Companhia Metropolitana de Estradas

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NOV.B.18 (115)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-115
  • Unidad documental simple
  • 1957 - 1960
  • Parte deSin título

Fotografia preta e branca em formato paisagem captura construções de um núcleo urbano, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista aérea de um conjunto habitacional que é dividido por uma larga estrada de terra planificada por maquinário de obra. No registro, diversos alojamentos para os operários que destinavam serviços para a construção de Brasília. É possível identificar aproximadamente 45 alojamentos separados em quatro fileiras, estruturadas em madeira e telhados de fibrocimento ou zinco de queda única. As edificações se estruturam às margens de pequenas vias vicinais em terra batida advindas da via principal em destaque no registro, onde nesta: ao centro da via, há a presença de um maquinário responsável pela terraplenagem; outro na extremidade superior da via, na parte elevada do terreno; outro maquinário na parte inferior, à esquerda da extensão da via terra batida ao centro. Em primeiro plano, identifica-se uma densidade arbórea possivelmente se tratando de vegetação de mata ciliar do córrego Riacho Fundo, havendo a presença de árvores de médio e pequeno porte, com solo graminoso baixo em grande parte da região registrada (margens da via central de terra batida, nas proximidades dos alojamentos, e no quadrante inferior do registro). Na parte elevada do terreno, onde encontra-se a via terraplenada, é possível identificar o vislumbre de 8 transeuntes que presumivelmente são moradores da vila. No entorno das habitações, tem-se uma vegetação rasteira que já sofreu ação antrópica, enquanto que, na região limítrofe inferior da imagem nota-se vegetação do Cerrado, sendo incerta a identificação da fitofisionomia devido a intervenção humana ao redor. Logo atrás das construções, há vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito). No plano fundo, em tornar a extensão horizontal da parte elevada da região, além dos alojamentos, é possível identificar árvores e postes de eletricidade dispersas. A região do registro, possivelmente, trata-se de alojamentos para operários pertencentes ao acampamento da Vila Metropolitana, local que hoje faz parte da região do Núcleo Bandeirantes, e foi responsável, antes mesmo da construção de Brasília, abrigar os primeiros candangos engenheiros e trabalhadores da Companhia Metropolitana de Estradas, esta que foi responsável pelas obras de terrapleno da pista de pouso do futuro aeroporto de Brasília (Costa, 2011). Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Sin título

NOV.B.18 (16)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-16
  • Unidad documental simple
  • 1956 - 1960
  • Parte deSin título

"Fotografia colorida em formato paisagem. Representante digital consta riscos e manchas. Registro aéreo da conexão entre o Eixo Monumental (Via S1 e N1) e o Eixo Rodoviário (DF-002), local que viria a abrigar a Plataforma Rodoviária de Brasília. No registro, o Cruzamento entre as vias é evidenciado em pleno processo de obra, o rearranjo topográfico, demarcações realizadas e movimentações de terra se apresentam bem avançados, mas sem asfaltamento. Segundo relatos do Diário de Brasília (1959), a plataforma teve como função evitar os Cruzamentos viários, priorizando os fluxos de trânsito mais rápidos das rodovias, e os mais lentos das vias locais. As obras da Plataforma Rodoviária se iniciaram em dezembro de 1958, com execução da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), contendo uma plataforma de 9m de altura em 1400 toneladas de aço para concreto protendido. Sua conclusão só aconteceu em 12 de setembro de 1960, no mesmo dia de aniversário de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Nas palavras de Lucio Costa (1902-1998) (1987, p. 12) sobre a obra concluída: (...) “Eu sempre repeti que essa plataforma rodoviária era o traço de união da metrópole, da capital, com as cidades-satélites improvisadas da periferia. É um ponto forçado, em que toda essa população que mora fora entra em contato com a cidade” (...). O Eixo Monumental percorre o centro do registro, sobressaindo das extremidades esquerda e direita da fotografia, estando orientado em norte-sul, sendo possível identificar também a demarcação das vias de retorno viário ainda em terra batida. Da mesma forma, o Eixo Rodoviário transpassa o quadrante inferior do registro, cortando o Eixo Monumental ao meio nas orientações leste-oeste, arqueando-se nos eixos que configuram a Asa Sul do Plano Piloto. No centro do Cruzamento entre os eixos, instalações auxiliares ao processo de obra se fazem presentes, galpões e pequenas edificações - com telhado em duas quedas -, montantes de areia e madeira, além de maquinários. Diversas estradas vicinais interligam pontos estratégicos de passagem de maquinário e materiais para o processo de obra. Acima do Eixo Monumental, no quadrante central esquerdo, parte da área que foi destinada para a locação do Setor Bancário Sul que, segundo a Revista Brasília (1957, p. 12), “lateralmente à intersecção dos dois eixos, mas participando funcionalmente em termos de composição urbanísticos do Eixo Monumental, localizaram-se o setor bancário [...]. O terreno apresenta processo de terraplenagem avançado, com diferenças de topografia bem definidas, havendo a presença de instalações de apoio nas proximidades. Devido ao ambiente de obra, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, além de montes residuais da obra. Em plano posterior ao Cruzamento dos eixos, parte da escala edilícia das superquadras se faz presente entre os eixos, estando em etapas diferentes de construção e pavimentação das vias; com presença de árvores de pequeno e médio porte sobre o solo de gramíneas do Cerrado. O relevo do planalto central se faz nítido e a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília. Observa-se a presença de uma vasta vegetação de Cerrado (fitofisionomia não identificável), que se estende pelo horizonte e entre as vias de terra batida. Ao fundo, na parte superior do registro, à esquerda do Eixo Rodoviário Sul, doze construções contrastam com a vegetação do Cerrado, possivelmente se tratando de alojamentos para operários pertencentes ao acampamento da Vila Metropolitana, local que hoje faz parte da região do Núcleo Bandeirantes, e foi responsável, antes mesmo da construção de Brasília, abrigar os primeiros candangos engenheiros e trabalhadores da Companhia Metropolitana de Estradas, esta que foi responsável pelas obras de terrapleno da pista de pouso do futuro aeroporto de Brasília (Costa, 2011).
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