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NOV.B.08 (1)

"Fotografia em preto e branco; Formato paisagem; Autor desconhecido.
A imagem fotográfica apresenta, ao centro, a cobertura do Espaço Cultural Renato Russo, localizado na W3 Sul, em formato de abóbada e estrutura de treliça metálica que é suportada por pilares robustos de concreto. A construção está localizada em meio ao cerrado típico (cerrado sentido restrito) com indícios de intervenções humanas (desmatamento), embora bastante preservado. Abaixo da cobertura, próximo ao canto esquerdo, encontram-se, figuras masculinas atrás de um emaranhado de galhos, sendo possível identificar apenas um homem de camisa clara e elemento de chapelaria. Ainda, são visualizados dois homens em posições distintas devido ao desnível do terreno, situados em pé com elemento de chapelaria e portando instrumentos de trabalho. O primeiro é apresentado na imagem somente por sua silhueta e o segundo está localizado em um nível abaixo, sendo viável visualizar apenas seu tronco superior. Ao lado direito desses trabalhadores há mais cinco operários em pé que são evidenciados por suas silhuetas. Atrás dos trabalhadores, há diversos materiais que constituem um conjunto de resíduos de construção, dentre estes, foi acessível perceber tábuas e ripas de madeiras, também existem outros materiais não-identificados. Atrás da estrutura coberta, próximo ao canto direito, encontra-se o fundo de uma placa de madeira que, possivelmente, apresenta a identificação da obra. "

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.08 (2)

"Fotografia em preto e branco; Formato paisagem; Autor desconhecido.
A imagem apresenta outro ângulo da construção do Espaço Cultural Renato Russo, presente na imagem NOV-D-4-4-B-8 (1). Nesta é possível ver que cada um dois lados da construção existem 6 pilares de concreto. A estrutura da cobertura em forma de abóboda começou a ser coberta com telhas onduladas. O primeiro plano da fotografia tem uma enorme quantidade de tábuas que possivelmente serviram para as fôrmas dos pilares. Uma placa da Novacap está inserida no meio da construção à frente de pilhas de terra movimentada. Atrás da construção está um caminhão e cerrado típico (cerrado sentido restrito) na última camada da fotografia. Há pelo menos três trabalhadores em pé na caçamba deste caminhão. Ainda, dois trabalhadores encontram-se apoiados em duas escadas, cada um em uma, e fazem a colocação das telhas onduladas. Existem, por último, outros quatro trabalhadores, sendo dois deles localizados na frente da mesa de ferramentas. "

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.08 (3)

"Fotografia em preto e branco; Formato paisagem; Autor desconhecido.
Parquinho infantil de areia com diversos brinquedos: gangorra, balanços, escorregador (no canto esquerdo), gaiola gínica (conhecida popularmente como ""trepa-trepa"") e logo atrás uma fileira de aproximadamente seis árvores do Cerrado. Atrás do parquinho, é possível identificar um canteiro de obras com construções sendo levantadas, barracões, materiais para construção e trabalhadores. Por fim, ao fundo, vegetação do Cerrado (fitofisionomia não identificável).
É o mesmo parquinho mostrado na fotografia de notação NOV-D-4-4-B-8 (4), localizado nas proximidades da W3 Sul, no projeto de casas geminadas destinadas aos trabalhadores da Caixa Econonômica entre as quadras 707 e 712.
A construção dos blocos ocorreu entre 1957 a 1958 (Fonte: C30, Ficher, Sylvia; Schlee, Andrey Rosenthal; França, Joana). "

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.08 (4)

