- DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-112
- Item
- 1956 - 1960
Parte de Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - NOVACAP
Fotografia preta e branca no formato paisagem. Representante digital consta manchas e pontos verdes. Registro térreo de operários responsáveis pelo trabalho de movimentação de terra em Brasília-DF, durante os seus primeiros anos de construção, entre os anos de 1956 a 1960. No registro, 4 trabalhadores posam para a fotografia, onde, da esquerda para a direita: o primeiro operário traja chapéu e camisa social de cor clara, calças e botas escuras, posando com a mão esquerda dentro da calça e ombro esquerdo caído, e bigode aparente; o segundo traja camisa social, calças e botas escuras, com pose rígida direcionada para o registro; o terceiro traja um boné, camisa social parcialmente aberta, calças claras, e bota escuras, posando com corpo escorado na caçamba, com o ombro esquerdo caído, com sobrancelhas arqueadas e um bigode fino; o quarto traja um casaco sobretudo, calças e botas escuras, posa com mão esquerda apoiada na cintura, cotovelo direito apoiado sobre a caçamba da caminhonete e a perna direita levemente postada mais a frente, apoiando o pé sobre um pequeno montante de terra. Os trabalhadores apresentam fisionomia séria e cansada, com cenhos cerrados e expressão rígida, onde, os três primeiros primeiros posam de forma mais séria, enquanto o quarto retrata uma pose e expressão descontraída, com um leve sorriso. Os trabalhadores no registro evidenciam vestimentas sujas devido ao trabalho direto com o maquinário responsável pela movimentação de terra das terraplanagens, infere-se que a intenção do fotógrafo foi registrar os trabalhadores em sua empreitada pedindo-lhes para dar uma pausa no trabalho realizado e posar para o registro. Vale destacar que, os trabalhos realizados pelos candangos durante os anos que antecederam a concepção de Brasília foram marcados pela sua intensidade, de modo que, “os tapinhas nas Costas que o presidente da República dava nas Costas dos peões durante as vistorias nos canteiros de obras funcionavam como uma poderosa injeção de ânimo, levando os operários a adotar o conhecido ‘ritmo de Brasília”. Esse ritmo, ainda segundo o autor, “significava trabalhar trinta e seis horas por dia, isto é, doze horas durante o dia, doze à noite e outras doze correspondentes ao entusiasmo dos peões de obra (Holston, 1993 apud Luiz; Kuyumjian, 2000). O local do registro se ambiente é ambientado pelo contexto da obra, havendo a presença de uma caminhonete com a caçamba carregada de tonéis metálicos e um trator-escrêiper de rodas operada por um quinto operário de chapéu, sendo possível vislumbrar parte do seu rosto, aparentando estar sorrindo enquanto realiza o processo de terraplenagem, e ao centro entre o caminhão e o trator, nota-se vegetação do Cerrado, em que é possível distinguir algumas árvores de médio porte.
Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil