"Fotografia área, formato paisagem. Vista aérea do Congresso Nacional. Em primeiro plano, no trecho inicial do canteiro de obras, nota-se um solo bem desgastado, à frente no perímetro das torres anexas, observa-se vários materiais de construção em meio a várias construções temporárias, as quais provavelmente serviam de alojamento para os trabalhadores ou para acúmulo de materiais, no trecho inicial e mais distante da Esplanada. Verifica-se que os edifícios anexos, estão em processo construção das empenas cegas em seus pavimentos inferiores, uma plataforma de proteção situa-se na metade de ambas as torres Observa-se também que as duas coberturas estão com andaimes. Adiante, destaca-se a plataforma,sem o piso assentado, com seu formato característico de extremidades pontiagudas. Essa cobertura engloba o Senado que está com sua quase estrutura completa, todavia a cúpula côncava está sem o acabamento finalizado, enquanto a Câmara ainda processo construtivo mais lento.Ressalta-se sua estética cobertura, apresentando -se com uma coroa circular interna. Em sua lateral é possível observar sutilmente algumas escoras de seu escoramento. Mais à frente destaca-se, a rampa externa com a sua base sem piso assentado assim como parte de sua rampa inferior. À sua esquerda é possível observar a cavidade efetuada para realização do túnel que leva ao subsolo do Congresso Nacional, no lado oposto encontra-se a mesma estrutura, no entanto, no sentido leste, diversos automóveis estacionados rente a seu limite direito defronte a um depósito. Já no sentido oeste do túnel, há diversos acúmulos de areia e há uma escada provisória ancorada no pavimento acima. Em seguida, mais distanciado, esparso está construção provisória com telhado de formato não retilíneo. Mais ao fundo, destoando-se duas construções temporárias um pouco distanciadas, frontalmente, é possível visualizar sutilmente mais três edificações impermanentes de menor dimensão. Duas autoestradas, ressaltam-se no terreno. A via S1,ainda sem pavimentação, apenas com parte de seu trajeto planejado está efetuado, próximo ao canteiro de obras, tal espaço está densamente ocupado por acúmulos de recursos da obra. No lado oposto, na via N1, está pavimentada perpassando todo complexo que liga a Praça dos Três Poderes e a Esplanada dos Ministérios, quatro carros transitam pelo percurso. Em seu trecho inicial, à esquerda, é possível enxergar a lateral de um edifício. Adiante, mais visível, há uma edificação de madeira disposta diagonalmente no território. Em seguida, observa-se uma cavidade localizada abaixo do Eixo Monumental. Bem afastado, perto do trecho final situa-se a uma grande construção temporária de cobertura íngreme sem beiral, frontalmente, há uma pequena guarita com estrutura similar, todavia com espaço livre de acesso em sua entrada. À esquerda dessas duas edificações está uma estrada de terra que leva à região inferior do Eixo Monumental. Já à direita dos edifícios, ressalta o Palácio do Planalto com sua esbelta cobertura, colunas de concreto ainda com andaimes e rampa com acabamento inconcluso. Ulteriormente a sede do Executivo, visualiza-se uma via que desloca até sua parte posterior. Ao fundo, sobressai o verde da densa mata de Cerrado Nativo.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO CONGRESSO NACIONAL:
O Palácio do Congresso Nacional situa-se na Esplanada dos Ministérios, em um dos vértices do triângulo formado por ele, pelo Palácio do Planalto e pelo Palácio do Supremo Tribunal Federal, tendo a Praça dos Três Poderes ao centro do polígono. O monumento, sede do poder Legislativo, é composto pelo edifício principal, uma construção horizontal encimada por duas cúpulas assimétricas em concreto que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e pelos anexos formados por duas torres verticais em estrutura metálica, uma para cada casa, unidas por uma passarela suspensa. O conjunto da obra é o ponto focal da Esplanada e direciona a perspectiva do observador por meio da sua escala monumental, emoldurando o horizonte até o vazio urbano da Praça dos Três Poderes. O projeto é de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e o cálculo estrutural ficou a cargo do engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978). O edifício foi tombado juntamente com outras 27 obras de Niemeyer.
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