- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-304
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- 1957 - 1958
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"Fotografia em cores, formato paisagem, autor desconhecido. Imagem da fachada posterior (leste) do Palácio da Alvorada, parcialmente concluída. Em primeiro plano, encontra-se o terreno em terra batida, com alguns pequenos amontoados de terra vermelha acumulados do lado esquerdo da fotografia, próximo ao subsolo aflorado do anexo de serviço. Mais ao fundo, perto do centro do registro, há aglomerados de areia branca, ripas de madeira e escadas. Do lado direito, a escada de acesso à área da piscina está com sua volumetria concluída, não sendo possível identificar se já possui o revestimento de pedra instalado. A piscina também é retratada já finalizada e revestida por azulejos azuis da Oficina Francisco Brennand, de Recife. Seis trabalhadores exercem suas funções nas proximidades desse local. Em segundo plano, da esquerda para a direita, há dois grandes andaimes - localizados na primeira coluna (semi-coluna de canto) e na terceira - e trabalhadores atuando na finalização do revestimento externo de tais elementos plásticos e estruturais, especialmente concentrados na segunda colunata. A fachada da edificação aparece em fase final de conclusão, portanto, no retrato, a pele de vidro está sendo instalada, sendo que a fachada sul está completamente finalizada, enquanto a fachada leste aparece com os caixilhos e montantes montados, mas em estágio de colocação dos vidros de vedação. Simultaneamente, é possível identificar que a laje da varanda do pavimento superior, localizada do lado direito da fotografia, ainda está suportada por elementos de cimbramento, o que demonstra as várias atividades que eram desempenhadas no canteiro de obras em uma mesma etapa de trabalho. O caráter translúcido do material empregado para vedação externa permite visualizar, além das colunas da fachada principal (oeste), operários trabalhando na parte interna do edifício. Estruturas de madeira aparecem na cobertura e do lado esquerdo do Palácio. Ao fundo, à direita, é possível identificar a capela também na etapa de inserção do revestimento. Por último, em terceiro plano, há a vista do horizonte sem marcas evidentes de alteração na paisagem natural.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir.”
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