Canteiro de obras

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NOV.B.05(72)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-05-72
  • Item
  • 1959
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato retrato, tem como ponto focal a placa identificadora do Ministério nº2 - Ministério da Aeronáutica, com informações sobre a construtora e comercial Dacio A. de Moraes S/A, com gestão da NOVACAP D.E 4º D.Obras, sobre o início das obras em 10/6/1959. O projeto modelo dos ministérios-padrão de Oscar Niemeyer foi pensado para ser uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega (fachada sem janelas nem portas) coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental, em Brasília-DF. Andaimes posicionados verticalmente na lateral do prédio permitiam acesso dos trabalhadores aos pavimentos. É possível observar a evolução da etapa construtiva, já que o prédio se encontra em fase final de construção, onde, sua fachada já contempla as esquadrias e os planos de vidro. Ao fundo, edificações de apoio aos trabalhadores do canteiro. No primeiro plano da imagem, nota-se a imediações dos ministérios, no solo de terra seca batida, uma tubulação metálica e mais a frente, um poço de visita. No plano superior da imagem, observa-se a passagem da fiação de postes condutores de energia. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Untitled

NOV.B.05(71)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-05-71
  • Item
  • 1959
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem, tem como ponto focal a placa identificadora do Ministério nº8 - Ministério da Agricultura, com informações sobre a construtora Nova Delhi Ltda., com gestão da NOVACAP D.E 4º D.Obras. A obra foi iniciada em 10/5/1959 e tinha previsão de término em 30/10/1959. O projeto modelo dos ministérios-padrão de Oscar Niemeyer foi pensado para ser uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega (fachada sem janelas nem portas) coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental, em Brasília-DF. Nota-se que o prédio apresenta uma fase avançada do acabamento de suas fachadas - revestida com tijolinhos, esquadrias e planos de vidro colocados. Um andaime localizado ao centro do prédio dava acesso vertical aos trabalhadores. Abaixo do andaime, um trabalhador carrega materiais em um balde e outro, mais à esquerda, corta um pedaço de tábua. Um caminhão se localiza mais à esquerda, próximo à pilha de tábuas de madeira, enquanto uma caminhonete escura mais ao fundo carrega materiais. É possível ver que o canteiro não tem delimitações ou cerceamento e já se encontra com poucos materiais devido ao avanço da obra, o chão estando em terra seca batida, pedregulhos e restos de materiais iminentes no canteiro. No plano mais à frente da imagem, um trabalhador se pendura por cordas e uma cadeira de madeira com duas latas abaixo. Observa-se a ausência de EPIs (Equipamentos de proteções individuais), pois o trabalhador encontra-se descalço, sem capacete ou cordas de segurança afixados ao corpo. No período da construção de Brasília os acidentes de trabalho eram comuns devido à falta de equipamentos de proteção essenciais fornecidos, além de serem escondidos os relatos das manchetes e jornais. É possível ver que, por mais que possuíam capacetes, os operários não tinham cordas, mosquetões ou apoios que o mantivessem presos à estrutura naquela altura. Como relatado em áudios transcritos de trabalhadores da época: ...“Você parava por ali assim, e dava uma olhada na Esplanada dos Ministérios, sempre à tardezinha, à noite. Meu Deus do céu! Parecia fogos de artifício. Era o cidadão trabalhando, peão, gente caindo, muita gente morrendo. Não cuidava muito da segurança, tinha que fazer. E foi fazendo.” (DE FARIA, 1989 apud VIDESOTT, 2009). Do lado direito da imagem há pequenos morros de acúmulos de terra e, ao fundo, coberturas e gruas junto com vegetação típica do Cerrado. Autor da fotografia: Mario Fontenelle

