Cerrado

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NOV.B.13 (55)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-55
  • Item
  • 11/07/1959
  • Part of Untitled

 Fotografia em preto e branco no formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, retirada em 11/07/1959 em Brasília - DF. A captura está enquadrada na parte frontal envidraçada do bloco secundário térreo do hotel, local voltado para os usos sociais, como: restaurante, boate, saguão e piscina. No reflexo dos vidros é possível ver os pilares parabolóides característicos do Palácio da Alvorada e algumas instalações de apoio aos operários do canteiro. Ao fundo, no canto esquerdo da imagem, quatro homens trajando camisas claras e calças escuras - com exceção de um - passam pelas bordas do terreno. Um grande descampado se segue, até o surgimento de vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) ao fundo, com destaque para uma árvore de grande porte popularmente conhecida como gomeira (Vocshysia thyrsoidea). O prédio do Palace Hotel, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior) e com cobogós (fachada frontal) e duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto como o restaurante e o salão de eventos. Toda estrutura do bloco principal se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto por 203 metros de comprimento, tendo o bloco secundário a mesma estrutura metálica de apoio e uma grande marquise sobre uma fachada envidraçada sinuosa. Após o incêndio  acidental no terceiro andar do bloco principal, no ano de 1978, a configuração original do prédio foi alterada com a adição de duas torres de escadas e elevadores na fachada frontal, brises-soleil em lâminas e grandes painéis de vidro ao invés do antigo cobogó, além de varandas e peitoris de alvenaria na fachada posterior (voltada para o bloco térreo). Na porção inferior do registro, um jardim  composto de gramaado plantado e mudas de arbustos esparsos. Em toda a sua história, hospedou desde importantes figuras políticas à celebridades, como: a Rainha Elizabeth II (1926-2022), Fidel Castro (1926-2016), Gisele Bündchen (1980-), Caetano Veloso (1942-) e Tom Jobim (1927-1994).

Untitled

NOV.B.13 (56)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-56
  • Item
  • 17/02/1958
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, retirada em 17/02/1958 em Brasília - DF. Vista aérea da fachada sudeste do Brasília Palace Hotel em fase de obra. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de parte da extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Na fachada do hotel, nota-se a presença de andaimes feitos em madeira e duas torres de treliça metálica, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem e lajeamento. No plano inferior central, ao térreo da fachada leste, nota-se para estruturação do terraço que veio a ser o restaurante - ainda em processo obra -, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Abaixo da laje sobre pilotis do saguão, nota-se a presença de uma caminhonete - responsável pela carga e descarga dos materiais no canteiro de obra, enquanto um operário caminha próximo a carroceria da mesma e um montante de material mais à direita - aparenta ser areia. No quadrante inferior direito, duas instalações de apoio destinadas para auxílio aos trabalhadores candangos responsáveis pelas obras ocorridas durante os anos de construção. Na parte inferior da image, observa-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo). A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada destinada a locação do edifício, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Untitled

NOV.B.13 (57)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-57
  • Item
  • 17/02/1958
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem, retirada em 17/02/1958 em Brasília - DF. Vista aérea da composição leste, evidencia a laje sobre pilotis - em fase de obra - do que veio a ser o saguão do Brasília Palace Hotel. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. No plano central, parte da extensão construtiva do edifício no terreno, localizado ao térreo da fachada leste, nota-se a estruturação do terraço que veio a ser o restaurante, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Abaixo da laje sobre pilotis do saguão, nota-se a presença de montes de materiais - peças metálicas, vergalhões e mesas de trabalho destinados ao processo de obra do hotel. Dos dois lados do terraço, agrupamentos de terra dispostos ao solo, enquanto quatro operários observam e transitam. Atrás dos trabalhadores, um galpão que compõe um agrupamento de outras instalações (6) - para provável armazenamento de materiais. Da esquerda para a direita entre o agrupamento, no terço central da imagem, cinco trabalhadores caminham pelas delimitações nas proximidades do hotel, estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso ainda não pavimentados. Um Jeep Willys estacionado próximo ao último galpão. Ao fundo deste agrupamento, montes de resíduos dos materiais utilizados na obra foram depositados ao solo descampado, devido a ocorrência de ação antrópica. No quadrante superior direito, uma estrada de terra leva até um acampamento próximo ao canteiro de obra, onde os operários residiam.  A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Ao fundo da construção nota-se vegetação do Cerrado rala devido a intervenção humana e atrás a a vegetação se estende pelo horizonte, com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Untitled

