, o teatro foi reaberto com vários problemas técnicos. A obra foi retomada e ele foi reinaugurado em 21 de abril de 1981. Integram a equipe de construção inicial: a Construtora Rabello, o engenheiro Bruno Contarini (1933-2021), responsável inicial pelo projeto de cálculo e acompanhamento da construção, Aldo Calvo (1906-1991), técnico de teatro e cenógrafo, engenheiro Lothar Cremer (1905-1990), responsável pelo estudo acústico completo, e Athos Bulcão (1918-2008), artista plástico, autor dos volumes presentes nas fachadas norte e sul. Já a equipe de retomada da obra, em 1975, é composta por Milton Ramos, arquiteto responsável, Aldo Calvo e Athos Bulcão, novamente contratados, Roberto Burle Marx (1909-1994), paisagista, Sérgio Rodrigues (1927-2014), arquiteto e designer de mobiliário, e Igor Sresnewsky (1913-1996), consultor de acústica.
Ainda, é válido ressaltar que, em alguns textos mais antigos, o teatro pode aparecer denominado como Teatro Nacional de Brasília, pois o nome atual, Teatro Nacional Cláudio Santoro, só foi definido em 1989, na Lei nº 37, no Diário Oficial do Distrito Federal. A antiga denominação, inclusive, aparece em um artigo presente na revista Brasília, coleção completa do 2º aniversário, de 1953 a 1954, da NOVACAP. Nessa publicação, a estética do Teatro Nacional é justificada como: ""A forma exterior, de paredes lisas, caídas, indiferentes, é apenas, (assim se expressou Oscar Niemeyer), o envólucro necessário para deixar funcionar livremente todos os tipos de teatro para o povo de Brasília""."

Untitled

NOV.B.08 (34)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-34
  • Item
  • 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Imagem fotográfica da fachada oeste do Teatro Nacional Claudio Santoro, em 1960, durante o período inicial da construção. No registro, a obra da etapa estrutural se encontra em estágio avançado, com a colocação de parte das vigas invertidas de concreto protendido. A laje da entrada principal também está finalizada. No canto superior esquerdo, há um andaime levantando um elemento construtivo cilíndrico com um operário pendurado. Na parte superior da construção, existem diversos escoramentos e alguns trabalhadores apoiados sobre a laje de cobertura e na primeira viga do lado esquerdo da fachada. Outros três operários podem ser visualizados sobre a laje de cobertura inclinada, e um sobre a laje de acesso à entrada principal. Três escadas provisórias e um caminhão caçamba, não identificado, aparecem no centro da fotografia. Em frente a construção.
O projeto do Teatro Nacional de Brasília é do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), produzido em 1958. A obra passou por um longo período até ser completamente finalizada, iniciada em julho de 1960 e sua parte estrutural concluída em janeiro de 1961. Entre as décadas de 1960 e meados de 1970, o teatro, mesmo inacabado, era utilizado para realização de eventos. Em 1975, o arquiteto Milton Ramos (1929-2008) foi convidado a detalhar e complementar a obra, gerando mudanças significativas no prédio. Com a construção das salas concluída, em 6 de março de 1979, o teatro foi reaberto com vários problemas técnicos. A obra foi retomada e ele foi reinaugurado em 21 de abril de 1981. Integram a equipe de construção inicial: a Construtora Rabello, o engenheiro Bruno Contarini (1933-2021), responsável inicial pelo projeto de cálculo e acompanhamento da construção, Aldo Calvo (1906-1991), técnico de teatro e cenógrafo, engenheiro Lothar Cremer (1905-1990), responsável pelo estudo acústico completo, e Athos Bulcão (1918-2008), artista plástico, autor dos volumes presentes nas fachadas norte e sul. Já a equipe de retomada da obra, em 1975, é composta por Milton Ramos, arquiteto responsável, Aldo Calvo e Athos Bulcão, novamente contratados, Roberto Burle Marx (1909-1994), paisagista, Sérgio Rodrigues (1927-2014), arquiteto e designer de mobiliário, e Igor Sresnewsky (1913-1996), consultor de acústica.
