- DFARPDF NOV-D-04.04-B-18-69
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- 1956 - 1960
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"Fotografia preta e branca em formato paisagem retrata a construção das edificações Representante digital contém uma mancha clara logo acima de um prédio, na região central da imagem. Pontos brancos e riscos também são notados. Vista da pista principal (eixão), sendo que nesta pista estão alguns carros e um homem de camisa escura pedalando na faixa. As três vias do Eixo Rodoviário (que recebem a alcunha de eixão - via central e maior, com 6 faixas separadas por uma faixa especial presidencial - e eixinhos - pistas duplicadas de duas faixas cada, localizadas em ambos os lados da via central), ainda a receber delimitações de via (como faixas e meio-fio) e, entre os intervalos das pistas, é possível observar árvores do Cerrado esparsas, de pequeno e médio porte. Além disso, na lateral esquerda, em frente aos prédios, há árvores de médio porte provavelmente mantidas para fins paisagísticos. Ao fundo da mesma pista, observa-se a movimentação de pessoas. À esquerda da pista marginal (eixinho) estão alguns blocos residenciais de superquadras, mais precisamente das quadras 100 e 300. Ao fundo destes blocos, estão os dois edifícios do Setor Comercial Sul, correspondentes ao edifício Seguradoras (menor, ao lado da copa de uma árvore, com parte do seu esqueleto exposto ao centro) e o prédio do BNDES (maior, do lado esquerdo do ed. Seguradoras). No quadrante esquerdo inferior, vê-se uma estrutura branca que pode ser uma parte de um helicóptero no qual se retiraram as imagens aéreas. No fundo da fotografia, a vegetação do Cerrado se estende pelo horizonte. No plano de Lucio Costa (1902-1998) para o projeto do Plano Piloto, os eixos se Cruzaram em uma perpendicular, sendo o Eixo Monumental uma reta transversal direcionada aos setores administrativo, cívico, cultural, de abastecimento e rodoviário, dividindo o setor residencial em asas sul e norte; e o Eixo Rodoviário uma longitudinal arqueada de acordo com a topografia, responsável por transitar livremente entre o setor residencial, ligando extremos da cidade. Nas palavras do próprio autor do projeto para a Revista Brasília (1957, p.10) sobre o eixo: “Dêsse [sic] modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento"" (Costa, 1957, p.10). Para as superquadras residenciais, o arquiteto e urbanista Nauro Esteves (1923-2007) - bastante atuante na construção de Brasília - explicou ao Arquivo Público do DF que, por não haver tempo hábil de desenvolver quadra por quadra, foram elaborados seis modelos básicos de quadra. O primeiro projeto foi o da SQS (superquadra sul) 113, em 1957; depois as quadras SQS 105 e 305, por Hélio Uchôa (1913-1971), no mesmo ano; Em 1958, SQS 108 por Oscar Niemeyer (1907-2012); Em 1959, SQS 308 por Marcello Campello (1928-1964) e Sérgio Rocha; A construção das quadras não obedeceu essa ordem projetual. O primeiro bloco residencial a ficar pronto foi o da SQS 306 - bloco do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários) - e, na Asa Norte, que foi construída só em 1966, começou pela SQN (superquadra norte) 312, a cinco quilômetros de distância do centro do Plano Piloto.
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