Untitled

NOV.B.05(69)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-05-69
  • Item
  • 1959 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem, placas correspondentes ao ministério nº11, construído entre os anos 1957 a 1960, em Brasília-DF. Tendo a placa principal informações sobre identificação do ministério e sobre a construtora Décio Silviano Brandão Ltda. O projeto modelo dos ministérios-padrão de Oscar Niemeyer pensou em uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega (fachada sem janelas nem portas) coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental. Ao lado da placa principal, placas  acima do cercamento de madeira indicam os fornecedores da obra: Eraklit, responsável pelas chapas isolantes termo-acústicas; Marmoraria São Luiz, encarregada das pedras a serem utilizadas no edifício. No quadrante superior esquerdo, é possível ver as estruturas de andaimes para possibilitar acesso dos materiais nos pavimentos os quais as esquadrias ainda não receberam os painéis de vidro. No terceiro pavimento, no limite direito da imagem, um trabalhador aparece segurando um capacete e olhando em direção ao fotógrafo. No quadrante inferior da imagem, maquinários e materiais aparecem no canteiro. Algumas janelas recebem marcação que possivelmente indicam fabricantes e a construtora responsável pelo edifício - lê-se DSB (Décio Silviano Brandão) no terceiro pavimento, quarta vidraça da direita para esquerda.   

Untitled

NOV.B.05(68)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-05-68
  • Item
  • 1959
  • Part of Untitled

Fotografia preta e branca em formato paisagem, registra a placa da identificação do edifício ministerial praticamente pronto e sem seu cerceamento do canteiro de obras indicando que se trata do Tribunal de Contas - DASD, com obra iniciada em 2/5/1959 e numerada como edifício 7. O projeto modelo dos ministérios-padrão de Oscar Niemeyer pensou em uma construção de dez pavimentos, de fachadas laterais envidraçadas, protegidas por brises e sua empena cega (fachada sem janelas nem portas) coberta por tijolinhos brancos voltados para as pistas do Eixo Monumental. A empresa responsável pela obra é a SETAL Sociedade de Engenharia Terraplenagem Alberto Ltda. e os elevadores são da marca Otis. Ao fundo, uma casa de apoio destinada ao armazenamento de materiais diversos, postes de energia com fiações estendidas pelo canteiro, cerca de quatro caminhões de carga e dois trabalhadores mexendo com uma pilha de terra.  Mais à direita da imagem, outro operário caminha entre canos e pilhas de terra. Atrás do caminhão em primeiro plano, vê-se parte da copa de uma árvore que faz parte da vegetação nativa. Do lado direito da instalação de apoio, mais copas de árvores estão visíveis. A obra já contém sua empena cega revestida de tijolinhos brancos e também demonstra a aplicação de esquadrias e planos de vidro com o pequeno basculante aberto no canto superior esquerdo da fotografia. A linha do horizonte contextualiza o ambiente entorno dos ministérios, até então, pouco habitado, torna-se nítido a presença do Cerrado.

Untitled

NOV.B.04 (36)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-04-36
  • Item
  • 1957 - 1960
  • Part of Untitled

Fotografia em preto e branco.
Sete homens trabalham na fabricação de tijolos em conjunto com uma máquina. À esquerda, um deles, em cima de uma plataforma improvisada, deposita a argila, que então moldada pela máquina, é cortada e separada, como se observa à direita da imagem. A parede de tábuas de madeira do galpão está coberta de números riscados e contas, característicos de um canteiro.

Untitled

NOV.B.2 (656)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-656
  • Item
  • 1956 - 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato paisagem extendida, autor desconhecido. Vista externa do canteiro de obras Palácio da Alvorada. Na imagem, em primeiro plano, encontra-se o terreno plano, oriundo das ações de terraplanagem realizadas no local, de solo exposto, com marcas que indicam o tráfego de veículos e maquinários pesados. Sobre ele, do lado esquerdo do retrato, há um caminhão de capota aberta e, na outra extremidade, um aglomerado de blocos cerâmicos. Em segundo plano, encontra-se o canteiro de obras do entorno imediato, delimitado por um cercamento de troncos de madeira e arame, com um grande acesso principal por meio de um portão de madeira de duas folhas. Além disso, há uma grande placa de identificação do empreendimento, mas que na imagem não aparece legível. Dentro desse cercado, há grandes amontoados de terra e areia e pilhas de blocos de concreto, dispostos, principalmente, do lado esquerdo e próximo à fachada frontal (oeste). Foram registrados, adossados ao volume principal do Palácio, três grandes andaimes de madeira, sendo que um está localizado na extremidade esquerda e os outros dois estão mais ao centro da edificação. Referente a obra, ela se encontrava em fase de concretagem dos elementos estruturais importantes, portanto, é possível visualizar as colunas já concretadas, mas com escoras, a laje do pavimento térreo também escorada, enquanto a laje de cobertura ainda estava com as fôrmas de madeira, suportada por uma grande estrutura de cimbramento, esta composta por escoras de toras de eucalipto e contraventamentos de ripas de madeira. Ainda, é importante evidenciar a presença de poucos operários no momento do registro, situados ao lado do cercamento e sobre a cobertura, cena incomum durante o período de construção. Ademais, é válido ressaltar a sutil presença de fiação elétrica que oferecia infraestrutura para o canteiro de obras

