- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-238
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- 1957 - 1960
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"Fotografia em cores, formato paisagem, contendo algumas manchas. Em primeiro plano temos a vista frontal do Palácio da Alvorada e o terreno onde hoje é o gramado frontal, no processo de plantio de seu gramado,o qual ainda tinha partes que estavam em chão batido. Pode-se observar algum tipo de demarcação territorial com estacas que provavelmente seriam uma implantação do projeto no terreno. Um automóvel Jeep Rural passando em frente onde hoje localiza-se o fosso do Palácio da Alvorada. Em segundo plano o próprio Palácio da Alvorada com suas obras já finalizadas. E em terceiro plano, relevo onde hoje fica localizada a região do Lago Paranoá, Lago Sul e Setor Habitacional Dom Bosco. À direita ao fundo da fotografia temos a Ermida Dom Bosco, obra de Oscar Niemeyer inaugurada em 24 de março de 1957. Sendo uma das edificações mais importantes do modernismo arquitetônico brasileiro, o Palácio da Alvorada foi projetado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), projeto esse que foi apresentado à NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) e aprovado em 2 de dezembro de 1956, dois meses após a solicitação feita por Juscelino Kubitschek (1902-1976) no local onde Brasília seria construída. teve o jardim posterior e todo o projeto de paisagismo projetado pelo paisagista Yoichi Aikawa. A construção foi de responsabilidade da construtora Rabello, Darcy Amora Pinto (1921 -?) foi o engenheiro-chefe da obra do palácio e Joaquim Cardozo (1897-1978) como responsável pelos cálculos estruturais. As obras começaram no dia 03 de abril de 1957, durou 13 meses até ficar pronta em 31 de maio de 1958 e o palácio da Alvorada foi inaugurado em 30 de junho de 1958. Foi a primeira edificação de alvenaria de Brasília-DF. A capela anexa ao palácio guarda precedência na realização de Le Corbusier (1887-1965) para a “Chapelle Notre-Dame-du-Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na frança, faz referência às antigas casas de fazenda do Brasil, como por exemplo a “Fazenda Colubandê”, a qual é mencionada na tese de mestrado: (ALMEIDA, Guilherme Essvein de. Palácio da Alvorada: um resgate documental e analítico. 2012.) onde o autor cita mais de uma vez o precedente da Fazenda Colubandê que, como citado em sua obra, traz consigo a “capela anexa, colunata e horizontal dominante.” Ao fundo, vegetação do Cerrado que se estende pela linha do horizonte, composto de diversas fitofisionomias em forma de mosaico."
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