"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Imagem fotográfica da fachada oeste do Teatro Nacional Claudio Santoro, em 1960, durante o período inicial da construção. No registro, a obra da etapa estrutural se encontra em estágio avançado, com a colocação de parte das vigas invertidas de concreto protendido. A laje da entrada principal também está finalizada. No canto superior esquerdo, há um andaime levantando um elemento construtivo cilíndrico com um operário pendurado. Na parte superior da construção, existem diversos escoramentos e alguns trabalhadores apoiados sobre a laje de cobertura e na primeira viga do lado esquerdo da fachada. Outros três operários podem ser visualizados sobre a laje de cobertura inclinada, e um sobre a laje de acesso à entrada principal. Três escadas provisórias e um caminhão caçamba, não identificado, aparecem no centro da fotografia. Em frente a construção.
O projeto do Teatro Nacional de Brasília é do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), produzido em 1958. A obra passou por um longo período até ser completamente finalizada, iniciada em julho de 1960 e sua parte estrutural concluída em janeiro de 1961. Entre as décadas de 1960 e meados de 1970, o teatro, mesmo inacabado, era utilizado para realização de eventos. Em 1975, o arquiteto Milton Ramos (1929-2008) foi convidado a detalhar e complementar a obra, gerando mudanças significativas no prédio. Com a construção das salas concluída, em 6 de março de 1979, o teatro foi reaberto com vários problemas técnicos. A obra foi retomada e ele foi reinaugurado em 21 de abril de 1981. Integram a equipe de construção inicial: a Construtora Rabello, o engenheiro Bruno Contarini (1933-2021), responsável inicial pelo projeto de cálculo e acompanhamento da construção, Aldo Calvo (1906-1991), técnico de teatro e cenógrafo, engenheiro Lothar Cremer (1905-1990), responsável pelo estudo acústico completo, e Athos Bulcão (1918-2008), artista plástico, autor dos volumes presentes nas fachadas norte e sul. Já a equipe de retomada da obra, em 1975, é composta por Milton Ramos, arquiteto responsável, Aldo Calvo e Athos Bulcão, novamente contratados, Roberto Burle Marx (1909-1994), paisagista, Sérgio Rodrigues (1927-2014), arquiteto e designer de mobiliário, e Igor Sresnewsky (1913-1996), consultor de acústica.
Ainda, é válido ressaltar que, em alguns textos mais antigos, o teatro pode aparecer denominado como Teatro Nacional de Brasília, pois o nome atual, Teatro Nacional Cláudio Santoro, só foi definido em 1989, na Lei nº 37, no Diário Oficial do Distrito Federal. A antiga denominação, inclusive, aparece em um artigo presente na revista Brasília, coleção completa do 2º aniversário, de 1953 a 1954, da NOVACAP. Nessa publicação, a estética do Teatro Nacional é justificada como: ""A forma exterior, de paredes lisas, caídas, indiferentes, é apenas, (assim se expressou Oscar Niemeyer), o envólucro necessário para deixar funcionar livremente todos os tipos de teatro para o povo de Brasília""."

Untitled

NOV.B.08 (35)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-35
  • Item
  • 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Vista da construção do Teatro Nacional Claudio Santoro pela perspectiva da plataforma inferior da Plataforma Rodoviária de Brasília (Rodoviária do Plano Piloto). Em primeiro plano, há a estrutura inferior da rodoviária completamente finalizada, entretanto, do lado esquerdo da figura existe uma pequena obra próxima à plataforma que é evidenciada pela presença de seis trabalhadores, não identificados, um caminhão, dois amontoados de terra e uma pá. Os operários presentes na imagem estão posicionados em locais distintos, sendo dois na carroceria de um caminhão e um próximo a ele, dois perto dos amontoados de terra e um mais afastado dos demais. Em segundo plano, em frente ao grande desnível de terra batida existente entre o nível inferior da rodoviária e o platô do Teatro Nacional, há um ônibus em movimento. Também são visíveis estruturas provisórias comuns em canteiros de obras, como alojamentos temporários de madeira, refletores e andaimes. Em terceiro plano, está a construção do teatro em fase de fechamento da fachada sul com placas de concreto pré-fabricadas, colocadas com o auxílio de um guindaste.
