Cerrado

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NOV.B.18 (80)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-80
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta riscos e manchas brancas. Registro térreo da Estrada Parque Aeroporto (EPAR ou DF-047), com a ponte do trevo de interligação da Estrada Parque Guará (EPGU ou DF-051), e a Estrada Parque das Nações (EPNA ou DF-004), em Brasília-DF, durante os primeiros anos da construção capital (1956-1958). Ao fundo, a ponte apresenta processo avançado de construção, estando em funcionamento devido à passagem de veículos sob e sobre a infraestrutura. No registro são identificados oito veículos sendo: cinco caminhões com caçamba; três veículos de pequeno porte. No quadrante inferior, um transeunte de cabelos curtos escuros e cavanhaque - trajando casaco de mangas longas com zíper e dois bolsos frontais, e calça escura - caminha em direção ao registro, olhando para a fotografia com feições sérias, olhos semicerrados devido a luz do dia e sobrancelhas arqueadas. O transeunte caminha sobre o canteiro central que transpassa toda a extensão da EPAR, com presença de gramíneas e mudas do que aparentam ser palmeiras. Do lado direito do registro, uma placa de trânsito de orientação sobre o canteiro lateral. Nos canteiros laterais o solo possui cobertura de gramíneas e entre as duas vias da EPAR, há gramíneas com palmeiras e canela-de-ema (Vellozia squamata) esparsas.

Untitled

NOV.B.18 (81)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-81
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem captura a construção dos trevos/tesourinhas de entrada de uma superquadra, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Representante digital contém pontos esbranquiçados. Vista aérea de parte das três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central) e das tesourinhas de entrada/saída de uma superquadra, onde vemos na pista marginal inferior dois grupos de homens na via: o primeiro grupo, com dois homens que caminham para fora de uma pista de entrada de quadra; o segundo grupo contém quatro homens que estão lado a lado, no canteiro das duas vias; seis homens estão dispersos na pista e canteiros. Entre as vias há apenas terra batida e na lateral esquerda árvores de méio porte esparsas, e fragmento de cerrado típico (cerrado sentido restrito) já bastante modificado pela ação humana na parte superior. Próximo ao limite direito da fotografia estão as duas passagens subterrâneas para pedestres que cortam as três vias do Eixo Rodoviário, para facilitar o fluxo de pessoas das quadras inferiores para as superiores e vice-versa. Lucio Costa (1902-1998) pensou na unidade de vizinhança como característica principal do tecido urbano, ampliando a liberdade de movimentação das pessoas por meio de passagens para pedestres que atravessavam a cidade em um nível inferior. Estas passagens estão presentes tanto nos edifícios do congresso, como nas transversais de quadras sendo lojas e comércios previstos para movimentar essas passagens. No Eixo Rodoviário Sul as passagens subterrâneas para pedestre se encontram ao sul das tesouras e no Eixo Norte, estão ao norte das tesouras das quadras. Atualmente as passagens são pouco utilizadas ou evitadas devido à insegurança que trazem ao transeunte, sendo passagens escuras e que mudaram em relação ao projeto original (não receberam lojas, mal iluminadas e ganharam escadas e esquinas para vencer a topografia, atrapalhando o fluxo livre) (Arnhold, 2018).

Untitled

NOV.B.18 (82)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-82
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem captura o Eixo Rodoviário Sul e construção ao redor, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista aérea do Eixo Rodoviário Sul da extremidade, onde se encontra o trevo de entrada à pista central do Eixo. Vê-se as três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), sendo que entre o Eixo Rodoviário e os Eixos W e L, há árvores de médio porte esparsas. No quadrante superior esquerdo há prédios em construção nas regiões das superquadras 100. No quadrante inferior esquerdo está uma parte metálica do avião ou helicóptero do qual o fotógrafo capturou a imagem. Abaixo está uma alça da pista central (provavelmente um retorno) que passa por baixo da via de seis faixas. Ao centro da fotografia estão as vias que compõem o Eixo Rodoviário, sendo que em seu canteiro tem-se valas recém cavadas (devido à terra mais escura e revolvida acima), possivelmente destinadas a receber tubulação de drenagem da pista. No quadrante inferior direito tem-se o mesmo cenário que do lado esquerdo, mas na região superior já se encontram prédios das superquadras 400 sul. Nas laterais da fotografia é possível observar fragmentos de cerrado típico (cerrado sentido restrito). No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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Untitled