NOV.B.13 (58)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-58
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco no formato paisagem da fachada do Brasília Palace Hotel em perspectiva, entre os anos de 1957-1960 em Brasília - DF. A fotografia está enquadrada de modo a captar a ponta da fachada frontal de cobogós do bloco principal do hotel, os pilares anodizados e, em foco, o Palácio da Alvorada à distância. No plano de fundo, o vislumbre do que configura o volume construtivo do Palácio da Alvorada - barra horizontal e os pilares - com a capela anexa (ALMEIDA, 2012, p.72). Ao lado do Palácio, a capela da Alvorada (Capela Nossa Senhora da Conceição) de estrutura helicoidal e pontiaguda. No plano de fundo, a capela da Ermida Dom Bosco com sua estrutura triangular, em formato da letra A, em meio a vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito). No canto esquerdo da imagem, próximo ao edifício está parte de uma vila de operários, com algumas casas visíveis. Entre o claro descampado e o terreno de terra seca batida do hotel, três pessoas caminham em um plano à frente do Palácio da Alvorada. No quadrante inferior direito atrás do pilar, algumas mudas de árvores. O prédio do Palace Hotel, inaugurado em 30/6/1958 - mesmo dia do Palácio da Alvorada - foi projetado para ter três pavimentos de fachadas envidraçadas (parte posterior) e com cobogós (fachada frontal) e duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) em mármore branco, com uma extensão de cobertura para um segundo bloco menor - em formato de T - destinado às atividades sociais do conjunto como o restaurante e o salão de eventos. Toda estrutura do bloco principal se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto por 203 metros de comprimento.

Untitled

NOV.B.13 (59)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-59
  • Item
  • 06/08/1958
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, retirado em 06/08/1958 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos e pontos esbranquiçados. Vista aérea da fachada leste do Brasília Palace Hotel finalizado. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de toda a extensão construtiva da implantação do edifício no terreno, que evidencia um avanço em suas principais concepções arquitetônicas - disposto estruturalmente em lâmina (ou barra), repousa sobre os pilotis com marquise térrea no centro e paredes envidraçadas. Ao térreo da fachada leste, nota-se a estruturação do terraço que veio a ser o restaurante - ainda em processo obra -, caracterizado pela laje em T onde hoje, encontra-se o saguão decorado de pintura sobre alvenaria  do artista Athos Bulcão (1918-2008), e delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). No quadrante inferior esquerdo, nota-se a presença de operários (10), sendo que quatro deles transitam para o pilotis, um recosta no painel, um caminha em direção a piscina e os outros quatro realizam - provavelmente - o assentamento do piso externo do hotel. Nas janelas do primeiro e terceiro pavimento, encontram-se mais operários. A frente do edifício, voltado para leste, após o restaurante, trabalhadores (10) transitam, sendo que quatro deles auxiliam na construção da piscina, que foi parte de uma inspiração de Oscar Niemeyer (1907-2012). “Tudo era feito na marra, com burocracia zero. Um dia, tomando café no bar hotel, impaciente pela demora na construção da piscina - havia uns seis meses e nada -, Niemeyer desenhou um ovo de Páscoa (uns dizem que num papel; outros que no chão mesmo) e disse: ‘Taí, podem fazer.” (ESNAL, 2015, p. 35). Abaixo da piscina, uma cerca alta de tapumes divide as instalações de apoio (9) do edifício principal, sendo destinadas ao auxílio construtivo dentro do canteiro de obras, estando aglomerados para facilitar os acessos por partes dos funcionários, sendo interligadas às estradas de acesso ainda não pavimentadas no entorno do hotel. No plano inferior, da esquerda para a direita, notam-se estruturas feitas em madeira com telhado aparente de duas águas com volumes retangulares. No plano de fundo, a linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Logo atrás da construção nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e no horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores e trechos de vegetação rala devido a intervenção humana. Em meio a vegetação nota-se fumaça de médio porte alcançando o céu, indicando algum incêndio em andamento na área. Na quadrante superior central, do lado oeste do hotel, há a presença de uma pequena instalação de apoio ao canteiro e mais a direita, um foco de incêndio em parte da vegetação. No quadrante inferior direito do registro, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, sem a presença de árvores e gramíneas, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra - terra, embalagens, sacos, entre outros - e não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Untitled