Informações adicionais:
A Plataforma Rodoviária de Brasília foi construída entre os anos de 1958 e 1963. Em 1960, a maior parte do conjunto edificado foi concluída. O projeto arquitetônico é do arquiteto Lucio Costa (1902-1998), o projeto estrutural de Bruno Contarini (1933-2021) e a empresa executora foi a Construtora Rabello S/A. A construção de concreto protendido é uma superestrutura de mais de setecentos metros de extensão e marca o cruzamento entre os eixos monumental e rodoviário da capital.
A respeito da obra, o livro Diário de Brasília, volume VII, em 19 de fevereiro de 1960, apresenta as seguintes informações: ""[...] Plataforma rodoviária - Iniciada em fins de dezembro de 1958, acha-se em sua fase inicial a construção da Plataforma Rodoviária de Brasília, obra projetada por Lucio Costa e cuja execução foi entregue pela NOVACAP a firma particular, selecionada por concorrência pública. A Plataforma, com 9 metros de altura, é um dos trabalhos mais arrojados deste grande canteiro de obras modernas e será uma das estações rodoviárias mais perfeitas do mundo. Nela foram gastos 160 mil sacos de cimento, 600 toneladas de aço duro para concreto protendido e 800 toneladas de aço de outro tipo. Terá, além das instalações comuns a tais edificações, restaurante, bar, cozinha, guarda-volumes, quatro escadas rolantes e três elevadores, com capacidade de 20 pessoas cada um"" (BRASIL, 1960, p. 89-90).
Ainda, é possível encontrar mais registros sobre o período de construção da Rodoviária do Plano Piloto em contratos de pagamentos disponíveis no acervo textual do Arquivo Público do Distrito Federal, tais como os documentos com as seguintes notações: NOV-C-1-2-0046 (14)d; NOV-C-1-4-0393 (6)d; NOV-C-1-4-0394 (21)d.
Sobre o Teatro Nacional de Brasília, seu projeto é do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e foi produzido em 1958. A obra passou por um longo período até ser completamente finalizada, iniciada em julho de 1960 e sua parte estrutural concluída em janeiro de 1961. Entre as décadas de 1960 e meados de 1970, o teatro, mesmo inacabado, era utilizado para realização de eventos. Em 1975, o arquiteto Milton Ramos (1929-2008) foi convidado a detalhar e complementar a obra, gerando mudanças significativas no prédio. Com a construção das salas concluída, em 6 de março de 1979, o teatro foi reaberto com vários problemas técnicos. A obra foi retomada e ele foi reinaugurado em 21 de abril de 1981. Integram a equipe de construção inicial: a Construtora Rabello, o engenheiro Bruno Contarini, responsável inicial pelo projeto de cálculo e acompanhamento da construção, Aldo Calvo (1906-1991), técnico de teatro e cenógrafo, engenheiro Lothar Cremer (1905-1990), responsável pelo estudo acústico completo, e Athos Bulcão (1918-2008), artista plástico, autor dos volumes presentes nas fachadas norte e sul. Já a equipe de retomada da obra, em 1975, é composta por Milton Ramos, arquiteto responsável, Aldo Calvo e Athos Bulcão, novamente contratados, Roberto Burle Marx (1909-1994), paisagista, Sérgio Rodrigues (1927-2014), arquiteto e designer de mobiliário, e Igor Sresnewsky (1913-1996), consultor de acústica.
Ainda, é válido ressaltar que, em alguns textos mais antigos, o teatro pode aparecer denominado como Teatro Nacional de Brasília, pois o nome atual, Teatro Nacional Cláudio Santoro, só foi definido em 1989, na Lei nº 37, no Diário Oficial do Distrito Federal. A antiga denominação, inclusive, aparece em um artigo presente na revista Brasília, coleção completa do 2º aniversário, de 1953 a 1954, da NOVACAP. Nessa publicação, a estética do Teatro Nacional é justificada como: ""A forma exterior, de paredes lisas, caídas, indiferentes, é apenas, (assim se expressou Oscar Niemeyer), o envólucro necessário para deixar funcionar livremente todos os tipos de teatro para o povo de Brasília"".