NOV.B.18 (83)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-83
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem. Registro aéreo do “Balão do Aeroporto” que faz conexão viária da Estrada Parque Aeroporto (EPAR ou DF-047) e a Estrada Parque Dom Bosco (EPDB ou DF-025), em Brasília-DF, durante os primeiros anos da construção da capital (1956-1958). No quadrante inferior, o Balão do Aeroporto configura-se por sua rotatória e conexões entre as vias EPAR e EPDB, estando em processo avançado de obra, com as vias pavimentadas, havendo considerável fluxo de veículos. Da direita para a esquerda, parte da via EPBD, que deriva da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA ou DF-003), percorrendo “o Lago Sul, atendendo às Quadras do Lago (QL, margem, números pares) e às Quadras Internas (QI, sempre ímpares)” (Cavalcanti, 2023). De baixo para cima do registro, a EPAR transpassa a fotografia diagonalmente - com as vias já asfaltadas -, seu trajeto percorre pela ponte sobre a mata de galeria que acompanha o Córrego Riacho Fundo, pelo trevo de conexão da EPGU e EPNA (sob a ponte da via EPGU com sentido ao Guará), rumo ao Eixo Rodoviário Sul. A esquerda do registro, um conjunto de árvores configuram a vegetação de mata ciliar às margens do córrego Riacho Fundo. No quadrante superior à via EPGU Cruza o registro horizontalmente, sentido ao trevo de conexão entre EPIA e Guará. No quadrante superior direito encontram-se: parte da Estrada Setor Policial Militar (ESPM) com sentido a Estrada Parque Indústrias Gráficas (EPIG); o vislumbre das unidades habitacionais das Superquadras da Asa Sul em processo de construção; os edifícios ministeriais na “Esplanada dos Ministérios [...] localizada no Eixo Monumental, [...] a área é um vasto gramado com 17 prédios de construção uniforme, que abrigam os ministérios, órgãos do Poder Executivo” (GDF, 2016). No plano de fundo do registro, na linha do horizonte há a presença da vasta vegetação de Cerrado, com trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada).
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Untitled

NOV.B.18 (84)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-84
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem. Representante digital consta manchas brancas. Registro térreo da Estrada Parque Aeroporto (EPAR ou DF-047) em processo de pavimentação, com a ponte do trevo de interligação da Estrada Parque Guará (EPGU ou DF-051) no plano central da fotografia, e a Estrada Parque das Nações (EPNA ou DF-004), em Brasília-DF, durante os primeiros anos da construção capital (1956-1958). A ponte se encontra em processo de construção, aparentando estar em processo de asfaltamento, havendo a presença (sobre a ponte) de: uma caminhonete com caçamba; três tratores de terraplenagem; sete operários dispersos pela infraestrutura da ponte. Na parte inferior da ponte identificam-se seis operários, sendo: dois à direita do maquinário (provavelmente destinado à pavimentação da EPAR) na sombra da estrutura; três agachados próximos do maquinário; um à esquerda do maquinário, caminhando no sentido do registro. Ainda abaixo da ponte, alguns tonéis metálicos aglomerados perto dos pilares e outros caídos próximos ao talude de sustentação da estrutura. A frente da ponte, duas cancelas bloqueando o tráfego no sentido ao “Balão do Aeroporto”, responsável por conectar as vias Estrada Parque Aeroporto (EPAR ou DF-047) e a Estrada Parque Dom Bosco (EPDB ou DF-025), evidenciando o processo de obra no local. No chão, no quadrante inferior esquerdo, resquícios de materiais (pedras, areia e terra), e marcações de passagem de maquinário. Ao fundo, após a ponte, à direita, montantes de materiais utilizados na obra. À esquerda, nos canteiros centrais e laterais da via, identificam-se tonéis espalhados sobre o solo terroso. Mais ao fundo encontram-se: a vegetação de mata de galeria que acompanha o Córrego Riacho Fundo; a continuidade da extensão da via EPAR, até sua conexão com o “Balão do Aeroporto”. No plano de fundo do registro, na linha do horizonte há a presença da vasta vegetação de Cerrado, trechos campestres (campo sujo/limpo) e trechos com maior densidade de árvores (fitofisionomia não identificada).
"

Untitled

NOV.B.18 (85)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-85
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem captura a construção de um viaduto do Eixo Rodoviário, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista diagonal da entrada do viaduto, possivelmente do trevo/tesourinha de entrada da superquadra. Ao redor de toda a estrutura em concreto, há terra solta que receberá gramado e asfaltamento. Vegetação do Cerrado típico (cerrado sentido amplo) na parte superior do terreno, ao fundo. À frente da vegetação, sobre o terreno de terra solta, manilhas estão distribuídas. Abaixo, engastado no aterro, tem uma tubulação de drenagem com três manilhas empilhadas. Há uma instalação simples tangente à estrada de terra, próximo ao limite direito do retrato. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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Untitled

