- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-715
- Item
- 1956
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"Fotografia preto e branco, formato paisagem. Vista central do Catetinho 1 já finalizado suas construções e com a pintura branca. Tal obra é composta praticamente toda de madeira com concreto armado e alvenaria, com linhas simples e elegantes, advinda de sua leve influência da casa colonial brasileira e sua concepção modernista que mistura: racionalidade, funcionalidade, beleza, ausência de beiral do telhado e presença de pilotis, característica comum nos prédios residenciais de Brasília, o qual permite o livre trânsito de pessoas no térreo do edifício, na parte esquerda é visível com cadeiras e mesas de madeira, utilizada para a refeição, na parte direita, há um espaço vazio. Na parte posterior do “Palácio de Tábuas”, é possível visualizar parte da parede e janela do anexo que corresponde a cozinha, a lavanderia e o depósito de materiais do local. Próximo ao anexo, há uma árvore que é possível visualizar apenas suas folhas acima da cobertura do Catetinho. Em primeiro plano, é notável o solo ainda sem calçamento com o tradicional “chão de terra batida”. No canto esquerdo da fotografia, destaca-se a presença da folhagem da planta ornamental popularmente conhecida por piteira (Agave sp.) e recorte dos galhos e folhagem da árvore conhecida como pau-doce (Vochysia elliptica). Ao fundo, na extrema direita, três plantas ornamentais popularmente conhecidas por piteira (Agave sp.) enfileiradas e vegetação de cerrado típico (cerrado sentido restrito).
Fotografia referência da NOV-D-4-4-B-2 (532) com leve alteração de colorimetria e leve desfoque fotográfico à esquerda.
CONTEXTO HISTÓRICO DO CATETINHO 1:
Originado de uma discussão entre amigos no Juca’s Bar do Ambassador Hotel, no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1956, o Catetinho foi conjecturado pelo grupo de amigos composto por: o violonista Dilermando Reis (1916-1977), o piloto João Milton Prates (1922-1973) e os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, que enxergaram a necessidade de uma Residência Provisória para Juscelino Kubitschek (1902-1976) acompanhar o cotidiano das obras. A área do Catetinho, localizada atualmente no Trevo do Gama, pertencia à Fazenda do Gama, local próximo a fontes de água e portanto, com presença de mata de galeria. A propriedade foi desocupada no dia posterior à chegada dos trabalhadores, e em pouco mais de 10 dias, entre 18 e 31 de outubro de 1956, ficou pronta a primeira residência oficial de JK, inaugurada em 10 de novembro de 1956. A primeira vez em que o Catetinho foi mencionado no Diário de Brasília em 1956, o edifício era chamado de “Palácio Provisório” e este foi reconhecido como Catetinho em 6 de novembro de 1956. A maioria dos trabalhadores e do empréstimo de materiais veio da empresa de mineração Fertilizantes Minas Gerais S.A. (FERTISA), a qual era de Araxá, Minas Gerais; a obra foi encarregada pelo engenheiro Roberto Penna e pelo engenheiro José Ferreira de Castro Chaves, conhecido como Juca Chaves (1912-?). O “Palácio de Tábuas” foi desenhado por Oscar Niemeyer (1907-2012), projetado com linhas simples e elegantes, tal edifício possui aspectos modernistas seguindo princípios de racionalidade, funcionalidade e beleza. O Catetinho cria o pilotis a partir da sustentação de colunas e varanda no pavimento superior voltado para a fachada principal. Oscar Niemeyer fez o projeto que é praticamente todo de madeira com presença de concreto armado e alvenaria. Este possui uma arquitetura vernacular que pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida (ArchDaily Brasil, 2020), no caso do Catetinho, as madeiras da mata de galeria presente na Fazenda Gama."
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