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NOV.B.08 (36)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-36
  • Item
  • 1960
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"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Imagem fotográfica da fachada leste durante a obra do Teatro Nacional Claudio Santoro, em 1960. No registro, é retratado a conclusão da marquise de entrada lateral e a montagem das treze vigas invertidas e inclinadas de concreto protendido. Na parte superior, esses elementos estruturais se encontram escorados e com fôrmas de madeira, ainda é possível identificar um braço mecânico, com sistema de polias, ancoragens, e quatro elementos provisórios de iluminação. Na lateral esquerda, parte da fachada sul é retratada na fotografia e, na parte inferior, estruturas pré-moldadas com ferragens de espera aparecem apoiadas no chão de terra batida. Outros dois componentes importantes da imagem são o método de apoio para a circulação de trabalhadores pela fachada inclinada, utilizando ripas de madeira escalonadas e encaixadas em um suporte de vigamento, e a presença dos próprios operários durante o momento de trabalho. Na fotografia, vinte e oito figuras masculinas, não identificadas, são registradas, sendo a grande maioria dispostas na parte inferior, entre as duas primeiras vigas, da esquerda para a direita.
O projeto do Teatro Nacional de Brasília é do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), produzido em 1958. A obra passou por um longo período até ser completamente finalizada, iniciada em julho de 1960 e sua parte estrutural concluída em janeiro de 1961. Entre as décadas de 1960 e meados de 1970, o teatro, mesmo inacabado, era utilizado para realização de eventos. Em 1975, o arquiteto Milton Ramos (1929-2008) foi convidado a detalhar e complementar a obra, gerando mudanças significativas no prédio. Com a construção das salas concluída, em 6 de março de 1979, o teatro foi reaberto com vários problemas técnicos. A obra foi retomada e ele foi reinaugurado em 21 de abril de 1981. Integram a equipe de construção inicial: a Construtora Rabello, o engenheiro Bruno Contarini (1933-2021), responsável inicial pelo projeto de cálculo e acompanhamento da construção, Aldo Calvo (1906-1991), técnico de teatro e cenógrafo, engenheiro Lothar Cremer (1905-1990), responsável pelo estudo acústico completo, e Athos Bulcão (1918-2008), artista plástico, autor dos volumes presentes nas fachadas norte e sul. Já a equipe de retomada da obra, em 1975, é composta por Milton Ramos, arquiteto responsável, Aldo Calvo e Athos Bulcão, novamente contratados, Roberto Burle Marx (1909-1994), paisagista, Sérgio Rodrigues (1927-2014), arquiteto e designer de mobiliário, e Igor Sresnewsky (1913-1996), consultor de acústica.
Ainda, é válido ressaltar que, em alguns textos mais antigos, o teatro pode aparecer denominado como Teatro Nacional de Brasília, pois o nome atual, Teatro Nacional Cláudio Santoro, só foi definido em 1989, na Lei nº 37, no Diário Oficial do Distrito Federal. A antiga denominação, inclusive, aparece em um artigo presente na revista Brasília, coleção completa do 2º aniversário, de 1953 a 1954, da NOVACAP. Nessa publicação, a estética do Teatro Nacional é justificada como: ""A forma exterior, de paredes lisas, caídas, indiferentes, é apenas, (assim se expressou Oscar Niemeyer), o envólucro necessário para deixar funcionar livremente todos os tipos de teatro para o povo de Brasília""."

