Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil

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NOV.B.19 (97)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-19-97
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem do mapa geral do Plano Piloto de Brasília (PPB), projetado por Lucio Costa (1902-1998), em fase inicial de projeto. Na fotografia, há um grande desenho preliminar do PPB, ainda esquemático e com marcações referentes à implantação de espaços essenciais, e de parte do Lago Paranoá. Ainda, em comparação com o projeto original apresentado para o Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil, é possível notar uma evolução na forma e locação dos equipamentos urbanos propostos. Por último, no canto inferior esquerdo, encontra-se a legenda numérica que auxilia na compreensão do que é apresentado.

Informações adicionais: O Relatório do Plano Piloto de Brasília se refere ao produto do projeto vencedor do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil. Ele tem como autor o arquiteto e urbanista Lucio Costa (1902-1998) e foi enviado para o júri no dia 11 de março de 1957, prazo final previsto em edital. Por opção do autor e com o intuito de atender as exigências pré-estabelecidas, o trabalho urbanístico foi exposto por meio de textos, croquis e um mapa geral na escala 1:25.000. O documento está escrito em primeira pessoa, com linguagem simples e sua estrutura contém uma breve introdução e 23 tópicos, os quais estão, em sua maioria, ilustrados por desenhos esquemáticos. Além disso, é válido evidenciar que a parte textual explica como o projeto foi desenvolvido desde o traçado regulador até as soluções propostas para as áreas mais específicas, tais como o setor bancário e as superquadras, direcionando o leitor a compreender o projeto a partir de uma escala macro a uma escala micro. Ao fim, no item 23, Lucio Costa resume sua proposta como “de fácil apreensão, pois se caracteriza pela simplicidade e clareza do risco original”.
Texto sobre o concurso: Sobre o Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil, realizado entre 1956 e 1957, o pesquisador Jeferson Tavares, em seu artigo 50 anos do concurso para Brasília – um breve histórico (1), menciona que:
Anteriormente, na Comissão de Planejamento da Construção e da Mudança da Capital Federal, em 1955, A. E. Reidy e R. Burle Marx haviam proposto a vinda de um estrangeiro que ficasse responsável pela coordenação do projeto, que cabia à Subcomissão de Planejamento Urbanístico. Le Corbusier já havia declarado interesse, por meio de correspondência ao presidente da república, de participar do projeto da Nova Capital brasileira. Entretanto tal hipótese fora descartada por Juscelino, devido ao caráter nacional do projeto. Até mesmo a ideia de um concurso internacional desejado pelo presidente não correspondia ao contexto de euforia e fama dos profissionais nacionais.
Em 1956, JK decide atribuir o cargo de Diretor do Departamento de Arquitetura da Companhia Urbanizadora a Oscar Niemeyer, e lhe atribuir a função de projetar toda a cidade. Niemeyer negou-se ao compromisso, porém sugeriu duas novas possibilidades: 1. de criar um concurso nacional, com a participação do IAB na organização, para a escolha do melhor projeto urbanístico; e 2. o compromisso de projetar todos os principais edifícios administrativos da cidade. Aceitas as propostas do arquiteto, JK confere à NOVACAP a elaboração do Edital do Concurso. (TAVARES, 2007)
Para mais informações, consulte as referências a seguir.
Informações adicionais sobre as Superquadras: A solução desenvolvida por Lucio Costa (1902-1998) para as áreas residenciais foi a criação das superquadras, uma proposta de um conjunto de grandes quadras - de lados idênticos de aproximadamente 280 metros - dispostas nos dois lados da faixa rodoviária, e delimitadas por uma cinta de vegetação, que possibilitasse o livre trânsito dos moradores e o contato mais próximo com a natureza. Para o autor, essa ideia garantiria os benefícios de promover a ordenação urbanística, mesmo com a variação arquitetônica dos edifícios, e de fornecer faixas confortáveis para passeios e lazer dos usuários (Lucio Costa, Relatório do Plano Piloto, item 16).
Ainda, a disposição interna dos blocos residenciais poderia ocorrer de forma variada desde que fosse respeitado o gabarito máximo, sugerido em seis pavimentos e pilotis, e que houvesse uma separação clara entre o tráfego de veículos e trânsito de pedestres. Por último, um dos pontos mais importantes desse projeto é a mudança do conceito de posse e propriedade a partir da determinação do chão como espaço público, em contraponto à projeção como área privada.
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