NOV.B.13 (6)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-6
  • Item
  • 1956 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia aérea colorida em formato paisagem da extensão do Brasília Palace Hotel, em Brasília - DF, nos anos de 1956-1960. A representação digital contém manchas e riscos verdes. A vista aérea das fachadas voltadas para o noroeste retrata o contexto de implantação do Brasília Palace Hotel em fase avançada de construção. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), sob a direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, e foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. O edifício se estende transversalmente, sendo um prédio de três pavimentos com fachadas envidraçadas (parte posterior) e com cobogós (fachada frontal), além de duas empenas cegas (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) revestidas em mármore branco. Com 203 metros de comprimento, o edifício se equilibra sobre pilotis metálicos revestidos de alumínio anodizado preto, erguendo-se sobre um terreno ainda em terra seca batida. Nota-se o amplo contexto de obra ocorrido nos primeiros anos da concepção da nova capital. Segundo Esnal (2015, p. 123), "embora o concreto armado fosse o principal recurso estrutural empregado por Niemeyer em seus projetos, para o edifício deste hotel edificado em caráter de urgência foi escolhido o emprego de perfis estruturais metálicos revestidos de concreto e outros materiais de acabamento como o alumínio, o mármore e o lambril". Na parte inferior do registro, no terreno de implantação do Brasília Palace Hotel (no centro da fotografia), observa-se a intervenção antrópica devido à área descampada, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, sem árvores ou gramíneas, o que indica uma diferença brusca no solo, onde há gramas e muda-se para um terreno de terra seca. Pela ausência de vias e calçadas cimentadas, e pela presença de instalações de apoio (4) à esquerda da imagem, compreende-se que a obra ainda não foi concluída. À esquerda do edifício, observa-se uma torre de caixa d’água, duas pessoas abaixo e um Jeep Willys azul mais à frente. Atrás do plano do edifício à direita, duas pessoas caminham na estrada de terra. Mais atrás, duas duplas e um grupo de 5 trabalhadores se locomovem para uma mesma direção. Uma cordilheira extensa de Cerrado percorre a linha do horizonte, com algumas estradas de terra cortando a massa verde, composta por diferentes fitofisionomias distribuídas em forma de mosaico. Vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) é encontrada na porção inferior e atrás do hotel, sendo que na região inferior da imagem a vegetação tem aspecto ralo devido à intervenção humana na área. O edifício foi inaugurado juntamente com o Palácio da Alvorada em 30/06/1958. O Brasília Palace Hotel foi um habitual ponto de encontro para pioneiros, políticos e diplomatas na década de 60, além de hospedar os visitantes da nova capital. Em 1978, foi inutilizado após um incêndio causado por uma cafeteira esquecida na tomada do terceiro andar, e sua reconstrução só foi concluída no ano de 2007, com a entrega da restauração das obras de autoria de Athos Bulcão (1918-2008).