"Fotografia em preto e branco; Formato paisagem; Autor desconhecido.
A imagem fotográfica mostra, em primeiro plano, o parquinho infantil com gangorra, escorregadores e balanços. O espaço de recreação infantil é composto por areia clara e árvores que têm seus troncos pintadas de branco até meia altura.
Dois grandes blocos de construções são destaques na fotografia.
A placa de identificação da obra informa: ""Casas Residenciais da Caixa Econômica Federal; Construção de: (....) J. da Costa Leite; Fiscalização: (...) Caixa Econômica"".
Entre um bloco de casas e outro, no meio da rua, existem ônibus, kombis e outro automóvel. Esse ângulo da fotografia permite ver 3 lados dos blocos: os fundos, a frente (com suas janelas singulares) e lateral. Essas casas foram construídas nas quadras da 707 a 715 Sul do Plano Piloto.
Entre as árvores e os blocos, dois postes estão presentes ligados por linhas de energia. Um está à direita na fotografia, e o outro mais à esquerda, atrás do balanço e também tem sua base pintada de branco.
Foi possível identificar a presença de nove crianças que brincam no parquinho, assim como cinco figuras masculinas que estão posicionando o escorregador. Ainda observa-se um casal de senhores de pele negra, sendo uma figura feminina empurrando uma criança no balanço e uma figura masculina que também supervisiona.
Informações Adicionais:
A construção dos blocos ocorreu entre 1957 a 1958.(Fonte: C30, Ficher, Sylvia; Schlee, Andrey Rosenthal; França, Joana).
A imagem trata do modelo de casas geminadas projetados por Oscar Niemeyer, sobrados para Habitação Popular denominados ""HP 5"" com 3 quartos e um banheiro na área principal. Nesse projeto, a entrada principal se daria pelos jardins, e o carro seria guardado pela entrada de serviços.
O SHIGS (Setor de Habitações Individuais Geminadas Sul) era originalmente destinado a casas populares. Cada quadra da 703 à 715 foi destinada a um órgão governamental específico e em todas as quadras manteve-se certa unidade formal por meio de seis tiplos de planta que são as HP (Habitação Popular), de HP1 a HP6. (Ricardo, p. 132)
Sobre as casas de dois movimentos, como as da imagem, Ricardo escreve:
""As quadras 703 a 707, como já observado no capítulo anterior, possuíam desenho idêntico, com as ruas e renques de casas dispostos de forma paralela à via W3. As casas, destinadas a moradores com maior poder aquisitivo, possuíam dois pavimentos. Voltados ao amplo jardim público que faceia todo o bloco, estão os ambientes sociais (sala de estar e refeições) no pavimento térreo e os quartos maiores no pavimento superior. O acesso de veículos, conectado obviamente à garagem (descoberta no projeto original), tinha comunicação com a área de serviço e a cozinha da casa, sugerindo uma conexão essencialmente funcional entre a vida externa e o cotidiano intramuros.
Este grupo de quadras possui pouca variação tipológica. Todas as casas possuem dois pavimentos, mas os lotes variam de tamanho. As quadras 703 e 707 são compostas por 6 blocos com 14 casas cada um, com lotes de 6,40m x 20m. As quadras 704, 705 e 706 têm blocos de 8, 10, 12 ou 13 casas. Os lotes variam de 6,40m x 20m a 8m x 20m. De qualquer modo, a disposição interna das casas se mostra semelhante""
Imagem fotográfica remissiva à: NOV-D-4-4-8(3)."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.08 (5)

"Fotografia em preto e branco; Formato paisagem; Autor desconhecido.
A imagem fotografia exibe pelo menos treze crianças que brincam em um parquinho infantil de areia (continuação da foto (3) e (4)) com gangorras, escorregadores, balanços e trepa-trapa, e logo atrás uma fileira de aproximadamente seis árvores do Cerrado. No primeiro plano, duas crianças com cabelos claros brincam com areia e dois baldes. A maioria das crianças estão emolduradas na fotografia por baixo do escorregador, enquanto balançam e brincam, sendo em primeiro ou segundo planos. Há presença de duas adultas supervisionando as crianças.
Dois homens trabalhadores estão no parquinho por trás das gangorras no canto esquerdo, enquanto outras figura masculina estão posicionadas na parte direita da fotografia atrás dos brinquedos e na frente das construções.
Atrás das brincadeiras há o canteiro de obra e ao fundo, vegetação do Cerrado (fitofisionomia não identificável).
É o mesmo parquinho mostrado na fotografia de número (4) e (3), ocalizado nas proximidades da W3 Sul, no projeto de casas geminadas destinadas aos trabalhadores da Caixa Econonômica entre as quadras 707 e 712.
A construção dos blocos ocorreu entre 1957 a 1958 (Fonte: C30, Ficher, Sylvia; Schlee, Andrey Rosenthal; França, Joana).
Fotografias remissivas: nov-d-4-4-b-8(3); nov-d-4-4-b-8(4)."

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (10)

"Fotografia colorida em formato paisagem retrata o asfaltamento do Eixo Rodoviário do Plano Piloto, entre os anos de 1957-1960. Representante digital contém riscos e manchas verdes. A fotografia capta não só a delimitação das vias do eixo rodoviário, como também registra a construção dos edifícios das quadras 400, 100 e 300 e residências (provavelmente as construídas pela FCP - Fundação da Casa Popular) que ficaram nas quadras 700, próximas à W3 Sul (que são as pequenas edificações brancas no quadrante esquerdo superior). As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993). Ao centro direito da fotografia estão as três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível observar vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), com presença de vegetações arbustivas e árvores de médio e grande porte. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (11)

"Fotografia colorida em formato paisagem retrata o asfaltamento do Eixo Rodoviário do Plano Piloto, entre os anos de 1957-1960. Representante digital contém riscos e manchas verdes. A fotografia capta não só a delimitação das vias do eixo rodoviário, como também registra a construção dos edifícios das quadras 400, 100 e 300 e residências (provavelmente as construídas pela FCP - Fundação da Casa Popular) que ficaram nas quadras 700, próximas à W3 Sul (que são as pequenas edificações brancas no quadrante esquerdo superior). As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam algumas das 500 unidades residenciais construídas pela Fundação da Casa Popular (FCP) e pelo Instituto de Previdência (IAPI). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993). Ao centro esquerdo da fotografia estão as três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível observar vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), com presença de vegetações arbustivas e árvores de médio e grande porte, sendo que em alguns trechos a vegetação se encontra com aspecto mais ralo devido a intervenção humana. Na região final da pista assentada, vê-se alguns tonéis agrupados. No limite esquerdo da fotografia, na pista central, está um caminhão azul de carroceria aparentemente vazia. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (12)

