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NOV.B.10 (93)

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem, registra a etapa de construção do conduto de desvio do Rio Paranoá durante as obras da barragem. (O Conduto de Desvio, também conhecido como Galeria de Desvio, é uma estrutura de concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água através da barragem). A fotografia, em vista aproximada, mostra a área de saída de água do conduto, ainda em construção. Destaca-se, na imagem, as fôrmas com estrutura metálica utilizadas para a concretagem do conduto e a presença de ferragem de espera, posicionada verticalmente, nas laterais da abertura, à espera da concretagem, etapa posterior que pode ser vista nos itens B10 (4), B10 (48) e B10 (87). De acordo com o Relatório Técnico das obras da Barragem, NOV-E-2-0001 (13d), presente no arquivo textual do Fundo NOVACAP, a execução do conduto seria obra para cerca de três meses ""[...] em vista das dificuldades em obter pedra britada, cimento e areia no local da obra, [...]"". O item B10 (47) é a versão colorida da fotografia e difere-se pelo recorte da imagem nas extremidades.
CONTEXTO GERAL:
A primeira menção ao lago Paranoá, em 1893, deve-se ao botânico Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), membro da Comissão Cruls, quando esse identificou um vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros. A extensa planície propícia à cobertura de água que atingiria cota variável entre 990 e 1.000 m está entre dois grandes chapadões conhecidos na localidade por Gama e Paranoá. A ideia de formação do lago através da construção de uma barragem no rio Paranoá foi incorporada ao edital do concurso do Plano Piloto de Brasília como elemento obrigatório desse em 1955. (SILVA, 2006, p.296). Junto ao projeto do lago e barragem foi idealizado a Usina do Paranoá como solução ao problema de oferta de energia elétrica aos habitantes da nova capital. O lago ornamental formado pela barragem a jusante do rio Paranoá e limitado pelos rios Bananal e Gama teve como motivo paisagístico o embelezamento da cidade e atração para atividades de lazer. O alagamento da extensa planície implicou no desvio do rio Paranoá e consequente alteração da paisagem ocupada pelos moradores nativos da região. A construção da barragem se iniciou no final de 1957, com o desvio do rio Paranoá, e foi concluída em 1959 com o início da formação do lago. A obra envolveu diversas empresas como a Planalto, a Portuária, CCBE, Camargo Correia, Rodobrás e Geotec e demandou a criação de um acampamento provisório em 1957 para abrigar os operários e engenheiros da empresa construtora, que estava em uma área hoje inundada pelo lago. À medida que as obras da barragem avançavam, o acampamento ia para uma cota mais alta, dando origem posteriormente à Vila do Paranoá, onde hoje situa-se o Parque Ecológico do Paranoá. Durante a construção foram montadas diversas pedreiras para a obtenção de matéria-prima como areia, cascalho e brita. A barragem é de terra, com núcleo de argila, enroncamento no talude de montante e grama no talude de jusante. Sua extensão é de 630 m (600 em terra e 30 em concreto) e altura de 48 metros, com o nível altimétrico de crista de 1004,3 m.
ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA BARREGEM:
A construção da Barragem do Lago Paranoá foi marcada por uma obra conturbada devido a sua grandiosidade, aos curtos prazos e mudanças de empresas contratadas para execução da mesma. Esse processo pode ser divido em principais etapas. Sendo a demarcação e terraplanagem correspondente aos primeiros momentos da obra onde foi marcado o eixo do corpo da barragem, assim como ralizadas as sinalizações do canteiro. Ao mesmo tempo iniciou-se o levantamento do primeiro acampamento de apoio, junto a retiradas da vegetação nativa e movimentações de terra. Em seguida deu-se inicio à escavação da trincheira de impermeabilização e do canal para passagem do conduto ou galeria de desvio, que correspondem, respectivamente, ao corte longitudinal feito no solo para abrigar a cortina de impermeabilização com injeção de pasta de cimento que dará sustentação estrutural ao corpo da barragem e ao canal linear transversal (perpendicular ao corpo da barragem) feito para acomodar o Conduto de Desvio do rio. Assim que realizado o conduto, estrutura em concreto armado, com seção de 3,00 x 3,60 m, utilizada para o desvio do curso d’água por baixo da barragem, foi iniciada a ensecadeira, em solo compactado, para absorver a água do curso natural do rio Paranoá que não foi deslocada para o conduto. Com essas estruturas finalizadas e em funcionamento foi possível construir o então corpo da barragem em terra para suportar o represamento de água do futuro lago e onde também uma futura pista de asfalto conectou as duas margens do rio. Por fim, foi construído o vertedouro, em concreto armado, composto por três comportas de vão livre para o controle de vazão e escoamento de água excedente do lago, a adutora de água para a Usina do Paranoá e a pista asfaltada que conecta a barragem ao Lago Sul."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.21 (61)

Fotografia preta e branca em formato paisagem retirada em 01/1958. Registro de uma das placas de identificação colocada às margens de um canteiro de obra destinado à construção dos Ministérios, durante os primeiros anos da construção de Brasília (1956-1960). No registro, a placa apresenta os dizeres: “Emulpress do Brasil S/A. Indústria de Concreto" e possui terra batida somente ao seu redor. Concretagem dos 11 edifícios ministeriais”, empresta esta, responsável pela concretagem (lajes de forro, lajes pré-moldadas e estruturas de concreto armado) responsável por toda a concretagem dos 11 edifícios ministeriais. A placa está sustentada por uma estrutura treliçada feita com ripas de madeira. As placas, muito utilizadas no período inicial da construção de Brasília, auxiliaram muito a localização por parte das autoridades e operários que chegavam ao ambiente de obra. Dada a distância das obras, as placas informativas contribuíram de forma fundamental para orientar a difusão do conhecimento dos canteiros e monumentos em construção (Guia Brasileiro de Sinalização Turística, 2007). Posterior a estrutura da placa, um alojamento simples feito em madeira com o telhado de uma água, possivelmente, destinava-se a uma instalação de apoio ao processo de construção dos Ministérios. A estrutura de madeira localiza-se próximo de outras estruturas destinadas aos processo de obra do local, sendo possível identificar: aglomerados de materiais, estruturas em madeira e lonas de cobertura, alojamentos em madeiras, postes de energia e uma torre d’água. Atrá da placa há vegetação campestre do Cerrado, transicionando para outras fitofisionomias no horizonte, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Autor da fotografia: Mario Fontenelle.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil