- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-110
- Item
- 1959 - 1960
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"Fotografia área, formato paisagem. Vista aérea do Congresso Nacional. Em primeiro plano, pousam-se várias fileiras de barras metálicas encadeadas apoiadas sobre tábuas de madeira que também encontram-se nas laterais e espalhadas ao chão. Próximo a esses materiais, à direita, situa-se a Via S1, ainda sem pavimentação. Apenas parte de seu trajeto planejado está efetuado, tal espaço está densamente ocupado por acúmulos de recursos da obra. No lado oposto, na Via N1, está o Eixo Monumental, com pavimentação inconclusa, o qual perpassa todo complexo que liga a Praça dos Três Poderes e a Esplanada dos Ministérios. Verifica-se na localidade próximo a plataforma do Congresso Nacional que parte dela invade a pista, deixando um pequeno espaço para a passagem de automóveis. Percebe-se levemente, mais abaixo na VIa N1, à esquerda uma construção simplória de madeira circundada por diversas árvores do Cerrado, mais ao sul, está um caminhão próximo a outra edificação simples. À direita da via, está uma diminuta estrada de terra que leva ao canteiro de obras rodeado por cercas de madeira e detendo vários postes de iluminação espalhados pela região. Na extrema direita, há uma grande construção provisória branca, que provavelmente servia de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais, no trecho inicial e mais distante da Esplanada, ao seu lado, está sendo erigida outra edificação em estado inicial de construção. Fora do cercado, à frente de ambos edifícios, situam-se concentrações de terra de cor mais escura. Mais adiante, ao centro do canteiro, há uma grande caixa d'água, ulteriormente a ela, à direita, há duas construções temporárias, paralelas, de aspecto longitudinais, com espaços livres em seu térreo. No lado esquerdo é possível visualizar outra edificação de menor expressão. Na área externa ao Senado, nota-se um acúmulo de areia adjacente ao processo de cimbramento, que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras, do edifício principal. Verifica-se que a estrutura do Senado em fase inicial só obtém a parte circular de sua base, no lado oposto, o cimbramento está menos acentuado e em sua extremidade direita, percebe-se que a Câmara dispõem-se ainda em processo de fundação. Em sua área externa, presencia-se mais ajuntamento de areia, adjunto a uma edificação efêmera útil para obra. No intermédio entre as cúpulas, ressalta-se a rampa externa em fase bem incipiente de estruturação, apresentando grandes vãos. Posteriormente ao edifício principal do Congresso Nacional, predominam diversas peças metálicas no terreno, no canto esquerdo é possível observar um guindaste auxiliando na organização dos recursos da obra. À esquerda da via N1, sob o vértice do triângulo equilátero da Praça dos Três Poderes, está apenas uma coluna erigida, correspondente ao Palácio do Planalto em um perímetro ocupado por construções provisórias e materiais de construção civil. Paralelamente, na extrema direita, está um grande complexo com diversos de depósitos com cor branca situados na área correspondente a edificação do Supremo Tribunal Federal, assim como o Palácio do Planalto,o perímetro é delimitado por cercas de madeira. Ao fundo, alastra-se pelo território uma densa mata de Cerrado Nativo.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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