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que a deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”."

Untitled

NOV.B.2 (280)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-280
  • Item
  • 1956 - 1957
  • Part of Untitled

"Fotografia em preto e branco, formato retrato, autor desconhecido. Vista em perspectiva da fachada posterior (leste) do Palácio da Alvorada durante o período de construção. Ocupando a parcela esquerda da imagem, em primeiro plano, há a obra da edificação residencial em fase de concretagem dos elementos estruturais importantes. Portanto, é possível visualizar as colunas concretadas, mas com algumas escoras aparentes, especialmente no primeiro arco inferior, no canto esquerdo, e a laje de cobertura com as fôrmas de madeira, suportada por uma grande estrutura de cimbramento, esta composta por escoras de toras de eucalipto e contraventamentos de ripas. No arco mencionado, um operário é registrado saindo da área destinada ao subsolo aflorado, indo em direção ao nível do solo. Neste mesmo plano, na parte direita da fotografia, nota-se o local designado ao jardim de lazer do Palácio, ainda sem nenhum paisagismo. Logo, o solo é retratado exposto e com diversos fragmentos de materiais de construção, tais como mangueiras, tábuas, ripas e pedaços de concreto. Mais ao fundo, sobre este espaço e conectada à fachada, encontra-se a escada de acesso posterior, ainda sem revestimentos. Logo atrás, em segundo plano, é notório uma grande movimentação de terra, provavelmente realizada para a construção da piscina. Também é perceptível a presença de outros operários atuando no canteiro de obras. Por último, em terceiro plano, há a vista da paisagem natural norte com poucas intervenções humanas.

CONTEXTO HISTÓRICO DO PALÁCIO DA ALVORADA:
O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, situa-se às margens do Lago Paranoá e foi o primeiro edifício de alvenaria inaugurado em 30 de junho de 1958 no embrião de Brasília. Considerado um dos grandes ícones da Arquitetura Moderna brasileira, seu projeto foi concebido por Oscar Niemeyer (1907-2012), o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) responsabilizou-se pelo cálculo estrutural e a execução ficou a cargo da Construtora Rabello SA. É um edifício horizontalizado em concreto armado revestido de mármore branco e vedado com cortina de vidro, levemente suspenso do chão, circundado em toda sua extensão por esbeltas colunas brancas de curvas cônicas, que perpassam sua função estrutural e constituem um dos elementos mais emblemáticos da composição plástica do Palácio. Na fachada frontal, a entrada principal é direcionada por um espelho d’água, reforçando a intenção de leveza da arquitetura, e abriga a escultura “As Iaras”, obra de autoria do escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989). Além do edifício principal, o conjunto do Alvorada conta com bloco um semienterrado de serviço e com uma pequena capela anexa, cuja expressão pictórica remete à obra do arquiteto Modernista Le Corbusier (1887-1965) da “Chapelle Notre-Dame du Haut” (Capela Nossa Senhora das Alturas), mais conhecida como Capela Ronchamp, localizada na França. O projeto de paisagismo é de autoria de Yoichi Aikawa, na época jardineiro do Palácio Imperial do Japão, e complementado nos anos 90 pela arquiteta e paisagista Alda Rabello Cunha (1929-2021). O conjunto do Palácio da Alvorada foi tombado a nível Federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 22 de abril de 2021.

