Cerrado

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NOV.B.21 (16)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-16
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem. Placa da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (NOVACAP) na construção do Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília, escrito: “MUSEU – NOVACAP – DEPARTAMENTO DE EDIFICAÇÕES – 2ª DIVISÃO”. Ao fundo, da esquerda para a direita, nota-se a construção do Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF), e a sua frente, há uma faixa de saudações dos trabalhadores da Construtora Rabello escrita: “Os trabalhadores da Rabello saúdam a Comitiva Presidencial”, ao centro, faixa sobre a cobertura do Museu da Cidade da Construtora Rabello e multidão de pessoas próxima ao acampamento da Construtora Rabello S/A no inferior da fotografia. Logo abaixo da placa de identificação estão sete homens, sendo que dois destes estão escorados no madeiramento que ergue a placa. O Museu da Cidade ou Museu Histórico de Brasília, localizado na Praça dos Três Poderes durante a construção de Brasília, é um projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012), de concreto armado e revestido de mármore branco oriundo da cidade de Cachoeiro do Itapemirim (ES), realizada pela Construtora Rabello S/A. O edifício é do tipo monobloco pavilhonar em balanço, estruturado por dois pilares levemente deslocados para uma das laterais e um par de vigas que formam um bloco de concreto de 35 metros de comprimento e cinco de largura, revestido em mármore branco. Na porção voltada para a Praça dos Três Poderes, há afixada na fachada a escultura com o rosto do então presidente Juscelino Kubitschek (período do governo 1956-1961) em pedra sabão de autoria do artista mineiro José Alves Pedrosa (1915-2002), além de uma à direita da escultura, frase em homenagem à JK sobre a nova capital, Brasília: “Ao presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que desbravou o sertão e ergueu Brasília com audácia, energia e confiança, a homenagem dos pioneiros que o ajudaram na grande aventura.” Esse foi construído para abrigar documentos referentes à história da transferência da capital e foi inaugurado em 21 de abril de 1960, junto com a inauguração da nova capital, como monumento comemorativo da instalação do Governo Federal em Brasília. Este grande bloco é apoiado em uma estrutura que abriga a escada que leva ao seu interior, onde paredes em mármore exibem 16 painéis que contam a história da mudança da capital, desde o processo de interiorização em 1789 até a transferência efetiva para o Planalto Central em meados dos anos 50 (CASTELO, 1999). O edifício, tombado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 1982 e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2007, serve de suporte de uma narrativa que intercala dados históricos, culturais e urbanísticos (SOARES, 2017).
"

Untitled

NOV.B.21 (2)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-2
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada da Argentina. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Argentina Lote Nº 12. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. A Embaixada da Argentina só foi inaugurada em 1994 (FICHER e SANTOS, 2018) e foi projetada pelo estúdio MSGSSS. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p. 93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação mais rasteira, contendo gramíneas, arbustivas e algumas árvores de pequeno porte correspondentes ao bioma Cerrado, especificamente um Cerrado típico (cerrado sentido restrito). Na parte inferior da imagem, nota-se terra batida e algumas rebrotas de arbustos ou árvores, cuja vegetação foi removida recentemente por intervenção humana.

Untitled

NOV.B.21 (21)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-21
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem. No registro uma placa identifica a Granja Modelo Nº1 – também conhecida como Granja do Tamanduá – durante os primeiros anos da construção de Brasília - entre 1956 e 1960. Ao fundo, nota-se copas de duas árvores nativas do Cerrado. A granja modelo número um, granja do Tamanduá se localizava hoje onde está a Região Administrativa do Recanto das Emas, RA XV e foi cedida a Embrapa em 1972 e hoje funciona a Embrapa hortaliças. Na imagem se vê uma placa, onde lê-se: “NOVACAP - Departamento de Terras e Agricultura Granja Modelo Nº 1”. Informações adicionais: ""A NOVACAP administrava quatro grandes fazendas: a Granja Modelo nº 01 - Granja do Tamanduá; Granja Modelo n2 02 - Granja do Ipê; Granja Modelo n2 03 - Granja do Torto e a Granja Modelo n2 04 - Granja do Riacho Fundo. Com o tempo elas foram ocupadas e serviram como residências para autoridades: Torto - Presidentes João Figueiredo e João Goulart; Ipê - Primeiros Ministro: Tancredo Neves e Brochado da Rocha e Chefes de Gabinete Civil: João Leitão de Abreu e Golbery do Couto e Silva; Riacho Fundo - Presidente Emílio Médici. (p. 36) Cada uma delas foi aparelhada para receber produção agrícola e pecuária e abastecer a nova capital. Granja do Ipê: produção frutícola. Pomar com 10 mil laranjeiras e limoeiros de diversas variedades"".
"