"Fotografia colorida em formato paisagem. Representante digital com riscos e manchas esverdeadas. Registro aéreo da W3 sul em processo de asfaltamento durante os primeiros anos da construção de Brasília, nos anos de 1957 e 1958. A Avenida W3 faz parte da trama viária de Brasília projetada por Lucio Costa (1902-1998), e está localizada entre as quadras 500 e 700, sendo a terceira das vias principais, estando afastada em orientação oeste do Eixo Rodoviário. Nos planos de Lucio Costa, a W3 pretendia transitar entre as escalas regionais e locais, conectando-se com os principais fornecedores exteriores (advindo das rodovias e ferrovias), além de servir como apoio ao comércio das superquadras. Trata-se de uma via secundária com acessos locais, entradas e saídas de estacionamento, tendo uso comercial, residencial e institucional. Se tratando dos aspectos edilícios, em toda sua extensão há a presença de marquises nas edificações, sendo composta de quatro pavimentos que são divididos entre uso comercial e residencial (Camargo, 2019). No registro, à direita das duas vias, nota-se duas construções - prováveis galpões - com acesso principal voltado para a Via W2 ainda sem asfaltamento. Entre os intervalos das vias e grande parte da extensão fotográfica, é possível observar vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), com presença de vegetações arbustivas e árvores de médio e grande porte, sendo que em alguns trechos a vegetação se encontra com aspecto mais ralo devido a intervenção humana, caracterizando o contexto local do que viria a ser os blocos das superquadras. No solo, a direita da W2, tubulações metálicas empilhadas e dispersas no canteiro lateral. Ao fundo, no quadrante superior, um ambiente de obra transpassa parte do registro, caracterizando processos de terraplenagem e demarcação do solo para o asfaltamento das vias em etapa posterior. Um galpão retangular, pequenas instalações e uma torre d’água são visíveis no mesmo plano, contribuindo para o apoio ao ambiente de obra. Ao fundo, na parte superior do registro, o relevo do planalto central se faz nítido e a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília -, havendo a presença de uma vasta vegetação de Cerrado, com densidade média a alta (fitofisionomia não identificável).
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (121)

"Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta manchas brancas. Registro térreo da pavimentação da W3 sul em processo de asfaltamento durante os primeiros anos da construção de Brasília, nos anos de 1957 e 1958. A Avenida W3 faz parte da trama viária de Brasília projetada por Lucio Costa (1902-1998), e está localizada entre as quadras 500 e 700, sendo a terceira das vias principais, estando afastada em orientação oeste do Eixo Rodoviário. Nos planos de Lucio Costa, a W3 pretendia transitar entre as escalas regionais e locais, conectando-se com os principais fornecedores exteriores (advindo das rodovias e ferrovias), além de servir como apoio ao comércio das superquadras. Trata-se de uma via secundária com acessos locais, entradas e saídas de estacionamento, tendo uso comercial, residencial e institucional. Se tratando dos aspectos edilícios, em toda sua extensão há a presença de marquises nas edificações, sendo composta de quatro pavimentos que são divididos entre uso comercial e residencial (Camargo, 2019). No registro duas vias em etapa de asfaltagem, com a faixa da esquerda estando em processo avançado de pavimentação e a direita apenas terraplanada. As vias se estendem a frente até sumir na linha do horizonte, onde é possível vislumbrar a silhueta do que aparenta ser um caminhão vindo pela via da esquerda. As margens das vias e grande parte da extensão fotográfica, é possível ver a vegetação do Cerrado, , com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada), caracterizando o contexto local do que viria a ser os blocos das superquadras. Ao fundo, na linha do horizonte, o relevo do planalto central se faz nítido e a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília -.
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Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil

NOV.B.18 (13)

"Fotografia colorida em formato paisagem retrata o asfaltamento do Eixo Rodoviário do Plano Piloto, entre os anos de 1957-1960. Representante digital contém riscos e manchas verdes. A fotografia capta não só a delimitação das vias do eixo rodoviário, como também registra a construção dos edifícios das quadras 400, 200, 100 e 300 e residências (provavelmente as construídas pela FCP - Fundação da Casa Popular) que ficaram nas quadras 700, próximas à W3 Sul (são as pequenas edificações brancas no quadrante esquerdo superior). As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam algumas das 500 unidades residenciais construídas pela Fundação da Casa Popular (FCP) e pelo Instituto de Previdência (IAPI). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendem alguns autores como Gouvêa, 1995 e Holston, 1993. Ao centro esquerdo da fotografia estão as três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível observar vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito), com presença de vegetações arbustivas e árvores de médio e grande porte, sendo que em alguns trechos a vegetação se encontra com aspecto mais ralo devido a intervenção humana. Próximo ao limite esquerdo da imagem, um provável Rural Willys trafega na pista marginal (eixinho). No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10).
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