Untitled

NOV.B.13 (60)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-60
  • Item
  • 06/08/1958
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, retirado em 06/08/1958 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos e pontos esbranquiçados. No formato paisagem da vista aérea de um agrupamento residencial destinado aos operários candangos durante o processo de construção de Brasília. Registro retrata o contexto de vida dos operários, as residências são caracterizadas por um volume alongado, portas e telhado em duas quedas - se sobressai em relação a fachada de entrada, fornecendo uma pequena marquise para circulação. No quadrante inferior direito, depositados ao solo nas proximidades do acampamento, aglomerados de materiais - tapumes, tábuas, e telhas cerâmicas. Na porção inferior do registro, acima das residências, pequenas estruturas de madeira cobertas, provavelmente destinadas ao uso sanitário dos trabalhadores. Os alojamentos maiores eram destinados às casas profissionais com família, alojamentos de serventes sem família. As menores, administração, açougue, cantina, armazém, farmácia, enfermaria, etc. “Além de terem a função de prover residência para os trabalhadores, incluem também outros equipamentos ligados à reprodução da vida no território da construção, tais como, cantina, posto de saúde, armazém, etc.” (RIBEIRO, p. 130, 2008).  No quadrante inferior esquerdo, há a presença de três homens, onde, da esquerda para a direita, um parado está saindo de uma da instalação, outro está parado à esquerda de uma das estruturas. Enquanto o terceiro, está para a frente da mesma. Ao centro do agrupamento, uma caminhonete - responsável pela carga e descarga dos materiais ao canteiro de obra. No quadrante inferior direito, ao centro do registro, uma estrada de terra transpassa parte da imagem, nota-se a presença de outro acampamento, por sua vez, aparenta estar em um contexto precário. Além de serem menores, apresentam um desordenamento de sua organização. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Logo atrás do hotel, nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e no horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Percebe-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Untitled

NOV.B.13 (61)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-61
  • Item
  • 06/08/1958
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, retirada em 06/08/1958 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos e pontos esbranquiçados. Vista aérea da composição territorial da fachada leste do Brasília Palace Hotel em relação aos canteiros de obra, aparentando estar em fase avançada de construção. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de toda a extensão construtiva da implantação do edifício no terreno, evidenciando um avanço em suas principais concepções arquitetônicas - disposto estruturalmente em lâmina (ou barra), repousa sobre os pilotis com marquise térrea no centro e paredes envidraçadas. Nos arredores do edifício, tem-se a presença de agrupamentos - canteiros e instalações - apoio aos trabalhadores. No quadrante superior central, voltado para a fachada oeste do hotel, há a presença de prováveis alojamentos residenciais para os trabalhadores. Delimitações de estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel durante o período de obras. Nos arredores do hotel - voltados para leste -, tem-se agrupamentos de canteiros e instalações de apoio (19) - estruturadas em madeira, e telhado de duas quedas. No quadrante inferior direito, um canteiro maior cerceado, diversos trabalhadores - dentro e fora do mesmo - transitam, conversam e descansam. Ao centro deste canteiro, um terreno parcelado em porções retangulares. À esquerda do agrupamento em primeiro plano, caminhonetes estacionadas e transitando pelo campo de terra. Acima do hotel, voltado para  a fachada oeste, há a presença de prováveis agrupamentos residenciais para os trabalhadores. Ao fundo, a ampla vegetação contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Logo atrás do hotel, nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e no horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. No terreno de implantação do Brasília Palace Hotel e no quadrante inferior, nota-se a ocorrência de ação antrópica devido a área descampada, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, não havendo a presença de árvores ou gramíneas. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Untitled

NOV.B.13 (62)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-62
  • Item
  • 03/02/1958
  • Part of Untitled

