- DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-484
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- 1959 - 1960
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"Fotografia em preto e branco, no formato paisagem. Em destaque principal da imagem está um grupo de figuras masculinas, próximas de um caminhão com várias peças de mármore enfileiradas; no canto esquerdo da imagem, é possível ver parte do corpo de um trabalhador em cima do início da rampa de acesso ao Salão Nobre, olhando para a direita, vestindo uma calça clara levemente suja, uma blusa de botões com a manga até o pulso, usando botas e um boné na cabeça; em cima do caminhão estão três trabalhadores em pé próximos às peças de mármore, os dois da esquerda vestem calças escuras com blusas de botão com mangas ¾ e presas dentro da calça, ambos com um chapéu na cabeça, o terceiro mais a direta no caminhão veste uma calça cara com blusa de botão com manga até os pulsos e presa dentro da calça, com um chapéu na cabeça; à frente do caminhão um grupo de sete trabalhadores, todos com blusa de botão e cinco deles com chapéu na cabeça; na lateral direita, em pé com as mão no bolso, um cara em cima da rampa de acesso ao Salão Nobre. A fotografia do Palácio do Planalto, edifício sede do Poder Executivo, prédio em formato retangular, possui quatro andares, mais um subsolo e um anexo semienterrado, tem 36 mil metros quadrados; a arquitetura do palácio tem como principais características a pureza das linhas, com predomínio de traços horizontais, e a mescla entre curvas e retas, tais colunas, transmitem um aspecto de suspensão à cortina de vidro que compõem o corpo do palácio; fotografia tirada na base da rampa de acesso ao salão nobre, rampa que se eleva lentamente do solo (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.20), com largura de pouco mais de 7,5m, com o plano inclinado de 32m de comprimento, inspirada na escadaria do Palácio do Catete (atual Museu da República, Rio de Janeiro); aparecendo parte da sequência de nove colunas-curvas harmoniosas encadeadas, revestidas de mármore branco texturizado, sem ornamentos, elementos visuais que remetem a redes, velas de barco, que se movimentam no ar (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.18, p.20), cada uma com 14,4m de altura e um espaçamento de 12,5m (Palácio do Planalto - Entre o cristal e o concreto, p.51). É possível ver que o Palácio está em fase de cimbramento, um processo que consiste na sustentação temporária das formas de concreto durante a construção, a partir de escoras de (madeira ou estrutura metálica).
CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DO PLANALTO
O Palácio do Planalto, sede do poder executivo, localiza-se na Praça dos Três Poderes, em um dos vértices do triângulo imaginário formado por ele, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. Inaugurado em 21 de abril de 1960, foi um dos primeiros monumentos a ser instaurado em Brasília e simboliza a mudança da Capital do Rio de Janeiro para Brasília durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). O projeto foi assinado pelo arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012), os cálculos estruturais foram de Joaquim Cardozo (1897-1978), os jardins e espelho d’água ficaram à cargo de Roberto Burle Marx (1909-1994) e Fausto Favale atuou como engenheiro-chefe na sua execução. A construção foi de responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP) e da Construtora Pacheco Fernandes Dantas ltda. O edifício caracteriza-se por um volume em barra elevado do solo, com varanda circundante e marquise projetada, sustentadas pela colunata dos emblemáticos pilares curvos revestidos em mármore que, posteriormente, tornaram-se referência na paisagem de Brasília.
CURIOSIDADES SOBRE O PALÁCIO DO PLANALTO:
Soneto de vidro: “este ser que se compõe de adjacências,/ E de cimento claro e matinal,/ Tem nos seus nervos finos transparências,/ De luz se alimenta. Fala cristal.” – Soneto escrito por Joaquim Cardozo, sobre o Palácio do Planalto.
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