Untitled

NOV.B.21 (22)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-22
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem. No registro uma placa identifica a Granja Modelo Nº3 – também conhecida como Granja do Torto – durante os primeiros anos da construção de Brasília - entre 1956 e 1960. Ao redor da placa, a vegetação possui aspecto ralo e com algumas rebrotas, indicando remoção recente da vegetação, e no canto direito há via de terra batida. Ao fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. No plano de abastecimento de Brasília, a Novacap previu a organização de granjas avícolas, instalando, desde logo, uma granja central, na fazenda Riacho do Torto. Essa granja foi concebida para suprir as demandas de aves e ovos para uma população inicial de 70.000 habitantes. A área coberta dessa instalação totaliza 11.250m², incluindo 10 galpões e 100 abrigos de campo. Na imagem se vê uma placa, onde lê-se: “NOVACAP - Departamento de Terras e Agricultura Granja Modelo Nº 3”. Informações adicionais: ""A NOVACAP administrava quatro grandes fazendas: a Granja Modelo nº 01 - Granja do Tamanduá; Granja Modelo nº 02 - Granja do Ipê; Granja Modelo nº 03 - Granja do Torto e a Granja Modelo nº 04 - Granja do Riacho Fundo. Com o tempo elas foram ocupadas e serviram como residências para autoridades: Torto - Presidentes João Figueiredo e João Goulart; Ipê - Primeiros Ministro: Tancredo Neves e Brochado da Rocha e Chefes de Gabinete Civil: João Leitão de Abreu e Golbery do Couto e Silva; Riacho Fundo - Presidente Emílio Médici. (p. 36) Cada uma delas foi aparelhada para receber produção agrícola e pecuária e abastecer a nova capital. Granja do Ipê: produção frutícola. Pomar com 10 mil laranjeiras e limoeiros de diversas variedades"".
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Untitled

NOV.B.21 (23)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-23
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

" Fotografia preta e branca em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada do Canadá retirada em agosto de 1959. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Canadá Lote Nº 16. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. O projeto da Embaixada do Canadá foi feito por Thompson, Berwick, Pratt and Partners, com enfoque em um projeto preocupado com o conforto ambiental e aplicação de paisagismo de Ney Ururahy Dutra (1922-2013). A Chancelaria foi inaugurada em 13 de janeiro de 1977, com suas instalações em funcionamento desde 1976. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e na parte inferior da imagem nota-se terra batida com rebrotas, indicando remoção recente da vegetação pela intervençao humana.
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Untitled

NOV.B.21 (24)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-24
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada da Venezuela retirada em agosto de 1959. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Venezuela Lote Nº 13. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. A Embaixada da Venezuela só se instalou em Brasília em abril de 1972, sendo o autor do projeto o arquiteto Genry Tanededi. A Chancelaria da embaixada recebe obras de artistas venezuelanos. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e na parte inferior da imagem nota-se terra batida com rebrotas, indicando remoção recente da vegetação pela intervençao humana.
"

Untitled

NOV.B.21 (25)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-25
  • Item
  • 1958 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada de Cuba retirada em agosto de 1959. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Cuba Lote Nº 18. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. Ao fundo está uma vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito). Atrás da massa vegetativa, estão os blocos, provavelmente, da 204 sul. Ao fundo está uma vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e na parte inferior da imagem nota-se terra batida com rebrotas, indicando remoção recente da vegetação pela intervençao humana. Além disso, nota-se uma árvore de grande porte sem folhas á direita, possivelmente ocorreu caimento temporário das folhas devido à epoca do ano.

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Untitled

NOV.B.21 (26)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-26
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem feita em 03/09/1959. No registro uma placa identifica a Casa da Cultura Francesa – atualmente a Aliança Francesa de Brasília –, durante os primeiros anos da construção de Brasília, entre 1956 e 1959. A placa apresenta uma preocupação estética em sua representação, que diferente de parte das demais placas presentes durante o processo de construção de Brasília, esta apresenta uma melhor diagramação das letras. Duas linhas paralelas fazem alusão às cores da bandeira francesa (como é possível notar em sua representante colorida de item 8 na mesma pasta). Um fato curioso, é que, apesar não ter tido o projeto concretizado, “durante visita de Le Corbusier à Brasília, Darcy Ribeiro, na ocasião Ministro da Cultura, teria ‘encomendado’ a Le Corbusier os projetos para a Embaixada da França e para a Casa da Cultura Francesa”. “Ao longo dos anos, a Aliança teve que expandir para acomodar mais alunos, agora mais de 3.000 por ano, tornando-se a primeira escola de língua francesa do Distrito Federal e a terceira Alliance francesa do país, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro” (ALIANÇA FRANCESA BRASÍLIA). A placa está sustentada por duas ripas de madeira pintadas de branca sobre um solo concretado. As placas, muito utilizadas no período inicial da construção de Brasília, auxiliaram a localização por parte das autoridades e operários que chegavam ao ambiente de obra. Dada a distância das obras, as placas informativas contribuíram de forma fundamental para orientar a difusão do conhecimento dos canteiros e monumentos em construção (Guia Brasileiro de Sinalização Turística, 2007). A placa está alocada, possivelmente, às margens de uma estrada ainda em terra batida. Em plano de fundo, parte do contexto de construção, sendo possível sobre um terreno em que nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada e alguns troncos empilhados na área. Ao fundo nota-se vegetação com alta densidade de ávores de diferentes porte, indicando uma formação florestal do Cerrado conecida como Cerradão.