Fotografia colorida em formato paisagem, retirada em 03/02/1958 em Brasília - DF. Representante digital contém riscos e pontos esbranquiçados. Vista aérea da fachada leste, composição territorial do Brasília Palace Hotel. O hotel foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Ao centro da imagem, Registro da extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Na fachada do hotel, nota-se a presença de andaimes feitos em madeira, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem e lajeamento. Próximo ao hotel - nas orientações leste e oeste, instalações de apoio e alojamentos (21) - estruturadas em madeira, e telhado de duas quedas - destinadas para depósito e preparo de materiais. Os alojamentos maiores eram destinados às casas profissionais com família, alojamentos de serventes sem família. As menores, administração, açougue, cantina, armazém, farmácia, enfermaria, etc. “Além de terem a função de prover residência para os trabalhadores, incluem também outros equipamentos ligados à reprodução da vida no território da construção, tais como, cantina, posto de saúde, armazém, etc.” (RIBEIRO, p. 130, 2008). Delimitações de estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel durante o período de obras. Nota-se a presença de diversos trabalhadores transitando nas proximidades das instalações. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. Logo atrás do hotel, nota-se vegetação campestre do Cerrado (campo sujo) e no horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido às áreas descampadas, sem a presença de árvores e gramíneas em algumas porções, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra e não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Untitled

NOV.B.13 (63)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-13-63
  • Item
  • 03/02/1958
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco, no formato paisagem, retirada em 03/02/1958 em Brasília - DF. Vista aérea das fachadas voltadas para sul e leste do Brasília Palace Hotel em fase final de obra, foi projetado em 1956 pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907- 2012), sob direção da NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), sendo inaugurado em 30/6/1958, no qual foi uma das primeiras construções do que posteriormente veio a ser o plano de Lucio Costa (1902-1998) para a nova capital. Registro de toda a extensão construtiva do edifício no terreno, caracterizado por sua lâmina orientada no eixo norte-sul (AMORIM, 2007, p.118). Nota-se a disposição de andaimes feitos em madeira nas fachadas, caracterizando o início da etapa construtiva da concretagem e lajeamento. Na fachada leste do edifício, ao térreo, identificado pela laje em T onde que veio a ser delimitada na orientação leste por esquadrias e vidros. “Neste saguão funcionavam um restaurante e uma boate, separados por paredes curvas.” Hoje, o antigo saguão é uma recepção, o restaurante nas mesmas dimensões e espaço multiuso. (AMORIM, 2007, p.118). Próximo ao hotel - nas orientações leste e oeste, instalações de apoio (21) - estruturadas em madeira, e telhado de duas quedas - destinadas para depósito e preparo de materiais e, à esquerda, uma torre d’água. Voltado para a empena cega (fachadas sem aberturas - portas ou janelas) norte, 10 alojamentos para trabalhadores, localizam-se próximo a uma estrada de terra onde, atualmente se encontra o Lago Paranoá. O Lago Paranoá só foi totalmente preenchido com sequência de chuvas do ano de 1961 e o lago artificial surgiu, e então Juscelino Kubitschek (1902-1961)  se deu o prazer de mandar ao Corção (Gustavo, torcia contra, articulista de O Globo e filósofo) o telegrama com duas palavras mais do que suficientes: ‘Encheu, viu?” (ESNAL, 2015, p. 42). Delimitações das proximidades do hotel e estradas ainda em terra batida evidenciam os percursos de acesso não pavimentados no entorno do hotel no período de obras. Percebe-se a presença de diversos trabalhadores transitando nas proximidades das instalações e do hotel. A linha do horizonte contextualiza o ambiente - até então, pouco habitado dado aos primeiros anos da construção de Brasília - em torno do que veio a ser a península do lago Paranoá. No horizonte, a vegetação do Cerrado se estende com fitofisionomias diversas que se distribuem em forma de mosaico, com trechos campestres (campo limpo/sujo) e trechos com maior densidade de árvores, sendo que na parte inferior da imagem nota-se vegetação com aspecto ralo devido a intervenção humana. Nota-se a ocorrência de ação antrópica devido às áreas descampadas, sem a presença de árvores e gramíneas em algumas porções, aparente uso de maquinário para retirada e planificação de terra, montes de resíduos da obra e não havendo a presença de árvores ou gramíneas, dada a diferença brusca do solo, onde se tem gramas e altera-se para um terreno de terra seca. 

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