NOV.B.18 (87)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-87
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem captura a construção dos viadutos do Eixo Rodoviário Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista aérea de uma tesourinha/trevo de saída/entrada da superquadra 108 sul, onde se vê que a pista ainda está sendo asfaltada e que um dos retornos da tesourinha não foi executado. Uma kombi está parada próxima a placa sinalizadora de fim de trecho, por conta da execução das obras.Entre os eixos e tesourinhas, há diversas árvores nativas do Cerrado de tamanhos diversos, sobre terrenos descampados, em que posteriormente colocaram gramas. Ao fundo, do lado esquerdo, estão alguns prédios residenciais da 208 sul e, do lado direito destes prédios, estão construções de edifícios correspondentes à superquadra 408, onde nota-se o prédio sem pilotis (sem apoios de pilares que garantam vão livre no seu térreo), blocos estes que receberam a alcunha de prédio JK. Os primeiros sete prédios JK foram construídos pela NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), entre 1959 e 1961, na quadra 408 sul e foram projetados por Oscar Niemeyer (1907-2012). No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.

Untitled

NOV.B.18 (88)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-88
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações próximas à W3 sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista de uma janela de um prédio comercial, na região das 500 sul. Observa-se a grande concentração de veículos estacionados, principalmente no canteiro central e transeuntes caminhando na calçada do comércio e entre os carros. Alguns dos veículos presentes são: Jeep Willys, Rural Willys, Caminhonete Ford F-100, Aero Willys, Plymouth Special Deluxe 1948 e caminhões Ford. À esquerda da via principal da W3 sul estão as residências duplex da Caixa Econômica, com uma árvore de grande porte na lateral esquerda dos prédios. As regiões das quadras 105 e 305 sul receberam 1020 apartamentos em 34 blocos construídos pela Fundação da Casa Popular e pelo Instituto de Previdência (IAPI) e outras quadras próximas à W3 Sul receberam 500 unidades residenciais geminadas. A Fundação da Casa Popular foi instituída em 1946 como órgão federal pioneiro voltado para o desenvolvimento urbano e de habitação, em meio a crise de habitação do antigo Distrito Federal (localizado no Rio de Janeiro). As construções residenciais da FCP tinham uma proposta de casas populares, sendo as primeiras em alvenaria de Brasília. Foram feitas casas também pela ECEL Escritório Construtora Engenharia S/A e pela Caixa Econômica Federal - mais precisamente, 222 casas duplex. No período de construção de Brasília, em tratado com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), a FCP construiria, em Dezembro de 1956, 100 casas “proletárias” que depois vieram a se tornar 500 casas “populares”, em Agosto de 1957, mudança essa que pode ter alterado a destinação dessas casas para outro tipo de público-alvo - de trabalhadores de baixa renda, para trabalhadores média renda - como defendeM autores como Holston (1993).
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Untitled

NOV.B.18 (89)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-89
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia preta e branca em formato paisagem captura a construção dos viadutos do Eixo Rodoviário Sul, registrada entre os anos de 1957-1960, em Brasília-DF. Vista do viaduto do Eixo W, com um Fusca passando acima e outros dois Fuscas Cruzando transversalmente abaixo. As pistas estão com as delimitações (meio-fio) praticamente concluídas, alguns trechos ainda se vê a concentração de materiais de construção. Nos canteiros e nas regiões próximas aos blocos residenciais existem árvores de médio e grande porte, possivelmente colocadas e planejadas dentro do plano de paisagismo da cidade. No plano de fundo, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte. Abaixo, logo atrás dos viadutos, há uma edificação com cartaz em que na inscrição visível lê-se “Paulista”. Ao lado direito, estão os blocos residenciais da quadra 200 sul. No canteiro direto, próximo às árvores, está um homem de calça social escura e camisa social clara carregando uma maleta, caminhando em direção ao fotógrafo. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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Untitled

NOV.B.18 (9)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-9
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

"Fotografia colorida em formato paisagem retrata o asfaltamento do Eixo Rodoviário do Plano Piloto, entre os anos de 1957-1960. Representante digital contém riscos e manchas verdes. A fotografia capta não só a delimitação das vias do eixo rodoviário, como também registra a construção dos edifícios das quadras 400, 100 e 300. Centralizadas na fotografia estão as três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível ver resquícios da vegetação do Cerrado, que possivemente teve a parte aérea removida por intervenção humana. Além disso, a vegetação de Cerrado se estende pelo horizonte. No quadrante superior direito, observam-se edifícios sendo construídos, possivelmente referentes a uma das superquadras modelo - 107, 108, 307, 308. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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