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Untitled

NOV.B.21 (29)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-29
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada da Alemanha. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Alemanha Lote Nº 25. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. A Embaixada da Alemanha foi projetada pelo arquiteto modernista Hans Scharoun (1893-1972) e recebeu a obra paisagística de Roberto Burle Marx (1909-1994), sendo inaugurada em 23 de abril de 1971. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação mais rasteira, contendo gramíneas, arbustivas e árvores de pequeno porte correspondentes ao bioma Cerrado, especificamente um cerrado típico (cerrado sentido restrito). No terço inferior há uma porção de terra batida e marcada pela movimentação de maquinários e caminhões. A coloração escurecida da vegetação indica que houve evento de fogo recentemente na área. Autor da Fotografia: Mario Fontenelle.
"

Untitled

NOV.B.21 (3)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-21-3
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem demonstra uma placa identificadora da região da Embaixada da Alemanha. Representante digital contém riscos e pontos esverdeados. Na placa contém as inscrições: NOVACAP D.I Alemanha Lote Nº 25. No canto esquerdo da placa, vê-se uma assinatura de A.Silva, artista gráfico da placa. A Embaixada da Alemanha foi projetada pelo arquiteto modernista Hans Scharoun (1893-1972) e recebeu a obra paisagística de Roberto Burle Marx (1909-1994), sendo que a assinatura da doação do lote 25 ocorreu em 24 de julho de 1963. Após a transferência da Capital (anteriormente localizada no Rio de Janeiro), foi necessário também transferir o corpo diplomático para Brasília, assim viabilizando lotes localizados na Avenida das Nações, Setor de Embaixadas Sul, W3 Norte, Setor de Rádio e TV Norte, Asa Sul e Asa Norte. Mesmo após anos de inauguração de Brasília, a transferência dessas representações estrangeiras não foi feita de imediato, devido à resistência de alguns consulados, mas em 1973 foi concluída. Sobre o atraso da mudança das embaixadas para a nova capital, Mendes (1995, p.93) explicita um trecho inflamado retirado do Correio Braziliense de 15 de maio de 1969, redigido pelo jornalista Ari Cunha: “Isto, entretanto, é o resultado de muita preguiça entre muitos diplomatas, nacionais e estrangeiros. Se o governo for com ‘diplomacia’, não muda nunca. E a vergonha será sempre nossa. Três governos já marcaram a data da mudança do Itamaraty para Brasília. As Embaixadas já receberam, oficialmente, três comunicações diferentes, e nenhuma foi cumprida até agora. Este é o último desafio, porque depois restará apenas a desmoralização nossa diante dos governos estrangeiros, que nunca mais acreditarão em mudança, e estarão rindo dos papeis que fizeram investimentos monstruosos construindo Embaixadas numa cidade que o Itamaraty rejeita por princípio”. A primeira embaixada a concluir suas construções em Brasília foi a da Sérvia e Montenegro (antiga Iugoslávia) e a primeira nação a erguer a sua Chancelaria foi a dos Estados Unidos da América. As embaixadas, de modo geral, apresentam uma grande lista de edifícios e autores, o que explica a extensa variedade de soluções arquitetônicas adotadas – embora prevaleça a expressão brutalista –, sendo possível distinguir também traços típicos do país de origem. Apesar disso, parte das embaixadas precedem a intenção de retratar a modernidade – tanto de seu próprio país como a presente em Brasília e que, segundo Santos (2005, p. 157) “em algumas delas, no entanto, o objetivo é dar destaque à arquitetura tradicional e, finalmente, há aquelas em que ambas as alternativas foram harmonizadas ou convivem – bem ou mal – lado a lado”. Tais características não apenas ampliaram o interesse cultural nessas edificações, mas a tornaram significativas coleções de obras de arte, incorporando o patrimônio da cidade. Ao fundo está uma vegetação mais rasteira, contendo gramíneas, arbustivas e algumas árvores de pequeno e médio porte correspondentes ao bioma Cerrado, especificamente um cerrado típico (cerrado sentido restrito). A coloração escurecida da vegetação indica que houve evento de fogo recentemente na área. No terço inferior há uma porção de terra batida, marcada pela movimentação de maquinários e caminhões.

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