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NOV.B.08 (37)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-37
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  • 1960
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"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Imagem fotográfica do canteiro de obras do Teatro Nacional Claudio Santoro, em 1960. Em primeiro plano, há a obra de infraestrutura para a construção posterior do bloco anexo do teatro, o qual está implantado semi-enterrado. Essa primeira parte do registro é segmentada por uma larga vala disposta diagonalmente na fotografia. No canto inferior esquerdo, várias tábuas, ripas e fôrmas estão posicionadas sobre o chão de terra batida, enquanto no canto direito, há vários amontoados de terra e areia e dois gabaritos feitos de madeira e em formato quadrangular. Em alguns pontos dessa área existem cinco construções provisórias com lonas, provavelmente utilizadas para abrigar os trabalhadores no canteiro de obras. Ao centro, cruzando o eixo da vala, há diversos escoramentos e estruturas de madeira que devem compor as fôrmas que serão utilizadas para concretar duas lajes de acesso à área inferior do teatro. Três trabalhadores são retratados nesse trecho enterrado, outro próximo aos amontoados de terra, seis do lado esquerdo da foto e junto às estruturas de escoras e dois operários caminhando com um carrinho de mão sobre uma das escoras. Em segundo plano, ocupando a parcela direita da imagem, compondo a fachada norte do aparelho cultural, encontra-se o grande paredão de concreto semi-enterrado, com cinco aberturas - sendo três localizadas no nível da via N2, uma no canto esquerdo próximo à contenção de terra e a última, obstruída, um nível acima da cota do solo - e um andaime e uma escada de madeira. Na fachada norte, volumes de Athos Bulcão integram a estética da construção. Na parcela esquerda da fotografia há o grande talude resultante da imposição do desnível do terreno. Três escadas provisórias de madeira conectam a cota mais baixa com a mais alta, enquanto três máquinas de construção sobre o talude aproveitam o desnível para depositar materiais, possivelmente concreto, dentro de um recipiente situado no ponto inferior do lote. Na parte superior do talude, há postes de energia e de iluminação, materiais de construção e dois alojamentos temporários de madeira. Ao fundo, em terceiro plano, é possível visualizar seis blocos ministeriais.
O projeto do Teatro Nacional de Brasília é do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), produzido em 1958. A obra passou por um longo período até ser completamente finalizada, iniciada em julho de 1960 e sua parte estrutural concluída em janeiro de 1961. Entre as décadas de 1960 e meados de 1970, o teatro, mesmo inacabado, era utilizado para realização de eventos. Em 1975, o arquiteto Milton Ramos (1929-2008) foi convidado a detalhar e complementar a obra, gerando mudanças significativas no prédio. Com a construção das salas concluída, em 6 de março de 1979, o teatro foi reaberto com vários problemas técnicos. A obra foi retomada e ele foi reinaugurado em 21 de abril de 1981. Integram a equipe de construção inicial: a Construtora Rabello, o engenheiro Bruno Contarini (1933-2021), responsável inicial pelo projeto de cálculo e acompanhamento da construção, Aldo Calvo (1906-1991), técnico de teatro e cenógrafo, engenheiro Lothar Cremer (1905-1990), responsável pelo estudo acústico completo, e Athos Bulcão (1918-2008), artista plástico, autor dos volumes presentes nas fachadas norte e sul. Já a equipe de retomada da obra, em 1975, é composta por Milton Ramos, arquiteto responsável, Aldo Calvo e Athos Bulcão, novamente contratados, Roberto Burle Marx (1909-1994), paisagista, Sérgio Rodrigues (1927-2014), arquiteto e designer de mobiliário, e Igor Sresnewsky (1913-1996), consultor de acústica.
Ainda, é válido ressaltar que, em alguns textos mais antigos, o teatro pode aparecer denominado como Teatro Nacional de Brasília, pois o nome atual, Teatro Nacional Cláudio Santoro, só foi definido em 1989, na Lei nº 37, no Diário Oficial do Distrito Federal. A antiga denominação, inclusive, aparece em um artigo presente na revista Brasília, coleção completa do 2º aniversário, de 1953 a 1954, da NOVACAP. Nessa publicação, a estética do Teatro Nacional é justificada como: ""A forma exterior, de paredes lisas, caídas, indiferentes, é apenas, (assim se expressou Oscar Niemeyer), o envólucro necessário para deixar funcionar livremente todos os tipos de teatro para o povo de Brasília""."

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NOV.B.08 (39)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-08-39
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  • 1957 - 1960
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"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido.