CURIOSIDADE: O Palácio da alvorada possui 12 colunatas na fachada posterior (leste) e 10 na fachada principal (oeste), sendo que as de canto são formadas por uma semi-coluna. A forma definitiva é resultado, especialmente, do projeto estrutural, de Joaquim Cardozo (1897 - 1978). Portanto, a curvatura estabelecida foi definida pela função de 4º grau y= 0,037x⁴ - 0,190x³ + 0,381x² -0,048x (ALMEIDA, 2012, p. 86).
Ainda sobre as colunas e a capela, o cuidado com tais elementos, por meio da realização de protótipos, é evidente em declarações de Oscar Niemeyer, tal como a feita na Revista Módulo, número 15, de junho de 1960, em que menciona: “Apesar dos prazos curtos demais que Brasília nos dava, com que carinho procuramos construir seus palácios. Lembro a coluna do Alvorada construída no chão, na escala natural, para a fixação perfeita das placas de mármore que deveriam revestir. O mesmo ocorreu com a capela, feita primeiro em tijolo com o mesmo objetivo”.
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Untitled

NOV.B.2 (11)

  • DFARPDF NOV-D-04.04-B-02-11
  • Item
  • 1958 - 1959
  • Part of Untitled

"Fotografia em cores, formato paisagem. Em destaque, no centro da fotografia, vê-se a Igreja Nossa Senhora de Fátima. Na fachada lateral esquerda , afere-se a janela em fita vertical, característica comum da Arquitetura Moderna, e na fachada principal presencia-se trabalhadores instalando o painel de autoria de Athos Bulcão (1918-2008). Essa última, possui cinco folhas de madeira,a superfície vazada por figuras geométricas em dimensões e formatos variados, alternando quadrados e retângulos, que receberam vidro colorido de origem italiana, e um vão, no centro, para a entrada dos visitantes. O edifício é circundado por uma vasta área de gramado plantado e um pequeno cercado. Na fachada posterior, sob a marquise, a cobertura formada a partir da projeção da laje, visualiza-se um gerador protegido por uma pequena estrutura de madeira, e atrás uma estrada de terra. Ao fundo, posterior à Igreja, verifica-se remanescente de cerrado típico (cerrado sentido restrito), e à direita, percebe-se parte do depósito da Novacap, voltado para a via W2 Sul, via paralela à W3 Sul, na Quadra 508 Sul e, provavelmente, moradias provisórias em madeira dos trabalhadores para a construção da nova capital.
SOBRE A IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA:
A Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como “Igrejinha”, erguida entre março e junho de 1958, localizada na Entrequadra Sul 307/308 na Asa Sul, foi o primeiro templo católico construído no Plano Piloto em Brasília. Este constitui um modelo de integração entre a forma arquitetônica do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) e a função estrutural desenvolvidas em parceria com o engenheiro Joaquim Cardozo (1897-1978) e com a Construtora Ibira. Sua cobertura, dividida em seis lajes, está em um plano curvo apoiado em três pilares triangulares de concreto, gerando a forma de catenária (curva assumida por uma corrente ou cabo flexível suspensa fixada apenas por suas extremidades e sujeita somente à força de seu próprio peso). No topo do pilar central, sobressai a cruz cristã posicionada paralelamente à base. As paredes da vedação, compostas de concreto, estão dispostas em um plano curvo contínuo sob a projeção de sombra triangular da cobertura, sugerindo mais delicadeza a um pequeno edifício, o qual possui uma grande abertura central. Além disso, sobressai o harmonioso azulejo de autoria do artista Athos Bulcão (1918-2008) contido por toda a extensão das paredes externas. Em sua lateral esquerda e direita destaca-se a janela em fita seccionada em três partes verticalmente a qual atualmente serve como porta de acesso restrito. Já na parte posterior do monumento há cincos janelas que detém formas retangulares e quadradas ora em sentido vertical ora em sentido horizontal.
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