- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-561
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- 21/04/1959
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"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, autor desconhecido. Vista leste a partir da varanda da fachada posterior do Palácio da Alvorada. A fotografia foi feita centralizada com a escada de acesso para a área de lazer da casa oficial. Por isso, em primeiro plano, há um enquadramento provocado pela borda de duas colunas, por onde ocorre o acesso à escada, essa revestida por granito cinza andorinha. No ponto focal da imagem, ao centro, está a escultura “Ritos e Ritmos"", da artista Maria Martins (1894-1973). Ao lado direito da escada há um amplo gramado, enquanto ao lado esquerdo, além do espaço gramado plantado, está a piscina da residência, preenchida de água, e posterior a ela, um piso de concreto com juntas gramadas. Mais ao fundo, seis trabalhadores, posicionados em uma via não asfaltada, observam a realização da fotografia. A respeito dessas últimas figuras masculinas mencionadas, é válido ressaltar que um deles porta um instrumento de trabalho e, em contrapartida, os outros estão agrupados, se protegendo do sol com uma lona clara. Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico. É possível identificar trechos com adensamento de árvores, possivelmente cerrado típico (cerrado sentido restrito) e trechos campestres com ausência de árvores, caracterizando campo limpo.
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.
CURIOSIDADE SOBRE A ESCULTURA:
Em 1959, ela concluiu a grande escultura O Rito do Ritmo, instalada em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. Uma miniatura dessa escultura foi distribuída como lembrança na inauguração da nova capital federal (STRECKER)."
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