Imagem fotográfica da fachada oeste do Teatro Nacional Claudio Santoro, em 1960, durante o período inicial de construção. O registro retrata o escoramento com madeira das lajes concretadas in loco e a montagem das armaduras das treze vigas invertidas e inclinadas de concreto armado. Na metade inferior da imagem, encontram-se escoradas, e ainda com as fôrmas de madeira, as lajes de concreto que compõem o acesso oeste ao teatro. Esses elementos possuem um espaçamento considerável entre eles, o que contribui para que apenas o canto direito da segunda laje apareça na fotografia. Três montantes de fôrmas empilhadas, possivelmente utilizadas para a concretagem do fechamento inclinado da fachada, estão dispostos sobre essas lajes de acesso. Ainda, duas escadas provisórias de madeira ligam os três níveis diferentes da obra. No chão, entre os apoios das lajes, um rastro de automóvel aparece marcado sobre terra batida, indicando um fluxo contínuo de veículos. Próximo à estrutura de escoramento da laje de acesso há dois buracos, sendo um deles tampado por duas ripas de madeira e outro contido por uma estrutura de formato cilíndrico com uma caçamba cônica para lançamento de concreto, maquinário utilizado para derrame de concreto em lugares altos ou de difícil acesso. Na lateral direita da imagem, há um operário caminhando em direção a parte interna do teatro e uma bicicleta está apoiada no primeiro pilar térreo da fotografia. Na parte inferior da estrutura do Teatro Nacional, existem quatro silhuetas de trabalhadores que estão pouco visíveis. Na parte superior da imagem, na fachada oeste, há dezesseis operários, apoiados sobre a laje inclinada de fechamento, executando a montagem em série das vigas invertidas em um processo de trabalho que se iniciou da direita para a esquerda do registro. Na laje de vedação da fachada, diversos materiais de construções aparecem dispostos sobre ela, tais como ripas, placas e fôrmas de madeira, vergalhões e pedras. Na cobertura, aparecem a construção das armaduras e fôrmas de três vigas treliçadas de seção ""I"", com 4,5 metros de altura e cerca de 30 metros de vão entre apoios. Nove trabalhadores são retratados executando esse processo. No lado superior esquerdo, uma grande estrutura de refletores é registrada com baixa visibilidade.
O projeto do Teatro Nacional de Brasília é do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), produzido em 1958. A obra passou por um longo período até ser completamente finalizada, iniciada em julho de 1960 e sua parte estrutural concluída em janeiro de 1961. Entre as décadas de 1960 e meados de 1970, o teatro, mesmo inacabado, era utilizado para realização de eventos. Em 1975, o arquiteto Milton Ramos (1929-2008) foi convidado a detalhar e complementar a obra, gerando mudanças significativas no prédio. Com a construção das salas concluída, em 6 de março de 1979, o teatro foi reaberto com vários problemas técnicos. A obra foi retomada e ele foi reinaugurado em 21 de abril de 1981. Integram a equipe de construção inicial: a Construtora Rabello, o engenheiro Bruno Contarini (1933-2021), responsável inicial pelo projeto de cálculo e acompanhamento da construção, Aldo Calvo (1906-1991), técnico de teatro e cenógrafo, engenheiro Lothar Cremer (1905-1990), responsável pelo estudo acústico completo, e Athos Bulcão (1918-2008), artista plástico, autor dos volumes presentes nas fachadas norte e sul. Já a equipe de retomada da obra, em 1975, é composta por Milton Ramos, arquiteto responsável, Aldo Calvo e Athos Bulcão, novamente contratados, Roberto Burle Marx (1909-1994), paisagista, Sérgio Rodrigues (1927-2014), arquiteto e designer de mobiliário, e Igor Sresnewsky (1913-1996), consultor de acústica.
Ainda, é válido ressaltar que, em alguns textos mais antigos, o teatro pode aparecer denominado como Teatro Nacional de Brasília, pois o nome atual, Teatro Nacional Cláudio Santoro, só foi definido em 1989, na Lei nº 37, no Diário Oficial do Distrito Federal. A antiga denominação, inclusive, aparece em um artigo presente na revista Brasília, coleção completa do 2º aniversário, de 1953 a 1954, da NOVACAP. Nessa publicação, a estética do Teatro Nacional é justificada como: ""A forma exterior, de paredes lisas, caídas, indiferentes, é apenas, (assim se expressou Oscar Niemeyer), o envólucro necessário para deixar funcionar livremente todos os tipos de teatro para o povo de Brasília""."

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